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109 | JANEIRO | 2009 | ENGENHARIA
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A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
Não
só de competências técnicas vive o profissional
Não só de currículo cheio vive
o profissional, as empresas hoje valorizam muito mais do
que isso. As competências comportamentais como proatividade
e visão de futuro, por exemplo, fazem toda a diferença
Nunca
se estudou tanto e houve tamanha preocupação
em investir na carreira como hoje. Seja estágio ou
emprego formal, as empresas exigem cada vez competências
técnicas de seus profissionais e aspirantes às
vagas. Atualmente, os profissionais têm que estar
atentos a tudo que acontece no mundo e às inovações
no mercado para poderem competir com os demais candidatos.
Mesmo com tudo isso, o Brasil não está entre
os países mais competitivos no mercado internacional,
mesmo quando comparado às nações menos
desenvolvidas.
A diferença está ainda no pouco conhecimento
em línguas estrangeiras, sendo o inglês o principal
e mais solicitado idioma pelas empresas que atuam no país.
Currículo cheio de saberes pode chamar a atenção
dos recrutadores no momento da triagem, mas as empresas
querem mais de seus funcionários. “As competências
comportamentais da equipe são fundamentais para o
crescimento da empresa. Pessoas criativas, proativas e que
possuem visão de negócios fazem toda a diferença
para a organização”, afirma Giuliano
Bortoluci, diretor de comunicação da Estagiários.com,
empresa especializada no recrutamento e seleção
de estagiários. “Conhecimentos e habilidades
técnicas são muito importantes, mas deve-se
prestar atenção em outros aspectos que os
candidatos têm a oferecer”, diz.

O Brasil ainda precisa de muito investimento na educação
e no conhecimento técnico dos profissionais que já
atuam no mercado, mas também dos jovens que estão
começando agora. “As empresas estão
sentindo falta de profissionais capacitados e hoje investem
cada vez mais em jovens talentos para seguirem carreira
e neles despertar os valores da companhia. O objetivo é
fazer com que pensem por si só a partir do conhecimento
que lhes foi concedido”, diz Bortoluci. “Essa
é a grande tendência dos últimos tempos”,
acrescenta.
O fato é que as corporações atualmente
contratam pelas competências técnicas e esperam
de seus funcionários o desenvolvimento de habilidades
extras e também que vistam a camisa da empresa. Além
disso, a postura no trabalho também conta muito na
avaliação do profissional.
Há quem diga que isso é coisa do passado,
algo muito comum no pensamento da chamada Geração
Y – jovens poucos disciplinados e insubordinados.
Porém, não é isso o que acontece. Assim
como as competências comportamentais, o próprio
comportamento do profissional é importante e chega
a ser motivo de demissão caso este não atenda
a essas exigências da empresa em que trabalha. |