| ESPECIAL
l MARÇO l 2005
Conversão para Gás Natural
Veicular
Gás Natural
- Um combustível gasoso encontrado no subsolo ou
associado ao petróleo. Formado por uma mistura de
hidrocarbonetos leves, é mais "limpo",
econômico, eficiente e seguro do que outros tipos
de energéticos. Pode ser utilizado nas indústrias,
residências, estabelecimentos comerciais e de serviços,
servindo também como matéria-prima para as
indústrias químicas, siderúrgicas e
de fertilizantes.
São
muitas as vantagens da utilização do GNV (Gás
Natural Veicular), tanto ecológicas quanto financeiras.
Enquanto as grandes cidades
sofrem com altos índices de poluição
atmosférica, emitida por veículos movidos
a gasolina e diesel, a emissão de poluentes na combustão
do GNV é praticamente nula. A economia para o proprietário
do veículo convertido fica entre 30% e 40%
a cada abastecimento.
Além disso, testes realizados no dinamômetro
instalado na Oficina-Escola Convertedora do CTGÁS,
certificada pelo INMETRO, constataram um redução
mínima no desempenho do veículo, sem haver
nenhuma alteração no patamar tecnológico
original do mesmo.

Menos poluente - A queima do gás natural é
muito mais completa do que a queima da gasolina, do álcool
e do diesel. Por isso, os veículos movidos a gás
natural emitem menos poluentes. Economia sem igual - Usando
o gás natural, além de economizar em combustível,
você economiza na manutenção do veículo.
Veja as vantagens:
Mais barato que os outros combustíveis;
Proporciona maior rendimento;
Com um metro cúbico é possível rodar
mais quilômetros do que com um litro de gasolina ou
álcool (1m3 de gás equivale a 1 litro de gasolina
ou álcool, aproximadamente);
É um combustível seco e por isso não
dilui o óleo lubrificante no motor do veículo;
Sua queima não provoca depósito de carbono
nas partes internas do motor, aumentando sua vida útil
e o intervalo entre trocas de óleo;
Economia total de mais de 70% nos gastos com o veículo;
Menor freqüência na troca do escapamento do veículo,
pois a queima do gás natural não provoca a
formação de compostos de enxofre, diminuindo
a corrosão.
Economia Comprovada - Um exemplo prático da economia
proporcionada pelo gás natural: Um Santana que roda
em média 200 Km por dia e que faz 9 Km por litro
de gasolina:
| |
Consumo
diário |
Consumo
mensal |
Preço
médio |
Gasto total
no mês |
| Gasolina |
22,22 litros |
555,55 litros |
R$ 2,20/litros |
2,20 x 555,55 = R$
1.222,21 |
| Gás Natural |
15,38 m3 |
384,50 m3 |
R$ 1,11/m3 |
1,11 x 384,50= R$ 426,79 |
| Economia mensal= R$
795,42, por veículo (65%) |
Economia mensal= R$ 795,42, por veículo (65%) - Mês
de referência: Março/2003. Mês de 25
dias.
Combustível seguro - O gás natural é
muito mais seguro do que os demais combustíveis.
Sendo mais leve que o ar, em caso de vazamentos, o gás
se dissipa rapidamente na atmosfera, diminuindo o risco
de explosões e incêndios. Além disso,
para que o gás natural se inflame, é preciso
que seja submetido a uma temperatura superior a 620 graus
centígrados. O álcool se inflama a 200°
C.
O abastecimento do veículo é feito sem que
o produto entre em contato com o ar, evitando-se assim qualquer
possibilidade de combustão. Os cilindros e demais
componentes do kit de conversão carregados no veículo
são projetados para suportar a alta pressão
em que o gás é armazenado.
Como converter os veículos - Os veículos projetados
para rodar com gasolina ou álcool recebem um kit
especial que os torna bicombustível, ou seja, os
carros podem rodar com gás natural (gás metano
veicular) ou com o combustível original acionando
um simples botão instalado no painel do veículo
(chave comutadora).
O kit consiste em diversos equipamentos, incluindo um ou
mais cilindros de gás.
Somente oficinas credenciadas pelo INMETRO podem fazer
a instalação do kit de conversão. Estas
oficinas fornecem o Certificado de Homologação
de Montagem do kit, atestando que todas as normas técnicas
estabelecidas pela ABNT foram cumpridas e que o veículo
pode ser legalizado junto ao departamento de trânsito
local.
Componentes básicos do sistema de GNV
Cilindro
Deverá ser fixado na posição transversal
ao veículo, cujas cintas de fixação
abraçam totalmente o cilindro. Os parafusos que fixam
o cilindro através das cintas são especificados
por norma técnica.
Válvula do cilindro
A operacionalidade da válvula se dá através
de outras válvulas contidas em seu corpo, como a
válvula de excesso de fluxo, a válvula de
alívio e a válvula de corte rápido.
Invólucro estanque
Responsável pelo direcionamento do gás para
fora do habitáculo de passageiros do veículo
em caso de vazamentos.
Linha de alta pressão de GNV
Devem ser bem fixadas, com distâncias que não
devem exceder 500 mm. Sua ancoragem deve ser feita através
de abraçadeiras ou fixadores, com largura mínima
de 4 mm, revestidos internamente com elastômero, quando
metálicas, ou quando a linha não estiver revestida
externamente com elastômero. Nos pontos onde o tubo
passa através de furos na carroçaria ou chassi
do veículo rodoviário automotor, devem estar
instalados passadores que impeçam o contato metal
com metal. Devem ter dispositivos de flexibilidade (helicóide)
nos pontos de conexões do tubo com a válvula
de abastecimento e válvula de cilindro, para evitar
danos causados por vibrações, dilatações,
contrações ou trabalhos da estrutura do veículo.
Redutor de pressão
Elemento responsável pela depressão do GNV
até a pressão de utilização.
Deve atender as necessidades de vazão em função
das exigências do motor. Para isso, deve sua especificação
deve levar em conta o tipo de motorização.
Ser provido de aquecimento e de dispositivo de partida a
frio. Deve ser bem fixado em local adequado.
Válvula de abastecimento
Componente destinado ao suprimento de gás do veículo
pode ter um dispositivo de corte, com a indicação
aberta/fechada. Deve ser constituída de um engate
rápido, e de dispositivos de alívio e retenção.
Ser rigidamente fixada ao veículo, em local apropriado,
dentro do compartimento do motor, protegido e ventilado
a pelo menos 300 mm do ponto de aterramento e dos pólos
da bateria, com fácil acesso, e com identificação
do tipo de gás e da pressão máxima
de carga.
Linha de baixa pressão
Deve ser de mangueiras de borracha flexível ou material
similar e devidamente comprovada a sua compatibilidade com
o gás natural, considerando ainda pressão
e temperatura de serviço. Deve estar rigidamente
fixada aos elementos a que é conectada, não
dispensando o uso de abraçadeiras. Deve estar em
local de fácil acesso, permitindo o fácil
manuseio e visualização, evitando encurvamentos
intensos que provoquem contrações e contatos
com superfícies cortantes, pontiagudas ou de temperatura
elevada, assim como com agentes externos.
Mesclador
Detalhes construtivos não levados em consideração
podem interferir significativamente no efeito desejado para
a mistura ar-gás, não atendendo aos requisitos
de funcionalidade desejados.O mesclador é o componente
destinado a promover a homogeneidade da mistura ar e GNV
e, portanto, deve ser dimensionado com perfil que leve em
consideração vários parâmetros,
entre eles, a forma do escoamento, a velocidade e a pressão
do gás ao longo desse perfil, as coordenadas e qualidade
da superfície da parede, a razão estequiométrica
do GNV, as densidades do GNV e do ar, entre outros, para
que se tenha uma variação de pressão
corretamente determinada e distribuída ao longo do
comprimento do mesclador. O venturi tem função
importantíssima e deve apresentar ângulos de
entrada e de saída com valores que atenda às
exigências do motor em qualquer situação
e a área total da garganta do mesclador deve ser
suficiente para permitir a passagem do gás maximizando
a sucção deste e limitando ao mínimo
as perdas de carga do ar na admissão e o consumo
inadequado de combustível sem causar perdas de potência
no veículo.

Um "dispenser" típico Aspro Modelo AS 120
SI - Usado para abastecimento do veículo
Suporte de cilindro
Todas as fixações da montagem submetidas às
solicitações de esforços em caso de
aceleração deverão ser feitas através
de parafusos com especificações normalizadas,
evitando a soldagem, pois este processo fragiliza e descaracteriza
a resistência do material especificado ou ensaiado.
O seu uso só deverá ser aconselhado mediante
apresentação de ensaios confiáveis
onde os resultados atestem resistências compatíveis
em cada ponto.
Ponto de aterramento
Deve ser determinado com instrumentos e ter localização
visível, de fácil acesso e devidamente identificado,
para conexão do cabo de aterramento, com o fim de
descarregar a eletricidade estática contida no veículo
no ato do abastecimento.
Chave comutadora
A localização deverá ser de melhor
acesso. Deve ser acionada do habitáculo do veículo,
em posição de fácil acesso, com uma
indicação de funcionamento do motor no gás.
Instalação.
Mesclador
(misturador - Foto)
Como elemento responsável pelo controle da quantidade
de gás e admissão de ar pelo motor, estabelecendo
a relação ar/combustível mais próxima
do ideal, torna-se indispensável a sua existência
com as dimensões nas características adequadas
às exigências específicas do veículo.
Emulador de bicos injetores
É necessário por ser responsável pela
manutenção da regulagem do motor, mesmo após
a troca do combustível. Durante o funcionamento a
GNV, o emulador bloqueia e simula os eletroinjetores de
gasolina evitando um possível mau funcionamento devido
à memorização de erros na unidade de
comando, evitando que a luz de anomalia do sistema de injeção
eletrônica acenda.
Emulador de sonda lambda
Elemento de fundamental importância por ter a função
de evitar que a central de injeção detecte
alguma irregularidade no circuito do sensor de oxigênio,
o que levaria esta a atuar em regime de emergência,
acumulando erros gerados por conflitos na central de injeção
eletrônica quando no uso do combustível GNV,
o que poderá, resultar em perdas de potência
e falhamentos.
Variador de avanço
Este tem a função de adequar o ponto de ignição
em função da rotação e compensando
as perdas decorrentes da diferença de velocidade
de propagação de chama entre o combustível
líquido e o gasoso, evitando contra-explosão
que podem danificar componentes como coletores e filtros
de ar e evitando a perda de potência, elevado consumo
e poluição ambiental. As marcas variadas dos
componentes eletrônicos devem ser evitadas, pois poderão
causar conflitos gerados por incompatibilidades entre elas
e o sistema de gerenciamento eletrônico do veículo,
já que as características técnicas
construtivas de cada uma apresentam peculiaridades. A coexistência
das marcas só deverá ocorrer mediante a existência
de estudos que comprovem a compatibilidade entre as mesmas
e com o referido gerenciamento eletrônico.
Entendendo melhor:
NO
MOTOR |
|
Regulador de Pressão
- Sua função é a de regular a pressão
para alimentação de gás combustível
ao motor. Esse regulador dispõe de múltiplos
estágios de regulação de pressão,
através dos quais a pressão do gás
no cilindro, que varia conforme o consumo, é
regulada para uma pressão estável e única
para funcionamento do motor. |
|
Válvula de Abastecimento
- Multi-válvula com dispositivo de abastecimento,
fechamento rápido e retenção do
gás armazenado nos cilindros. É através
dela que o veiculo é abastecido. |
|
Manômetro - É um indicador
de pressão, instalado entre a válvula
de abastecimento e o regulador de pressão, com
a finalidade de medir e indicar continuamente a pressão
do gás natural veicular contido no cilindro.
Como o volume de gás contido no cilindro guarda
uma relação com a pressão, o manômetro
envia à chave comutadora, instalada no painel
do veículo, um sinal elétrico indicativo
de quantidade disponível de gás combustível. |
|
Misturador - Controla a quantidade
de gás para dentro do motor, estabelecendo relação
ar/combustível mais próxima da ideal,
podendo ser, de acordo com seu projeto, de concepção
simples (misturador) ou envolvendo eletrônica
embarcada (injeção direta). |
|
Motor de Passo - É chamado também
de atuador de linha. Tem a função de tornar
a mistura ar/combustível mais rica ou mais pobre,
a partir de um sinal recebido da central eletrônica
ou do simulador de sonda lambda. É uma peça
essencial para melhorar o desempenho do motor e reduzir
o consumo excessivo e a poluição ambiental. |
|
Módulo eletrônico - O
propósito principal desse componente é
a correção automática da relação
ar/combustível do motor, controlando os atuadores
e sensores, enriquecendo ou empobrecendo a mistura. |
NO
BAGAGEIRO |
|
Cilindro de GNV com cinta - Armazena
o gás natural comprimido sendo fabricado a partir
de tubos de aço sem costura, ou por embutimento
em chapa plana. São utilizados materiais como
molibidênio e são confeccionados para uma
pressão de trabalho de 200kgf/cm2 a 250kgf/cm2.
|
|
Válvula do cilindro - Instalada
na cabeça do reservatório, dotada de dispositivos
de segurança para excesso de pressão e
para fechamento rápido. |
NO
PAINEL |
|
Chave Comudatora e Indicador de nível
Comanda eletricamente o eletro-válvulas de combustível
(gás/líquido), controlando a passagem
de um combustível para outro de dentro do veículo.
O indicador de nível informa a quantidade de
gás no cilindro. |
Desempenho dos veículos convertidos - Como
substituto da gasolina e do álcool hidratado, o GNV
tem todas as propriedades físicas e químicas
de que um veículo necessita para bom desempenho.
O uso de GNV proporciona a potência necessária
e o desempenho regular do motor, tanto em marcha lenta (baixas
rotações e sem carga) como em situação
de altas solicitações de potência (altas
rotações com carga) ou torque (baixas rotações
e muita carga), sendo capaz, se bem regulado, de inibir
de forma eficaz o problema de detonação sem
a adição de substâncias poluentes ao
combustível.
Um motor especialmente projetado ou adequadamente adaptado
para o uso de GNV opera normalmente com altas taxas de compressão
(da ordem de 14/1 a 16/1), permitidas em função
do elevado poder anti-detonante inerente ao GNV, e portanto
apresenta uma eficiência térmica superior se
comparado a motores a gasolina ou álcool hidratado.
Devido à necessidade de conciliar a operação
da forma "bicombustível", em função
de uma rede de abastecimento ainda limitada, os veículos
convertidos devem manter as taxas de compressão originais
de seus motores a gasolina (8/1) ou álcool hidratado
(12/1), o que pode acarretar uma sub-utilização
das características originais do GNV e uma aparente
perda de potência.

GM APRESENTA PRIMEIRO VEÍCULO TRICOMBUSTÍVEL
PRODUZIDO EM SÉRIE - A General Motors do
Brasil surpreendeu o mercado ao apresentar o primeiro veículo
no mundo produzido em série com capacidade para rodar
com os combustíveis álcool e/ou gasolina –
em qualquer combinação entre os dois –
e ainda com o Gás Natural Veicular (GNV).
O Multipower 2.0 sedã, com o motor 2.0 litros 8
válvulas é o novo membro da família
Astra, campeã de vendas na categoria desde o seu
lançamento, em 1998. Trata-se do primeiro carro multicombustível
oferecido de série, portanto com garantia Chevrolet
de fábrica.
“Este lançamento é mais um passo ousado
da General Motors do Brasil, no desenvolvimento de veículos
que utilizam combustíveis alternativos. Temos realizado
grandes investimentos em tecnologia para oferecer ao consumidor
brasileiro automóveis modernos e que possam utilizar
o combustível que seja economicamente mais viável
no momento”, destaca Ray G. Young, presidente da General
Motors do Brasil e Mercosul.
O Astra Multipower é oferecido somente na carroceria
sedã, com as versões da recém lançada
linha 2005 em configurações específicas:
Comfort e Elegance, com acabamentos e estilos diferenciados.
“Este é um momento vitorioso para a indústria
automobilística brasileira, única no mundo
a ter essa versatilidade e que conhece, pela primeira vez,
um produto multicombustível a sair de fábrica
habilitado a rodar com gasolina, álcool ou gás.
Isso demonstra a capacidade da engenharia automotiva brasileira
na inovação e desenvolvimento tecnológico.
Portanto, mais uma vez, é a Chevrolet andando na
frente”, afirma José Carlos Pinheiro Neto,
vice-presidente da General Motors do Brasil.
O Chevrolet Astra Multipower utiliza o motor 2.0 litros
de 8 válvulas equipado com o sistema eletrônico
Flex Fuel, desenvolvido pela Bosch em parceria com a Powertrain
para a General Motors, em conjunto com o sistema de injeção
seqüencial de gás – geração
5, desenvolvido pela Rodagás.
A nova motorização é baseada na consagrada
“Família II”, com 2.0 litros. A potência
máxima varia de 127,6 cavalos de potência com
o uso exclusivo do álcool, 121 cv com gasolina a
105,8 cv com o uso do GNV, todos a 5.200 rpm. O torque é
de 19,6 kgfm com o álcool, 18,3 kgfm com gasolina
e 16,4 kgfm com o GNV. A taxa de compressão é
de 11,3:1.
O veículo foi desenhado com dois circuitos de combustíveis:
um para o líquido, podendo ser abastecido com gasolina
ou álcool puros ou a combinação dos
dois, e outro para o gasoso (GNV). O motorista pode selecionar
a injeção do combustível que deseja
utilizar por meio de uma chave no painel do veículo.
O sistema de partida é feito pelo sistema gasoso,
o que eliminou o reservatório de gasolina para a
partida a frio. Para garantir a segurança da partida,
sempre que o sistema gasoso diminuir para 15% da sua capacidade,
automaticamente a central de gerenciamento eletrônico
seleciona o modo combustível líquido, garantindo
assim uma reserva segura.
O sistema de injeção de gás para utilização
do GNV, fornecido pela Rodagás, é de quinta
geração e utiliza bicos injetores seqüenciais
que proporcionam a melhor potência, economia e menores
níveis de emissão que as gerações
anteriores.
O modelo – como o restante da linha – é
equipado também com o sistema de acelerador eletrônico
(“Drive by Wire”), tecnologia que proporciona
maior conforto ao dirigir e retomadas mais precisas.
O funcionamento, com relação aos combustíveis
líquidos, se dá da seguinte forma: após
o abastecimento do veículo, a bóia do tanque
identifica se combustível ou a mistura dele foi alterada.
Desta forma, o módulo central eletrônico (ECM
- Engine Control Module) que monitora o sistema, entra em
modo de reconhecimento de combustível.
O sistema monitora a queima da mistura – tanto com
o uso do combustível líquido quanto o gasoso
(selecionado por meio de uma chave no painel) – enviando
para o ECM sinais do sensor de oxigênio (sonda lambda);
o ECM identifica através de algoritmos qual é
a nova mistura de combustível existente no tanque
ou o GNV, promovendo a correta combustão.
O software da unidade de controle otimiza também
o avanço de ignição do motor para cada
mistura de combustível, por meio da leitura do sensor
de detonação (“knock sensor”).
O ECM recebeu incremento na velocidade de processamento
e memória, o que lhe permite monitorar constantemente
o sistema e processar o algoritmo de reconhecimento de combustível
centenas de vezes a cada segundo.
Pioneira no desenvolvimento do sistema Flex Fuel, a Bosch
– em parceria com a Powertrain – foi responsável
pela criação do sistema multicombustível
para a General Motors, que agora equipa o Astra Multipower
2.0. Para realizar este trabalho, os engenheiros da Unidade
de Sistemas a Gasolina da Bosch utilizaram a experiência
de 13 anos nesta tecnologia, já que em 1994, três
anos após iniciar os estudos para o desenvolvimento
do sistema, a empresa montou e apresentou o Omega 2.0 Flex
Fuel que se tornou o primeiro carro multicombustível
do país.
O grande desafio foi tornar o desempenho do Astra melhor
em qualquer combinação de combustível,
comparado com a motorização anterior. Em pouco
espaço de tempo a Bosch, em conjunto com a Powertrain,
desenvolveu e validou o software e a calibração
do sistema, graças à competência e criatividade
do time de engenharia local, que trabalhou simultaneamente
com a equipe mundial da Bosch e da General Motors, para
desenvolver a tecnologia necessária para esse lançamento.
Para saber mais l Sugerimos os seguintes
sites para pesquisa:
· Informações gerais sobre GNV:
:: http://www.gnvnews.com.br
:: http://www.gasnet.com.br
:: http://www.copergas.com.br
:: http://www.scgas.com.br
:: http://www.gasenergia.com.br
:: http://www.ngv.org
:: http://www.ngvcanada.org
:: http://www.angvc.org
· Fabricantes de Equipamentos:
:: http://www.kgmdobrasil.com.br
:: http://www.biogas.com.br
:: http://www.atodogas.com.br
:: http://www.rodagas.com.br
:: http://www.brc-gas.com.br
· Organismos de Inspeção do INMETRO
e Convertedoras em Santa Catarina:
:: http://www.gava.com.br
:: http://www.usagas.com.br
|