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COLUNA ALTA RODA | 24 DE NOVEMBRO DE 2009 | SEU VEÍCULO | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE

Só mesmo no Brasil
Por Fernando Calmon*

                   Falta de planejamento, jogo de interesses e encarecimento de taxas são os corolários da política tardia de controle de poluição anunciada recentemente pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Todos os Estados e os municípios com frota superior a três milhões de veículos estão obrigados a criar um Programa de Controle de Poluição Veicular (PCPV) e implantá-lo em dois anos e meio, a partir de agora.

Apesar da inquestionável importância de um eficiente PCPV, nunca poderia ficar de fora a Inspeção Técnica Veicular (ITV), prevista há mais de 13 anos, e que, obviamente, sempre incluiu a análise simultânea de emissões dos motores. Desde 2001 se arrasta na Câmara dos Deputados o projeto que cria a ITV. Agora, com o anunciado apoio do Governo Federal, parece que há boa chance de aprovação e implantação a partir de 2011. Se houvesse o mínimo de coordenação política, os dois programas deveriam ser implantados em conjunto em respeito ao bom senso. Na maioria das situações, a inspeção de segurança tem alcance econômico-social bem maior para o País.

Esses desencontros custarão caro ao bolso dos motoristas, como já acontece no município de São Paulo, onde circula uma frota maior do que a de alguns Estados brasileiros juntos. Numa típica instalação de linhas de inspeção, a parte de emissões responde por apenas 10% da área total. Mesmo que na capital paulista tenha sido previsto local para a ITV nos postos atuais, vai complicar as futuras licitações e a taxa de serviço final para inspeção única será encarecida em torno de 50%.

Outro erro grave do Conama: impor a vistoria a todos os veículos a partir do segundo ano de licenciamento, quando, nos 50 países que implantaram a ITV, automóveis são examinados a partir do quarto ano. O argumento de que proprietários podem fazer adulterações não se sustenta. Adaptações de kits flex sem homologação ocorreram há alguns anos, quando havia mais motores a gasolina do que flex novos, e serão fiscalizados naturalmente. Veículos com kit gás, a diesel e motocicletas formam “grupos de risco” e poderiam, no momento, ser enquadrados com rigor proporcional aos problemas potenciais.

 Na realidade, a perda de tempo e dinheiro dos motoristas obrigados a uma fiscalização desnecessária disfarça um motivo financeiro. As concessionárias preveem grande evasão da frota mais antiga e contam com o faturamento providencial dos veículos seminovos a fim de equilibrar. Até setembro, em São Paulo, só 5% dos automóveis a gasolina ou etanol sofreram desaprovação entre os fabricados entre 2008 e 2003, sendo que a evasão destes não chegou a 20%. Mas continua sob segredo absoluto o índice de reprovação ano a ano, no intuito de esconder a verdade. No entanto, 70% das motocicletas – poluem em média seis vezes mais que automóveis e quase todas ainda usam carburadores suscetíveis a desregulagem – simplesmente ignoraram o PCPV. Serão todas proibidas de circular em 2010?

Carros modernos, com recursos eletrônicos e testes de homologação, dificilmente precisam de cuidados especiais antes de quatro anos. Justamente esses estão convocados a pagar a conta. São parte da solução, não do problema. Só mesmo no Brasil.

RODA VIVA

DEPOIS de oito anos praticamente sem mudanças, desde o lançamento em 2001, Doblò recebeu modificações estéticas. Ficou igual ao homólogo italiano que, por infeliz coincidência, está sendo substituído agora na Europa. Versão Adventure (55% das vendas do furgovan), que só existe aqui, ficou melhor sem dúvida. Bem como o interior, agora todo revestido.

MOTOR de 1,4 L/86 cv permitiu opção mais barata, que parte de R$ 49.000,00, interessante para uso específico. Na avaliação inicial, em Maceió, capital ao nível do mar e sem quebra-molas para sentir a recuperação após “escalar” o obstáculo, o Doblò mostrou-se apenas aceitável. Em condições normais exige o motor 1,8 l/114 cv, pois é pesado, com muito vidro.

EXIGÊNCIAS de menor consumo de combustível para rebaixar emissões de CO2 vão impor nova geração de motores de três cilindros (em alguns casos, dois cilindros). BMW, Fiat, Ford, Mercedes, Nissan, Peugeot-Citroën e VW estão nessa onda. Tomara que consigam conter a forte aspereza inerente ao motor. Fiat, Ford e GM, no Brasil, também já trabalham nessa direção.

IMPRENSA argentina revoltou-se com o preço anunciado pela Toyota para o híbrido Prius. Modelo de maior aceitação dessa tecnologia lançada em 1997, chegará em ritmo de conta-gotas ao país vizinho. Mesmo pagando imposto de importação de 35%, custará 80% a mais que o Corolla topo de linha.

REUNIDOS em Moscou, 140 países participantes da 1ª Conferência Ministerial Global sobre Segurança Viária aprovaram moção inédita à Organização das Nações Unidas. A proposta é reservar uma década – 2011 a 2020 – para implantar ações em todo o mundo com objetivo de tentar estabilizar e depois reduzir acidentes de trânsito. Iniciativa de grande alcance e merecedora de apoio total.

COLUNA ALTA RODA | 17 DE NOVEMBRO DE 2009 | SEU VEÍCULO | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE

Desvio de finalidade
Por Fernando Calmon*

                   A fiscalização eletrônica sempre está no centro das atenções, para o bem ou para o mal. Uma das ideias mais polêmicas foi a do Ministério das Cidades, responsável, de modo bastante peculiar, pela interpretação da lei que criou, em 2006, o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas. Poderia simplesmente regulamentar os sistemas de bloqueio eletrônico do motor, associados a alarmes. Mas decidiu avançar o sinal. Ordenou ao Denatran que exigisse a instalação, em todos os veículos novos nacionais e importados, de rastreadores por satélites (GPS). A contratação do serviço seria opcional, mas o preço do equipamento oneraria o bolso de todos os motoristas, inclusive longe dos grandes centros urbanos onde o roubo não é epidêmico.

O Ministério Público Federal agiu e o juiz Douglas Gonzales barrou a pretensão pelos riscos de quebra de privacidade, mesmo para quem dispensasse o serviço. De nada adiantou sofismar, trocando o termo rastreador por localizador. O juiz só autorizou o bloqueio, inviabilizando a montagem de toda a arquitetura eletrônica. O Denatran ainda espera reverter a liminar e mantém uma frota para testes que se encerrariam em fevereiro próximo. Como falta a sentença final, se for favorável, novo atraso na implantação deverá ocorrer.

Agora o governo federal inicia novo projeto, o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav). Trata-se de instalação no para-brisa de um chip adesivo ou pequeno transmissor semelhante ao dos pedágios capaz de armazenar dados como pagamento de imposto, taxas de licenciamentos, ausência de inspeção veicular e multas. A monitoração ocorreria por rede de antenas fixas ou móveis, evitando incomodar motoristas em dia com suas obrigações nas barreiras de fiscalização. É a versão moderna das antigas plaquetas (extintas em 1996), antes fixadas na placa traseira todos os anos como prova de quitação dos impostos.

Iniciativa mais palatável, o Siniav exigiu dois anos para que a tecnologia fosse única em todos os Estados e a preço baixo. Grandes cidades, certamente interessadas em flagrar os devedores, instalarão de graça os chips. Estes também suportarão serviços agregados úteis em estacionamentos públicos e privados, pedágio rodoviário e até pedágio urbano (talvez irreversível no futuro e mais eficaz que rodízio por dia da semana com sua abrangência irracional).

Como os chips podem conter dados de furto, roubo e clonagem de veículos, acabariam por atender a legislação de 2006 a custos bem inferiores ao de rastreadores. Além disso, até 2014 toda a frota circulante poderia estar chipada pela instalação gradual vinculada ao licenciamento anual. Os rastreadores dependeriam de um longo processo de renovação de frota – mais de 20 anos – pois são instalados em carros novos, nas linhas de montagem.

O processo do Siniav, no entanto, pode ser prejudicado se autoridades de trânsito ficarem tentadas a rastrear veículos, a exemplo de controlar o tempo de passagem entre as antenas para cobrar multas de velocidade. O desvio de finalidade levaria a nova batalha jurídica, como exemplo de mau uso de recursos eletrônicos.

RODA VIVA

ALÉM de Fiat, GM e Volkswagen pelo menos outro fabricante mostra interesse pelas caixas de câmbio automatizadas. Renault pode ser o próximo. Até agora, falta demonstrar a eficiência do sistema – mais barato que automáticos tradicionais – aos motoristas de táxi. Se eles se convencerem das vantagens, atrairiam nova leva de consumidores com certa facilidade.

FÁCIL entender porque a GM voltou atrás e manteve controle total da subsidiária alemã Opel e do braço inglês Vauxhall. Além de melhor situação financeira nos EUA, sofreria queda brutal de participação na Europa, deixando campo livre para Ford já em ascensão no velho continente. Automóveis Chevrolet, no Brasil, têm base Opel, além de desenvolvimento próprio.

FIAT 500, apesar do alto preço, chegou no momento certo. Atrai atenções mesmo de quem nem imagina que se inspirou nas linhas dos anos 1950. Impressiona o nível de equipamentos e também de segurança (sete airbags). Motor de 100 cv está sob medida. Senões: posição de dirigir não é das melhores e diâmetro de giro dificulta manobrar em espaços apertados.

ALÉM de transformar de voluntário em obrigatório a informação de consumo de combustível no Programa Brasileiro de Etiquetagem, o governo estuda fator de adaptação dos dados aferidos em laboratório. Assim, se aproximaria de resultados obtidos pelo motorista no dia a dia. Ideia é comparar modelos semelhantes, sem destacar o consumo sujeito a tantas variáveis.

CORREÇÃO: cintos de segurança infláveis no banco traseiro do utilitário esporte Ford Explorer estarão disponíveis já em 2010, ano-modelo 2011. Será o primeiro veículo no mundo com esse dispositivo. Abre perspectivas para outros fabricantes trilharem o caminho, aparentemente simples, mas que tomou muitos anos de pesquisas.

COLUNA ALTA RODA | 10 DE NOVEMBRO DE 2009 | SEU VEÍCULO | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE

Tempo de planejar
Por Fernando Calmon*

                    O Brasil se prepara para um passo importante ao tornar obrigatório o uso de airbags duplos frontais nos automóveis e picapes, de forma escalonada, até 1º de janeiro de 2014. No entanto, há vários aspectos a considerar, entre eles as implicações jurídicas ainda não devidamente avaliadas. Por esse motivo foi bastante útil o seminário, realizado recentemente em São Paulo pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), que estabeleceu o debate entre tecnologia e legislação quanto à segurança veicular.

Outros países já passaram por esses temas. Nos EUA, o airbag para motorista é compulsório desde 1987 e dez anos depois, motorista e passageiro ao lado. Na Europa, não são obrigatórios, mas desde 1994 estabeleceram-se critérios biomecânicos de proteção aos ocupantes em impactos frontais que, indiretamente, levou todos os fabricantes a instalá-los. Alguns chegaram a atingir os critérios exigidos, mas as margens eram pequenas e optaram pelas bolsas de ar.

Na realidade, airbag é um sistema auxiliar de retenção que funciona muito mal, se os ocupantes não estiverem usando cintos de três pontos. Estudos recentes do órgão de segurança americano apontam que, em testes padronizados de choque frontal, só os cintos reduzem em 50% o risco de morte. Com ocupantes protegidos por cintos e airbags, a taxa de sobrevivência sobe para 61%, portanto bem menos do que a maioria imagina.

Marcelo Bertocchi, da GM, explicou que nos EUA usuários podem solicitar o desligamento do sistema, em procedimento às autoridades, se tiver baixa estatura ou transportar crianças em picapes, por exemplo. Lá ocorreram ações judiciais sobre o componente não inflar e levou à formação de peritos especializados visando jurisprudência. O dispositivo só é acionado em certas condições de desaceleração e ângulo da colisão. Assim, o Brasil deveria planejar desde já campanhas para explicar o funcionamento dos airbags, suas limitações, as etiquetas de advertência.

Direcionar tecnologias é incorreto. Henrique Martins, da Ford, exemplificou sobre apoios de cabeça. Cada fabricante no exterior pesquisou uma solução. O sistema mais caro, de apoio móvel, mostrou-se menos eficiente do que o de apoio fixo acoplado à mudança de angulação do encosto dos bancos dianteiros quando do acidente. Por isso, a legislação deveria exigir o que fazer e não como fazer.

Celso Mazarin, da Chris, lamentou a falta de regulamentação dos cintos com pré-tensionador e alívio de carga. Seu custo-benefício teria grande alcance no atual estágio econômico.

Aspecto importante no seminário foi abordado pelo engenheiro e professor da USP Ronaldo Salvagni. Propôs um enfoque mais técnico ao analisar os acidentes que levam o País ao índice assustador de 70 mortos/ano para cada 10.000 veículos (35.000 mortos, no total). Na realidade, o índice passa de 100 porque a frota é 30% menor do que os registros oficiais. Os atuais boletins de ocorrência previstos em lei voltam-se mais à descoberta dos culpados. Ele propõe formulários, como os utilizados na Austrália, que destacam elementos para ajudar na segurança veicular. Esses peritos específicos organizariam um banco de dados inigualável para pesquisas.

RODA VIVA

ANFAVEA admite que o mercado interno, em 2009, deve superar em pelos menos 60.000 unidades as 3 milhões previstas até agora, ao avaliar o mês recordista de outubro. Produção anual, entretanto, deve recuar em relação a 2008 em função dos mercados externos ainda retraídos. A coluna avalia que pela primeira vez vamos importar mais veículos do que exportar.

TAMBÉM a Fenabrave reviu previsões para cima, igualando-as às dos fabricantes. Próximas ao consumidor final, concessionárias costumam acertar mais, porém dessa vez vacilaram. Apesar de estoques atuais abaixo da média, a entidade não acredita que a partir de janeiro, com fim do desconto do IPI, preços subam ao nível anterior. Se ocorrer, rampa será suave.

TALVEZ o melhor trabalho, em dez anos, do chefe de desenho do Grupo VW, Walter de’Silva, tenha sido no Audi A5. Trata-se de um cupê de linhas realmente belas, irretocáveis, mais bem apreciadas na cor branca. Até as rodas de 19 pol de diâmetro são lindas. Motor V6 de 265 cv não se mostra tão forte e atualizado como o de 290 cv do A6, mas dá e sobra, ao testar o conjunto.

DEPOIS de cerca de uma década de pesquisas, os cintos de segurança infláveis da Ford vão marcar um avanço importante na segurança de passageiros do banco traseiro. Lotação completa aparece com menos relevância em estatísticas mundiais. Utilitário Explorer será o primeiro a utilizar o recurso em 2011.

CONTRAN vai acabar com a festa de desrespeito aos motoristas em órgãos de trânsito. Em breve, regulamentará prazos de cobrança de multas (hoje ao deus-dará) e de julgamento das apelações, em Jaris e Cetrans. Agora mesmo, a cidade de São Paulo aumentou tanto o número de multas que não deu conta do registro de transferência de pontos do infrator.

COLUNA ALTA RODA | 03 DE NOVEMBRO DE 2009 | SEU VEÍCULO | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE

Resposta à altura
Por Fernando Calmon*

                    A maturidade da indústria automobilística no Brasil foi posta à prova no lançamento do Fox reformulado, em Brasília (DF). Sem modificações importantes desde seu lançamento em 2003, a Volkswagen preparou um evento de proporções até maiores do que a sua primeira apresentação, em Curitiba (PR). O carro sofreu alguns reveses técnicos e passou por convocações para reparos em itens de segurança. Um deles, envolvendo uma argola perigosa para os dedos ao se rebater o banco traseiro em junho de 2008, foi mal conduzida em termos de comunicação. Ainda assim, o modelo – único exportado atualmente para a Europa – vinha se mantendo como quinto mais vendido no País, em árdua disputa com o Siena.

O que fazer frente à imprensa ávida por esclarecimentos quanto a problemas de ruídos e quebras em cerca de 300 unidades do motor VHT, de 1 litro, do Fox anterior e também do novo Gol e do Voyage? O economista Thomas Schmall, presidente da VW do Brasil, deu exemplo de transparência em meio à superapresentação. Pediu 24 horas para explicar as providências em andamento: era feriado em Brasília e deveria comunicar ao governo. No dia seguinte, após a avaliação do novo Fox, informou-se aos jornalistas que a fábrica reconheceu falhas de lubrificação, trocaria especificações do óleo sintético (teoricamente o melhor) de cerca de 400.000 unidades dos três modelos, providenciaria extensão de garantia do motor de três para quatro anos e carro reserva para os proprietários afetados.

Para quem cobre o setor há mais de 42 anos foi uma situação jamais vista pela coincidência infeliz. O respeito ao consumidor prevaleceu. Resposta à altura não poderia ser diferente, embora no passado fabricantes agissem de outra forma.

Em relação ao produto em si, o novo Fox reúne tudo para uma trajetória ascendente. Introduz no Brasil a atraente nova linha de estilo frontal global da VW. Para-choques dianteiro e traseiro, bem como lanternas traseiras, receberam retoques. Ganhou presença e modernidade. Grande evolução ocorreu no interior graças aos novos quadro de instrumentos, painel e materiais superiores de acabamento. O volante de comandos integrados (opcional) é igual ao do Passat CC.

Chegam agora teto solar, sensores de estacionamento, chuva e faróis, computador de bordo, espelho interno fotocrômico e abertura elétrica porta-malas, entre outras opções. Foram adicionados porta-luvas e luzes de leitura traseiras individuais (versões superiores). Pneus 195/55 R15 e chave de ignição tipo canivete são de série em todos, diferenciando-se frente a rivais como Agile e Sandero. Os preços foram mantidos (R$ 30 mil a R$ 43 mil).

A caixa de câmbio automatizada por R$ 2.600,00, cerca de metade do valor de uma automática convencional, é boa escolha nesses tempos de trânsito difícil. Disponível apenas com o vigoroso motor de 1,6 litro/104 cv, tem acerto próprio da marca. Trocas de marcha são melhores do que nos concorrentes, em especial no modo esporte. O motor de 1 litro, embora o de maior torque do mercado (10,6 kgf·m) nessa cilindrada, sofre em razão dos 70 kg extras em relação ao Gol. Também demonstra uniformidade insossa, ao subir rotações.

RODA VIVA

EMPRESÁRIO Sérgio Habib, cuja rede de concessionárias responde por 50% das vendas da Citroën no Brasil, expandirá atividades de importador independente. Representante Jaguar, trará a também inglesa Aston Martin, celebrizada pelo agente 007, do cinema. Do jeito que fala sobre BYD, em conversa informal, esses carros chineses devem chegar já em 2010. Por suas mãos.

CARROS mais antigos podem receber menos estímulos para circular, se depender do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Com propriedade, assinalou que o IPVA regressivo segue na contramão do mundo. A coluna sugere: a partir de seis ou sete anos de uso o imposto pararia de cair, desde que agregado a financiamento para sucatear e modernizar a frota.

ESPAÇO interno limitado para o seu porte (em especial, atrás) e para-brisa que dificulta um pouco da visão vertical. Ainda assim, Ranger de cabine dupla ganhou fôlego em termos de estilo e equipamentos para suportar os dois anos até o novo modelo. Versão a gasolina (ideal seria flex), 2,3 l/150 cv não é lenta. Parte de R$ 55 mil, nível atrativo na faixa das picapes médias.

MATERIAIS alternativos continuam prioritários nas pesquisas da Plascar. Folhas de bananeira podem originar laterais de portas, elementos de painel interno e até para-choques; garrafas PET se transformariam em carpetes. Empresa tem avançado na proposta de rodas de plástico para automóveis. E, mais abrangente, sugere polímeros como material para rodas de motos.

LEITOR Rodrigo Souza contesta a real utilidade do extintor nos carros modernos. “Só serve para se esquecer do prazo de validade, levar multa ou trocar periodicamente algo que sequer se sabe como utilizar.” Ele tem razão. Nos países preocupados com segurança no trânsito não é obrigatório. Estorvo inútil.

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(*) Fernando Calmon - Um dos mais conhecidos, respeitados e bem informados jornalistas automotivos do país estreia no Portal Mecânica Online e também na Revista multimídia Mecânica Online, a primeira e única revista em mídia CD-ROM sobre mecânica no Brasil. Titular da coluna "Alta Roda", Fernando Calmon é engenheiro e especializado na área desde 1967, quando produziu e apresentou o programa "Grand Prix", na TV Tupi (RJ e SP) até 1980. Também foi titular do programa "Primeira Fila" (1985 a 1994) em cinco redes.

Hoje sua coluna, que completa dez anos nesse ano de 2009, está presente em uma rede de 52 jornais, sites e revistas. Fernando Calmon foi também diretor de Redação da revista "Auto Esporte" (1976 a 1982 e 1990 a 1996), editor de automóveis de "O Cruzeiro" (1970 a 1975) e "Manchete" (1984 a 1990). É ainda correspondente para o Mercosul do site "Just-Auto" (Inglaterra), além de prestar serviços de consultoria em assuntos técnicos e de mercado na área automobilística e também em comunicação.

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