VELOCIDADE l FÓRMULA TRUCK
Muitas disputas e vitória de Djalma Fogaça em Tarumã
Leandro Totti foi o destaque que saiu de último

O paulista Djalma Fogaça (Ford) venceu neste domingo, dia 7, a oitava etapa do Campeonato Brasileiro da Fórmula Truck em Tarumã, RS, uma das provas mais disputadas da categoria nos seus nove anos de existência. Wellington Cirino (Mercedes-Benz) cruzou a linha de chegada na frente, mas foi punido pelos comissários desportivos em 20 segundos na manobra de ultrapassagem em Djalma Fogaça na última curva antes da bandeirada de chegada.

A prova começou com duas bandeiras amarelas seguidas, antes mesmo dos pilotos completarem a primeira volta válida para a cronometragem. Nas duas primeiras tentativas de largada, foram necessárias a intervenção do Pace Truck. Foram 21 minutos de interrupção com a equipe de resgate tirando caminhões batidos da pista. A primeira foi antes mesmo dos caminhões receberem a bandeirada de largada na reta dos boxes. Fabiano Sperafico, Beto Napolitano e Diumar Bueno se enroscaram na tomada de aceleração se esparramando pelos barrancos laterais da reta da largada. Na segunda largada, a primeira volta também não foi completada porque Luiz Carlos Zappeline (Volkswagen) bateu forte na curva 9.

A partir da terceira tentativa, o público de quase 50 mil pessoas pôde ver disputas emocionantes a todo momento, tanto pela liderança como nos pelotões intermediários. Na primeira volta Leandro Totti (Ford) investiu forte em cima de Renato Martins (Volkswagen) para ganhar a segunda posição. Os dois se tocaram com Totti passando reto na saída da curva 2 e Martins tendo que parar nos boxes para trocar o pneu estourado na batida. Martins que era considerado uma das grandes ameaças para Cirino na prova de Tarumã, teve que voltar em último e guiar muito para subir ao pódio em quinto. O mesmo aconteceu com Totti que depois de cair para 12º recebeu a bandeirada em quarto.

A liderança de Wellington Cirino por 21 voltas do total de 26 da prova que teve três bandeiras amarelas, foi de momentos muito mais tenso do que de tranqüilidade. Desde a primeira volta, o pole position teve ao seu encalço o paulista Jonatas Borlenghi (Volkswagen) que várias vezes colocou seu caminhão ao lado do líder com tentativas até arriscadas na perigosa curva do laço. Depois de 12 voltas, foi a vez de Djalma Fogaça (Ford) assumir a posição de caça ao líder da corrida e após nove voltas de muita pressão conseguiu a ultrapassagem na curva do tala larga na 22ª volta.

A disputa continuou ainda mais acirrada com Cirino tentando reaver a liderança e na última curva da última volta, Cirino colocou seu Mercedes-Benz por dentro batendo na lateral do Ford de Fogaça, interpretado pelos comissários desportivos como uma atitude anti-desportiva. A decisão dos comissários de punir Wellington Cirino saiu antes da premiação do pódio, com o paranaense caindo de primeiro para 12º colocado. “Não acho justo e acho que o Fogaça poderia ter evitado a batida. Ele sabia que eu ia conseguir ultrapassar e fechou para o meu lado”, reclamou o piloto que entrou com um recurso na CBA sobre a sua punição.

Mesmo assim Cirino sai de Tarumã como líder do campeonato com 120 pontos contra 117 de Beto Monteiro que foi o oitavo colocado na prova. Djalma Fogaça também deu sua opinião sobre a batida – “Todo mundo viu o que aconteceu e foi precipitação do Cirino. Fiquei emocionado com a torcida gritando o meu nome como o verdadeiro vencedor da prova. Afinal são 22 anos de automobilismo e graças à Deus tenho esse reconhecimento de que sempre fui um piloto que briga por posições”, declarou orgulhoso o piloto de Sorocaba, interior de São Paulo.

O cinco pilotos que subiram ao pódio foram: Djalma Fogaça, jonatas Borlenghi, Roberval Andrade, Leandro Totti e Renato Martins.

A última etapa marcada para Brasília no dia 5 de dezembro agora tem quatro candidatos ao título em uma disputa mais apertada. Wellington Cirino 120 pontos, Beto monteiro, 117, Roberval Andrade, 102 e Jonatas Borlenghi 100.

Entre vários acidentes, o mais impressionante aconteceu na 22ª volta com a piloto Débora Rodrigues que perdeu o controle do seu caminhão após um incêndio que parecia estar tomando conta de todo o veículo. Débora bateu no barranco do lado do público e saiu derrapando para o outro lado da pista – “Fiquei com medo quando vi que estava do lado da grade do público e consegui levar o caminhão de volta para a pista”, disse conformada com a conseqüência menor do que poderia ser em função da gravidade do acidente.

Oitava Etapa - Tarumã / RS - Fórmula Truck ( 26 voltas)
1º) Djalma Fogaça (Ford), 26 voltas, tempo 1:16:15.717, média de 61.69 km/h
2º) Jonatas Borlenghi (Volks), a 1.200
3º) Roberval Andrade (Scania), a 1.691
4º) Leandro Totti (Ford), a 2.053
5º) Renato Martins (Volks), a 2.142
6º) Geraldo Piquet (Mercedes), a 4.673
7º) Jorge Fleck (Volvo), a 5.117
8º) Beto Monteiro (Ford), a 5.159
9º) Fred Marinelli (Scania), a 6.505
10º) Fabiano Sperafico (Ford), a 13.161
11º) Diumar Bueno (Volvo), a 18.222
12º) Wellington Cirino (Mercedes), a 18.316
13º) Valmir Candeu (Volvo), a 22.183
14º) Luis Carlos Lanzoni (Scania), a 24.378
15º) Luiz Simoes (Iveco), a 4 voltas
16º) Pedro Muffato (Scania), a 6 voltas
17º) Fabiano Brito (Volvo), a 7 voltas
18º) Mad Macarrão (Ford), a 9 voltas
19º) Herberto Heinen (Volvo), a 13 voltas
20º) Viginaldo Fizio (Mercedes), a 14 voltas
21º) Débora Rodrigues (Volks), a 17 voltas
22º) Jose Cangueiro (Mercedes), a 19 voltas
23º) Danuza Moura (Iveco), a 20 voltas

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