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2009 | EDIÇÃO
109 | ANO X | JANEIRO | CLUBE
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Mulheres
brasileiras despertam interesse na Fórmula 1
Assim como a popularidade da Fórmula 1 cresce entre
as mulheres, o esporte também ganha apelo como mercado
de trabalho
Em
uma pesquisa encomendada por Shell V-Power, o combustível
por trás da equipe de Fórmula 1 Ferrari, inacreditáveis
78% das mulheres brasileiras mostraram interesse na Fórmula
1. De todas as entrevistadas, 35% das fãs mulheres
se descrevem como fanáticas ou muito interessadas,
e 51% afirmam que agora estão mais interessadas no
esporte do que há cinco anos. A Fórmula 1
claramente tem uma forte reputação entre as
mulheres brasileiras, as emoções e a excitação
(78%) e as habilidades dos pilotos (39%) são os elementos
que mais atraem o público feminino. E 34% admitem
que o glamour crescente do esporte é um dos fatores
que aumentam seu apelo.
Enquanto a indústria do automobilismo emprega predominantemente
homens, as mulheres brasileiras fãs de Fórmula
1 mostram ter também interesse profissional na categoria.
A pesquisa aponta que quase 25% das mulheres brasileiras
que gostam de F1 teriam interesse também em trabalhar
com o esporte (73%). A oportunidade de viajar é uma
das principais razões, citada por 52% das mulheres
brasileiras, mas parece que o amor pela direção
é também um fator significativo: 83% destas
mulheres dirigem regularmente, das quais 82% realmente gostam
de dirigir.
Em termos de comparação, entre as interessadas
por Fórmula 1, o esporte é mais popular que
o futebol, com 49% afirmando que a Fórmula 1 é
o esporte de que elas gostam mais, comparadas com 39% que
optaram pelo futebol. Já não causa surpresa
o fato de a Ferrari ser a escuderia mais popular entre as
mulheres, com 65% de torcedoras. E também não
é surpreendente que Felipe Massa seja o piloto favorito
da maioria das mulheres (70%).
O interesse delas vai além de uma torcida passiva
– 96% gostariam de ver uma piloto mulher no circuito
e 50% das mulheres até mesmo estariam dispostas a
aceitar o desafio de ser a primeira mulher a pilotar um
carro de Fórmula 1.
A pesquisa também destaca que as mulheres interessadas
pelo esporte também estão se tornando mais
conhecedoras sobre a manutenção e performance
de seus carros, com 63% afirmando que usam combustíveis
premium como Shell V-Power e 2/3 delas usam o combustível
freqüentemente. Shell V-Power é um combustível
especialmente desenvolvido com Friction Modification Technology
(FMT), tecnologia de redução de atrito, criada
para melhorar o desempenho do motor, além de limpar
depósitos, ajudando na manutenção.
A maioria das mulheres (64%) com interesse profissional
na Fórmula 1 gostaria de trabalhar na área
de Relações Públicas e Marketing. Apesar
de um bom entendimento sobre as oportunidades profissionais
do mundo da Fórmula 1, a grande maioria das brasileiras
fãs do esporte (57%) não sabem de nenhuma
oportunidade em aberto ou de que forma poderiam ter acesso
às vagas.
Como Gerente de Tecnologia da Shell para a Ferrari, Lisa
Lilley fez seu nome como uma das poucas mulheres que conseguiram
se estabelecer em uma atividade técnica voltada para
o mundo dos Grandes Prêmios. “É ótimo
ver tanto interesse em trabalhar na Fórmula 1 entre
as mulheres brasileiras”, afirma. “Historicamente,
o esporte tem empregado muito mais homens do que mulheres,
mas é visível o crescimento do interesse feminino
e eu tenho certeza de que daqui a alguns anos chegaremos
ao equilíbrio”.
“A melhor coisa para mim sobre a Fórmula
1 é trabalhar em uma equipe que compartilha uma paixão
– o espírito da equipe Shell Ferrari é
muito forte e eu ainda me sinto atônita por fazer
parte disso”, continua Lisa, desconstruindo o mito
de que é difícil trabalhar em uma profissão
dominada por homens. “Quando você encontra uma
equipe como a Ferrari e trabalha em uma tarefa técnica,
você pode provar que realmente é capaz e conquistar
o respeito de seus colegas. Ser uma mulher não te
leva a conquistar este respeito mais rápido, nem
mais devagar.”
Notas dos editores: 732 entrevistas online foram realizadas
no Brasil com mulheres com mais de 18 anos para explorar
seu interesse na F1. 69% expressaram um interesse na Fórmula
1 (503), as quais foram entrevistadas sobre suas atitudes
relativas ao esporte.

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