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EDIÇÃO 106/107 | OUTUBRO/NOVEMBRO | SEU
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Apenas
quatro Detrans no Brasil estão equipados
com Simulador de Direção para pessoas com
deficiência
No Brasil existem quatro Detrans equipados com centros especialmente
desenvolvidos para facilitar a habilitação
de motoristas portadores de deficiência física.
Estão nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte,
Brasília e Curitiba
Os quatro centros oferecem, como principal novidade, um
simulador de direção de tecnologia inédita
na América Latina, que auxilia na avaliação
da capacidade psicomotora do condutor por meio de testes
específicos.
Importado da Itália, o simulador de direção
do Centro de Mobilidade é capaz de medir a força
residual da pessoa em seus membros superiores e inferiores,
sua capacidade de reação física e mental
a estímulos visuais e sonoros, seu campo visual e
seu senso de direção, entre outras funções.
Os resultados dos testes são apresentados na forma
de atestados objetivos, descritivos e pontuais, dados que
auxiliam a análise da comissão médica,
simplificando o caminho burocrático para a emissão
da carteira de habilitação especial ao candidato
portador de deficiência.
Após o teste no simulador, são realizadas
as provas práticas de condução em um
veículo de auto-escola.
O primeiro Centro de Mobilidade foi implantado na Itália
em 1998 e hoje já são 35 espalhados por toda
a Europa, sendo 14 na Itália e os demais na França,
Alemanha, Inglaterra, Espanha e Polônia. Nesses países,
os Centros de Mobilidade já são uma iniciativa
de sucesso e se tornaram um local de referência para
os portadores de deficiência física. A tendência
é que o mesmo venha a acontecer no Brasil, com os
três centros recém-inaugurados.
Os simuladores são produzidos na Itália pela
empresa Media in Progress. Os testes podem ser realizados
sem que a pessoa precise sair da cadeira de rodas. As provas
de aceleração e frenagem são feitas
com os pedais ou pelo sistema push & pull, alavanca
que permite acelerar e frear com movimentos manuais de rotação
e pressão.
Já o grau de controle motor que a pessoa portadora
de deficiência possui sobre seus membros superiores
e inferiores é medido por meio de um teste que combina
o movimento do acelerador com o ronco simulado do motor.
O campo visual é avaliado com a ajuda de um semicírculo
com luzes posicionadas ao redor da cabeça. A pessoa
fixa o olhar para frente, indicando quando e de que lado
percebe o sinal luminoso. A capacidade de análise
e reação é medida por meio de luzes
verdes e vermelhas que acendem em frente ao simulador.
Os sensores do simulador registram também a capacidade
de direção, a progressão de aceleração
e freada e a reação a qualquer tipo de sinal.
Todos os impulsos são enviados para um computador
que analisa os dados e imprime um atestado. Este documento
oferece informações objetivas específicas
com respeito à capacidade motora do portador de deficiência
física, simplificando o caminho para a obtenção
da habilitação especial.
Os simuladores são importados e distribuídos
no Brasil pela empresa Guidosimplex, líder mundial
em adaptação e transformação
veicular.
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