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2005 |
AGOSTO l ADITIVOS DETERGENTES E DISPERSANTES
Aditivação da
gasolina recebe apoio na busca da melhora da qualidade
Com
o objetivo de aprimorar as características do combustível
no País, a AEA – Associação Brasileira
de Engenharia Automotiva aposta na obrigatoriedade do uso
de aditivos dispersantes na gasolina como uma das soluções.
“Entre os benefícios da utilização
de aditivos detergentes dispersantes na gasolina estão
a redução de depósitos nas válvulas
de admissão e a conseqüente diminuição
da emissão de poluentes, manutenção
do desempenho do motor no tempo, alongamento da vida útil
e redução do consumo de combustível”,
comenta Marco Saltini, presidente da AEA.
Atualmente, a validação do uso de aditivos
dispersantes (detergentes) na gasolina é baseada
na Portaria nº 41, da ANP (Agência Nacional do
Petróleo), por meio de testes realizados no exterior,
que são suportados pelos principais fabricantes deste
produto. “Este setor reúne todas as condições
técnicas necessárias e vasta experiência
em aditivação para realizar o desenvolvimento
de aditivos a serem incorporados à gasolina brasileira”,
comenta Saltini.
Entretanto, para que a medida tenha resultados positivos
será necessário reforçar a fiscalização.
Os níveis de adulteração, medidos pela
ANP por meio do Programa de Monitoramento da Qualidade dos
Combustíveis, são elevados. Somente em junho
deste ano, 3,8% do combustível analisado apresentou
não-conformidades. Das 11.950 amostras coletadas,
454 estavam fora das especificações.
“Precisamos ter punições severas para
que este problema seja solucionado. As multas têm
se mostrado ineficazes, já que permitem inúmeros
recursos contra o seu pagamento. Além disso, os postos
que são flagrados cometendo este crime são
paralisados, mas rapidamente voltam a operar, após
solução do problema específico detectado,
sem qualquer outra conseqüência”, explica
o presidente.
A gasolina aditivada traz vantagens para o consumidor e
para o meio ambiente. Porém, os atuais índices
elevados de adulteração impedem que tais benefícios
sejam realmente obtidos. “A AEA acredita que os setores
envolvidos devem analisar a questão com responsabilidade
e viabilizar a realização de testes no País
para obtenção da especificação
dos aditivos a serem adicionados à gasolina brasileira
para que, resolvido o problema da adulteração,
a sociedade possa contar com um combustível de alta
qualidade”, finaliza Saltini.
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