|
EDIÇÃO 109 | JANEIRO | 2009 | SEU
VEÍCULO | CONHEÇA
A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
Use
corretamente o farol
Utilizar a iluminação automotiva de
forma correta é fundamental para evitar acidentes
Se
usados no momento adequado, os faróis automotivos
são fundamentais para uma boa iluminação
nas vias. Mas, é comum observar veículos com
a iluminação para milha acesa em plena luz
do dia, facho alto no fim da tarde ou somente com as lanternas
acesas no meio da noite. Para evitar transtornos, Lázaro
Moraes, desenhista industrial e coordenador de desenvolvimento
de produtos da Nino Faróis, empresa fabricante de
produtos para iluminação automotiva para linhas
leve, pesada e auxiliares, explica quando usar cada função.
Os faróis são divididos em duas categorias:
faróis principais, que apresentam as funções
de facho alto e baixo e são obrigatórios em
todos os veículos, e faróis auxiliares, sem
obrigatoriedade de uso, vem se popularizando entre os brasileiros.
Principais – use sempre
- Luz de posição ou estacionamento: é
o primeiro estágio da iluminação veicular,
popularmente conhecida como lanterna. É importante
manter acesa, quando estiver parado, juntamente com pisca
alerta, especialmente em situações noturnas
para reparos, trocas de pneus, acostamentos ou uma simples
parada na farmácia, por exemplo.
- Facho baixo: a luz baixa deve ser utilizada a partir
do momento que não há mais luz natural, ou
seja, do pôr-do-sol ao nascer do dia. Nas estradas,
é recomendável trafegar com farol baixo aceso,
mesmo durante o dia, isso facilita a visualização
para os outros motoristas em situações de
ultrapassagens.
- Facho alto: só deve ser utilizado quando não
houver motoristas no sentido oposto e nem iluminação
da via pública.
Auxiliares – moderação é
a ordem
- Farol de neblina: projeta a luz para a pista e passa
por baixo da massa de ar nebulosa e deve ser utilizado junto
com o farol convencional em facho baixo ou lanterna se a
massa de neblina estiver muito baixa.
- Farol de longo alcance (ou milha): deve somente ser utilizado
junto com os principais e em facho alto, já que possui
a função de iluminar grandes distâncias,
principalmente em estradas com pouca iluminação.
Vale lembrar que não se deve fazer o uso dos faróis
de milha quando houver luz, seja natural ou artificial,
para não atrapalhar os demais motoristas.
Muitos proprietários de veículos confundem
os faróis auxiliares e acreditam que neblina e milha
são os mesmos, mas não. O primeiro ilumina
para baixo e próximo ao veículo o outro ilumina
para frente e longas distâncias.
A polêmica do farol de xenon - São
os faróis do momento, com grande alcance a luz possui
um tom azulado e ilumina muito bem. Mas atenção,
se o farol do veículo não é originalmente
fabricado para uma lâmpada xenon, o veículo
não é compatível para este tipo de
iluminação. Ou seja, farol de xenon só
pode ser usado em veículos projetados para ele, do
contrário, vai atrapalhar muito quem vem em sentido
contrário ou à sua frente. Da mesma forma,
automóveis projetados para iluminação
convencional devem fazer uso apenas de lâmpadas comuns
originais do veículo. Adaptações não
são permitidas.
Lázaro Moraes alerta da importância de estar
com os faróis sempre regulados e informa que “tão
importante quanto ver é ser visto! A percepção
do movimento em conjunto com a luz torna o veículo
melhor visto para todos e evita acidentes”, esclarece.
Uso correto dos faróis evita
acidentes
Consultor do SINCODIV/DF dá dicas de como
escolher a iluminação correta na estrada e
em vias urbanas
A
chuva chegou definitivamente no Distrito Federal. O céu
fica nublado e não são raras as vezes em que
os motoristas têm a sua visibilidade comprometida.
O asfalto molhado é outro ingrediente que atrapalha
ainda mais a vida de quem circula com o carro pela cidade.
Manter a iluminação do veículo em perfeitas
condições e usá-la de forma correta
é essencial para evitar acidentes, principalmente
nessa época.
Certificar-se de que o sistema de iluminação
está ajustado, evitar usar faróis fora do
padrão original do veículo e saber como usar
os fachos alto e baixo, além das lâmpadas auxiliares,
estão entre os cuidados básicos que o proprietário
do veículo deve ter para garantir ainda mais a própria
segurança e não atrapalhar a visão
de outros motoristas.
O consultor técnico do Sindicato dos Concessionários
e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito
Federal (SINCODIV/DF), Antônio Vaz de Oliveira, que
o primeiro passo é verificar o ajuste dos faróis,
que depende do local, estrada ou cidade, e do peso do veículo.
“Na estrada, principalmente quando o automóvel
está mais pesado, os faróis devem estar mais
baixos, para não ocasionar perda no campo de visão
da luz alta e prejudicar os motoristas que vêm no
sentido contrário. Antes de viajar, o ideal é
procurar uma autorizada para fazer uma revisão adequada”,
indica.
O facho baixo dos faróis principais, obrigatoriamente,
precisa ser usado à noite. Mas durante o dia, sobretudo
na chuva indica-se a sua utilização. “O
motorista só pode usar o farol alto caso não
haja iluminação na via e outros veículos
no seu sentido oposto. O uso indiscriminado do facho mais
forte pode provocar acidentes”, alerta.
Os faróis auxiliares, milha e neblina, também
costumam causar confusão. O de milha possui um longo
alcance e deve ser utilizado junto com o farol convencional
no facho alto. Oliveira o indica para pistas sem iluminação,
à noite. “Durante o dia, pode atrapalhar a
visão de outros motoristas, além de não
fazer diferença alguma”, considera Oliveira.
De acordo com o consultor do SINCODIV/DF, o farol de neblina
deve ser aceso simultaneamente com o farol baixo. Esse recurso
permite uma visão mais superficial da pista e oferece
mais segurança em condições de baixa
visibilidade. Também é bastante útil
em dias chuvosos.
Em relação aos faróis, a tecnologia
também avançou. O surgimento do farol de Xenon
deu a possibilidade de o motorista ter mais eficiência
e uma estética diferenciada. A luz possui um tom
azulado e tem um grande alcance. Porém, a opção
pelo Xenon só deve ser feita para veículos
projetados para esse tipo de iluminação. Usá-lo
em automóveis sem a estrutura adequada pode gerar
problemas no sistema elétrico. “O veículo
que não dispõe do preparo para receber o farol
Xenon, não possui a bateria com a amperagem correta,
o que pode provocar superaquecimentos”, conclui.
|