| 2006
l OUTUBRO l ESPECIAL l SALÃO DE PARIS
Salão de Paris: em cartaz as
estrelas automóveis
Veja as principais atrações do principal evento
internacional da indústria automobilística
deste ano
O
Salão de Paris, realizado de dois em dois anos, ganha
cada vez mais importância no calendário internacional,
rivalizando com o Salão de Frankfurt, na Alemanha
- o maior de todos. Em sua última edição,
o Salão de Paris bateu recorde mundial de público:
1,4 milhão de visitantes.
Preparamos um resumo das principais novidades para você
se manter sempre atualizado:
Alfa Romeo:
A marca italiana, controlada pela Fiat, fará a exposição
de sua linha, como o 159 e o 147, alterado em 2004, mas
agora com bloqueio do diferencial da tração
dianteira, chamado Q2. De todo modo, a menina dos olhos
da marca em Paris será o 8C Competizione. Apresentado
na edição de 2003 de Frankfurt, o 8C era uma
homenagem ao 6C 2500 Competizione, guiado pela dupla Fangio-Zanardi
em 1950. Conceitos tradicionais e caros aos apreciadores
da marca, como motor potente e tração traseira,
além do belíssimo desenho, fizeram o público
e os jornalistas praticamente implorarem pela produção
em série, o que ocorre apenas agora. Com dois lugares,
motor V8 (daí o 8C) 4,7-litros de 450 cv a 7.000
rpm, totalmente novo, e tração traseira (é
bom ressaltar), o 8C promete devolver à Alfa a aura
de esportividade que o controle da Fiat havia, segundo seus
fãs, embotado.
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| Alfa Romeo 8C |
Audi R8 |
Audi:
É certo que a empresa lançou o Q7
em uma versão de dar medo, com motor V12 a diesel
de 500 cv e 102 kgm, mas o utilitário, que não
é novidade nenhuma na Europa, deve ter de amargar
alguma falta de atenção, visto que todas elas
se voltarão ao R8, modelo esportivo também
derivado de um carro-conceito, o Le Mans quattro. Contrariando
expectativas, o carro vem com o motor V8 4,2-litros da marca,
com 420 cv, em vez do V10 de Le Mans, mas faz sentido. Dona
da Lamborghini, a Audi não quer criar desarmonia
em sua casa.
BMW:
No estande da marca da Baviera os utilitários esportivos
reinarão absolutos, com o novo X5 mostrando porque
se tornou tão comum nos EUA, onde é fabricado,
e no Brasil. Além de ter sido inteiramente revisado,
o utilitário tem porta-malas de 620 l, câmbio
automático de seis marchas de série e três
opções de motor: um V8 4,8 litros de 355 cv,
um seis-cilindros de 3 litros de 272 cv e um diesel, também
seis-cilindros de 3 litros de 231 cv.
Chevrolet:
Na Europa, a Chevrolet não tem os mesmos produtos
que oferece no Brasil, cabendo à Opel inspirar a
linha GM brasileira. Pena para nós, porque lá
em Paris ela apresentará o carro-conceito WTCC, que,
como todos os veículos atuais, se for muito festejado,
corre o risco de ganhar produção em série.
Com 4,33 m de comprimento e 1,57 m de altura, o WTCC segue
a tendência européia de trazer um motor de
proposta bem esportiva, de cerca de 190 cv, mas movido a
diesel, algo que, antes dos últimos dez anos, do
common rail, do Audi R10 e do JCB DieselMax, seria difícil
imaginar.
Citroën:
Para os brasileiros, a novidade mais interessante da Citroën
vinda de Paris é a C4 Picasso, substituta da Xsara
Picasso que deve começar a ser vendida no país
no ano que vem, importada e mais cara que a minivan nacional,
mas o carro que despertará curiosidade é o
C-Métisse. De desenho atraente, ele é longo,
largo e baixo (com medidas, respectivamente, de 4,74 m,
2 m e 1,24 m), mas é o que o C-Métisse esconde
que deveria causar reflexão. O carro-conceito é
um híbrido movido a diesel (um V6 de 208 cv, com
câmbio de seis marchas) e com os motores elétricos
nas rodas traseiras (de 20 cv cada um). Essa concepção
o torna extremamente rápido (0 a 100 km/h em 6,2
s e 250 km/h de máxima) e econômico (15 km/l
entre cidade e estrada), com baixíssimo nível
de emissões.
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| C-Métisse |
Ford Iosis X |
Dodge:
O mercado americano, gigantesco e há muitos
anos praticamente estagnado, não é mais suficiente
para as empresas que pretendem crescer. Isso se nota no
movimento que a GM, a Ford e a DaimlerChrysler têm
feito para expandir seus mercados. O carro-conceito Dodge
Avenger é exemplo disso. Seu desenho agressivo, no
estilo do que tem feito sucesso nos EUA, como o do Chrysler
300C, faz concessões aos europeus: o motor do Avenger
é um 2-litros turbodiesel. Como todos os conceitos
da DaimlerChrysler, esse também é sério
candidato à produção em série.
E para a Europa.
Ford:
Bem que a imprensa internacional avisou que o
Iosis, carro-conceito da Ford, encarnaria no novo Mondeo.
O carro, na versão perua, a primeira a ser apresentada,
adota o novo desenho da marca, chamado de cinético.
A gama de motores é ampla, uma tradição
européia: vai desde um 1,6-litro a gasolina até
o 2,5-litro turbo, passando pelos motors Duratorq de 1,8
e 2 litros.
Hyundai:
A Hyundai é hoje uma empresa respeitada no mundo
todo pela qualidade que conseguiu imprimir a seus produtos,
mas ela quer ir mais longe. Para isso, a nova aposta da
empresa é o Arnejs, ou melhor, o FD. Arnejs é
o nome do carro-conceito que dará origem ao automóvel
mais europeu da marca coreana. O FD será lançado
em meados de 2007.
Kia:
Pertencente ao grupo Hyundai, a Kia não fica atrás
da empresa que a controla em termos de ambição.
Mirando no mesmo segmento do FD, o de médios-grandes,
e possivelmente dividindo sua plataforma, está o
cee’d, carro de nome esquisito, mas de desenho interessante.
Com fabricação na Eslováquia, o hatch
tem entreeixos de 2,65 m e terá também uma
versão esportiva, de três portas, chamado pro_cee’d.
Lancia:
A divisão de luxo da Fiat caprichou para Paris. Além
de mostrar o novo Ypsilon, que ficou conhecido no Brasil
por apresentar o câmbio automatizado às fabricantes
brasileiras, a tradicional marca italiana levou à
mostra sua shooting brake, ou perua esportiva, conceitual,
a Lancia Delta HPE. Inspirada em um carro dos anos 70, o
Beta HPE, ela tem 4,5 m de comprimento, 2,70 de entreeixos
e um desenho ousado, que se casa bem com seus motores de
120 cv e 200 cv. O câmbio, como não poderia
deixar de ser, é automatizado, com seis marchas.
Mini:
Carrinho de sucesso, especialmente agora, na mão
dos alemães da BMW, o Mini ganhou uma reforma que
pouco se nota no aspecto externo (ficou 6 cm mais comprido),
o que é louvável, visto que o desenho é
o charme do carro, mas especialmente por dentro. Os motores
Tritec, fabricados no Brasil, deram lugar a outros, também
de quatro cilindros e 1,6-litro, mas com 175 cv em sua versão
mais potente. Seu aspecto mais inovador é a ausência
de borboleta. A admissão é feita inteiramente
pelas válvulas, sistema que a BMW batizou de Valvetronic.
Mitsubishi:
Poucos diriam que Paris se tornou um salão de utilitários
esportivos, mas é isso mesmo. Prova da popularidade
destes carrões no Velho Continente é a estréia
mundial do novo Pajero na capital francesa. Mais de 2,5
milhões de unidades depois, o jipão chega
a sua quarta geração obedecendo ao princípio
de que, em time que está ganhando, não se
mexe. Pelo menos não muito. Apesar de inteiramente
novo, o novo utilitário da Mitsubishi pode ser imediatamente
reconhecido como um Pajero. O desenho é acompanhado
de novos motores, um diesel 3,2-litros de quatro cilindros
e de um 3,8-litros V6 a gasolina.
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| Pajero |
Qashqai |
Nissan:
Nome esquisito não é privilégio da
Kia. A Nissan repete a receita com o Qashqai, um crossover
para a Europa que, curiosamente, emprega motores com a mesma
cilindrada que os oferecidos pela Renault no Brasil, um
1,6-litro de 115 cv e um 2-litros de 140 cv. Isso, no mínimo,
é indício de que a Nissan poderia importar
ou até fabricar o Qashqai no país, nada mal
para uma fabricante que tenta emplacar um sucesso em terras
tupiniquins há algum tempo. Na Europa, o carro, que
tem tração nas quatro rodas, poderá
ter também as opções a diesel de 1,5
litro e 2 litros, rendendo respectivamente 106 cv e 150
cv.
Opel:
A empresa da GM que fornece os projetos usados no Brasil
mostra em Paris uma variante do novo Corsa, o Corsa Van,
um furgãozinho sem muita razão de ser, e o
Antara, outro crossover, de olho no mesmo mercado que o
Nissan Qashqai. Os motores do Opel é que são
mais generosos: um 2,4-litros a gasolinda de 140 cv, um
V6 3,2-litros de 227 cv e um diesel de 2 litros e 150 cv.
Peugeot:
Em casa, a marca francesa apresenta a seu público
dois carrões como atrações principais:
o 207 Epure, versão cupê-cabriolet do novo
207, mostrada, por enquanto, apenas como carro-conceito,
e o 908 RC, carrão equipado com motor a diesel de
12 cilindros em “V” e com 700 cv.
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| 207 |
908 RC |
Porsche:
Apesar de alemã, a Porsche não se fez de rogada
e apresentará quatro novidades em Paris: o 911 Targa
4 (e 4S), o Cayman e o Boxster com novos motores e a sua
menina dos olhos enquanto o GT2 não chega, o 911
GT3 RS. Com 415 cv, o GT3 RS terá produção
limitada para fins de homologação para corrida,
atendendo a alguns poucos felizardos.
Renault:
Carros conversíveis costumam fazer sucesso
na Europa porque todo mundo quer aproveitar o pouquinho
de sol que surge no inverno rigoroso daqueles países.
Com isso em mente, a Renault preparou um carro-conceito
sem capota, o Nepta. Comprido como ele só (5 m),
o carro tem motor V6 3,5-litros, biturbo, que gera 420 cv
e leva o conversível a 100 km/h, do 0, em 4,9 s.
Seria um carro para literalmente “deitar o cabelo”,
mas dificilmente ele será produzido em série.
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| Nepta |
Koleos, também da Renault |
Smart:
Conhecida no Brasil mais por conta do filme “Código
Da Vinci” do que pelos poucos carrinhos que foram
importados, a smart deveria apresentar o substituto do fortwo
em Paris, mas frustrou as expectativas, possivelmente devido
a alguma questão de desenvolvimento. A forma final
do carro, de todo modo, foi revelada em uma competição
de esculturas de areia.
Suzuki:
Longe do mercado brasileiro há algum tempo, a Suzuki
continua mandando bem no exterior e fazendo sucesso com
seus carros pequenos, nicho em que ela pouco se aventurou
no Brasil. Tanto é assim que ela apresentará
na Europa o Splash, carrinho que divide plataforma com o
novo Swift. Com 3,78 m de comprimento e motor 1,2-litro
de quatro cilindros, com câmbio automático,
o carrinho ainda é apenas um teste de mercado. Se
for aprovado, deve ganhar a produção.
Volkswagen:
O grande sucesso da Volkswagen no Salão de Paris,
sem dúvida, será o Iroc, a reencarnação
do Scirocco aqui, mas ela também leva à capital
francesa o novo Touareg, que ganhou pequenas modificações
estéticas, e a Touran, minivan derivada do Golf que
bem poderia ser fabricada no Brasil. Flagrada por aqui ela
já foi, pelo menos. Seus motores são o 1,6-litro
que existe aqui, com 102 cv, o brilhante 1.4 TSI, de 140
cv, o 1,9-litro diesel de 90 cv e de 105 cv e o 2-litros,
também diesel com potências de 140 cv e 170
cv.
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| Iroc da Volkswagen |
Volvo C30 |
Volvo:
Para a marca sueca, Paris representa um momento crucial
em sua história, o de mostrar seu menor carro, o
C30. Destinado a concorrer com nomes de peso, como BMW Série
1, Mercedes-Benz Classe A e B e Audi A2, o novo carro chega
com belo desenho e motores 1,6 litro a gasolina, com cerca
de 101 cv, 1,6-litro, mas a diesel, com 110 cv, e finalmente
os topo-de-linha D5 e T5, de cinco cilindros, respectivamente
a diesel e a gasolina, com 182 cv e 223 cv.
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