EDIÇÃO 109 | JANEIRO | 2009 | TECNOVIDADE
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O motor
Renault/Nissan V6 dCi
Em outubro passado, no Salão de Paris, um
cupê Laguna foi mostrado com um novo motor diesel
V6, o primeiro desenvolvido e produzido pela aliança
Renault/Nissan. Esse motor equipará carros de luxo
das duas marcas a partir do fim deste ano
A
Aliança Renault/Nissan celebrará seu décimo
aniversário no ano que vem, sempre pesquisando oportunidades
de sinergia através de uma organização
comum de compras, a Renault-Nissan Purchasing Organization,
projetos co-desenvolvidos e colaboração em
manufatura.
Um ótimo exemplo desta aliança é o
novo V6 dCi, desenvolvido pelas duas empresas, montado numa
planta da Renault e usado por veículos Renault, Nissan
e Infiniti (a marca topo da Nissan). O novo motor não
existiria se tivesse de ser desenvolvido por qualquer das
duas sozinha, já que o investimento e os gastos com
pesquisa e desenvolvimento teriam sido altos demais e os
volumes de produção baixos demais para garantir
lucratividade. Na realidade, a aliança fez neste
V6 uma economia de 180 milhões de euros.
As especificações básicas visavam
carros de diversos tipos das três marcas, para comercialização
em vários cantos do mundo – Europa, Ásia,
Estados Unidos. Daí a escolha da arquitetura em V,
que pode ser colocada longitudinalmente, como nos carros
Nissan e Infiniti, ou transversalmente, como nos Renault.
O motor foi desenvolvido principalmente em Rueil-Malmaison,
perto de Paris, onde está o centro de engenharia
de trem de força da Renault. Boa parte de suas peças
e componentes da parte de cima é comum com os do
2.0 dCi, tornando sua concepção mais rápida,
barata e de maior qualidade. Os engenheiros da Nissan foram
envolvidos no desenvolvimento, garantindo que o motor fosse
exatamente adaptado aos veículos Nissan.
O motor já estará no primeiro semestre de
2009 também nos Laguna sedã e perua. Os motores
diesel, como todos sabem, são muito populares na
Europa. Na França, por exemplo, 75% dos veículos
novos já são equipados com motor diesel (fonte:
CCFA). No Japão, a demanda por esses motores tem
sido maior do que o previsto: o Nissan X-Trail diesel, por
exemplo, está disponível desde setembro, e
nas duas primeiras semanas de comercialização,
atingiu seu objetivo de vendas para os primeiros 10 meses.
A nova versão americana do Nissan Máxima
e as dos Pathfinder e Navarra para o mercado europeu, terão
o V6 em breve – e logo após os ‘europeus’
Infiniti modelos EX, FX e M. O motor é adaptável
a padrões rigorosos de emissões, como os Euro
5 e os californianos. Para a Nissan, ele é importante
como alternativa a motores híbridos e a gasolina
no Hemisfério Norte.
Mesmo entre apaixonados de motores a gasolina por seus
atributos de altas rotações, o novo 235 chega
aos 5.000 giros, muito acima do ponto de potência
máxima de 3.750 rpm. Seu torque de 450 Nm a 1.500
giros ajuda a levar o cupê Laguna a 100 por hora em
7”30, de 80 a 120 km/h em 6”10, a fazer o quilômetro
parado em 27”7 e a atingir velocidade máxima
de 242 km/h. Seu deslocamento é de 2.993 cm³,
sua taxa de compressão de 16:1, sua pressão
na injeção direta common-rail é de
1.600 bar e os injetores são piezo de 7 furos. O
consumo no ciclo urbano é de um litro a cada 9,4
km, no rodoviário de um litro a 17,6 km, e no ciclo
combinado de um litro a 13,9 km. As emissões de CO2
são de 192 g/km. Colocado longitudinalmente, esse
mesmo motor pode desenvolver 265 hp e 550 Nm.
A Nissan é a maior produtora de motores V6 do mundo.
Seu 350Z com motor 3.5 a gasolina tem recebido muitos prêmios,
e seus V6 têm aparecido há 14 anos seguidos
como um dos 10 melhores motores do mundo na publicação
especializada Ward’s. Seu 3.8 levou o GT-R a um tempo
quase inacreditável de 7’29” em Nürburgring.
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