ESPECIAL  l  SETEMBRO l  2005
Robótica 2005: Produtos inteligentes para entretenimento, indústria e educação
Robótica 2005 conquista o mercado e garante a edição 2006 - A primeira feira de robótica e inteligência artificial do País surpreende visitantes e incentiva a inclusão digital e tecnológica.

               A Robótica 2005 - Salão Internacional de Robótica e Inteligência Artificial, realizada entre os dias 8 e 11 de setembro no Pavilhão da Bienal em São Paulo, terminou sua primeira edição com excelentes resultados. Para expositores como a Fanuc Robotics do Brasil, o objetivo institucional foi plenamente atingido. “Queríamos levar ao público a realidade da robótica industrial e divulgar o nosso treinamento que vai aprimorar a capacitação do profissional brasileiro”, afirma José Teixeira Brandão Neto, presidente da empresa no País e para a América Latina.

Sérgio Costa, da Symphony Robótica Educacional, comemora: “O investimento valeu a pena. Tanto a organização quanto a divulgação foram excelentes. Já temos boas perspectivas de novos pedidos”. A Electrolux, que trouxe para a feira, o robô aspirador Trilobite, registrou em seu estande a presença de visitantes da Capital, interior e outros Estados. Cíntia Lima, gerente de marketing da empresa confirma: “Aqui demonstramos que robótica doméstica já é uma realidade. Com certeza vamos fechar vários negócios”.

O supervisor de vendas da Yaskawa Elétrico do Brasil, Marcos Tremonti, e também professor da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC), ficou impressionado com o potencial intelectual dos estudantes que visitaram o evento. “Tivemos a oportunidade de nos aproximar dos jovens e das instituições de ensino o que proporcionará a sinergia entre os setores industrial e educacional”.

O Departamento de Engenharia Naval da Universidade de São Paulo (USP), que trouxe a simulação tridimensional do Tanque de Provas Numérico (TPN), contou com um grande número de pessoas nas apresentações. “De todos os eventos que participamos, tivemos aqui uma resposta de público nunca antes vivenciada”, afirma o Profº Kazuo Nishimoto, responsável pelo TPN.

As exibições do FIRST Robotics também despertaram o interesse do público. Segundo Ivan Boesing, diretor da FIRST Brasil, “Além de divulgar o evento, conquistamos uma dezena de novas equipes interessadas em participar das competições, o que corresponde a cerca de 250 pessoas”. O 2º Campeonato Nacional de Robótica Educacional, promovido pelo FIRST Lego League durante a feira, teve como vencedora a Equipe Apogeu do Colégio Ideal, da cidade de Santo André (SP). “Em abril de 2006, eles representarão o Brasil na competição mundial, em Atlanta junto com 28 países”, conta Marcos Wesley Ribeiro, diretor-presidente da Lego Educacional no Brasil.

O Professor Dr José Reinaldo da Silva, coordenador técnico da Robótica 2005 explica: “Quando programamos essa feira, a perspectiva era levar automação e robótica ao público em geral. Ao final do evento notamos que foi o público que veio ao nosso encontro. Isso nos animou a já garantir a realização da Robótica 2006 em proporções muito maiores”.

As agências de inovação da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – IPDMaq) e da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica – IPD Eletron) já garantiram suas participações com uma área exclusiva para Robótica e Automação de pequenas e médias empresas.

Segundo José Eduardo Branco, diretor da WTM Management Feiras e Congressos, empresa promotora do evento, o número de pessoas que compareceu ao Pavilhão da Bienal superou as expectativas. “Os resultados da Robótica 2005 certamente incentivarão o mercado a promover novos investimentos que poderão ser comprovados na próxima edição da feira”.

ESPECIAL  l  SETEMBRO l  2005
Robótica 2005: Produtos inteligentes para entretenimento, indústria e educação
08 a 11 de setembro de 2005 - São Paulo

                    Programada para o período de 8 a 11 de setembro de 2005, em São Paulo, no Pavilhão da Bienal, a Robótica 2005 - Salão Internacional de Robótica e Inteligência Artificial é um evento científico, mercadológico, empresarial e educacional. Por meio da apresentação da nova geração de robôs, produtos inteligentes, tecnologias avançadas e suas aplicações, o evento objetiva o desenvolvimento de negócios, fomento à pesquisa de forma que possam despertar cada vez mais o interesse do público leigo. Estarão presentes destacados cientistas, dirigentes e profissionais das empresas e universidades que operam no setor.

O professor doutor José Reinaldo Silva, do Departamento de Mecatrônica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e responsável pela coordenação técnica do evento, afirma: " O Salão de Robótica e Inteligência Artificial reforçará a entrada da tecnologia de ponta na vida do cidadão comum e deverá funcionar como um balizador de tendências e novas aplicações de automação e robótica no mercado. É o futuro, sem dúvida nenhuma”, finaliza entusiasmado.

Realizada pela WTM Management Feiras e Congressos, a Robótica 2005 conta com o apoio e coordenação técnica da MANET (Manufacturing Automation Network) e do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). O evento poderá ser visitado pelo público em geral, estudantes, empresas de entretenimento, fabricantes de robôs e seus componentes, empresas de inovação tecnológica e sistemas de inteligência artificial, máquinas inteligentes, universidades e institutos, imprensa e órgãos governamentais.A feira apresentará três setores: Educação, Indústria e Entretenimento. Serão 60 expositores distribuídos numa área de 4.000 m², com expectativa de público de cerca de 25 mil pessoas.

Na Robótica 2005 serão realizadas as competições: FIRST Robotics Exhibition, com participação de estudantes de ensino médio, que manipulam robôs de até 4 metros de altura; FIRST Lego League (FLL). No desafio deste ano, os times do FLL encontrarão formas de ajudar pessoas com diferentes níveis de deficiência física. O objetivo é inspirar e incentivar futuros cientistas e engenheiros. Guiados pela imaginação e por mentores adultos, os estudantes da FLL, de 9 a 14 anos, conhecem o mundo real dos desafios da engenharia, descobrem possibilidades de carreira e aprendem a construir contribuições positivas para a sociedade. Futebol de Robôs, categoria FIRA (Federation of International Robot-Soccer) com participação das Universidades: FEI (Fundação Educacional Inaciana ), Mauá (Escola de Engenharia Mauá do Instituto Mauá de Tecnologia), Unesp (Universidade do Estado de São Paulo) e UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte); VEX, competição onde dois times de robôs pequenos, confeccionados em metal, demonstram seus talentos em jogos diversos.

José Eduardo Branco, da WTM, organizadora do evento garante: “Queremos, acima de tudo disseminar o conhecimento sobre tecnologia avançada e sua influência em nosso comportamento.É um passeio pelo mundo da robótica que vamos oferecer ao público”.

Algumas novidades da Robótica 2005

· Aspirador robô da Electrolux - Nomeado Trilobite, o primeiro aspirador robô do Brasil foi desenvolvido na Suécia com a mais alta tecnologia e design futurista e hoje é fabricado na Hungria. O Trilobite funciona com duas baterias de níquel metal hídrico (que não agride o meio ambiente), pesa 5 kg e trabalha sozinho com muita eficiência e navegação 180 graus. Funciona por meio de quatro motores e um sistema de ultra-som, que permite reconhecer o espaço e desviar dos obstáculos como paredes e móveis. Fitas magnéticas acompanham o aspirador e servem para delimitar sua área de atuação.

Opera com três programas diferenciados de limpeza, de acordo com cada necessidade. São eles: Programa de Aspiração Normal, que consiste no mapeamento de paredes para medir o espaço e aspiração da área total, Programa de Aspiração Rápida: aspiração da área total sem mapeamento de paredes, Programa de Aspiração Pontual: ideal para uso em área restrita à 1m2, faz duas vezes a aspiração do local em apenas dois minutos.O Trilobite custa em média R$ 7.000,00 e está disponível em lojas especializadas de todo o Brasil.

· TPN - Tanque de Provas Numérico – Departamento de Engenharia Naval da USP - O Tanque de Provas Numérico, TPN, é fruto da estreita colaboração entre a indústria brasileira de petróleo (PETROBRAS S.A.) e as principais instituições de pesquisa do país, que colaboram de forma harmoniosa para que o Brasil possa continuar buscando a auto-suficiência na produção de petróleo e derivados. O TPN pode realizar, de forma rápida e econômica, séries intensas de ensaios de forma a cobrir todas as condições ambientas (estados de mar, vento e correnteza) a que estão sujeitas as unidades de produção, o que proporciona resultados estatisticamente mais confiáveis.

Único no mundo, o simulador dinâmico é reconhecido por sua modelagem completa dos fenômenos mais relevantes que atuam em sistemas de produção offshore, tanto em relação à hidrodinâmica das unidades flutuantes quanto à análise estrutural dos elementos das linhas de ancoragem e risers (tubulação que transporta o petróleo)

Sua grande complexidade exige grande poder computacional para viabilizar, em tempo razoável, todas as análises necessárias ao estudo de cada caso. A solução foi desenvolver um cluster (agregado com dezenas de computadores) de microcomputadores com sistema operacional GNU/Linux, chegando a um desempenho semelhante ao de um supercomputador e com custo menor. O TPN desenvolveu o primeiro grande cluster em ambiente acadêmico no Brasil e hoje é pioneiro no campo de pesquisa em computação paralela de alto desempenho.

Para a visualização e análise de grandes volumes de dados foi criado o projeto tpnView: uma ferramenta de visualização científica e análise de dados, baseada em ferramentas de computação gráfica imersiva em tempo real, O tpnView alia visualização 3D com ferramentas de análise de dados como gráficos, histogramas, estatísticas entre outras.

· Robô Motoman da Yaskawa - Lançado em abril de 2005, o Robô Motoman EA1400N, Modelo: Solda a Arco Série- EA, está apto a soldar pequenos espaços em grandes e complicados dispositivos, com o cabo da tocha embutido no braço. Um exemplo é o trabalho de solda em grandes dispositivos de soldagem de assentos de carros, soldagem circunferencial para peças cilíndricas e soldagem contínua para peças longas. O Robô Motoman é um manipulador desenhado especificamente para solda em arco. Soldagem circunferencial e soldagem contínua são facilmente executadas porque não há interferência entre o braço do robô e o cabo da tocha.

A Yaskawa Elétrico do Brasil é líder em tecnologia e maior fabricante de Servo Acionamentos, Inversores de Freqüência, Controladores de Máquinas e Robótica. No ano passado a empresa fabricou 25% dos robôs vendidos em todo mundo e alcançou a marca de 125 mil instalados mundialmente. Os primeiros robôs Motoman estão no Brasil há 15 anos e continuam na linha de produção. No Japão a Yaskawa vai inaugurar uma nova fábrica em 2006 com previsão de produzir 2000 robôs por mês.

· Robô Omnidirecional – visão 360 graus – Escola Politécnica da USP - O robô com visão omnidirecional (360 graus) pertence à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e foi adquirido recentemente para o desenvolvimento de pesquisas de robótica autônoma, como por exemplo monitoramento de ambientes. Jun Okamoto Junior, Professor do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos explica: “O sistema de visão de um robô não precisa ser semelhante ao do ser humano, com dois olhos voltados para sua frente. Ele pode ser omnidirecional, sistema de visão com a capacidade de enxergar em 360° o tempo todo e perceber um objeto em qualquer posição sem ter a necessidade de se voltar em sua direção”

Como funciona - O sistema de visão omnidirecional consiste de uma câmera convencional montada sob um espelho usinado em alumínio. Este espelho pode ter qualquer formato convexo, contudo algumas formas apresentam propriedades adequadas para o seu uso em tarefas de robótica móvel. O sistema desenvolvido no Laboratório de Percepção Avançada (LPA) que faz parte do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da USP possui espelho hiperbólico e a imagem de 360 graus em torno do robô é transmitida por um link de rádio para processamento num computador Pentium.

Por exemplo, o robô enxerga a si próprio no centro da imagem, objetos próximos ao robô estarão próximos ao centro da imagem, enquanto que objetos distantes estarão mais próximos das bordas da imagem. Esta pode ser uma maneira do robô estimar distâncias até os objetos, diferentemente da visão dos seres humanos.

· Symphony Robótica Educacional - A Symphony Robótica Educacional estará presente com vários tipos de robôs educativos. Fundada em 1989, a empresa é hoje uma das maiores fabricantes nacionais de Kits e projetos eletrônicos voltados para o ensino de microcontroladores e robótica.
Responsável pela implantação da robótica educacional nas escolas técnicas e universidades, a Symphony também especializou-se em robótica móvel e constrói robôs que se movimentam sozinhos sem bater nas paredes, graças a sensores que mapeiam os ambientes.

A utilização de materiais alternativos recicláveis (sucata) é o grande diferencial para despertar a criatividade dos alunos e estimular as programações diferenciadas de cada robô. Na Robótica 2005 a Symphony trará o Robô AMIR, que tem 1.70m de altura, anda, mexe os braços, abre e fecha as mãos. O AMIR fala com voz digital metálica gravada em chips (20 segundos) e possui uma câmera embutida que filma as pessoas e mostra as imagens em um monitor LCD colorido que tem no peito. Quando fala, acende na boca uma seqüencia de luzes, o que causa um efeito muito interessante. No peito tem um display de mensagens publicitárias. Pode-se, por exemplo escrever: "Bem Vindos à Robótica 2005" que a mensagem fica passando sem parar.

Além do AMIR, haverá outros robôs como o Bug (inseto de seis patas e mandíbula), o SY-2 (baseado no R2D2 do filme Starwars) e muito mais. Sergio Costa, diretor da Symphony, garante: “todos irão se surpreender com nossos robôs durante a feira. Desde as boas-vindas do robô AMIR à entrada do pavilhão até as brincadeiras do Battle Droid (também réplica do Starwars) “. Sérgio Costa, diretor da Symphony, garante: “todos irão se surpreender com nossos robôs durante a feira. Desde as boas-vindas do robô AMIR à entrada do pavilhão até as brincadeiras do Battle Droid (também réplica do Starwars) “.


Robô Bug

· Fanuc Robotics do Brasil - A Fanuc Robotics é uma multinacional fundada no Japão em 1956, aos pés do Monte Fuji.É líder mundial em robótica e detém mais de 50% do mercado americano. No Brasil, a empresa começou em 1992 e hoje já é a terceira no ranking nacional no mercado de robôs. A meta de crescimento do Grupo é explorar cada vez mais as potencialidades de uso dos robôs nas mais diversas áreas: manufatura, consumo, autopeças e montadoras, instaladas no Brasil e na América do Sul. Hoje o grupo nipônico possui mais de 140 mil robôs instalados no mundo, sendo 800 no Brasil.

A FANUC Robotics do Brasil apresentará na Robótica 2005 um deles, o robô LR MATE 200iB , que vai manipular uma linha de embalagem de garrafas plásticas de um ponto em movimento para um ponto fixo e vice-versa.

José Teixeira, presidente da FANUC Robotics do Brasil diz que a tendência é que esse mercado cresça de 20 a 30% até 2006. “A automação é, sem dúvida, o que vai gerar a abertura do nosso mercado e isso fará com que o crescimento seja visível já nos próximos anos. A meta é chegar até o fim de 2006 com um faturamento de R$20 milhões. A participação nesta feira objetiva firmar definitivamente todo o nosso potencial, versatilidade e alta tecnologia nos mercados nacional e sul-americano”, completa Teixeira.

Competições nacionais de Robôs
acontecem na primeira feira de robôs do Brasil
O entretenimento fica por conta de quatro competições nacionais de robôs conforme descrição abaixo.

FIRST Robotics Exhibition - FIRST é uma sigla que significa: "Para Inspiração e Reconhecimento da Ciência e Tecnologia". Trata-se de uma organização sem fins lucrativos fundada em 1989 em Manchester, New Hampshire, EUA, pelo empreendedor Dean Kamen para inspirar estudantes de ensino médio a seguirem suas carreiras na ciência e tecnologia. Seu plano para os estudantes do time da escola era competir com regras da indústria em um tipo de esporte, uma competição de robótica com atmosfera de "final de campeonato de futebol".

Na Robótica 2005, a FIRST terá a participação de estudantes de ensino médio, que manipulam robôs de até 4 metros de altura. São 5 times que durante os quatro dias da feira competirão com aproximadamente 35 jogos de 2 minutos cada um, numa arena retangular de 60 m2

FIRST Lego League (FLL) - Durante a feira acontece também o 2º Campeonato Nacional de Robótica Educacional “FIRST LEGO League” Nacional do Brasil (FLL), com participação de cerca de oitenta equipes de todo o Brasil. Realizado em mais de 14 países, o FLL é destinado a alunos de 10 a 15 anos e combina a robótica prática e interativa ambientadas numa atmosfera esportiva. Os times são compostos de, no máximo, dez jogadores com o objetivo da construção em equipe, a solução de problemas, a criatividade e o pensamento analítico.

A cada ano, um tema é escolhido internacionalmente. No Limits é o tema do desafio escolhido para este ano. Os times do FLL deverão encontrar formas de ajudar pessoas com diferentes níveis de deficiência física. Muitas delas têm dificuldades para se mover ou caminhar, ou problemas para ler à distância ou para subir escadas; e cada time deverá construir e programar um robô voltado para as necessidades específicas de pessoas que encaram os desafios físicos na sociedade de hoje.

O Grupo Lego, com sede na Dinamarca, criou uma divisão educacional em 1980, que recebeu o nome de LEGO Educational Division .Fazer montagens com blocos, motorizá-los e computadorizá-los não era suficiente. Era necessário que se tirasse maior proveito em benefício de uma educação contextualizada. Assim surgiram os kits voltados para o público escolar. A LEGO Educational Division hoje tem a preocupação por meio dos kits, de tornar a tecnologia simples e significativa para seu usuário, com o objetivo de preparar o aluno para que ele seja capaz de investigar, criar e solucionar problemas.

Futebol de Robôs - Outra competição será o Futebol de Robôs, categoria FIRA (Federation of International Robot-Soccer) com participação das Universidades: FEI (Fundação Educacional Inaciana), Mauá (Escola de Engenharia Mauá do Instituto Mauá de Tecnologia), Unesp (Universidade do Estado de São Paulo) e UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

Considerado uma paixão tecnológica, o futebol de robôs alia a estratégia tática (inteligência artificial), com habilidade técnica (robótica) dos jogadores. A organização chamada Federation of International Robot-soccer Association (FIRA) é uma das responsáveis pelo estabelecimento e controle de diversas copas emergentes de futebol de robôs. No Brasil, durante a Robótica 2005, teremos a categoria Mirosot, menos complexa por abranger somente três jogadores, incluindo goleiro, em cada equipe.

Os robôs são controlados exclusivamente por um programa de computador, sem a interferência humana durante a partida e há a necessidade de um trabalho em várias frentes, como aumentar a eficiência dos robôs (velocidade, controle etc) e as diversas estratégias de jogo. Para tudo isso, os robôs devem ter uma especificação que envolve diversos aspectos importantes, como o estudo de dispositivos mecatrônicos, de hardware especializado para o controle de sensores e atuadores e teoria de controle.

Segundo o engenheiro Flávio Tonidandel, professor doutor do Departamento de Ciência da Computação e responsável pelos projetos de robôs na FEI (Fundação Educacional Inaciana), “os alunos se deparam com desafios complexos que os ajudam a desenvolver capacidade criativa e científica para a solução de problemas do dia-a-dia”.

VEX - Competição onde dois times de robôs pequenos, confeccionados em metal, demonstram seus talentos em jogos diversos. Do kit para iniciantes da Vex fazem parte motores de velocidade variável, múltiplas engrenagens, um micro-controlador com interface programável, múltiplas rodas de diversos tipos e tamanhos, um chassis configurável, dentre outros componentes auxiliares. O Vex cria múltiplas possibilidades e desafios para os alunos e exercita sua capacidade de resolver o problema com a manipulação dos componentes do kit.

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