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EDIÇÃO 109 | JANEIRO | 2009 | SEU
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Autopeças
– é preciso separar o joio do trigo
Diferente do automóvel como um todo, onde
o design possui forte apelo de venda fazendo a diferença
na hora da compra, as autopeças utilizadas no reparo
dos veículos não podem ser diferentes das
originais
Quando
compramos um automóvel, escolhemos o design, a cor,
a potência e até mesmo os acessórios.
Porém, a maioria das pessoas não se preocupa
com capôs, pára-lamas, pára-choques,
faróis e retrovisores, componentes que, quando menos
se espera, por envolvimento em acidentes ou até por
desgaste, precisam ser trocados. E é justamente nessa
hora que vem a grande dúvida: que tipo de peça
escolher?
“Diferente do automóvel como um todo, onde
o design possui forte apelo de venda fazendo a diferença
na hora da compra, as autopeças utilizadas no reparo
dos veículos não podem ser diferentes das
originais”, explica Roberto Monteiro, diretor da ANFAPE
– Associação Nacional dos Fabricantes
de Autopeças. “Para evitar problemas em decorrência
da pirataria que assola o setor, é importante que
o consumidor compreenda algumas das diferenças”.
As peças legais, no sentido jurídico da
palavra, são produzidas por empresas idôneas,
tradicionais, pagadoras de tributos e geradoras de empregos
formais. Elas podem ser divididas em dois grupos: as que
são usadas na linha de montagem das montadoras e
também vendidas em suas redes de concessionários,
as chamadas originais ou genuínas, e as que são
produzidas por indústrias conhecidas como “independentes”,
pois fornecem apenas para o mercado de reposição,
sendo encontradas nas dezenas de milhares de lojas de autopeças,
denominadas alternativas ou similares. Todas possuem marcas
próprias, procedência, garantias e qualidade.
Os associados da ANFAPE fazem parte desse grupo.
Infelizmente o mercado está repleto de peças
ilegais, que também podem ser divididas em dois grupos:
as usadas provenientes de roubo e furto de veículos
que alimentam a criminalidade e violência, muitas
vezes fazendo do próprio comprador uma vítima,
e as peças piratas ou falsificadas, vendidas no mercado
utilizando marcas reconhecidas, enganando comerciantes e
consumidores, gerando prejuízos aos reais detentores
dessas marcas e colocando em risco a vida de pessoas. Geralmente
são vendidas por preços bem abaixo do mercado.
“Para não ser enganado, procure sempre uma
loja de confiança, informe-se sobre a garantia do
produto, desconfie de preços que pareçam milagrosos
e verifique a embalagem da peça antes de adquiri-la.
Se não houver dados do fabricante/importador e as
especificações técnicas do produto,
não compre. Outra maneira de garantir seu direito
de consumidor e ter certeza da procedência da peça
é solicitar a nota fiscal”, finaliza Monteiro.
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