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2005 |
AGOSTO l MEIO AMBIENTE
Reciclagem no setor automotivo
vai muito além dos pneus
Somente na DPaschoal, mais de 4.200 toneladas de resíduos
como aço, plástico e chumbo são reciclados
anualmente
Muito
se fala sobre reciclagem de pneus na indústria automotiva,
mas o que pouca gente sabe é que uma revisão
no carro pode gerar muito mais resíduos do que a
troca de pneus. São escapamentos, molas de suspensão,
bandejas, amortecedores e baterias, entre tantos outros
itens, que podem ser reciclados ou devem receber uma destinação
correta para não elevarem ainda mais o volume de
lixo gerado pela sociedade.
Apenas a DPaschoal recicla 536 toneladas de resíduos
por mês, geradas em seus 200 pontos de venda nas regiões
Sul e Sudeste do País, de acordo com o primeiro balanço
trimestral de ações ambientais da companhia.
Para este ano, a previsão é alcançar
6,5 mil toneladas. Tais números representam um aumento
de quase 10% em relação ao ano passado, quando
a empresa destinou seis mil toneladas de produtos para serem
tratados, ou 500 toneladas por mês. Mais da metade
desse volume é de resíduos de plástico,
aço e chumbo resultantes das manutenções
dos seus clientes, que voltam ao mercado como novos produtos.
Para realizar este trabalho, a DPaschoal fechou parceria
com a Mazola Logística e Reciclagem. Sediada em Valinhos,
no interior de São Paulo, ela cuida da gestão
dos resíduos de toda a empresa, em sete estados,
processo que vai da vistoria do local onde os resíduos
ficam armazenados nas lojas até o acompanhamento
do correto destino de todos os produtos na última
etapa, que é o reciclador.
O início da reciclagem se dá com a orientação
dos próprios funcionários da DPaschoal, que
aprendem a separar e armazenar de maneira correta o que
poderia ser considerado lixo. A coleta fica a cargo da Mazola,
cujos motoristas são treinados para fazer uma rápida
"auditoria" das condições em que
os resíduos estão na loja e dão orientações.
Todos os meses, a DPaschoal recebe relatórios com
a comprovação da correta destinação
do material. Como todo o processo é acompanhado,
torna-se possível rastrear a localização
exata dos resíduos.
"Acreditamos fortemente que não basta a empresa
se livrar dos seus resíduos, sem se preocupar com
o que está sendo feito com eles. Isso é empurrar
o problema para que outro cuide, e não buscar a solução",
afirma Paulo Davidoff, gerente de Desenvolvimento de Marketing
da DPaschoal.
Além do relatório de destinação,
as empresas também desenvolveram um guia de procedimentos
operacionais para cada um dos itens que devem ser reciclados
ou co-processados. No guia, constam informações
sobre a coleta, cuidados na chegada do produto, descarga,
triagem, armazenagem e destinação dos resíduos.
"Produtos como baterias e embalagens de óleo,
por exemplo, recebem cuidados especiais desde a chegada
até a embalagem para distribuição,
devido ao risco de contaminação que oferecem",
comenta Marcelo Luis Alvarenga, da Mazola Logística
e Reciclagem. |