| 2005
| NOVEMBRO - DEZEMBRO l SALVANDO OS
PEDESTRES
Segurança veicular ativa pode
evitar acidentes fatais
Segundo estudos recentes do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (IPEA), o trânsito brasileiro, anualmente,
deixa mais de 350 mil pessoas feridas e 30 mil mortos,
resultando num custo social anual estimado em R$ 10 bilhões.
Um
dos grupos mais vulneráveis a acidentes fatais
são os pedestres. Na pesquisa do IPEA realizada
em São Paulo, os atropelamentos representaram 42,18%
do total de acidentes levantados e 50% dos óbitos
registrados. Por isso, a Semana Nacional de Trânsito – que
foi realizada de 18 a 25 de setembro – teve
como tema “No Trânsito Somos Todos Pedestres”.
O que poucos brasileiros conhecem é que há tecnologias
capazes de contribuir para reduzir esta estatística
e que já estão disponíveis no mercado
desde a década de 80. São os sistemas de
segurança veicular ativa, como o ABS (Sistema Antibloqueio
de Frenagem).
Dados mundiais - A adoção
de tecnologias de segurança
veicular ativa, como o ABS, pode reduzir para 27% o risco
de acidentes fatais envolvendo pedestres e ciclistas. O
dado é do encarte especial sobre sistema ABS publicado
na edição de Maio/2005 da revista do CESVI – Centro
de Experimentação e Segurança Viária.
Isso acontece porque os sistemas de segurança veicular
visam evitar que acidentes ocorram, ao detectar situações
de perigo e agir para ajudar o motorista a manter o controle
do veículo. Além de reduzir a distancia de
parada em mais de 20%, o sistema ABS garante a dirigibilidade
do veículo,
ao evitar o travamento das rodas em frenagens de emergência,
aumentando significativamente as chances do motorista evitar
um atropelamento ou outro tipo de acidente.
A comprovada contribuição para a redução
de acidentes fez com que a Comunidade Européia,
por exemplo, adotasse o ABS como item de série nos
veículos que circulam naquela região.
Dados Brasil - No Brasil estima-se que
apenas 12% dos automóveis
novos recebam o sistema ABS, na maioria das vezes
por meio de pacotes opcionais. Mas a taxa de instalação
vem crescendo anualmente e já é possível
encontrar alguns modelos com ABS de série ou com
alta taxa de instalação como no Toyota Corolla
e Fielder, Citroen Picasso, Renault Scenic, GM Zafira e
no Peugeot 307, entre outros.
De acordo com um recente estudo de comportamento, encomendado
pela Robert Bosch, a baixa adoção dos sistemas
de segurança ativa no Brasil tem como um dos principais
motivos o fato dos brasileiros, em geral, desconhecerem
o que são estas tecnologias e quais seus benefícios.
O estudo constatou que os brasileiros conhecem mais os
sistemas de segurança passiva (que visam proteger
o passageiro quando um acidente acontece), do que os sistemas
de segurança ativa (que visam evitar que acidentes
ocorram). Outro dado relevante, levantado pelo estudo, é que
as consumidoras dão preferência aos itens
de segurança veicular, desde que conheçam
como funcionam e qual nível de segurança
oferecem. Enquanto os homens preferem itens de conforto
como a direção hidráulica.
Neste estudo, foram entrevistados 44 consumidores do estado
de São Paulo proprietários de carros com
e sem Sistema Antibloqueio de Frenagem (ABS). O objetivo
da pesquisa foi detectar a importância do item segurança
para o consumidor brasileiro e porque o ABS ainda não é adotado
em larga escala no país.
Informações úteis
- 1,7
segundos é o tempo que o motorista
leva entre perceber uma ocorrência e efetivamente
iniciar o processo de frenagem do veículo. Neste
período, um veículo a 100 km/hora percorre
47,2 metros.
- Os sistemas de segurança passiva
são desenvolvidos para proteger o passageiro quando
acontece um acidente. O cinto de segurança e o air-bag
são exemplos de sistemas passivos.
- Os sistemas de segurança veicular ativa têm
por objetivo evitar que acidentes ocorram. São exemplos
de segurança ativa:
ABS – Sistema Antibloqueio de Frenagem – evita
o travamento das rodas do carro durante a frenagem, fato
que ocorre normalmente em freadas bruscas ou em piso escorregadio,
garantindo a dirigibilidade do veículo nestas situações.
TCS – Sistema de Controle de Tração – evita
que a roda derrape nas arrancadas em piso escorregadios.
Acumula ainda a função ABS.
ESP – Programa de Eletrônico de Estabilidade
- mantém a estabilidade direcional do veículo
em curvas muito rápidas e desvios bruscos através
da atuação nos freios e/ou no motor sem a
interferência do motorista. Acumula ainda as funções
ABS e TCS.
Sugestão de fontes:
Pesquisa IPEA – www.ipea.gov.br
CESVI – Centro
de Experimentação
e Segurança Viária - www.cesvibrasil.com.br
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