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2005 |
AGOSTO l MEIO AMBIENTE
Revisão no sistema de
escapamento e
exaustão mantém o carro ecologicamente correto
Na comemoração do Dia Mundial do Meio
Ambiente, especialista explica como a manutenção
preventiva pode contribuir para o bom funcionamento do veículo
e a conservação da boa qualidade do ar
Mal estar, irritação dos olhos, garganta
e pele, dor de cabeça, enjôo, bronquite, asma
e até câncer de pulmão são males
que podem ser ocasionados pela emissão de gases poluentes
no ar que respiramos. Com a frota de veículos automotivos,
entre carros, motos, ônibus e caminhões, maior
a cada dia, os grandes centros urbanos, como São
Paulo, buscam alternativas para reduzir a poluição.
Manter o sistema de exaustão e escapamento do carro
em ordem é uma medida preventiva louvável
para todos os motoristas que querem comemorar o Dia Mundial
do Meio Ambiente com a gostosa sensação de
estar agindo de maneira "ecologicamente correta".
"Para dirigir sem poluir o ar, é necessário
efetuar manutenções preventivas nos sistemas
de alimentação, ignição e exaustão
do veículo, pelo menos, de três em três
meses", alerta Álvaro Pinheiro, consultor técnico
da Midas Auto Center. O sistema de alimentação
é composto pela bomba de combustível, bico
injetor, filtro de combustível e regulador de pressão.
A ignição inclui bobina, velas e cabos, e
o sistema de exaustão é o escapamento.
Composto por coletor de escape, catalisador, abafador intermediário
e silenciador traseiro, na maioria dos carros, o sistema
de escapamento é muito susceptível à
corrosão e, por isso, faz-se necessário checar,
periodicamente, o estado de todos componentes, além
de verificar seus pontos de fixação e substituir
os coxins (pequenas peças de borracha que seguram
o escapamento na carroceria ou nos ganchos de fixação)
danificados.
"Outros grandes inimigos do escapamento são
os impactos na parte de baixo do veículo, comuns
ao passar por lombadas ou buracos nas ruas das cidades",
lembra Pinheiro. "Sempre que o carro sofrer uma batida
desse tipo, é interessante realizar, imediatamente,
uma revisão do escapamento, pois isso pode minimizar
os custos do serviço", aconselha. Apesar de
não interferir nos níveis de emissão
de gases, os escapamento abertos também causam danos
ao meio ambiente, já que contribuem para um outro
tipo de poluição, a sonora, igualmente prejudicial.
Os veículos mais modernos contam com um grande aliado
na defesa do meio ambiente, pois são equipados com
catalisador, um componente que transforma os gases nocivos
à saúde (por meio de catálise), em
gases menos tóxicos, como resultado da queima do
combustível dentro do motor. O catalisador hoje já
é obrigatório segundo as leis que definem
os limites máximos de emissão de gases poluentes.
"Os carros mais novos também são menos
nocivos ao meio ambiente, pois possuem um maior número
de componentes eletrônicos e são rigorosamente
controlados pelas montadoras no intuito de poluir menos".
Observa Álvaro Pinheiro. O grande problema é
que a frota de veículos antigos e mal conservados
ainda é muito grande. Segundo dados do DETRAN de
São Paulo, na capital paulista a porcentagem de carros
com zero a cinco anos é de apenas 24,48%, ou seja,
menos de um quarto do total que circula diariamente pela
cidade.
Outro item que podem interferir na emissão de gases
poluentes e, conseqüentemente, na qualidade do ar,
é a qualidade do combustível utilizado, já
que, segundo o técnico da Midas, o combustível
adulterado danifica irremediavelmente, os componentes internos
do motor e do sistema de escape.
De acordo com as especificações do PROCONVE
– Programa de Controle da Poluição do
Ar por Veículos Automotores, da CETESB (Companhia
de Tecnologia de Saneamento Ambiental), de São Paulo,
a percentagem permitida para a adição de álcool
à gasolina é de 22%. Segundo a entidade, essa
mistura provoca uma redução da ordem de 50%
na emissão de monóxido de carbono.
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