| 2005
| OUTUBRO l MELHOR VISUALIZAÇÃO
Uso de faixas refletivas na
traseira e laterais de veículos comerciais ganha
apoio
Associação Brasileira de Engenharia
Automotiva considera que a utilização da faixa
refletiva em automóveis causaria impacto nas montadoras
e deveria ser discutida com outras entidades antes da obrigatoriedade
A
AEA - Associação Brasileira de Engenharia
Automotiva, por meio de sua Comissão Técnica
de Segurança Veicular, avalia positivamente o uso
da faixa refletiva em veículos comerciais leves e
reboques, tais como picapes acima de uma tonelada, vans
e furgões. No entanto, considera essencial uma discussão
separada para verificar a obrigatoriedade para o uso dessa
peça em automóveis e picapes de pequeno porte.
“Além de discutir separadamente é preciso
envolver outras entidades, como a ANFAVEA, para que seja
levada em consideração a eficácia dos
dispositivos atuais e a real necessidade da inclusão
dessa faixa adicional em automóveis”, propõe
Alexandre Novaes, coordenador da Comissão Técnica
de Segurança Veicular da AEA.
Para a Associação, a utilização
das faixas refletivas em veículos de grande porte
é importante e eficaz, conforme os números
de estudos do governo norte-americano, que comprovam a redução
de colisões nos EUA, onde o uso da faixa refletiva
em transportes rodoviários pesados é obrigatório
há seis anos. Contudo, a questão envolvendo
automóveis é mais complexa, uma vez que adaptações
deveriam ser feitas, o que causaria certo impacto nas montadoras.
Dessa maneira, caso o Projeto de Lei 5449/02, de autoria
do deputado Max Rosemann (PMDB-PR) sobre obrigatoriedade
das faixas refletivas em automóveis seja aprovado,
as montadoras teriam que lidar, principalmente, com o impacto
em razão das alterações que a instalação
das faixas refletivas trariam na estética dos carros.
“As novas regras teriam que ser acomodadas ao designer
dos carros fabricados no Brasil, mas não sabemos
como os consumidores de outros países reagiriam.
É possível que as montadoras fossem obrigadas
a ter designers diferentes para o produto vendido no Brasil
e o exportado. Isso geraria um encarecimento nos projetos.
No caso dos importados, o dilema seria ainda maior, pois
as fábricas teriam que decidir se valeria à
pena ter um modelo atendendo à exigência brasileira
ou se fariam a adaptação aqui mesmo. De qualquer
forma, seria um custo a mais para o consumidor", explica
Marco Antonio Saltini, presidente da AEA.
Além disso, segundo a própria AEA, vários
aspectos técnicos terão que ser detalhados
antes da implantação, tais como: área
refletora, espaçamento entre as películas,
características de reflexão, posições
de instalação - se apenas na traseira ou também
nas laterais. “Esses estudos técnicos podem
ser feitos na própria Comissão Técnica
de Segurança Veicular da AEA ou na Câmara Temática
de Assunto Veiculares do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito),
da qual a AEA também participa", completa o
engenheiro Alexandre Novaes.
A AEA estará sempre comprometida com os assuntos
que visam melhorar a segurança e atenta aos tramites
na legislação, a fim de contribuir com as
condições do trânsito brasileiro.
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