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2005 |
ABRIL l TIRE SUAS DÚVIDAS
Fique atento aos vidros do seu
automóvel
Considerado item de segurança, aparato requer atenção
especial dos proprietários
A Abravauto (Associação Brasileira de Revendedores
de Vidros Automotivos) faz diversos alertas relacionados
a uso, procedimentos e condutas com os pára-brisas.
São dicas que visam orientar os usuários no
sentido de saber o que estão fazendo com um item
tão importante do veículo.
1) Cuidados com vidros roubados
Na hora de colocar um vidro novo no carro, todo cuidado
é pouco. Isso porque é muito comum que o material
utilizado não seja original. A origem de tais produtos
pode ser carros roubados, desmanches ou blindadoras, que
retiram o vidro dos carros em desuso, apagam seu chassi
e recolocam o produto no mercado por um preço bem
mais em conta. Além de ilegal, no processo de retirada
do vidro é muito comum ocorrerem micro fissuras,
que comprometem a durabilidade do produto.
No caso da colocação de vidros não
originais, a única segurança do proprietário,
que detém toda a responsabilidade por aquilo é
utilizar os serviços de um prestador idôneo
e sempre requisitar nota fiscal. Os vidros oriundos desse
mercado paralelo e ilegal podem trazer complicações
jurídicas ao dono do carro se, durante uma vistoria
ou perícia, for detectada a presença de tais
produtos no veículo.
2) Vidro temperado
Desde 1990, está proibido, no Brasil, o uso do pára-brisa
temperado em automóveis. Por custar até metade
do preço de um laminado, não é nada
difícil que o proprietário caia em tentação.
Mas algumas particularidades do temperado devem ser conhecidas,
para que, depois, o motorista decida se realmente vale a
pena.
O pára-brisa temperado, além de ser comercializado
à margem da lei, oferece uma série de riscos
tanto para quem compra quanto para quem vende. Numa colisão,
caso o motorista ou o passageiro seja projetado contra o
vidro, o risco de ferimentos é grande já que,
apesar de quebrar em pequenos pedaços, são
inevitáveis a ocorrência de cortes e a eventual
projeção da pessoa para fora do veículo.
Além disso, os fabricantes, por estarem inseridos
num mercado ilegal, não têm rigor algum com
a qualidade da têmpera. Por esse motivo, numa colisão
o vidro pode estilhaçar em pedaços maiores,
aumentado a possibilidade de acidentes mais graves. A solução
para essa questão é o uso do vidro laminado
nos pára-brisas.
3) Medidas preventivas
Simples medidas preventivas podem evitar dores de cabeças
aos proprietários. Uma delas é manter o vidro
dianteiro sempre limpo. Os pequenos resíduos da poluição,
embora imperceptíveis a olho nu, podem reter areia
e riscar o pára-brisa.
Além de prejudicar a estética do automóvel,
os riscos no pára-brisa prejudicam a visão
do motorista e facilitam o aparecimento de fissuras e trincas
no vidro. Com o tempo essa trinca pode aumentar e, assim,
a resistência do pára-brisas pode ficar comprometida
nesta área em 50%. Portanto, a limpeza do pára-brisa
deve ser feita, sobretudo, antes de o usuário utilizar
as palhetas do limpador. E se, por acaso notar qualquer
avaria no pára-brisa, seja ela uma pequena rachadura
ou fissura, é recomendável que o proprietário
procure um estabelecimento de confiança para reparar
o problema.
Outra dica importante é que os limpadores de vidros,
tanto traseiros quanto dianteiros, sejam trocados a cada
seis meses.
4) Insulfilm
Ele já foi proibido, atualmente está liberado,
mas sempre foi alvo de muita polêmica. Desde 1998,
a resolução 73/98 D.O.U. 20/11/98 legalizou
a utilização de Insulfilm. Mas com ressalvas.
O vidro dianteiro – o pára-brisas –
só pode ter a película numa pequena faixa
na parte superior, numa espécie de degradê.
Na área restante não é permitido o
uso do insulfilm, pois é necessário manter
75% de visibilidade, que já preenchida pela transparência
do vidro verde que vem da fábrica. Já nas
portas traseiras pode-se escurecer 5%, e nas traseiras,
50%. A resolução obriga também que
toda a película colada esteja acompanhada de uma
marca d´água que indique a transparência
do filme.
E depois de colocada, a película requer poucos cuidados
especiais: para sua limpeza, apenas um flanela e produto
neutro.
5) Reciclagem de pára-brisas
Preocupada com as questões ambientais, a Abravauto
está alertando seus associados e a população
sobre a importância do processo de reciclagem de pára-brisas.
Além do alerta, a associação faz também
parcerias que viabilizem o reaproveitamento dos vidros utilizados
por seus associados.
Segundo estudos realizados no setor, todo o mês são
trocados, no Brasil, cerca de 120 mil pára-brisas.
E esse número deve aumentar, já que a frota
mundial está em franco crescimento. Só no
ano passado, entraram em circulação mais de
60 milhões de veículos.
Diante deste cenário, a reciclagem do vidro, um
material praticamente indestrutível, é de
fundamental importância. “Como a natureza não
se encarrega de eliminar o vidro, se continuarmos despejando
seus restos em aterros sanitários, estaremos condenando
a natureza de forma definitiva”, afirma Antonio Ruiz,
presidente da Abravauto.
Além do vidro, outro componente do pára-brisa
pode ser reciclado. Trata-se do PVB, plástico que
é aplicado na camada entre as duas lâminas
de vidro, e que leva aproximadamente 500 anos para ser eliminado
da natureza.
No projeto em andamento na Abravauto, o vidro moído
é entregue a fabricantes de vasos, pratos, copos
e garrafas. Já o plástico ganhará nova
vida sob a forma de tapetes, capas de fios elétricos,
mangueiras, entre outros.
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