Edições 67 e 68


Seguro
| Golf, Mille e Saveiro são os mais roubados

Tragédia | Uma análise sobre acidentes de trânsito com ônibus nas rodovias

Manutenção | Fique esperto na hora da revisão preventiva do veículo

Segurança | Airbag diminui as chances do
motorista ter lesões graves

Escapamento | Revisão mantém o carro ecologicamente correto

Fraude | Álcool anidro poderá ter corante para evitar fraudes

Álcool | Combustíveis orgânicos ganham espaço no país

Qualidade | Aditivação da gasolina recebe apoio da AEA

Direção | Motoristas com mais de sete anos de habilitação farão curso

Segurança | Lançado dispositivo automático de sinalização de parada

Mecânico | ASE Brasil abre inscrições para o 19° teste

Vídeo | Tem nova linha de DVD automotivo

Meio ambiente | Reciclagem no setor automotivo vai muito além dos pneus

COLUNA
Retrovisor
| Little Bastard: Porsche 550 Spyder

SERVIÇO
Dúvida
| Sistema interativo recebe sua dúvida e envia a resposta diretamente ao seu e-mail

2005 | AGOSTO l ADITIVOS DETERGENTES E DISPERSANTES
Aditivação da gasolina recebe apoio na busca da melhora da qualidade

                Com o objetivo de aprimorar as características do combustível no País, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva aposta na obrigatoriedade do uso de aditivos dispersantes na gasolina como uma das soluções. “Entre os benefícios da utilização de aditivos detergentes dispersantes na gasolina estão a redução de depósitos nas válvulas de admissão e a conseqüente diminuição da emissão de poluentes, manutenção do desempenho do motor no tempo, alongamento da vida útil e redução do consumo de combustível”, comenta Marco Saltini, presidente da AEA.

Atualmente, a validação do uso de aditivos dispersantes (detergentes) na gasolina é baseada na Portaria nº 41, da ANP (Agência Nacional do Petróleo), por meio de testes realizados no exterior, que são suportados pelos principais fabricantes deste produto. “Este setor reúne todas as condições técnicas necessárias e vasta experiência em aditivação para realizar o desenvolvimento de aditivos a serem incorporados à gasolina brasileira”, comenta Saltini.

Entretanto, para que a medida tenha resultados positivos será necessário reforçar a fiscalização. Os níveis de adulteração, medidos pela ANP por meio do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis, são elevados. Somente em junho deste ano, 3,8% do combustível analisado apresentou não-conformidades. Das 11.950 amostras coletadas, 454 estavam fora das especificações.

“Precisamos ter punições severas para que este problema seja solucionado. As multas têm se mostrado ineficazes, já que permitem inúmeros recursos contra o seu pagamento. Além disso, os postos que são flagrados cometendo este crime são paralisados, mas rapidamente voltam a operar, após solução do problema específico detectado, sem qualquer outra conseqüência”, explica o presidente.

A gasolina aditivada traz vantagens para o consumidor e para o meio ambiente. Porém, os atuais índices elevados de adulteração impedem que tais benefícios sejam realmente obtidos. “A AEA acredita que os setores envolvidos devem analisar a questão com responsabilidade e viabilizar a realização de testes no País para obtenção da especificação dos aditivos a serem adicionados à gasolina brasileira para que, resolvido o problema da adulteração, a sociedade possa contar com um combustível de alta qualidade”, finaliza Saltini.

http://www.mecanicaonline.com.br capa capa créditos imprimir adicione aos favoritos fale conosco fale conosco