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2005 |
AGOSTO l SEGURANÇA
Airbag diminui as chances do
motorista ter lesões graves em acidentes de trânsito
Sistema de segurança deve ser utilizado em
conjunto com o cinto para que a bolsa de ar seja eficiente
e não machuque o condutor ou o passageiro
O
cinto de segurança de três pontos foi um grande
avanço para aumentar a segurança do motorista
na hora de um acidente. Com o surgimento do airbag, as mortes
e as lesões graves têm diminuído sensivelmente.
Segundo o National Highway Traffic Safety Administration
(NHTS), o uso dos airbags vem reduzindo cerca de 11% a 14%
o número de vítimas fatais de condutores e
passageiros que ficam no banco dianteiro do carro.
Mas é preciso saber usá-lo corretamente,
caso contrário as bolsas de ar, ao invés de
evitar, provocam lesões. O requisito básico
é usar o cinto de segurança e sentar, pelo
menos, a 25 centímetros do volante ou do painel do
carro.
Considerado um item eficaz para a segurança do motorista
e do passageiro, o airbag surgiu no Brasil em 1992. O equipamento
ainda é opcional, mas segundo Edson Maia, diretor
de Vendas do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores
de Veículos Autorizados do Distrito Federal (Sincodiv/DF),
ele não é muito procurado pelos consumidores.
“Em um carro popular, o acessório chega a representar
um aumento de até 10% do preço de fábrica
do veículo”, afirma Maia.
O diretor afirma que, dependendo do carro, incluir esse
sistema de segurança não custaria menos de
R$ 2 mil. Além disso, em casos de colisões,
todos os componentes do airbag devem ser trocados.
Hoje, já é possível encontrar no mercado
modelos equipados com airbags localizados nas laterais dos
automóvel, nas colunas das portas e no teto.
A importância do airbag é indiscutível.
As bolsas de ar são acionadas por sensores que percebem
a forte desaceleração do veículo em
uma batida. Elas absorvem o impacto e evita o choque contra
o painel, o pára-brisa ou volante, responsável
por 40% das mortes em acidentes automobilísticos.
O alto custo do equipamento parece ser o principal obstáculo
para a popularização desse sistema de segurança.
Edson Maia acredita que a obrigatoriedade do airbag talvez
não seria a melhor opção para aumentar
a sua utilização . “Essa medida encareceria
muito o preço dos veículos. Conscientizar
a população da importância do airbag
e aumentar a escala de produção poderia diminuir
um pouco o custo”, acredita.
Filiado à Federação Nacional da Distribuição
de Veículos Automotores (Fenabrave), o Sincodiv-DF
conta com 47 associados.
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