|
EDIÇÃO 106 | OUTUBRO | 2008 | SEU
VEÍCULO | CONHEÇA
A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
Como
saber se o carro está rodando com gasolina adulterada?
Consumindo mais combustível ultimamente? Seu carro
pode estar em perigo. Conheça dicas de como identificar
se o automóvel recebeu combustível adulterado
e saiba os principis danos no sistema de injeção
eletrônica
Nem
sempre é possível identificar rapidamente
quando o carro foi abastecido com combustível adulterado.
Muitas vezes, uma quantidade menor de solvente pode inibir
os efeitos danosos no sistema de injeção eletrônica.
Por isso, é bom ficar atento aos sintomas mais comuns
que o carro pode apresentar. Um deles é o consumo
maior de combustível, porque a injeção
eletrônica é auto-ajustável e vai consumir
mais se a queima do combustível naco corresponder
à potência exigida pelo carro.
A
Oficina Brasil - rede de franquias de serviços automotivos
especializada em hipermercados – está orientando
os consumidores na identificação e cuidados
para agir a tempo, caso o carro tenha sido abastecido com
combustível adulterado.
Segundo Valestan Ferreira da Silva Junior, consultor de
campo e técnico em injeção eletrônica
da Oficina Brasil, Além do consumo maior da gasolina
ou álcool, a luz da injeção eletrônica
também pode começar a acender sem nenhum motivo
aparente.
“Também é comum perceber que o carro
começa a falhar de repente ou a perder o rendimento.
Em alguns casos, pode ocorrer até a parada total
do veículo”, explica Valestan.
Uma vez identificado o problema, o técnico da Oficina
Brasil recomenda levar imediatamente o automóvel
a um mecânico de confiança para fazer um diagnóstico
computadorizado do combustível no sistema de injeção.
“Com a alta dos combustíveis e um controle
mais rígido de seu preço pelo governo, alguns
postos de abastecimento costumam recorrer à misturas
ilegais, como adição de mais álcool
(além dos 25% permitidos) ou mesmo água na
gasolina ou, ainda, a colocação no combustível
de solventes químicos industriais. Seja qual for
a adulteração, ela traz evidentes alterações
no desempenho do veículo e sérios prejuízos
ao funcionamento e à vida útil do motor”,
alerta ele.
Os passos para o conserto do carro vão depender
da quantidade de combustível adulterado encontrado
no veículo. “Os procedimentos podem ser desde
esvaziar o tanque e realizar uma simples limpeza, até
ter de trocar mangueiras de pressão e filtro de combustível.
Nos casos mais danosos, quando a quantidade de solvente
encontrada é muito grande, o combustível adulterado
pode chegar a corroer a cabeça de pistão e
as válvulas”, acrescenta Valestan.
Por fim, o ideal, segundo o técnico é trocar
o filtro de combustível a cada 10 mil quilômetros
e realizar a limpeza dos bicos a cada 20 mil quilômetros.
Também é bom pedir sempre o teste de combustível
no posto de gasolina, que é obrigado a realizá-lo
na frente do consumidor e, é claro, procurar abastecer
sempre no posto de sua confiança.
|