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2005
| ABRIL l MAIO l ELES AINDA VÃO
DOMINAR O MUNDO
Robô bípede anda
com balanço no corpo, como o ser humano
Perto dos robôs humanóides japoneses, o RABBIT
pode parecer uma espécie de rascunho de robô
bípede. Mas ele incorpora conceitos extremamente
avançados de forma de andar, sendo o único
robô bípede capaz de andar exatamente como
o ser humano, inclusive com o balanço natural do
corpo.
O
RABBIT é um projeto conjunto de engenheiros de várias
instituições de pesquisa da França
e da Universidade de Michigan, Estados Unidos. Segundo Jessy
Grizzle, o parceiro norte-americano do projeto, o balanço
natural do robô tem muitas aplicações
no campo médico, principalmente nas chamadas próteses
inteligentes, que se adaptam ao usuário, além
de auxiliar na reabilitação física
de pacientes que perderam a capacidade de andar.
É
por isso que o RABBIT não possui pés na total
acepção da palavra. Ele se sustenta sobre
pequenas "rodas de apoio". Esse enfoque foi escolhido
para que se pudesse aprimorar ao máximo o equilíbrio
do robô. Já a inteligência do novo robô,
que, por enquanto, fica fora dele, conectada por fios, incorpora
o entendimento real da mecânica do andar, não
necessitando de plataformas planas para se manter de pé.
"O conceito de estabilidade está reduzido a
duas fórmulas," afirma Grizzle. "É
uma questão de entender o suficiente sobre a dinâmica
do andar e do balanço, de forma que você possa
expressar com fórmulas matemáticas como você
quer que o robô ande, e então automaticamente
produzir o algoritmo de controle que irá induzir
o movimento de andar desejado na primeira tentativa."
Ao destacar a "primeira tentativa", o cientista
refere-se aos mecanismos de inteligência artificial
mais utilizados nos robôs bípedes, que exigem
um processo de aprendizado prévio, quando somente
então o robô será efetivamente capaz
de andar.
"Nosso método analítico é muito
custo-efetivo, reduzindo a quantidade de trabalho experimental
exigido pelo projeto do movimento," afirma Grizzle.
"Se você dispor das características do
paciente, seu peso, altura, como a perna restante funciona
etc., talvez você possa adaptar mais rapidamente a
prótese ao paciente, ao contrário da pessoa
precisar adaptar seu modo de andar à prótese
- que é essencialmente o que acontece hoje. Essas
coisas são sonhos, nós não chegamos
lá ainda. Mas você precisa de um início
para chegar lá."
Em seu site, o professor Grizzle disponibiliza alguns vídeos
do movimento do RABBIT:
http://www.eecs.umich.edu/~grizzle/papers/RABBITExperiments.html
Fonte: Inovação Tecnológica
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