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2005 |
JUNHO l BATIZADA
Pesquisa inédita revela
que gasolina
adulterada já é um dos principais problemas
nas oficinas mecânicas
Os veículos com defeitos originados pela gasolina
“batizada” já representam 15% do movimento
nas reparadoras independentes
A
CINAU (Central de Inteligência Automotiva), instituto
de pesquisa especializado no setor de reparação
automotiva e ligado ao jornal Oficina Brasil, acaba de realizar
um levantamento inédito sobre a gasolina que é
vendida no mercado brasileiro e os reflexos que ela produz
nos consumidores e no mercado de reparação
automotiva. O principal e mais preocupante índice
revelado na pesquisa é que 94,69% das oficinas mecânicas
consultadas afirmam que recebem veículos com problemas
causados por gasolina adulterada. E os veículos com
defeitos deste tipo já representam 15% do movimento
total de uma oficina, um número bastante expressivo
e que já se tornou um dos principais itens atendidos
pelas reparadoras.
As conseqüências desse problema para o bolso
do consumidor não são pequenas. De acordo
ainda com a pesquisa, a gasolina adulterada pode provocar
desde uma simples limpeza no tanque de combustível
até fundir o motor do veículo. O levantamento
feito pela CINAU detectou que, na maioria dos casos, os
gastos com os reparos desse problema ficam entre R$ 110,00
e R$ 310,00.
Essa pesquisa foi realizada, em janeiro deste ano, a partir
de questionários, por meio de perguntas abertas,
sem estímulo, entre reparadores independentes de
todo o território nacional. Exatos 1.201 profissionais
responderam as perguntas sobre o assunto. A margem de erro
máxima calculada pelo estatístico Alexandre
Carneiro, responsável técnico pela pesquisa,
foi de 3%.
Reparadores: conselheiros do consumidor
O mecânico independente transformou-se em um verdadeiro
conselheiro nessa questão da gasolina adulterada,
como revela a pesquisa. As dicas oferecidas pelos profissionais
do setor são tidas como valiosas pelos proprietários
dos carros que querem evitar novos transtornos. A pesquisa
comprova isso quando revela que 91,45% dos consumidores
perguntam aos mecânicos qual é a marca da melhor
gasolina e 83% dos reparadores indicam um posto ou marca
de gasolina aos seus clientes. Outro dado importante é
que 88,75% dos mecânicos aconselham fidelidade a um
posto.
“Geralmente sou questionado pelo cliente que quer
saber como pode adquirir uma gasolina boa para não
comprometer o veículo”, conta Claudinê
Aparecido Saldanha, mecânico e proprietário
da Auto Modelo Bosch Car Service, localizada na cidade de
São Carlos (SP). Além de indicar o posto ou
a marca da gasolina, o mecânico dá outras dicas
a sua clientela. “Para evitar a compra de combustível
de má qualidade, oriento para que descartem os preços
muito abaixo do normalmente praticado no mercado; os postos
localizados em lugares muito baixos porque podem sofrer
infiltrações de chuvas; e o abastecimento
em diferentes postos de gasolina”, explica Saldanha.
Para Cássio Hervé, diretor da CINAU, esse
estudo comprova mais uma vez a grande influência do
mecânico independente sobre o consumidor. “O
mecânico de confiança é um importante
formador de opinião junto ao consumidor, que geralmente
recorre a este profissional para obter todo tipo de conselho
quando o assunto é automóvel: desde que carro
comprar até qual o melhor posto de gasolina para
abastecer”, ressalta Hervé. Vale destacar que
os reparadores autônomos são responsáveis
pelo atendimento de aproximadamente 75% da frota circulante
do País, o que representa cerca de 15 milhões
de veículos.
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Mais
informações:
Onde denunciar - a Agência Nacional de Petróleo
(ANP) mantém o telefone 0800-900267 para receber
denúncias de adulteração do combustível.
O comunicado também pode ser feito para o Centro
de Relações com Consumidor da ANP (www.anp.gov.br)
Clique sobre o gráfico ao lado para
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