13 DE MAIO - DIA DO AUTOMÓVEL
Avanços, evolução e novas tecnologias para seu Automóvel

Os avanços na história do Automóvel

1894
Vacheron lança o automóvel com volante

1895
Panhard fabrica o primeiro automóvel fechado.
Os irmãos André e Edouard Michelin lançam os primeiros
pneus para automóveis

1898
Daimler constrói o primeiro motor de 4 cilindros em linha

1899
Daimler introduz a mudança de velocidade em "H" e o acelerador de pé.
Renault na França, é primeiro a utilizar o eixo
de transmissão ligado ao eixo traseiro por meio de cardans.
Os automóveis de Dietrich- Bolée vem com parabrisas
como acessórios extras.

1901
Daimler lança na Alemanha o Mercedes..

1902
Spyker lança na Holanda um automóvel com tração nas 4 rodas e motor 6 cilindros em linha.
Frederick Lanchester inventa o freio a disco. .

1903
Mors, apresenta um automóvel com amortecedores
Ader na França fabrica o primeiro "V8".

1905
Surge nos Estados Unidos o primeiro sistema de aquecimento que funcionam com o escapamento do motor.

1906
A Rolls- Royce lança o Silver Ghost.
Nos Estados Unidos surgem os pára-choques.

1908
A Ford lança o môdelo "T"
A Delco nos Estados Inidos, fabricam a primeira bobina e o distribuidor.

1912
A Peugeot fabrica o primeiro motor com árvore de comando de válvulas, duplos no cabeçote.

1915
Aparecem nos Estados Unidos os "limpadores de pára-brisas.

1916
Aparecem nos EUA as luzes de freio acionadas pelo pedal.

1917
O modêlo American Premier inova com um velocímetro.

1921
Surge nos EUA. a mudança de luzes automática.

1923
A Dodge, fabrica a primeira carroceria fechada totalmente em aço.
A Fiat, na Itália, monta uma coluna de direção ajustável

O motor evoluiu, o conceito não
Quais são os fatores que devem ser considerados para se identificar um motor moderno?

Acertou quem respondeu que o principal fator é a incorporação de tecnologias de última geração, com larga utilização da eletrônica.

O sistema de alimentação de combustível com gerenciamento eletrônico, que substituiu o carburador, é o exemplo mais conhecido pela grande maioria dos consumidores.

Não há como negar que a injeção eletrônica resultou, de um lado, em melhorias para o usuário e, de outro, em benefício para a preservação do meio ambiente.

Na esteira deste processo de modernização surgiram outros que ampliaram ainda mais o uso da chamada “eletrônica embarcada” – para citar alguns deles vale lembrar o freio ABS, os amortecedores controlados eletronicamente e o air bag.

Fica claro, portanto, que a evolução do motor ao longo da história do automóvel foi significativa. Afinal de contas, quem, nos anos 20, poderia imaginar que um dia o motorista teria à sua disposição o “piloto automático”, equipamento que antes de chegar ao carro passou pelo avião e tornou-se mundialmente conhecido? Esta evolução, entretanto – e que também fique bem claro –, diz respeito a projetos de construção do motor, e não a conceitos.

No caso, entenda-se por conceito as peças mecânicas básicas que fazem o motor funcionar e que levam um automóvel andar para frente e para trás. Neste sentido, a criatividade da engenharia automotiva deixou a desejar durante todas essas décadas. Os componentes que integravam o propulsor de um modelo dos anos 20 ainda são os mesmos do veículo do novo século. As razões para isso são várias, mas com certeza o fator custo encabeça a lista. Entretanto, antes de explicar o pouco que o motor mudou em termos de conceito, é necessário enumerar quais são as suas peças mecânicas e como elas funcionam interligadas.

Todo motor de combustão interna possui um ou vários cilindros mecanizados que trabalham dentro de uma grande peça básica, construída em ferro fundido ou liga leve, denominada bloco. No interior do cilindros deslizam, no sentido para cima/para baixo, êmbolos de alumínios – são os pistões. Eles são unidos por meio de barras de conexão, chamadas bielas, a um mecanismo de biela-manivela, denominado virabrequim.

A parte superior dos cilindros é fechada pelo cabeçote, peça robusta que contém uma câmara de explosão em cada cilindro. No interior de cada câmara de explosão encontram-se as válvulas de admissão, que permitem a passagem da mistura ar-combustível até os pistões, e as válvulas de escape, que liberam a saída dos gases provenientes da combustão, uma vez concluído cada ciclo do motor. A parte inferior do bloco é fechada pelo cárter.

A potência é gerada a partir da queima da mistura ar-combustível nos cilindros, cuja combustão provoca uma forte expansão dos gases que empurra os pistões para baixo. As bielas transmitem este movimento retilíneo alternativamente ao virabrequim, resultando em um segundo movimento, desta vez giratório, capaz de impulsionar o veículo.

Novas tecnologias surgem nos carros
A ênfase dos fabricantes dos veículos de passeio volta-se agora para o conforto e a tecnologia de bordo

Carros não serão mais só um meio de transporte, mas também uma extensão da casa e do escritório. A profecia, com prazo de cinco anos para se concretizar, foi feita pelas duas maiores empresas de tecnologia automotiva do mundo - as americanas Delphi e Visteon. Ambas estão divulgando no Brasil uma série de equipamentos que, se hoje parecem coisa de ficção científica, em breve serão parte indispensável dos veículos de passeio.

"Em cidades congestionadas como São Paulo ou Tóquio, não existe o puro prazer de dirigir. É preciso que o automóvel tenha algo a mais", diz o alemão Volker Barth, presidente da filial sul-americana da Delphi. Faz sentido.

Os carros sempre obedeceram às necessidades de cada época. Nas décadas de 50 e 60, os fabricantes buscaram a velocidade, com motores cada vez mais potentes. Nos anos 70, foi a vez de atacar o consumo de combustíveis. Nas décadas de 80 e 90, quando a segurança foi a meta, surgiram acessórios como freios ABS e air bags.

Quando a ênfase for o conforto e a tecnologia a bordo, será possível usar a Internet, ditar e-mails e ganhar uma massagem nas costas enquanto se dirige. Olhar mapas vai ser coisa do passado: sistemas de navegação avisarão, em viva voz, pelos alto-falantes, quando é a hora de dobrar uma esquina para chegar ao lugar desejado. Os navegadores receberão informações sobre congestionamentos diretamente dos órgãos de trânsito.

Já existe um modelo de Mercedes com sensores instalados nos pára-choques para alertar os mais distraídos caso estejam se aproximando do carro à frente. Se o motorista não fizer nada, o computador desacelera o veículo. No futuro, na iminência de uma colisão, os air bags dispararão automaticamente, com intensidade adequada à velocidade da batida. "Tecnologia para tudo isto já existe", diz Barth. "É só uma questão de custo e tempo."

Das pistas de corrida para as ruas

Década de 50
O cinto de segurança torna-se obrigatório em carros de competição nos Estados Unidos em 1954. Cinco anos depois, a Volvo lança o primeiro automóvel com cinto de segurança. No Brasil, na década de 60, ele era vendido como "acessório esportivo".

Década de 60
O freio a disco, que já tinha sido experimentado na década de 20, só ganhou fama graças a uma espetacular vitória da Jaguar nas 24 horas de Le Mans de 1955. Acabou virando item de série nos carros de rua nos anos 60.

Década de 70
Cai o mito de que "carro bom é aquele que não amassa". A estrutura deformável, que amortece as colisões, passa a ser obrigatória na Fórmula 1 em 1973. Os carros de rua adotam isso instantaneamente.
O pneu radial apareceu no começo do século, mas foi abandonado por ser "muito duro". Mais tarde, na década de 50, ressurgiu na Fórmula 1, justamente porque eramais rígido e seguro que os pneus tradicionais. Só no final dos anos 70 começou a predominar entre os carros de passeio.

Década de 90
Usado na Fórmula 1 nos anos 70 e 80, o alumínio passa a ser empregado na carroceria de carros da linha Audi e em modelos esportivos como o Plymouth Prowler. Mais leve, permite bom desempenho e economia de combustível.

O câmbio semi-automático, controlado por alavancas atrás do volante, faz sucesso na Ferrari, em 1992. Hoje, já pode ser encontrado em carros de passeio como Porsche, Alfa Romeo e na própria Ferrari.

O motor multiválvulas, usado na Fórmula 1 desde os anos 50, vira símbolo de potência e tecnologia. Ganha as ruas européias no começo da década de 90 e chega ao Brasil em 1994, com o Tempra 16 V. Hoje, equipa até os carros 1.0.

Em 1997, a Federação Internacional de Automobilismo torna obrigatória na F-1 a "caixa-preta", para que se possa saber as causas dos acidentes. Carros de rua, como Buick e Corvette, já têm o sistema.

O PÁRA-BRISA INTELIGENTE terá uma área onde serão projetados os instrumentos do painel, evitando que o motorista desvie o olhar para baixo, como acontece hoje. Além disso, um sistema de visão noturna permitirá enxergar mais com menos luz. Já está em testes no Cadillac.

O VIDEOGAME vai acabar com a choradeira das crianças nas viagens mais longas. Os carros sairão de fábrica com telas instaladas na parte de trás dos encostos de cabeça e plugues para joystick e fones de ouvido. Por essas mesmas telas será possível assistir TV, utilizar programas em CD-ROM ou acessar a Internet.

OS BOTÕES são coisa do passado. Sistemas que respondem a comandos de voz do motorista já existem e estão sendo aprimorados. O da Visteon é capaz de reconhecer quatro sotaques diferentes em inglês. Pode-se acionar ar-condicionado, porta-malas, luzes e som. Para mudar de emissora, basta chamar o rádio e dizer o nome da estação.

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