EDIÇÃO 109 | JANEIRO | 2009 | TECNOVIDADE
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Sensor
de gelo negro
Gelo negro é um dos maiores perigos para motoristas
nos países em que ele pode se formar nas ruas e estradas
Embora possa parecer que essa condição não
interessa a quem vive em países tropicais, o fato
é que a globalização e a tendência
de localização de produção de
veículos específicos pode amanhã significar
que nossos produtos, para serem comercializados no exterior,
tenham também de ser equipados com sensores para
proteger adequadamente seus ocupantes locais.
Uma queda brusca de temperatura, como a observada de manhãzinha
ou após um tempo de garoa ou chuva, pode deixar o
piso coberto de gelo tão deslizante que uma pessoa
terá enormes dificuldades em caminhar sobre ele,
mesmo com calçados dotados de pinos em sua sola.
Uma placa de gelo deste tipo não reflete luz, daí
ser chamada de black ice, ou gelo negro: quem a observa
de uma certa distância a vê como se fosse um
remendo asfáltico. O problema é que se passar
por cima dela, vai ficar sem controle de direção
e/ou de tração. Se os ocupantes do veículo
estiverem com sorte, isso acontecerá em linha reta,
sobre superfície plana, com as rodas dianteiras entrando
sobre ela também em linha reta.
Com uma indicação interna, no painel de instrumentos,
da temperatura externa, é fácil verificar-se
se a temperatura desceu suficiente para a formação
do gelo. Um sensor muito específico, do tamanho de
um palito de fósforo, colocado no pára-choques,
atrás da grade ou na carcaça de um espelho
retrovisor lateral, pode avisar da possibilidade de ocorrência
do gelo negro. Consistindo de dois fios da espessura de
um cabelo, o sensor é conectado a um cabeçote
feito de cerâmica sinterizada e magnésio, cromo,
cobre, níquel e óxidos de ferro e vai protegido
por um resistente estojo de plástico.
A resistência elétrica desta combinação
de materiais cai à medida que a temperatura ambiente
desce e um circuito eletrônico inteligente define
a leitura das temperaturas correspondentes com rapidez e
exatidão.
Essa leitura pode ser mostrada no computador de bordo ou
utilizada para avisar da proximidade de um certo valor de
entrada. O sensor é tão confiável que
suas medições são feitas a intervalos
de menos de 12 segundos, com capacidade de detecção
de variações de temperatura inferiores a três
décimos de grau. Por outro lado, para não
atrapalhar o motorista com mudanças muito rápidas
de leitura, essas só são mudadas a cada minuto.
Mais para a frente, sensores ainda mais eficientes avisarão
da existência de gelo negro antes do motorista entrar
na via – cortesia da comunicação veículo
a veículo, quando o primeiro a entrar em determinado
ponto negro-gelado avisará todos os outros que vêm
atrás dele.
O interessante é que esse sensor serve também
para controlar o sistema de controle climático da
carroçaria, e assim manter a temperatura interna
a um nível de conforto. O sensor de gelo negro não
é o único ‘avisador’ de problemas
potenciais. Os sensores ASR e do programa eletrônico
de estabilidade, dão informações a
respeito de outras condições adversas de piso.
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