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2007 | EDIÇÃO 95 | NOVEMBRO | SEU
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Novas normas para o uso do capacete começam a valer no próximo ano
Resolução 203, do Contran, entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2008. A partir desta data, o condutor será obrigado a utilizar equipamentos que tenham o selo de certificação do Inmetro. SINCODIV/DF apóia medida e diz que mercado está preparado para atender à demanda
A resolução 203, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que institui novas regras para o uso do capacete, deve entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2008. As normas começariam a valer em 6 de agosto.
Fica obrigatório a utilização de capacetes que tenham o selo de certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Nomalização e Qualidade Industrial (Inmetro). De acordo com as determinações do Contran, eles deverão ter viseira, que durante à noite precisa ser do padrão cristal.
Mas aqueles que não tiverem a viseira, também poderão ser usados, desde que o motociclista coloque um óculos de proteção. Estes, por sua vez, devem permitir o uso simultâneo de óculos de grau ou de sol.
A aplicação de películas sobre as viseiras passa a ser proibida. A nova norma também exige que os capacetes tenham em seus cascos faixas retrorrefletivas, aplicadas em todas as direções. Elas deverão ter, pelo menos, 18 centímetros quadrados. A resolução frisa que esses elementos de sinalização precisam estar presentes na parte da frente, de trás e nas laterais.
Para Edson Maia, diretor do SINCODIV/DF, essa regulamentação mais exigente sobre o uso de capacetes deveria ter sido implantada há muito tempo. “Com as novas regras, o acessório não apenas terá o papel de proteger o condutor, como vai permitir aos outros motoristas ter uma visibilidade maior dos motociclistas. Acredito que o índice de acidentes fatais por moto deverá sofrer uma redução”, considera.
Existem hoje, no mercado, diversos tipos de capacetes autorizados para o uso: fechados, com viseira; abertos, sem proteção no queixo; o modular, com frente móvel; e o misto, com queixeira removível.
Segundo o gerente de Pós-Vendas de uma das concessionárias que atua no setor em Brasília, Luiz Pedrosa, o mercado já está se preparando para oferecer ao consumidor capacetes adaptados com as novas exigências.
Pedrosa afirma que a escolha do capacete certo depende do nível de exigência de cada pessoa, dos recursos que ela tem disponível para investir no acessório e, até, do estilo. “Mas é importante ressaltar que o condutor deve usar capacetes certificados pelo Inmetro, que de alguma forma foi testado dentro das especificações técnicas exigidas por lei”, completa.
Luiz destaca que o mercado oferece capacetes dentro das normas exigidas a partir de R$ 50, aproximadamente. “O preço aumenta de acordo com o material do acessório, do alcochoado, do encaixe, do peso, entre outros fatores. Para mim, o indicado é sempre utilizar, independente do preço, capacetes que tenham proteção no queixo. Oferece mais segurança, sem dúvida”, conclui.

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