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EDIÇÃO 100 | ABRIL | 2008 | SEU
VEÍCULO | CONHEÇA
A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
A vingança
do brucutu - um banho de sangue e álcool em nossas
ruas e estradas
Artigo do professor Erasmo Rizzuto
Quando
comecei a rabiscar meus primeiros automóveis, era
como qualquer garoto, que sonhava com potência, visual
e velocidade. Durante anos, aperfeiçoei meu estilo
pessoal de desenhar, sempre consciente de que desenho é
só desenho, nunca confundi uma imagem no papel com
carro de verdade, sabia desde sempre que o processo de projeto
(Design significa projeto, não confunda com desenho,
puro e simples) envolvia muito mais que visual, afinal,
carros são máquinas grandes, poderosas, que
podem transformar qualquer velhinha indefesa, de pedestre,
em motorista assassina.
Com o passar do tempo, comecei a dirigir, aos dezoito anos.
Um mês depois de conseguir minha habilitação,
sofri um grave acidente, por falha de projeto do carro que
eu dirigia. Meu pé se enroscou entre os pedais do
freio e do acelerador e eu bati contra um caminhão
carregado de vinho (!), sofrendo um corte na prega vocal
esquerda e lesões na coluna cervical. Isso ocorreu
em 1986 e eu acreditava que a Volkswagen não tinha
tanta culpa assim, pois o Fusca era um projeto da década
de 1930, feito para servir como tanque de guerra, eu é
que estava usando mal o carro, tentando ir para a escola.
Só não entendia como ele podia ter tão
pouco espaço entre os pedais, já que deveria
ser dirigido por soldados alemães, isso não
fazia sentido.

Hoje, porém, em pleno século XXI, a VW coloca
no mercado um carro de projeto recente, o qual, mesmo com
o motor desligado e o freio de mão puxado, é
capaz de mutilar seus usuários. Que ironia! Os filhos
e netos da geração da Jovem Guarda (aqueles
que roubavam o lavador do pára-brisas do Fusca, no
final da década de 1960, para fazer anel - o Brucutu),
estão tendo seus dedos decepados pelo descendente
do Fusca, um carrinho caro e descartável, como todos
os carros desta geração atual. Basta ver o
estado em que ficam após uma colisão, para
perceber que, ou estavam em altíssima velocidade,
ou são feitos de gelatina, se desintegram totalmente,
só de olhar para eles.
O objetivo desta matéria não é atacar
a VW ou o Fox. Apenas gostaria de deixar clara a ligação
estreita que existe entre Design e Segurança no Trânsito,
pois muita gente ainda se confunde e me questiona sobre
a relação entre uma área e outra. Ainda
esta semana, eu recebi um e-mail malcriado, que me cobrava
medidas mais práticas, que fôssem além
das palestras que profiro. Me perguntei se seria tarefa
minha sair por aí fiscalizando e multando motoristas
bêbados, por exemplo e cheguei a uma conclusão
prática, que está ao alcance de qualquer cidadão
de bem, que queira se engajar em uma campanha prática:
VAMOS EXIGIR A PROIBIÇÃO
DA PROPAGANDA NA TV E DA VENDA EM
SUPERMERCADOS, DE TODA E QUALQUER BEBIDA ALCOÓLICA!
Me indigna ver os supermercados vendendo bebidas em um
corredor, que fique ao lado do corredor de chocolates e
doces, tudo ao alcance das mãos de qualquer criança,
que cresce, pensando que cerveja é suco de fruta,
que se pode beber álcool sem conseqüência
alguma, a não ser a música, a farra de mulheres
carnudas e sorridentes que a TV vomita em nossos lares todos
os dias, todas as horas, vendendo morte líquida,
em latinhas que custam menos que um litro de leite! Não
quero mais trombar em pilhas de latas de cerveja, amontoadas
no meio do corredor do supermercado, em cores alegres e
preços convidativos.
Se nosso país nunca teve governo, então, cabe
a nós boicotarmos os veículos de mídia
e os supermercados que fazem tão mal à sociedade.
Se apenas as farmácias podem vender remédios,
porque se vende álcool em supermercados? Não
queriam tirar o álcool líquido de circulação?
O que um produto de limpeza tem de nocivo, se ele pode ser
vendido como bebida? Quero ter o direito de IR e, principalmente,
de VIR, não aceito ser dizimado no trânsito
feito gado, por algum idiota que decreta meu dia de abate,
ao abrir e enxugar uma lata de cerveja!
Que sejam, igualmente, resguardados os direitos de quem
quiser apreciar um vinho de boa safra ou uma cerveja artesanal
de qualidade, em ambiente fechado e voltar de táxi
para casa. Não se pode permitir é o consumo
desenfreado de álcool, antes que resolvam vender
pinga nas bombas dos postos, para escoar a supersafra de
cana!
Professor Erasmo Rizzuto - membro da Equipe
Lou de Olivier
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“Prezado internauta
Este artigo expressa o pensamento do autor. Caso você
discorde, queira acrescentar ou complementar, ou ainda discorrer
dando outro enfoque escreva um artigo com o mesmo título
acrescentando a expressão 'Segunda visão'".
Comunicado
da Volkswagen sobre o problema no Fox
Tendo
em vista as recentes reportagens publicadas na imprensa
sobre o sistema de rebatimento do banco traseiro do
Fox, a Volkswagen do Brasil vem reiterar aos seus
clientes que a operação desse sistema
é segura, bastando seguir corretamente as instruções
contidas no Manual do Proprietário.
Com a certeza de que não
existe problema com o sistema e que não se
trata de caso de “recall”, a Volkswagen,
que acima de tudo respeita o compromisso assumido
com a satisfação de seus consumidores,
informa que, a partir da próxima semana, irá
oferecer para todos os clientes que ainda tenham dúvidas
a instalação gratuita de uma peça
adicional que evita eventuais erros na operação
de rebatimento do banco traseiro do Fox. Esse serviço
poderá ser realizado em toda a Rede Autorizada
de Concessionários Volkswagen.
Com relação
à diferença entre os modelos do Fox
vendidos no Brasil e na Europa, esclarecemos que o
banco do Fox europeu é bi-partido e exigiu
uma solução técnica diferente.
O Fox brasileiro com banco bi-partido possui o mesmo
sistema do europeu.
Volkswagen do Brasil
|
Volkswagen distribui peças
adicionais
para evitar erros no rebatimento do banco do Fox
Vídeo de apoio nas concessionárias
e no site www.vw.com.br dá instruções
para a operação fácil e segura do banco
traseiro
A
Volkswagen do Brasil começa a distribuir a partir
de hoje (11/2), para toda a rede autorizada de concessionárias,
uma peça adicional para o sistema de rebatimento
do banco traseiro do modelo Fox. Trata-se de um anel de
travamento de borracha, que será instalado no cabo
de tração para destravamento do encosto do
banco traseiro, cobrindo totalmente a argola de metal que
fixa esse cabo.
O cliente deverá procurar uma concessionária
de sua preferência e agendar a instalação.
O anel de travamento será instalado apenas nos modelos
com banco traseiro com ajuste longitudinal (ARS), nos quais
o encosto é destravado com a ajuda da cinta. Nos
bancos fixos, que são destr8avados por meio de dois
pinos localizados nas partes superiores direita e esquerda
do encosto, a argola e a cinta não existem. O mesmo
ocorre com os bancos bipartidos, em que o sistema de rebatimento
é diferente e também não conta com
a cinta e a argola.
Além do envio da peça, toda a rede de concessionárias
autorizadas está sendo orientada para que demonstre
ao cliente como funciona o sistema de rebatimento do banco
traseiro do Fox, em qualquer das versões (bancos
fixos, bancos com ajuste longitudinal e bancos bipartidos),
e esclareça possíveis dúvidas. O mesmo
procedimento é feito no momento em que o consumidor
recebe o seu veículo zero-quilômetro. A demonstração
ocorre com o apoio de um vídeo que mostra o passo-a-passo
do sistema em detalhes. O mesmo vídeo pode ser encontrado
no site www.vw.com.br.
A instalação do anel de travamento de borracha
é simples e pode ser feita em apenas alguns minutos.
O agendamento é recomendado uma vez que esses anéis
estão sendo distribuídos a concessionárias
de todo o país a partir de hoje.
Além da instalação do anel para todos
os clientes que ainda têm dúvidas sobre a operação
do sistema de rebatimento do banco, de forma a tranquilizá-los
quanto à sua segurança, a Volkswagen do Brasil
reforça o alerta para que o Manual do Proprietário
seja consultado e suas instruções, seguidas
durante essa operação. Com isso, o rebatimento
do banco traseiro do Fox é uma operação
fácil e segura.

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