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BRASIL l SALÃO INTERNACIONAL
DO AUTOMÓVEL 2004
Abeiva faz balanço positivo
do Salão
O presidente da Associação Brasileira das
Empresas Importadoras de Veículos Automotores –
Abeiva, André Müller Carioba, considerou extremamente
positivo o resultado do XXIII Salão Internacional
do Automóvel, encerrado no dia 31 de outubro, no
Pavilhão de Exposições, Anhembi, em
São Paulo. Na opinião de Carioba, diversos
fatores concorreram para o sucesso do evento, a começar
pela presença maciça do público visitante,
estimado em cerca de 500 mil pessoas durante os 10 dias
da mostra.
“O número de visitantes demonstra o interesse
do consumidor em conhecer as últimas novidades do
setor automobilístico e, ao mesmo tempo, influi diretamente
nas ações dos fabricantes que visam colocar
no mercado maior número de modelos ainda na reta
final do ano de 2004”, explica o presidente da Abeiva.
Outro ponto que destaca como muito importante foi a presença
do Salão, como um todo, na mídia impressa
e eletrônica de todo o País, o que representa
uma forte alavanca de vendas.
Para André Carioba, os importados, não apenas
das marcas filiadas à Abeiva, mas em geral de todas
as montadoras, mais uma vez traduziram-se num capítulo
à parte das atrações do Salão.
Prova disso é que do total de 327 veículos
expostos, 183 são importados e 144 nacionais. “Neste
sentido, portanto, é inquestionável a importância
dos modelos importados, como ponto de referência em
relação à tecnologia e qualidade empregadas
em seus processos de fabricação, fatores dos
quais as próprias montadoras nacionais se utilizam
para manter a competitividade de seus produtos em mercados
internacionais. Vale lembrar que somente este ano a indústria
automobilística brasileira prevê exportar cerca
de 600 mil unidades. Sem competitividade tanto econômica
como tecnológica isso não seria possível”,
afirma Carioba.
O Salão do Automóvel também mostrou
para o consumidor brasileiro várias novidades recém
lançadas na Europa, entre elas, por exemplo, o Série
1, da BMW, e o novo Sportage, da Kia Motors, dois modelos
mostrados pouco mais de um mês atrás no Salão
de Paris.
Especificamente para a Abeiva, entretanto, o XXIII Salão
do Automóvel teve um peso extra porque propicia para
a entidade intensificar seu diálogo com representantes
do governo federal e expor suas reivindicações.
“A alíquota de importação de
35% continua representando uma carga excessivamente alta
para a auto-sustentação do setor, agravada
com o IPI de 25% para veículos com motor acima de
2.0 litros e o recente aumento do PIS/Cofins”, afirma
Carioba. Neste contexto, a Abeiva continua depositando grande
confiança na assinatura do acordo Mercosul-EU para
que aconteça no próximo ano.
Além de todo esse reconhecido entrave aos importados,
Carioba lembra que o comportamento do dólar e do
euro, frente ao real, constitui-se em mais uma barreira
efetiva de proteção natural ao produto nacional.
“Ainda assim, permanece a expectativa por parte da
Abeiva de que novos ventos de competitividade nos alcancem
na busca desta auto-sustentação”, disse
Carioba.
Para o presidente da Abeiva, taxa zero de importação
não teria impacto significativo para o governo brasileiro,
em razão do volume de veículos que seriam
trazidos para o País. “Neste ano, foram importados
cerca de 3.500 unidades, com taxa zero esse número
não ultrapassaria a casa de 5.000 carros, portanto
uma soma irrisória se comparada com as 600 mil que
serão exportadas pela indústria nacional este
ano”, afirma André Müller Carioba.
Ainda segundo o presidente da Abeiva, “vale lembrar
ainda que, enquanto no Brasil a alíquota de importação
praticada é de 35%, no México, com alíquota
zero, o governo mexicano deixou de arrecadar o imposto,
mas foi compensado com outras fontes de ingresso aos cofres
do Estado como geração de empregos, além
de movimentar setores de autopeças e serviços”,
concluiu.
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