| 2005
| NOVEMBRO - DEZEMBRO l MOTOR FLEX EXIGE
COMPLEXIDADE
Apenas trocar chip não
resolve
O gerente executivo de Power Train da Volskwagen do Brasil,
João Alvarez, vai direto ao ponto: É publicidade
enganosa afirmar que a simples troca de um chip transforma
um motor a gasolina em motor flex.
Ele
argumenta que "o chip é uma resistência
que modifica o tempo de injeção para ambos
os combustíveis. O motor passa a ter um tempo de
abertura maior da injeção para o álcool".
Segundo ele, "o álcool tem um poder calorífico
30% inferior ao da gasolina e necessita de um volume maior
injetado nos cilindros para obter igual explosão.
O problema é que a maior vazão do álcool
servirá também para a gasolina, o que gera
o aumento de consumo deste combustível de 30%".
Alvarez observa que "um motor a gasolina não
foi construído visando combater a corrosividade do
álcool.
Os motores flex têm liga metálica especial
que reveste os bicos injetores, cilindros, anéis
e bomba de combustível e resiste à corrosão
do álcool". "Os motores flex também
foram testados em diversas condições de pressão
atmosférica, até ser encontrada a taxa de
compressão ideal, que serve aos dois combustíveis.
A regulagem de um motor flex segue um projeto original
de engenharia de enorme complexidade tecnológica,
checada, carro por carro, num diálogo entre a central
de injeção e um computador externo",
diz. "Para nós a tolerância é zero.
Qualquer desvio de padrão encurtará a vida
do motor útil, além de ser um desastre para
o bolso do proprietário".
Correio do Povo |