2007 | EDIÇÃO 95 | NOVEMBRO | SEU
VEÍCULO | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA
ONLINE Direção: desconforto e instabilidade pode ser sinal de problema com a suspensão O sistema de suspensão automotiva é responsável por suavizar as trepidações causadas pelo contato do pneu com o solo e garantir a estabilidade necessária para condução do veículo.
A DPaschoal, maior rede de serviços automotivos do Brasil, alerta aos condutores a respeito dos cuidados para manter o conforto e a segurança do veículo. Diferente do que se acredita, a suspensão não é composta apenas de mola e amortecedores. Na prática, o bom funcionamento do sistema depende das boas condições de todos os componentes, que reúnem aproximadamente 12 itens.
De acordo com Ricardo Pereira de Lima, gerente de Engenharia de Produtos e Serviços da DPaschoal, é indicado que o motorista faça a revisão no sistema de suspensão a cada 5 mil quilômetros ou quando notar uma anomalia como ruídos (rangido) ou carroceria instável no momento de transpor algum obstáculo. “A falta de estabilidade do veículo especialmente em curvas ou até mesmo o desgaste irregular dos pneus também requerem atenção do condutor. Vale ressaltar que, em muitos casos, é difícil identificar qual o componente que está com defeito, por isso o mais indicado é consultar um especialista.", afirma Lima.
O gerente ressalta, ainda, que a falta de manutenção deste sistema pode sobrecarregar e comprometer o desempenho das demais peças, causar o desgaste prematuro ou mesmo irregular dos pneus aumentando, assim, a despesa com o reparo do carro.
As principais funções do sistema de suspensão e os motivos de troca são:
Amortecedor – controla as molas e mantém a estabilidade do pneu e da roda em contato com o solo. Os fabricantes recomendam a troca preventiva a cada 40 mil quilômetros ou quando o mesmo apresentar algum defeito, como vazamento.
Mola – é o componente responsável pela sustentação da carroceria do veículo. Esta peça absorve irregularidades do terreno, controla a altura do automóvel, alinhamento e equilíbrio da suspensão. As molas atuam diretamente no conforto e devem ser substituídas quando sofrer alteração da sua forma original, como cortes, quebra, ferrugem, elos em atrito ou no caso do carro estiver fora de nível.
Coxins – eles ligam o conjunto mola e amortecedor à carroceria do veículo e têm a função de absorver impactos. Trocas são recomendadas no caso de quebra, folga ou rolamento danificado.
Bandeja / braço – une a roda ao chassi por meio de buchas e pivôs, determina o alinhamento de rodas, além disso, contribui para manter o carro estável. Sua troca é necessária no caso de defeitos de buchas com folgas, desalinhadas ou empenadas.
Pivô – este item garante a articulação da roda e sustenta a suspensão. O seu reparo é indicado quando ocorrer folga ou rompimento.
Rolamento de roda – alivia o atrito ao rodar permitindo menor esforço ao deslizamento. Ruídos indicam que a peça precisa ser substituída.
Junta homocinética – ela transmite a força do motor para as rodas do veículo. Em caso de ruídos, a mesma deverá ser trocada.
Bieleta / tirante – eles são componentes que fazem a ligação da suspensão com a barra estabilizadora. Sua troca é recomendada quando ocorrer folga, rompimento ou quando a borracha estiver danificada.
Barra estabilizadora – mantém a estabilidade do veículo nas curvas. Quando ocorrer uma quebra ou quando ela ficar irregular, o condutor deverá providenciar a sua troca.
Aproveite e entenda como funciona a direção hidráulica:
Revisões periódicas contribuem para economia do motorista - A DPaschoal, maior rede de serviços automotivos do Brasil, alerta os motoristas sobre a importância da manutenção preventiva para veículos. Por isso, a empresa oferece o serviço de checagem automotiva gratuita aos seus clientes. Ela também é uma forma de contribuir com a iniciativa da Prefeitura de São Paulo, que instituiu na capital paulista, em junho deste ano, o "Mês da Conscientização pela Manutenção Preventiva de Automóveis".
Além de conscientizar a população sobre a importância da análise preventiva das condições dos veículos para melhora no trânsito na cidade, a medida ajuda a evitar acidentes e contribui com o meio ambiente. Segundo dados da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego), em março de 2007, foram removidos na cidade de São Paulo, uma média diária de 299 veículos com defeitos mecânicos, 101 com falhas elétricas e seis por falta de combustível.
“Os consertos inesperados, na maioria das vezes têm um gasto superior ao custo da revisão periódica e podem provocar acidentes e outros transtornos”, afirma Ricardo Pereira de Lima, gerente de Engenharia de Produtos e Serviços da DPaschoal. O condutor pode evitar os imprevistos de maneira prática e eficiente com a revisão de alguns componentes, entre eles:
Sistema de freios – essa checagem minimiza as chances de colisão por falha mecânica. Além das pastilhas e do fluido de freio, devem ser conferidos os demais componentes que, juntos, garantem a segurança dos motoristas.
Pneu – neste item, o indicativo é a profundidade do desenho da banda de rodagem. Quanto mais raso o sulco, menor a aderência ao solo. Sem ranhuras, o pneu não se agarra ao asfalto e a água não escoa, o que eleva as chances de aquaplanagem e perda de direção quando o motorista precisa frear o veículo.
Calibragem dos pneus (inclusive o estepe) – a calibragem deve ser feita com a carga total indicada no manual do veículo. É importante lembrar que a calibragem deve ser feita no início da viagem, com os pneus ainda frios.
Rodas – é recomendável a troca quando as mesmas estão tortas, amassadas ou enferrujadas. Este equipamento em más condições pode danificar os pneus do veículo.
Palhetas do pára-brisa – em más condições, elas podem diminuir a visibilidade do condutor em dias de chuvas abundantes. É indicada a troca uma vez ao ano.
· Motor – importante conferir os níveis da água e do óleo se estão de acordo com as recomendações do fabricante. O aquecimento do motor é uma ocorrência de grande probabilidade quando os níveis não estão corretos. Além disso, sob condições extremas, a falta de óleo pode provocar danos nos pistões e, em último caso, o motor chega a fundir. Óleos muito antigos também podem prejudicar o desempenho do motor.
· Alinhamento e balanceamento – manter o carro balanceado e alinhado é fundamental para dirigir com tranqüilidade. Aumentar a descrição deste tópico. Suspensão - A suspensão também deve ser avaliada. O carro em alta velocidade pode perder a estabilidade se estes pontos não estiverem em ordem. Isso sem falar no desconforto que as suspensões em más condições podem causar nos passageiros.
· Equipamentos de Segurança – chave de rodas, macaco e triângulo estão no veículo e com condições de uso. Problemas com essas peças podem transformar um simples pneu furado em uma longa espera por ajuda.
· Sinalização – checar o funcionamento de lâmpadas de sinalização dianteiras e traseiras é também uma boa medida para minimizar as chances de acidentes.
· Baterias – durante o inverno é comum os condutores terem dificuldade para dar partida no motor, pois o óleo e o combustível estão mais frios e demoram mais para circular. Neste período as baterias que já estavam em más condições costumam falhar.