| 2005
| NOVEMBRO - DEZEMBRO l MANUTENÇÃO
Rode com segurança
Reparação de rodas, seja de aço ou
de liga leve, compromete a segurança do motorista.
Especialistas indicam, em todos os casos, a troca da peça
Preocupar-se
com a segurança do veículo é o aspecto
mais importante na hora de consertar algumas peças.
Às vezes, não vale a pena reparar, mas trocar
determinado item. A recomendação é
do diretor do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores
de Veículos Autorizados do Distrito Federal (Sincodiv/DF),
Fernando Adriano. As rodas de um automóvel enquadram-se
nesse contexto.
Os clientes precisam ficar atentos para detalhes e diferenças
entre uma roda de aço e uma de liga leve, composta
de alumínio. A primeira possui duas chapas de aço,
que são fundidas. Uma é utilizada para formar
o centro da roda, a outra compõe o arco da roda.
A segunda é produzida a partir de uma única
peça.
De acordo com Fernando Adriano, reparar qualquer um dos
dois tipos de roda significará problemas futuros
para o motorista. “Itens relacionados com a segurança
do carro, como freio, rodas e suspensão, não
valem a pena reparar. Pode comprometer a dirigibilidade
e o equilíbrio do veículo”, ressalta.
Anderson Claiton, chefe da oficina da concessionária
Brasal, afirma que no caso da roda de aço, no máximo,
ela pode ser desamassada. “É perigoso fazer
isso, pois altera o equilíbrio do carro que, possivelmente,
irá vibrar e soltar parafusos, podendo causar acidentes.
O indicado é trocá-la”, diz.
Aplica-se o mesmo procedimento às rodas de liga
leve. O reparo nesse tipo de material, no caso o alumínio,
tira as características originais da peça,
cujas especificações são estipuladas
de acordo com as características do carro que vem
de fábrica. “O reparo nunca fica perfeito.
O material utilizado na solda não possui a mesma
consistência do alumínio original. A possibilidade
da roda não resistir a um pequeno impacto é
bem mais alta”, diz Anderson.
Troca das rodas – Ao fazer a troca de uma roda é
necessário conferir as suas medidas. O fiscal do
Detran/DF, Gerson Souza, diz que não é permitido
colocar rodas e pneus que fogem às especificações
originais do veículo.
Ao colocar uma peça com diâmetro maior ou
pneus com um perfil mais baixo, o veículo precisa
ser submetido a uma vistoria do Detran. Gerson diz que é
indicado olhar o manual do carro para saber os limites de
aro e de espessura do pneu.
O fiscal ainda afirma que qualquer alteração
feita na estrutura do automóvel (motor, formato,
capacidade, numerações, etc.), quando notada
pela vistoria simples, o Detran encaminhará o veículo
para uma inspeção técnica. “Esta
verificará se as alterações se enquadram
ou não na legislação vigente. Se estiver
tudo dentro das normas, o carro será liberado. Caso
contrário, será encaminhado aos serviços
(públicos ou particulares) capazes de fazer as operação
necessárias no automóvel”, conclui Souza.
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