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EDIÇÃO 109 | JANEIRO | 2009 | SEU
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Em 2009
montadoras terão de instalar equipamento antifurto
em veículos
Medida entra em vigor a partir de agosto de 2009
e deverá contribuir para a redução
do índice de furto e roubo de carros
A
partir de agosto de 2009, as montadoras terão, gradativamente,
que instalar equipamento antifurto de rastreamento e bloqueio
remoto nos veículos novos saídos de fábrica,
nacionais e importados. É o que determina a Resolução
245, discutida amplamente em evento realizado pelo Conselho
Empresarial de Telecomunicações da Associação
Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
De acordo com Maurício Figueiredo, vice-presidente
do Conselho, a ACRJ realiza constantemente eventos para
discutir assuntos de suma importância para a sociedade
brasileira e empresariado. “Realizamos esses encontros
para contribuir com um melhor desenvolvimento da sociedade
e de nosso país. Já abordamos assuntos diversos,
como mobile TV e carteira de habilitação com
chip. Muitos outros serão discutidos, sempre de forma
clara e contributiva”, ressalta.
O evento da ACRJ sobre a Resolução 245, realizado
em 30 de outubro, se destacou por fomentar a discussão
da instalação de equipamentos antifurtos e
rastreamento em diversos aspectos e por contar com a presença
do Sr. Antonio S. Calmon, coordenador geral de planejamento
normativo e estratégico do Sistema Nacional de Trânsito,
e Margaret de Almeida Cadete Moonsammy, Assessora de Regulamentação
da Associação Nacional das Operadoras Celulares.
Calmon observou, durante o encontro, que a Resolução
245 tem origem na Lei Complementar 121, de 9 de fevereiro
de 2006, que cria o Sistema Nacional de Prevenção,
Fiscalização e Repressão ao Furto e
Roubo de Veículos e Cargas. “Foram anos de
discussões até chegarmos a um modelo final
que ofereça segurança aos motoristas e que
contribua sensivelmente para a diminuição
do índice de furtos e roubos no Brasil, que hoje
chega a 400 mil por ano. Esse número, para exemplificarmos,
é maior ou igual à produção
de muitas montadoras, tornando-se inaceitável”.
Somente no Rio de Janeiro, um carro foi roubado ou furtado
a cada 12 minutos entre janeiro e novembro do ano passado,
de acordo com dados do Sistema de Roubos e Furtos de Veículos
do Processamento de Dados do Estado do Rio de Janeiro (Proderj).
Já em São Paulo, de acordo com a Secretaria
de Segurança Pública, esse tempo foi ainda
menor, chegando a três minutos.
Com a instalação dos dispositivos antifurto
e rastreamento de bloqueio remoto nos carros novos nacionais
e importados, a expectativa é a de que estes índices
caiam, não apenas por conta da localização
e recuperação dos veículos, mas também
porque irá inibir a ação dos assaltantes.
Além do rastreamento, o dispositivo permitirá
fiscalizar infrações de trânsito, monitorar
o tráfego, cobrar pedágio e contribuir para
uma redução de até 30% no valor do
seguro do veículo, de acordo com especialistas.
Equipamento - O coordenador geral de planejamento normativo
e estratégico do Departamento Nacional de Trânsito
destaca que o equipamento a ser instalado nos veículos
é composto por quatro módulos: recepção
via satélite; comunicação Bi-direcional;
bateria auxiliar; e gerenciamento e bloqueio. E salienta
que o funcionamento deste será feito dentro de uma
cadeia de oito etapas: fornecedor SIM Card – Operadora
de Telefonia Celular – Equipamento Antifurto –
Montadora de Veículos – Provedor de Serviço
– Distribuição Nacional – Agência
de Veículo – Usuário.
“Embora o equipamento e a cadeia sejam os mesmos,
os veículos têm características diferentes.
Dessa forma, teremos uma instalação gradativa
nos veículos, a partir de agosto de 2009, que oferecerá,
entre outros benefícios, a redução
expressiva na apólice do seguro”, pontua Calmon.
O sistema poderá ser operado via telefonia celular
e, de acordo com Margaret de Almeida Cadete Moonsammy, Assessora
de Regulamentação da Associação
Nacional das Operadoras Celulares, todas as operadoras terão
condições de prestar serviços. “O
objetivo é proporcionar uma concorrência livre
e saudável que reflita nos melhores preços
para o usuário final. Por isso, todos os detalhes
da Resolução foram e serão analisados.
Um evento como o da ACRJ vai nos ajudar e muito”.
José Inácio de Andrade, coordenador da Comissão
Especial de Telemática da Associação
Brasileira de Engenharia Automotiva, prevê que as
montadoras não terão dificuldades em se adequar
ao sistema e à Resolução. “No
Brasil, já existe um mercado de monitoramento e rastreamento,
principalmente em veículos de transporte de carga.
Somos totalmente favoráveis às novas medidas
e ao sistema, que são uma grande inovação
e uma novidade mundial”.
“Recebemos, inclusive, algumas ligações
de outros países, que queriam saber detalhes da implantação.
A Europa e os Estados Unidos já colocaram em prática
algumas medidas, mas não na proporção
em que vamos fazer”, complementa Calmon.
Empresas - O evento, organizado pela ACRJ, contou com a
participação de muitas empresas, entre elas
a Gemalto (www.gemalto.com.br). Henry Trejgier, diretor
de Marketing de Telecom para América Latina, destaca
que a multinacional já tem desenvolvido um produto
para esse mercado: o M2M Card (Machine to Machine).
“A idéia é utilizarmos a rede de operadoras
de celular para fazermos as máquinas conversarem,
assim como é feito atualmente com as pessoas. A tecnologia
foi desenvolvida especialmente para condições
extremas, tais como altas variações de temperatura.
Além disto, ainda permite conectividade com o mundo
exterior, a ponto de prover uma alternativa interessante
para resolver as exigências da resolução
245.”, detalha.
“Este cartão M2M da Gemalto oferece o mesmo
nível de segurança que qualquer outro smart
card e foi desenvolvido especificamente para este propósito.
A entrada em vigor da Resolução 245 do Contran
e o fato das seguradoras exigirem a implantação
de sistemas de rastreamento nos veículos na venda
das apólices torna este mercado extremamente promissor”,
complementa Gustavo B. Daniel, coordenador dos consultores
técnicos da Gemalto para o Brasil. |