EDIÇÃO 109 | JANEIRO | 2009 | SEU VEÍCULO | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
Com o que você alimenta seu veículo?
Consultor do SINCODIV/DF desmistifica os combustíveis e dá dicas para quem não entende do assunto fazer a melhor escolha

                    Quanto maior é o leque de combustíveis disponível no mercado maior é a dúvida do consumidor brasileiro na hora de abastecer o seu veículo. No segmento automotivo, a variedade de opções é abundante. Para qualquer produto há muitos fabricantes e produtores. Entretanto, esse cenário abre margem para o engano. Nem sempre o produto mais caro é a melhor opção.

Para desmistificar o assunto, pode-se citar um exemplo clássico. Muitos consumidores abastecem com gasolina aditivada porque acreditam que ela melhora o desempenho do veículo. Está errado. Não é essa a função deste combustível. O consultor do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito Federal (SINCODIV/DF), Emílio Gonçalves, esclarece alguns pontos importantes a respeito do tema.

“Aditivos funcionam como detergentes. Sua função é eliminar os resíduos deixados pela gasolina no interior do motor. Seu uso não influência na potência do carro. A gasolina aditivada funciona, basicamente, para limpar bicos injetores, válvulas, cabeçote e carburador”, explica o consultor do SINCODIV/DF.

Se o veículo é abastecido há muito tempo com combustível comum e a intenção é trocá-lo por um aditivado, não é adequado fazer uma transição brusca. O melhor é fazer uma limpeza no motor antes. Do contrário, a sujeira acumulada se solta toda de uma vez e pode entupir as tubulações do sistema de injeção.

O consultor orienta a abastecer o reservatório de partida, dos carros com tecnologia flex, sempre com gasolina aditivada. “O combustível do reservatório passa um tempo maior armazenado. Usando o aditivado pode-se evitar a oxidação”, afirma.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), os carros com tecnologia flex, lançados no mercado brasileiro em 2003, já representam 23% da frota circulante. Esses veículos são os que dão mais possibilidade para o consumidor na hora de abastecer. Há uma equação simples para fazer a melhor escolha entre álcool ou gasolina. “Multiplique o valor da gasolina por 0,7. Se o resultado obtido for inferior ao preço do álcool, opte pela gasolina. Do contrário, o álcool é a melhor escolha”, ensina o consultor.

Outra dúvida que intriga os consumidores é a finalidade das gasolinas especiais. Segundo o consultor do SINCODIV/DF, os combustíveis de alta performance são indicados para veículos potentes. Para mensurar a qualidade de um combustível desses é utilizada uma escala chamada Índice Auto Detonante (IAD). Quanto maior for o índice, melhor é a combustão. A gasolina comum possui cerca de 87 IAD. As especiais, no mínimo, 91 IAD. “Quanto maior é o IAD, mais carbono tem na gasolina e de melhor qualidade ela é. Esses combustíveis são desenvolvidos com o que há de melhor no mercado”, confirma.

Cada combustível oferece alguma vantagem específica. É bom conhecê-los para fazer a melhor escolha. Geralmente, no manual do veículo há informações valiosas, que ajudam a entender qual o combustível é mais adequado para o seu motor. Sempre que possível, vale à pena consultar um profissional da área para verificar se há alguma coisa nova no mercado. Isso evita o uso equivocado das tecnologias e o desperdício de dinheiro.

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