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2009 | EDIÇÃO
109 | ANO X | JANEIRO | CLUBE
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Copa
Renault Clio: fã vira piloto de verdade em Curitiba
Professor no dia-a-dia, Humberto Guimarães
venceu concurso realizado pela Renault e ganhou o direito
de disputar freadas com pilotos profissionais. Agora, ele
quer mais
O
paulista Humberto Guimarães, de 34 anos, acabara
de voltar de uma viagem de mergulho às Ilhas Galápagos
quando foi selecionado para a fase final do concurso cultural
“Seja um piloto e deixe um mito para trás”,
promovido pela Renault do Brasil. O prêmio era o sonho
de todo fã de esporte a motor: vivenciar a experiência
única de disputar posições com os pilotos
da Copa Renault Clio – a categoria mais acessível
e equilibrada do automobilismo brasileiro. Administrador
de empresas, professor de marketing e negócios internacionais
no Curso de Graduação Executiva na Faculdade
Anhembi Morumbi, e proprietário de uma agência
de publicidade, Guimarães utilizou sua habilidade
com as palavras para ser um dos nove finalistas entre os
mais de 18 mil inscritos no concurso.
Mas, para ganhar o direito de dividir a pista do Autódromo
Internacional de Curitiba com alguns dos melhores pilotos
do País, Humberto precisou também mostrar
que sabia acelerar – e que era capaz de compreender
as reações de um carro de corrida. Na fase
final da promoção, os nove finalistas passaram
por treinamento e avaliações especializados
no “Centro Pilotagem Roberto Manzini by Renault”.
Uma série de critérios analisados por uma
comissão acabou apontando Humberto como o primeiro
fã a realizar o sonho de competir com pilotos de
verdade em uma categoria profissional.
A partir daí o professor universitário trocou
para valer o terno e gravata pelo macacão e sapatilha
e aprendeu os primeiros segredos do esporte a motor. A preparação
para a estréia se deu com mais treinos em Interlagos
e, depois, diretamente no Autódromo Internacional
de Curitiba, onde Guimarães disputaria neste fim
de semana as provas válidas pela 7ª e 8ª
etapas da Copa Renault Clio. “Foi difícil acreditar
que uma promoção como essa pudesse existir,
e que eu estaria na pista com alguns dos melhores pilotos
do País depois de passar por um curso intensivo de
pilotagem”, declarou Guimarães. “Minha
família e amigos também custaram a acreditar,
e só mesmo uma empresa como a Renault para proporcionar
a seus clientes e aos apaixonados por automobilismo, como
eu, uma experiência como essa”, acrescentou.
O último teste prático, no Autódromo
de Curitiba, aconteceu na quarta-feira passada. Embora a
sessão tenha sido prejudicada pela chuva, o então
aspirante a piloto pôde conhecer o carro em situações
extremas. Os preparativos continuaram nos treinos de sexta-feira,
já com a presença de todos os pilotos –
entre eles nomes consagrados como o do tricampeão
José Cordova.
“Quem está de fora e só vê o
automobilismo pela TV não imagina como a coisa funciona
dentro de uma equipe”, diz Guimarães, em um
misto de entusiasmo e deslumbramento com o novo mundo que
se abria diante dele. “Existe muito trabalho, muito
profissionalismo, e uma preocupação enorme
com os detalhes. Eu não conhecia as competições
tão de perto, mas como tenho experiência em
liderança e com a rotina de empresas, posso garantir
que o ambiente é muito profissional e sério.
A competitividade existe o tempo todo, e eu particularmente
gosto disso. Gostei muito da minha equipe, e se um dia eu
voltar a competir, gostaria muito que fosse com ela”,
comentou o ganhador da promoção da Renault
do Brasil. Em sua estréia, ele foi companheiro dos
pilotos profissionais Rodolfo Pousa e Edu Garcia na equipe
M2 Competições.

Ao
contrário dos pilotos “normais”, que
costumam viajar para as provas acompanhados de amigos ou
da família, Humberto Guimarães passou a semana
toda sozinho no circuito Raul Boesel. A opção
pela imersão no ambiente das corridas veio, segundo
ele próprio, da experiência com o treinamento
corporativo. E o ajudou, como estreante, a entrar no clima
da disputa.
“Se eu viajasse acompanhado, teria tido menos contato
do que tive com os mecânicos e com meus companheiros
de equipe. Entrar no clima faz parte do jogo, e aproveitei
cada dia que estive aqui para conhecer pessoas, andar pelos
boxes, e curtir mesmo”, encerrou o paulista. Guimarães
disputou duas corridas.
O mais difícil, segundo Humberto, não foi
dominar o carro de corridas: “Até os treinos
oficiais eu não tinha idéia de como era andar
com outros carros de corrida na pista, passando bem perto
por você e acelerando para valer. Você precisa
assimilar isso, ter essa referência. Superada essa
parte, está pronto para progredir mais no aprendizado”,
explica ele.
E o progresso veio de verdade, como demonstra a evolução
de Humberto: “Comecei o primeiro treino oficial de
sexta-feira virando na casa de 1min55s, e fui melhorando
até chegar a 1min43s. E senti que com mais treino
e experiência poderia andar bem melhor. É uma
curtição”.
Na primeira corrida da rodada dupla de Curitiba, realizada
no sábado, Guimarães ganhou três posições,
se aproveitando do abandono dos rivais. Na prova do domingo,
ficou em último, mas a satisfação foi
grande: “No sábado, eu estava muito tenso,
pois era minha estréia”, conta ele. “Já
no domingo eu fui para o grid tranqüilo, e quando a
corrida acabou eu queria mesmo era continuar na pista. Na
verdade, gostei muito de tudo e quero até falar com
a equipe M2 sobre a possibilidade de correr no ano que vem,
ou até mesmo na rodada dupla final do campeonato,
que será em Interlagos”, detalha o mais novo
piloto do Brasil.
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