EDIÇÃO 106/107 | OUTUBRO/NOVEMBRO | TECNOVIDADE
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Inovações
tecnológicas estimulam produção de
biocombustíveis na América Latina
Estudo da Frost & Sullivan mostra que tecnologias
alternativas, como a segunda e a terceira gerações
de biocombustíveis, poderão impulsionar esse
mercado
Com
abundantes recursos naturais, a América Latina vem
se tornando um destino promissor para fornecedores e usuários
de biocombustíveis. Estima-se que a região
deverá se beneficiar da crescente necessidade de
combustíveis alternativos - sustentáveis e
ambientalmente corretos - determinada não só
pela elevação dos preços do petróleo
mas também por normas ambientais cada vez mais rigorosas.
Uma nova análise da Frost & Sullivan, intitulada
Latin American Market for Second and Third Generation Biofuels
(O Mercado Latino-Americano de Biocombustíveis da
Segunda e Terceira Gerações), mostra que o
mercado de biocombustíveis na América Latina
poderá registrar um impulso significativo em função
do desenvolvimento de tecnologias alternativas, como a segunda
e a terceira gerações (2G e 3G) desse produto.
“Os biocombustíveis 2G e 3G poderiam ajudar
muito na diminuição do risco de competição
entre alimentos e combustíveis,” afirma Jorge
De Rosa, analista da Frost & Sullivan. “As novas
tecnologias de biocombustíveis, que empregam insumos
alternativos, criam oportunidades para o uso de outras matérias-primas
na fabricação de biodiesel.”
A produção doméstica de biocombustíveis
poderia eliminar, ou diminuir, problemas relacionados com
a falta de óleo vegetal e a volatilidade dos preços
e, assim, estabilizar a balança comercial. Além
disso, ao criar oportunidades de emprego e reduzir os custos
da energia, a produção de biocombustíveis
poderá trazer alívio para a situação
econômica na América Latina.
Maior produtividade - Os fabricantes
de biocombustíveis estão sob pressão
para aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, evitar
efeitos colaterais negativos como o alto consumo de água
e uma eventual competição com lavouras alimentares.
Para contornar tal situação, as empresas de
biocombustíveis estão investindo em técnicas
de produção que permitam atender às
necessidades de desenvolvimento sustentável e, ainda,
reduzir os custos de produção, aumentar a
eficiência e suavizar a competição entre
alimentos e biocombustíveis. A expectativa é
que as tecnologias 2G e 3G ajudem bastante nesse esforço.
“No caso do etanol de cana-de-açúcar,
por exemplo, o processo lignocelulósico (produção
de álcool a partir de material celulósico)
poderá aumentar a produtividade em 25% a 35%”,
observa De Rosa. “Assim, usando a mesma área
de plantação e tonelagem de cana-de-açúcar,
o produtor poderá produzir um volume mais significativo
de biocombustível.”
Embora a produção de biocombustível
exija rápida reposição da matéria-prima,
ela supera outros processos de produção no
uso de culturas não alimentares, como os caules de
trigo e do milho, as culturas especiais de biomassa e a
biomassa de resíduos.
“Esses processos poderiam utilizar os resíduos
produzidos pela atual agricultura de base alimentar na fabricação
de combustíveis de forma sustentável,”
afirma De Rosa. “Plantas-piloto já foram definidas
para a produção de etanol a partir do caule
do trigo e de diesel sintético, a partir de lascas
de madeira.”
A análise Latin American Market for Second and
Third Generation Biofuels faz parte do programa do Serviço
de Parceria para o Crescimento do setor de Produtos &
Materiais Químicos, que inclui também pesquisas
sobre os mercados de tintas e de revestimentos no Brasil
e no México. Todos os serviços de pesquisa
incluídos nas assinaturas fornecem informações
detalhadas sobre oportunidades de mercado e tendências
da indústria – definidas a partir da realização
de inúmeras entrevistas com players do mercado.
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