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109 | JANEIRO | 2009 | ENGENHARIA
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Vencedores
do 7º Prêmio Alcoa de Inovação
em alumínio destacam conservação do
planeta
Gestão de reciclagem diferenciada, exaustor
composto por alumínio reciclável que também
produz energia elétrica, ducha pública sustentável
e barco portátil movido a pedal foram os projetos
vencedores do 7º Prêmio Alcoa de Inovação
em Alumínio. Das centenas de trabalhos inscritos
neste ano, 12 foram selecionados para disputar a grande
final. Os quatro vencedores foram anunciados ontem, 16,
em cerimônia de premiação ocorrida em
São Paulo
A
idéia vencedora na categoria Gestão da Reciclagem
(modalidade Estudante) foi o CentrAL – parceira, relacionamento
e reciclagem, com autoria de Nathalia Talarico Romero, Flávia
Chiaramonti Cravo, Murilo Henrique Couto Gomes e Natália
Polyana Dariva, estudantes de Comunicação
Social da UEL-Universidade Estadual de Londrina-PR. Nathalia
e seus colegas uniram a experiência como finalistas
no ano passado e vontade em desenvolver um projeto que trouxesse
inovação no processo de gestão de cooperativas
de reciclagem.
Criaram o projeto CentrAL, com o objetivo de profissionalizar
os trabalhadores na área, agregar valor ao produto
final da cooperativa, além de promover o desenvolvimento
sustentável. “Estamos felizes com essa conquista.
Concorremos no ano passado e não tivemos a mesma
sorte. Com essa vitória demos a volta por cima”
afirma Murilo Henrique Couto Gomes.
Quem conquistou o prêmio de melhor trabalho na categoria
Gestão da Reciclagem (modalidade Profissional) foram
os projetistas de Itajubá-MG, Alexandre Ribeiro Cardoso,
Diovani Reinaldo Gomes Ribeiro, Leandro Barsottini e Paulo
Fonseca Junior com o trabalho Exautaluz – latinhas
de alumínio produzindo energia elétrica.
A escolha do tema, segundo a equipe, foi influenciada pela
oportunidade de criar uma solução multidisciplinar
e ao mesmo tempo gerar um valor social. Dessa forma, foi
possível desenvolver um projeto que incentiva a reciclagem
e promover a conscientização ambiental. “Essa
conquista não foi à toa. Planejamos muito
esse trabalho, além da dedicação e
entrega. Temos de agradecer às nossas famílias,
que por muitas vezes não puderam estar ao nosso lado
para podermos concluir esse trabalho” revela Paulo
Fonseca Júnior.
Na categoria Produtos & Aplicações (modalidade
Estudante), o grande vencedor foi o trabalho Duch Eco –
a favor do meio ambiente, de autoria de Evandro Gutierrez,
André Boccato Payolla, Guilherme Caetano Silva e
Reinaldo Martins dos Santos, do curso de engenharia mecânica
da Escola de Engenharia de Piracicaba-SP. Incentivado pelo
professor Fernando de Lima Camargo, Evandro reuniu a equipe.
Após uma breve pesquisa sobre o histórico
de projetos inscritos no concurso, ele percebeu que o grupo
tinha todo o conteúdo necessário para se inscrever,
afinal o Prêmio exige, entre outros pontos, inovação
e criatividade, aspectos que o grupo tinha de sobra. “Temos
a convicção de que esse reconhecimento proporcionará
oportunidades no mercado de trabalho”, acrescenta
Evandro Gutierrez.
E o último vencedor da noite foi Mateus Frois Santa
Catarina, engenheiro aeronáutico do Rio de Janeiro-RJ,
na categoria Produtos & Aplicações (modalidade
Profissional), com o trabalho Barco portátil movido
a pedal. Mateus já havia desenvolvido esse projeto,
mas ao participar do Prêmio Alcoa de Inovação
em Alumínio precisou adaptar o trabalho para utilizar
o alumínio de forma mais ampla. “Essa vitória
é fruto de muito trabalho e pesquisa. Agora pretendo
buscar parceiros para viabilizar esse projeto” conta
Mateus.
“Ficamos honrados com os resultados desta sétima
edição. Os trabalhos excedem as expectativas
pela criatividade e inovação. Muitas destas
idéias poderão contribuir para o desenvolvimento
sustentável e melhoria da qualidade de vida das pessoas”,
afirma Franklin Feder, presidente da Alcoa América
Latina e Caribe.
Menções honrosas e finalistas - Todos
os finalistas e indicados para receber menção
honrosa estiveram presentes no evento. O trabalho finalista
na categoria Gestão da Reciclagem (modalidade Estudante)
foi o Produto desenvolvido por meio das sobras de alumínio
da indústria automobilística: rack,, de autoria
de Mário André Leal dos Santos, Andressa Carraro
e Silvia Trein Heimfarth Dapper, do curso de Design do Centro
Universitário Feevale, em Novo Hamburgo-RS.
Marcel Lara Tajiri, estudante de engenharia mecânica
da UNITAU- Universidade de Taubaté-SP, recebeu menção
honrosa nessa mesma categoria e modalidade pelo trabalho
Uso de latinhas de alumínio em canteiro de hidroponia.
O estudante, que foi incentivado a participar do Prêmio
pelo professor-orientador Ederaldo Godoy Júnior,
afirma que a idéia foi “criar um produto simples,
que pudesse ser amplamente replicado e bastante usado no
Brasil - as latas de alumínio”.
Os profissionais finalistas na categoria Gestão
da Reciclagem foram os engenheiros de Itajubá-MG
Eduardo Miguel da Silva e Marcos André de Oliveira,
com o projeto Sustentabilidade e a profissionalização
da reciclagem do alumínio.
De Santa Cruz do Capibaribe-PE, a professora Fabiana Ferreira
Silva e o designer Washington Ferreira Silva receberam menção
honrosa na categoria Gestão da Reciclagem (modalidade
Profissional) com o trabalho Recreando e recriando o alumínio
na escola. Os irmãos resolveram participar do Prêmio
para aliar a experiência do designer no Prêmio
ao conhecimento em gestão da professora.
Na categoria Produtos & Aplicações (modalidade
Estudante), os finalistas foram Lauro Sérgio Franco
Júnior, aluno do curso de design da UNESP-Universidade
Estadual Paulista, em Bauru-SP, com o projeto Mesa de bilhar
trama. Da mesma universidade os estudantes de design Maralise
Lopes Silva, Fabiana Alves dos Santos, Juliano Peghini,
Ligia de Freitas Françoso e Victor Leonardo de Souza
Pereira, com o “Conjunto aluns: educação,
conforto e sustentabilidade”. Não houve menção
nessa modalidade.
Já os profissionais finalistas de Produtos &
Aplicações foram: Thiago de Aguiar Pessanha
Gripp, desenhista industrial do Rio de Janeiro-RJ, com a
Beliche Ciranda e os colegas de profissão e conterrâneos
Rodrigo Marques Ribeiro Guimarães e Ricardo de Moraes
com o projeto Compatto – atendimento privilegiado.
O Prêmio - Alguns dos critérios
utilizados para a escolha dos vencedores na categoria Produtos
& Aplicações foram o grau de inovação
da proposta; viabilidade de desenvolvimento como produto;
e criatividade. Na categoria Gestão da Reciclagem
a escolha dos campeões considerou a relevância
do produto ou serviço; grau de inovação
e originalidade; relação custo-benefício
(baixo investimento x benefícios múltiplos);
potencial de aplicação e de sustentabilidade
(impacto no meio ambiente e grau de contribuição
do trabalho para o problema ou situação apresentada);
e apresentação.
Todos os estudantes com projetos finalistas nas duas categorias
receberam R$ 1,5 mil. A mesma regra vale para os profissionais
que participam do Prêmio. Já os orientadores
dos alunos ganharam um palm top e diploma.
O estudante ou equipe responsável pelo melhor trabalho
em cada categoria recebeu como prêmio R$ 9 mil e um
troféu, com mais R$ 5 mil para o respectivo professor-orientador.
Para a instituição de ensino a que pertencer
o premiado, foram doados R$ 5 mil em equipamentos didáticos.
Já os profissionais tiveram direito a um prêmio
no valor de R$ 11 mil em ambas as categorias.
“Todos os trabalhos que chegaram à grande
final são, naturalmente, grande vencedores. Refletem
o empenho, dedicação, criatividade e busca
de soluções e alternativas sustentáveis,
que possam contribuir para um futuro melhor”, enfatiza
Feder.
Alunos de quase todos os Estados brasileiros, dos cursos
de Design, Comunicação Social, Administração
de Empresas, Arquitetura e Urbanismo, Engenharias, Economia,
Fisioterapia, Moda, entre outros, de muitas instituições
de ensino, se inscreveram neste ano para o Prêmio,
com a idéia de produzirem trabalhos a partir das
inúmeras possibilidades que o alumínio oferece,
além de contribuírem para o desenvolvimento
sustentável da cadeia produtiva do alumínio.
Entre os profissionais, os que mais se inscreveram foram
arquitetos, designers, administradores e engenheiros.
O Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio
é um concurso científico e cultural que tem
como objetivo incentivar e difundir as idéias dos
estudantes e profissionais brasileiros no setor.
Neste ano foram inscritos 680 trabalhos, vindos de quase
todos os estados brasileiros. Profissionais e estudantes
participaram do concurso com o objetivo de mostrar as diferentes
formas de uso do alumínio e contribuir com o desenvolvimento
sustentável da cadeia produtiva do metal.
Apoio - O Prêmio Alcoa de Inovação
em Alumínio conta com o apoio institucional das principais
entidades do setor, como o IAB-Instituto de Arquitetos do
Brasil, Instituto de Engenharia, UniEthos-Educação
para a Responsabilidade Social e o Desenvolvimento Sustentável,
AEnD-BR-Associação de Ensino/Pesquisa de Nível
Superior em Design no Brasil, ADP-Associação
dos Designers de Produto, ABM-Associação Brasileira
de Metalurgia e Materiais, ABEDESIGN-Associação
Brasileira das Empresas de Design e o Centro São
Paulo de Design. O Prêmio Alcoa conta também
com o apoio técnico da ABAL-Associação
Brasileira do Alumínio.
NASA elege Alcoa como fornecedora
exclusiva de liga de lítio-alumínio para o
foguete Ares 1
A
NASA –Administração Nacional do Espaço
e Aeronáutica dos Estados Unidos (U.S. National Aeronautics
and Space Administration) elegeu a fábrica da Alcoa
em Davenport, Iowa, como fornecedora exclusiva, nos Estados
Unidos, de chapas finas de liga de lítio-alumínio
2195 para o foguete Ares 1, veículo espacial da agência
que permitirá aos astronautas explorar órbitas
espaciais muito afastadas da Terra. O objetivo da NASA é
fazer novas expedições à Lua até
2020.
A fábrica de Davenport ficará responsável
pela produção de aproximadamente meia tonelada
de chapas finas de lítio-alumínio destinadas
a este programa. O Centro Técnico Alcoa, próximo
a Pittsburgh, funde os lingotes de lítio-alumínio
e transporta o material para Davenport, onde é laminado
em chapas finas para posterior transformação.
“Basicamente, o caminho em direção
à Lua começa aqui na Alcoa Davenport”,
diz Steve Cook, diretor da Divisão de Lançamento
de Exploração da NASA e gerente do projeto
Ares. “Tudo começa com parceiros como a Alcoa.
A Empresa está na linha de frente em Davenport auxiliando
a NASA a desenvolver o próximo capítulo da
exploração espacial.”, afirma Cook.
“Mesmo com o alumínio primário já
sendo trabalhado na nossa Unidade, a qualificação
da NASA foi fundamental para reforçar a tradição
da Alcoa como fornecedora de novos materiais aeroespaciais
e soluções tecnológicas para aplicações
em aeronaves e veículos espaciais,” afirma
Tony Morales, diretor Global de Marketing da Divisão
Aeroespacial da Alcoa.
Em 2007 a NASA assinou um contrato com a Alcoa no valor
de US$ 18,5 milhões para ampliar a capacidade de
produção e fornecer as primeiras encomendas
de lingotes e chapas de lítio-alumínio de
alto desempenho que serão utilizados na nova etapa
do Ares 1.
A experiência adquirida com o Ares 1 beneficiará
o Ares V5 - um veículo de lançamento de “carga
pesada”, que também contará com alumínio
da Alcoa. A missão à Lua prevê o lançamento
do Ares V5 primeiramente e, em seguida, o envio de uma tripulação
de até seis astronautas a bordo do Ares 1. Os dois
foguetes se engatarâo no espaço para explorar
a Lua e outras partes do sistema solar.
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