EDIÇÃO 106/107 | OUTUBRO/NOVEMBRO | TECNOVIDADE
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Molas
dão novo impulso às pernas robóticas
pesquisadores criaram uma perna robótica que eles
batizaram de perna ECD (Electric Cable Differential). No
protótipo, não existem engrenagens entre os
motores e as demais peças, somente cabos de aço
Quando
se trata de andar e correr, os humanos dão um show
de eficiência e deixam os robôs a anos-luz de
distância. Nossos tendões e músculos
são capazes de armazenar, e liberar quando necessário,
até 40% da energia que gastamos para andar.
Isso
não pode ser feito facilmente por meio dos motores
tradicionalmente utilizados nas pernas dos próprios
robôs e nas pernas robóticas utilizadas em
exoesqueletos e em outros equipamentos assistivos.
Exoesqueletos mais leves e úteis
"Até hoje, a maioria dos exoesqueletos utiliza
atuadores de alta potência, muito grandes, e trata
o usuário como um boneco que controla o movimento
de um robô," afirma o engenheiro Jonathan Hurst,
da Universidade Carnegie Mellon.
"Eu acredito que isto se deve em grande medida ao
fato de que nós ainda não entendemos totalmente
a dinâmica do andar e do correr. Quanto tivermos entendido,
os exoesqueletos poderão ser muito menores, menos
aparentes e mais úteis," conclui ele.
Pernas robóticas com molas
Hurst e seus colegas acreditam ter encontrado um caminho
para isto: as molas. Com elas torna-se possível acumular
energia em um passo e liberá-la para impulsionar
o próximo passo. As molas permitem também
dar aos robôs o gingado característico do andar
humano, que reflete bem o aproveitamento que fazemos da
energia.
Os pesquisadores criaram uma perna robótica que
eles batizaram de perna ECD (Electric Cable Differential).
No protótipo, não existem engrenagens entre
os motores e as demais peças, somente cabos de aço.
As peças estruturais da própria perna são
construídas de uma fibra de vidro especial, com um
comportamento semelhante ao dos arcos de flecha.
"É uma abordagem não-tradicional em
robótica," explica Hurst. Além do sistema
de cabos e polias, não se tem notícia de outras
pesquisas semelhantes que utilizem a peças estruturas
da própria perna robótica como um elemento
funcional.
Tipos de atuadores
O design tradicional dos robôs utiliza motores. É
teoricamente possível criar-se um andar gingado com
eles, mas o robô ficará imenso e consumirá
uma quantidade enorme de energia. Os atuadores pneumáticos,
por sua vez, têm um funcionamento maleável
como as molas, mas são muito mais difíceis
de se controlar com precisão.
Finalmente, outra abordagem normalmente utilizada emprega
equipamentos hidráulicos, que também não
são exatamente a melhor escolha quando se deseja
construir um equipamento que seja leve e rápido.
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