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Roberto Nasser            Fernando Calmon - Um dos mais conhecidos, respeitados e bem informados jornalistas automotivos do país estreia no Portal Mecânica Online® e também na Revista multimídia Mecânica Online®, a primeira e única revista em mídia CD-ROM sobre mecânica no Brasil. Titular da coluna "Alta Roda", Fernando Calmon é engenheiro e especializado na área desde 1967, quando produziu e apresentou o programa "Grand Prix", na TV Tupi (RJ e SP) até 1980. Também foi titular do programa "Primeira Fila" (1985 a 1994) em cinco redes.
Hoje sua coluna, que completou dez anos no ano de 2009, está presente em uma rede de 52 jornais, sites e revistas. Fernando Calmon foi também diretor de Redação da revista "Auto Esporte" (1976 a 1982 e 1990 a 1996), editor de automóveis de "O Cruzeiro" (1970 a 1975) e "Manchete" (1984 a 1990). É ainda correspondente para o Mercosul do site "Just-Auto" (Inglaterra), além de prestar serviços de consultoria em assuntos técnicos e de mercado na área automobilística e também em comunicação.
 

MERCADO | ALTA RODA | FERNANDO CALMON |   SETA  Terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 - Coluna 617

Lugar ao sol

             O mercado brasileiro é francamente dominado por modelos compactos e seus derivados (picapes, SUVs, stations e monovolumes). Respondem por cerca de 80% das vendas totais de automóveis e comerciais leves. No entanto, há uma fatia de 12% representada pelos médios-compactos, que no ano passado somou em torno de 400.000 unidades. Nesse estreito segmento, modelos nacionais e importados lutam para conquistar um cliente de maior poder aquisitivo, mais exigente e, acima de tudo, lucrativo para os fabricantes. Estima-se que a margem líquida de ganhos seja até três vezes maior do que na média dos modelos que compõem a base do mercado.

Entre os médios-compactos, 50% são sedãs, ou seja, 200.000 automóveis em 2010. O segmento apresenta algumas distorções em termos de porte. O Linea, por exemplo, é estreito como um Punto, mas a boa distância entre eixos o deixa como um compacto anabolizado. No outro extremo, existe o Citroën C4 Pallas com dimensões próximas às de médios-grandes.

Em 2011, a oferta está crescendo. Primeiro com o Fluence, agora com o 408 e dentro de dois meses o novo Jetta. O carro da Peugeot substitui o 307 sedã, que nunca vendeu bem e saiu de linha em junho de 2010. O 408, também produzido na Argentina, é um automóvel de estilo moderno e linhas atraentes com o qual a marca francesa pretende capturar 10% das vendas de sedãs médios-compactos. Um lugar ao sol, portanto.

Apesar de compartilhar a mesma arquitetura do C4 Pallas, somente os 2,71 m entre eixos (maior do segmento) ficaram intocáveis. É mais curto, mais largo e insignificantes 7 mm mais alto. Além disso, a Peugeot mudou tudo, inclusive as portas traseiras, cujo novo desenho facilita a passagem da cabeça ao entrar e sair. O espaço atrás para os passageiros está entre seus pontos altos. Os bancos dianteiros são ligeiramente elevados e, para o posto do motorista na versão de topo (Griffe), há comando elétrico. A tela do navegador, no alto e no centro do painel, é escamoteável também eletricamente, ao contrário do C3 Aircross.

O carro tem preços competitivos, nas três versões de acabamento, que começam em R$ 59.500 e vão a R$ 79.900, incluídos três anos de garantia total. Houve cuidado com os materiais para valorizar a vida a bordo. O painel é todo recoberto por plástico de toque macio, mas nas laterais de portas voltam a ser duros. Para diminuir essa sensação de “economia” há muitos equipamentos: ar-condicionado de duas zonas, seis airbags, sensor de estacionamento traseiro, controle de trajetória (ESP), teto solar e retrovisores rebatíveis (ambos elétricos), além de rodas de ligas de 17 pol de diâmetro, entre outros. Isso já a partir da versão intermediária Feline.

O motor não mudou – 2 litros/151 cv (etanol) –, mas a Peugeot tratou de melhorar o funcionamento do câmbio automático de quatro marchas. Afinal, 85% dos 408 estarão assim equipados. Houve evolução, sem dúvida, mas se a referência for outros câmbios modernos dos concorrentes ainda deixa a desejar. O carro demonstra um belo acerto de suspensões com equilíbrio ímpar entre conforto e estabilidade. Porta-malas de 526 litros tem tampa com dobradiças pantográficas, imprescindíveis em automóvel dessa categoria.

RODA VIVA

HONDA retirou os apêndices esportivos do novo Civic, exibido em janeiro último no Salão de Detroit, e o carro está pronto para estrear nos EUA, em meados do ano. É uma evolução do atual, sem rompantes de estilo. Continuam as pequenas janelas nas colunas A. Espera-se porta-malas um pouco maior. A filial brasileira aperta o passo para lançá-lo no final de 2011

VOLKSWAGEN vai, finalmente, lançar esse ano o Gol G5 duas-portas (as mesmas existentes na Saveiro). Chega junto com a leve reestilização. Apenas o Gol G4 – 22% das vendas da linha – oferece carrocerias de duas e quatro portas. Verdade que mais uma versão pode não garantir aumento de participação, porém é preciso eliminar brechas.

FOGE da rotina a decisão da primeira presidente da GM do Brasil, Denise Johnson, de pedir demissão não apenas do cargo na filial, mas da própria empresa. Estava aqui há apenas oito meses. Em geral se acerta uma transição. Jaime Ardila, seu antecessor, acumulará funções com a direção da América do Sul. Acabara de mudar seu escritório de S. Caetano para S. Paulo.

MOTORISTAS, em geral, demoram em mudar hábitos. Apesar de mais de 80% dos automóveis novos terem motores flex, ainda não se nota migração maciça do uso de etanol para gasolina. Pelo menos nos Estados onde o combustível vegetal apresenta histórico de preço competitivo. Se isso ocorresse, o mercado se equilibraria de forma natural e em pouco tempo.

NEM sempre pneus são calibrados enquanto estão frios, como se recomenda. Acrescente quatro libras à pressão informada pelo fabricante do veículo e cheque de novo quando esfriarem. Com pneus quentes, ainda mais no verão, descarte a ideia de baixar para a pressão preconizada. Dica de José Quadrelli, da Bridgestone.
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MERCADO | ALTA RODA | FERNANDO CALMON |   SETA  Terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 - Coluna 616

Olhos bem abertos

              A internet está ganhando força como instrumento de apoio aos compradores de veículos. As experiências no Brasil remontam a 1993, quando a Fiat fez uma campanha para clientes encaminharem diretamente à fábrica os pedidos de modelos “populares”, num momento de forte desequilíbrio da demanda e oferta. O programa Mille On Line não resolveu todos os problemas – consorciados e companhias seguradoras tinham acesso restrito –, mas foi um passo importante para disciplinar as vendas e respeito ao consumidor.

Ao lançar o Celta, em 2000, a GM usou a rede mundial de computadores em linha para vender seu novo compacto por um preço um pouco menor. Na realidade, o desconto era fruto de uma filigrana fiscal que eliminava um nível de incidência do imposto. O cliente, na realidade, usava indiretamente a internet. Ia à concessionária e de lá o vendedor fazia a encomenda em seu nome.

Naquela época havia disputa entre os fabricantes para demonstrar que era possível comprar um carro e recebê-lo em casa, sem necessidade de ir a uma loja física. A Ford chegou a divulgar que o primeiro veículo adquirido nessas condições, no Brasil, foi um Escort de um cliente em São José dos Campos (SP).

Chegou-se a discutir se as áreas dos salões de vendas das concessionárias seriam reduzidas em razão da liberdade de ação dos compradores pela internet, na época em rápida expansão com a tímida chegada da banda larga. Essa previsão, logicamente, não se concretizou. O comprador, aparentemente, nunca vai abdicar de examinar o carro antes, tentar uma barganha de última hora olho no olho do vendedor, escolher um acessório extra ou fazer um teste.

Como ferramenta, no entanto, é um poderoso instrumento e cada vez mais fundamental. Na recente convenção da NADA (Associação Nacional de Concessionários de Automóveis, na sigla em inglês), realizada em San Francisco, EUA, ficou explícito. Michelle Morris, diretora do Google Automotive, mostrou que o comprador americano ampliou o número de minutos de pesquisa nos 30 dias anteriores à compra.

A empresa constatou que, em média, foram 58 minutos em sites de terceiros contra 37 minutos nos sites oficiais dos fabricantes, revelando a preferência por uma visão mais imparcial. “A busca virtual faz parte integral do processo de escolha final”, afirmou Morris. Preços de peças, acessórios e serviços de manutenção interessam também aos frequentadores da internet, abrindo novas possibilidades para as empresas com páginas atraentes e interativas.

Ela destacou ainda a crescente influência dos vídeos e das redes sociais no direcionamento do comprador para uma marca e modelo. Essa tendência não diminuiu a importância da informação boca a boca, mas o conhecimento básico provém mesmo da internet.

Outra curiosidade: os telefones celulares inteligentes são utilizados mais para fechar negócio, numa etapa final, do que pesquisar, em virtude de suas limitações naturais. Porém, o uso é crescente nos EUA. E tem sido uma mídia usada com especial interesse por compradores de automóveis de maior preço.

Portanto, todos os envolvidos em conquistar compradores de veículos no Brasil tratem de ficar de olhos bem abertos para os canais eletrônicos alternativos.

RODA VIVA

PRIMEIRAS unidades do GSV (veículo pequeno global, em inglês), a chamada série zero, estão começando a sair lentamente das linhas de montagem da GM, em São Caetano do Sul (SP). Ainda sem nome divulgado, substituirá o Corsa II atual em meados do ano. Os Cruzes sedã e hatch chegam no segundo semestre, junto com novo Omega australiano. S10 só em 2012.

FIAT e Tata devem romper relações na Índia, definitivamente. Em teoria, abriria espaço para os indianos se insinuarem no Brasil com o Nano, carro mais barato do mundo. Porém, além de encarecer, o modelo enfrenta dificuldades de venda em seu próprio mercado. Há uma versão menos tosca, conhecida como Europa. Seria uma espécie de sopro de vida para o modelo.

PROJETAR e fabricar modelos simples demais têm seus percalços, inclusive na aplicação de peças com preços diretamente proporcionais à (baixa) qualidade. Renault e Bajaj tentam desenvolver na Índia um concorrente direto para o Nano, mas as contas não fecham. Como resultado há desentendimentos que estão levando a atrasos crescentes do projeto.

STRADA Sporting é, de fato, um contraponto aos exagerados penduricalhos da linha Adventure da picape compacta mais vendida (cerca de 50% do segmento). Peças aplicadas são bem acabadas e algo discretas, à exceção dos cintos de segurança na cor vermelha. Novo motor de 1,8 l/132 cv realmente entusiasma pelo baixo peso da versão de cabine estendida.

BRASIL continua atrativo para marcas antes com presença discreta no país. Agora é a vez da tradicional Harley-Davidson. Esse fabricante de motocicletas está próximo à Ford, nos EUA, graças a uma edição especial da picape pesada F 150, lançada em 2010.  A Harley está expandindo a atuação a fim de ampliar vendas aqui.
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MERCADO | ALTA RODA | FERNANDO CALMON |   SETA  Terça-feira, 08 de fevereiro de 2011 - Coluna 615

Guiando no exterior

              Observar o ato de dirigir, o comportamento dos motoristas, hábitos e costumes no trânsito do dia a dia em outros países, pode se tornar uma experiência enriquecedora. Particularmente nos EUA, cuja frota de 250 milhões de veículos – a maior do mundo – ultrapassa em 60 milhões a população brasileira. Depois de rodar 1.200 quilômetros em sete dias, no estado da Flórida, há nuances a comentar.

Entre Miami e Orlando, a maior rota turística e de compras dos brasileiros no exterior, as diferenças começam nas estradas, antes livres de pedágio. A exemplo da Europa, o esquema é mais inteligente: paga-se o que realmente se roda. Nos acessos, o motorista recebe um cartão de controle, permitindo cobrar a tarifa proporcional ou total. Em alguns locais da Europa, dizem, esses cartões também serviriam para controlar a velocidade média dos carros, mas nos EUA isso não existe.

A velocidade máxima permitida é de 70 milhas por hora (113 km/h), mas apenas cerca de 20% do tráfego viaja nesse ritmo. Mais de 50% mantém 80 mph (129 km/h). Outros 20%, 90 mph (145 km/h). Os 10% restantes vão tranquilamente a 100 mph (160 km/h). Não há radares à vista. A regra de ouro é seguir o fluxo. Se alguém viaja muito acima, a patrulha rodoviária pode surgir do nada... Carros lentos (poucos) rodam pela esquerda e, não raramente, são ultrapassados pela direita, manobra permitida nos EUA, mas que motoristas europeus abominam, além de proibida.

No perímetro urbano, há enorme respeito pelas faixas indicadas no chão para dobrar à direita ou à esquerda. Deve-se prestar atenção para evitar as buzinadas, se alguém fura ou sai da fila. Em Orlando, existem mais estradas do que ruas e avenidas. De tão largos, os cruzamentos chegam a ter uma fileira, em diagonal, de 12 ou mais semáforos, comandando conversões nos dois sentidos e quem deseja ir em frente.

Caminhos alternativos evitam congestionamentos nos deslocamentos aos parques temáticos e centros de compras. Nesse caso, só consultando os velhos mapas de papel ou reprogramando o navegador GPS para rotas curtas. Os chamados caminhos rápidos acabam se tornando lentos porque são os mais utilizados.

O hábito arraigado de falar ao celular não mudou. Quando tanto se usam recursos de viva-voz que vários fabricantes oferecem de série. O weblog americano Jalopnik divulgou, recentemente, pesquisas da Universidade de Chicago e da Escola de Economia de Londres que confrontaram estatísticas de acidentes, antes e depois do horário de pico (21h00) das chamadas por celular. Muitos motoristas americanos aproveitam tarifas com descontos das companhias telefônicas no período. Em conclusão, não se registrou aumento de colisões.

As observações dos responsáveis pelos estudos, Saurabh Bhargava e Vikram Pathania:
1) Motoristas tornam-se mais cautelosos falando ao telefone.
2) Quem demonstra inabilidade ao volante, comete erros usando ou não o celular.
3) O telefone pode, de fato, distrair alguns motoristas, porém para outros o efeito é inverso, pois dirigem com mais atenção.
O número de mortos em acidentes, em proporção à frota, é dez vezes maior no Brasil do que nos EUA. Algo está errado por aqui e, certamente, não é falar ao celular...

RODA VIVA

JANEIRO de 2011 foi o melhor primeiro mês da história com 250.000 unidades comercializadas no mercado interno entre automóveis e comerciais leves e pesados. Tudo indica que o ano será bom, à exceção de exportação e produção total, que quase nada avançarão. A importação, ao contrário, continuará em expansão acelerada.

COMO esperado, a queda de vendas de janeiro em relação a dezembro (36%), superior à média histórica, confirma que alguns fabricantes emplacaram carros em dezembro e só venderam efetivamente no mês passado. Outro indicador desse truque de marketing: estoques totais subiram de 21 dias para 34 dias. A partir de fevereiro, esse efeito estatístico se diluirá.

GENERAL MOTORS e Fiat foram as que apelaram para vendas “provisórias” a fim de atingir meta em 2010. Ambas desconversam sobre o assunto. Extra-oficialmente explicam ter havido perdas por razão de paradas técnicas nas linhas de produção. A marca americana se prepara para lançar o Cruze e a italiana, o novo Palio. Ainda nesse primeiro semestre.

TOYOTA manteve, pelo terceiro ano consecutivo, a liderança mundial em vendas com 8,42 milhões de unidades. Mas a vantagem foi de apenas 30.000 unidades, ou menos de 0,3% de diferença sobre a GM, que tem posição de liderança na China. Desconfia-se que, no fundo, a Toyota prefere ficar em segundo lugar para evitar os holofotes e o "peso" da liderança...

MUITO estranho o veto da presidente da República ao projeto de lei aprovado no Congresso Nacional que procurava disciplinar os desmanches de veículos. Além de ser o primeiro passo para ampliar a reciclagem no Brasil, causou estupor a justificativa: "contrariedade ao interesse público". Que espécie de interesse público é a dúvida.
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MERCADO | ALTA RODA | FERNANDO CALMON |   SETA  Terça-feira, 01 de fevereiro de 2011 - Coluna 614

Cautela e caldo

             No recente Rally Dacar, cujo nome remete ao passado, mas atualmente é disputado em Argentina e Chile, chamou a atenção um comentário extraprova. Os argentinos adoram competições de velocidade fora-de-estrada e fazem uma festa em Buenos Aires, na saída e na chegada. A nota destoante eram as filas de automóveis comuns em alguns postos da cidade. Não se trata de racionamento e sim de escassez momentânea causada por uma série de erros da política de combustíveis do país vizinho.

A Argentina já foi autossuficiente e até exportadora de petróleo. Assim, o preço da gasolina sempre baixo fazia a alegria dos turistas brasileiros motorizados. A falta de planejamento e decisões populistas cobram agora um ônus pesado. As reservas de óleo não dão conta do aumento da demanda e as companhias estão desestimuladas em investir em exploração pois são rigidamente controladas. O governo argentino até tentou uma puxada recente nos preços, ainda longe de reverter o quadro.

Os Estados Unidos, outro país com combustíveis baratos, sabem que o cenário deve mudar. Lá existe resistência cultural da população que hoje paga R$ 1,45 por litro de gasolina, mas já teve de desembolsar R$ 2/litro. Os europeus pagam alto, na média R$ 3,50/litro, porém sua frota de veículos utiliza motores bem mais econômicos. Considerando o custo por quilômetro, os motores menos eficientes e distâncias maiores cobertas pelos americanos, a diferença real fica em torno de 25%, bem diversa do que a comparação direta sugere. O governo americano exige que a média dos carros novos à venda no país reduza o consumo em 35% até 2016.

Por outro lado, a Agência Internacional de Energia admitiu pela primeira vez que outros pesquisadores têm razão sobre o peak oil. O termo em inglês significa o prazo em que o ritmo de novas descobertas de petróleo no mundo -- incluindo as reservas ainda nem confirmadas no pré-sal brasileiro -- deixará de atender, ao mesmo tempo, o aumento de consumo e a queda de produção dos poços atuais. Esses cálculos apontavam o ano de 2030 e agora, 2020.

O cenário merece atenção não pela escassez, mas pelas perspectivas de preços futuros. Obrigará os países desenvolvidos a diminuir o consumo para tentar compensar o aumento na taxa de motorização dos emergentes. Alguns acham que, atingido o peak oil, se partiria para prospecções caras e de maior risco geológico. Ou ainda viabilizaria as enormes jazidas de areias betuminosas, do Canadá, com grandes dificuldades ambientais e enorme dispêndio de energia. Os céticos apontam que até 2020 seria preciso descobrir um volume quatro vezes superior às atuais reservas da Arábia Saudita (maior produtor do mundo), apenas para equilibrar a exaustão dos poços, mesmo se o consumo mundial estacionar.

Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém, segundo o ditado popular. Economizar, então, é a palavra de ordem. Vale a pena consultar o site www.meucombustivel.com.br. A ferramenta criada pelo administrador de rede Jeferson da Luz cruza pesquisas semanais nas bombas, feitas pela agência reguladora ANP, e mapas do Google a fim de indicar o menor preço em 17 mil postos de 555 cidades brasileiras.

RODA VIVA

GERAÇÃO 4 do Gol representa cerca de 4% das vendas de todo o mercado de automóveis e 23% das vendas da linha Gol, que inclui a Geração 5. Normalmente continuaria por muitos anos. Contudo, a exemplo do Uno Mille, a nova legislação de segurança tornará caro demais fazer adaptações. Produção seguirá até 31/12/2013 e as vendas, enquanto durar o estoque.

TRÊS pesquisadores brasileiros conseguiram desenvolver acessório eletrônico que comuta luz alta e baixa dos faróis automaticamente, sem comando manual, a preço acessível. Depois dos testes e da homologação no Denatran, recebem agora a confirmação de que a Magneti Marelli produzirá esse dispositivo de segurança aqui. O sucesso é estímulo a outros.

PEQUENOS reajustes de preço dispararam a safra de modelos 2012, em pleno mês de fevereiro. Celta e Prisma passaram a dividir com o Classic o visual semelhante da grade. Outros retoques externos e internos complementam as mudanças cosméticas. Na Argentina tal recurso de marketing é coibido: ano-modelo adiantado, só a partir de agosto, nunca no primeiro semestre.

APROXIMAR pesquisas acadêmicas ou até independentes da indústria automobilística é uma das metas do novo presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, Franco Ciranni. Ajudaria a aumentar a competitividade, hoje bastante prejudicada pela carga tributária, aumento de custos e infraestrutura ruim. Pretende estimular talentos.

FACILIDADE de retirar e colocar os motores VW refrigerados a ar levou oficinas desonestas a burlar a inspeção ambiental na cidade de São Paulo. Por R$ 300,00 alugam motores bons e prontos para aprovação nos testes. Depois, a troca é desfeita e o antigo volta a circular poluindo. Pelas contas dos “espertos” uma reforma custaria R$ 1.500,00.
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Alta Roda - Edições de janeiro

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