2007 l JANEIRO l ESPECIAL l FLEXPEDITION
Do Chuí ao Oiapoque, 35 dias, 10 mil quilômetros e muita história para contar
Depois de sair do Chuí, no dia 25 de agosto de 2006, a expedição atravessou 18 dos 26 estados brasileiros, pela região costeira, cruzou a metade do mundo (pela linha imaginária do Equador, em Macapá) e chegou até a última fronteira brasileira, no hemisfério Norte, o Oiapoque, na divisa com a Guiana Francesa.

                     Concluída! A missão da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience, de rodar do Chuí ao Oiapoque - para ver o Brasil da janela de um Chevrolet - foi concluída, no final de novembro de 2006, pra lá do meio do mundo, ou seja, na cidade de Oiapoque, o ponto mais setentrional (ao norte) do Brasil.

Foram 35 dias de estradas, nas mais imprevisíveis condições de conservação, e mais de 10 mil quilômetros, divididos em cinco etapas.

Dificuldades, estradas perigosas, calor equatorial insuportável, maratonas de até 13 horas rodando num único dia para cumprir os objetivos traçados, mas, também, belas paisagens brasileiras, agradáveis descobertas e a doce sensação de missão cumprida.

A expedição que saiu do Chuí chegou ao Oiapoque. De Sul ao Norte do País em sete veículos flexpower Chevrolet: uma Zafira, um Meriva, o premiado Prisma, que saiu direto da fábrica, em Gravataí (RS), para se juntar ao grupo, um Corsa, um Vectra, um Astra e uma Montana

A agradável missão foi realizada por 53 expedicionários e jornalistas de várias regiões do País, que se revezaram nas cinco etapas, conferindo o que o Brasil tem de melhor.

Uma viagem inesquecível - A quinta e última etapa, entre Belém do Pará e o Oiapoque, foi vivenciada pelos expedicionários José Carlos Pinheiro Neto (vice-presidente da General Motors do Brasil), Humberto Gavinelli (gerente da Bosch do Brasil), pelos jornalistas Chico Lelis, Ivan de Oliveira, Marco Gomes, Marcos Copetti, João Mendes, Roberto Macedo, Luiz Eduardo Ribeiro dos Santos, Genésio de Sousa, Victor Pinto, Antonio Carlos Silva, Luiz Guerrero, Nereu Leme, Fabiano Mazzeo, Renato Luti, Pedro Danthas, Fabio Freitas e o chefe da expedição, Luiz Cezar Fanfa.

"Foi uma viagem inesquecível. Cheia de desafios e agradáveis surpresas. Visitamos locais que pouca gente conhece. Redescobrimos o Brasil a bordo de um Chevrolet carros que, aliás, foram valentes e resistentes. Não quebraram uma só vez", disse José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil, um entusiasta e defensor da expedição. Tanto, que foi conferir suas qualidades pessoalmente e participar ativamente da última etapa.


José Carlos Pinheiro Neto

Viajando pelo rio Amazonas - No dia 25 de novembro de 2006, sábado, em Belém, capital do Pará, começou a 5ª e última etapa da expedição, com uma saborosa aventura de travessia da Baía de Marajó, começando pelo rio Pará, circundando a ilha de Marajó, até sair no rio Amazonas, no porto de Santana, ao lado da cidade de Macapá. Foram 24 horas seguidas, a bordo do navio São Francisco de Paula.

O primeiro e o segundo dias dessa última etapa da expedição foram dedicados a percorrer, durante 24 horas, 600 quilômetros dos rios Pará e Amazonas, no navio São Francisco de Paula. Os expedicionários ficaram das 12 horas de sábado (25) até as 12 horas de domingo (26) no navio, onde almoçaram, jantaram e dormiram em cabinas ou redes penduradas no convés.

Na segunda-feira, dia 27, os 19 integrantes da expedição saíram em direção ao objetivo final da expedição, a cidade de Oiapoque, o ponto mais setentrional (ao norte) do Brasil, marco também reclamado por Monte Caburaí, localidade próxima.

A marca histórica, de rodar do Chuí (extremo sul do País) até a cidade do Oiapoque (extremo norte), foi alcançada depois que os viajantes rodaram 600 quilômetros pela BR-156, que está asfaltada apenas até Tartarugalzinho (depois de cruzar o rio Macari – que foi a divisa do Brasil até 1900), cerca de 280 quilômetros. Depois, são mais 270 quilômetros de terra e outros 50 quilômetros de asfalto, antes de chegar no Oiapoque.

De Macapá ao Oiapoque foram 10 horas de viagem, nos sete carros Chevrolet Flexpower (um Vectra, uma Zafira, um Meriva, um Astra, um Corsa e uma Montana) e o Prisma que, valentemente, se juntou ao comboio em Belém, vindo diretamente da fábrica da General Motors, em Gavataí (RS). Do Oiapoque, a equipe retornou a Macapá, e depois voltou para seus locais de origem, encerrando a aventura da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience 2006.

A equipe da expedição percorreu os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá, nas cinco etapas.

Boxes - Custos da viagem - Uma viagem como a Flexpedition-ABS Experience, considerando cinco semanas de deslocamentos, num total de 10.000 quilômetros rodados, para duas pessoas, dividindo um quarto de hotel ou pousada, teríamos os seguintes gastos:
Gasolina para os 10.000 km, com gasto médio de 8 km por litro, que daria um total de 1.250 litros ao preço de 2,80 por litro, teríamos um total de R$ 3.500,00.
Hospedagem para 35 dias, com preço médio de R$100 por diária, teríamos um total de R$ 3.500,00. Alimentação para duas pessoas sairia por volta de R$ 2.800,00. Transporte em balsas, mais passeios e pedágios, outros R$ 1.800,00.
Tudo isso daria um total geral, sem qualquer imprevisto como mecânicos e borracheiros, de R$ 11.600,00, mais o retorno do veículo outros R$ 3.000,00.

Uma saborosa viagem fluvial - A ilha de Marajó é uma ilha pertencente ao Estado do Pará localizada na foz do rio Amazonas. Com uma área de aproximadamente 40.100 km², é a maior ilha fluviomarinha do mundo. A maior ilha fluvial é a ilha do Bananal. A cidade de Belém situa-se a sudeste do canal que separa a ilha do continente.

A ilha se destaca como o lugar de maior rebanho de búfalos do Brasil e por ter uma população ribeirinha bem pobre e uma quantidade infinita de serrarias, legais ou ilegais. A Flexpedition-ABS Experience contornou toda a ilha de Marajó, desde a Baía de Marajó, saindo de Belém, até o Porto de Santana, próximo à cidade de Macapá, no Amapá.

O barco, ou melhor navio, usado pelos expedicionários foi o São Francisco de Paula, pilotado pelo comandante José da Silva Brito, de 44 anos. A diferença entre barco e navio é que barco é feito de madeira e navio de ferro. Mas, não era um navio grande. Em seu convés couberam apertados três carros da expedição: uma Zafira, um Meriva e o premiado Prisma, que saiu direto da fábrica, em Gravataí (RS), para se juntar ao grupo. Outros quatro carros (Corsa, Vectra, um Astra e uma Montana) já haviam sido enviados a Macapá em outro navio.

As primeiras informações que tínhamos sobre o navio não eram muito auspiciosas. Seriam 24 horas de navegação e alguns expedicionários teriam que dormir em redes, pois o navio tinha poucas cabines.

Aliás, o pessoal que viaja nesses navios paga R$ 90,00 por uma cabine, com um beliche para duas pessoas ou R$ 50,00 para dormir na rede. Cada um deve levar sua própria rede e uma cordinha para amarrá-la nos ganchos do convés, que fica parecendo um varal de roupas coloridas estendidas para secar. Tem gente, como o sr. José Augusto que, por falta de dinheiro, conseguiu um pequeno desconto para dormir no chão (sem colchão) com a mulher e uma filha. Outros dois filhos dividiram a única rede da família.

Os navios entre Belém e Macapá têm, no entanto, a concorrência das companhias aéreas. Elas chegam a vender o bilhete por R$ 80,00. Só quem tem muita bagagem, prefere o navio em função do preço, como o mascate Erivan Machado Miranda, de 23 anos e sua mãe Marisete. Eles compram roupas em Belém e Fortaleza, para revender em Macapá: "É a primeira vez que faço essa viagem de navio. Levar todas essas trouxas de roupas no avião fica mais caro", disse.

Viajar de navio pelos rios Pará e depois Amazonas, contornando a ilha de Marajó, além do tempo de viagem e do desconforto, tem lá seus perigos que os tripulantes não admitem. O navio São Francisco de Paula, por exemplo, tem seguranças que ficam acordados a noite toda, enquanto os passageiros se enroscam nas redes, para evitar o ataque de piratas que se escondem nas muitas ilhas fluviais e mesmo na ilha de Marajó.

Além dos piratas, a região abriga muitas serrarias e segundo os habitantes de Belém e Macapá, a maioria ilegal.

Outro perigo no caminho do navio são os ribeirinhos que seguem o navio em busca de comida ou presentes que os tripulantes e passageiros jogam na água, dentro de sacos plásticos. O comandante José da Silva Brito disse que às vezes ocorrem afogamentos e atropelamentos quando os pequenos barcos entram na frente do navio. Esses barcos, geralmente, são tripulados por crianças pequenas de cinco a seis anos, que desaparecem nas ondas provocadas pela passagem do navio.

Para os turistas, como os expedicionários da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience, as 24 horas no navio são um bom momento para não se fazer nada. Ficar largado na rede ou matar o tempo batendo papo ou assistindo os DVDs piratas das bandas de tecno-brega da região, que a TV do navio exibe em seu convés.

A viagem foi iniciada no sábado ao meio-dia e já no domingo, pela manhã, podia-se avistar o majestoso rio Amazonas, que nasce na Cordilheira dos Andes, no lago Lauri ou Lauricocha, no Peru e deságua no Oceano Atlântico, junto à Ilha do Marajó. Ao longo de seu percurso, o Amazonas recebe os nomes de Tunguragua, Marañón, Ucayali, Solimões e finalmente Amazonas.

Uma pesquisa recente revelou que o Amazonas tem de 6.868 quilômetros de comprimento e mais de mil afluentes, portanto maior que o Nilo com seus 6.695 quilômetros de extensão, e, assim, o mais longo rio do mundo. Sua bacia hidrográfica é a maior do mundo, com uma superfície de aproximadamente sete milhões de quilômetros quadrados. O Amazonas é de longe o rio mais caudaloso do mundo, com um volume de água cerca de 56 vezes o do rio Nilo.

Em Macapá, o Amazonas forma uma praia fluvial durante a vazão, ou maré baixa, onde os habitantes jogam futebol. À noite, com a maré alta, a água chega até um pier, onde os moradores locais se encontram em bares e restaurantes.

Prisma, um valente expedicionário - Outro grande destaque da expedição foi o valente Chevrolet Prisma, recém-lançado pela General Motors do Brasil em outubro deste ano e que já conquistou quatro prêmios (Melhor Carro Nacional Abiauto, Melhor Carro Abiauto, Melhor Carro Topcar TV e Melhor Motor Autoesporte).

Ele saiu diretamente da fábrica, em Gavataí (RS) para se juntar aos expedicionários em Belém, atravessar os rios Pará e Amazonas entre Belém e Macapá, numa viagem de 24 horas de navio e depois percorrer 600 quilômetros de estradas, parte delas em péssimas condições de conservação, para atingir o objetivo final da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience: atingir o ponto mais ao Norte do País, a cidade do Oiapoque.

O Prisma conseguiu esse feito com méritos. Os jornalistas que dirigiram o carro durante o trajeto de ida e volta ao Oiapoque ficaram impressionados com sua rubostez, desempenho do motor Econoflex 1.4 e sua economia de combustível.

Segundo Ivan de Oliveira, editor do caderno de veículos do Jornal de Hoje, de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, "o Prisma surpreendeu pela valentia, desempenho e conforto. Viajamos em três, com bagagem no porta-malas e mesmo assim o carro acompanhou toda a comitiva, formada por Vectra, Zafira e Astra, entre outros", disse.

Também o jornalista-expedicionário João Mendes, do programa Alta Rotação na TV Band Esporte, que fez uma média de 135 km por hora num dos trechos de estrada entre Oiapoque e Macapá, gostou muito do rendimento do carro em alta velocidade: "Gostei do rendimento do carro, que estava pesado, mas se comportou em alta velocidade, nas curvas e nas retomadas. O Prisma é bastante seguro e mesmo com a velocidade que imprimimos num trecho de asfalto e com boas condições de tráfego, o consumo foi muito bom", disse.

A largada - A primeira etapa da expedição Chevrolet Flexpedition-ABS Experience, abrangendo os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná foi concluída com sucesso, no dia 3 de setembro.

Durante 11 dias, 10 jornalistas do Sul do Brasil percorreram mais de dois mil quilômetros de belíssimas paisagens e agradáveis aventuras das cidades de Porto Alegre, Chuí, Praia do Cassino, Parque Nacional do Taim, Tramandaí e Torres, Parque Nacional do Taimbézinho, Cambará do Sul e Bom Jesus e São Joaquim, Garopaba, Guaratuba, Morretes e Curitiba, Petar, Apiaí, Cananéia, Ilha Comprida, Iguape e São Paulo.

De Ubatuba até Salvador - A segunda etapa da expedição Chevrolet Flexpedition-ABS Experience foi marcada pelo tempo instável, nublado e com muita chuva, desde Ubatuba (SP), até Salvador (BA), depois de passar pelo Rio de Janeiro e Espírito Santo.

                A equipe da expedição, usando seis carros Chevrolet Flexpower (um Vectra, uma Zafira, um Meriva, um Corsa e uma Montana), saiu de Campinas (SP), na sexta-feira, dia 6 de outubro, às 14h41, depois da inauguração da pista de testes de frenagem da Bosch. Estavam presentes à partida, o vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto e o vice-presidente da Bosch do Brasil, Besaliel Botelho.

Participaram dessa segunda etapa da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience os jornalistas Rubens Maximiano, Evandro Magnusson, Heymar Nunes, Ivan de Oliveira, Valceir Almeida, Carolina Vilanova, Fernando Siqueira, Fabiano Mazzeo, Pedro Dantas, Fabio Freitas, Nereu Leme. Além dos jornalistas, participou da segunda etapa, o coordenador da expedição, Luiz Cezar Fanfa.

O tempo, que estava nublado pela manhã, melhorou e à tarde fez sol. Com dia aberto e quente, a expedição seguiu para São José dos Campos, a 176 quilômetros de Campinas, pela rodovia D. Pedro I, passando pelas cidades de Itatiba, Atibaia, Nazaré Paulista, Igaratá (represa de Igaratá), Santa Isabel e Jacareí (a cidade dos biscoitos), até a concessionária Chevrolet Capricho, em São José dos Campos.

Às 18h30, os expedicionários saíram em direção a Ubatuba, passando por Taubaté e a cidade histórica de São Luís do Paraitinga (onde nasceu Oswaldo Cruz), descendo a Serra do Mar pela sinuosa rodovia Oswaldo Cruz. De São José dos Campos até Ubatuba foram 149,9 quilômetros, com chuva a partir da serra.

Em Ubatuba, a equipe, composta por 11 jornalistas, se hospedou no Hotel e Restaurante Solar das Águas Cantantes, na praia do Lázaro, na rodovia BR 101, Rio-Santos. Apesar do nome pomposo, a pousada era simples, numa praia linda que, infelizmente, por causa da chuva, os expedicionários não puderam visitar. Foram mais 150 quilômetros, completando 326 quilômetros rodados.

No segundo dia da viagem, desta segunda etapa (São Paulo- Salvador), a expedição seguiu de Ubatuba (SP) para Paraty e Angra dos Reis e depois, para o Recreio dos Bandeirantes, as três já no Rio de Janeiro, sempre debaixo de chuva.

Mesmo com tempo ruim, a equipe parou no Iate Clube de Ubatuba e na Praia das Toninhas, para tirar fotos e observar o mar e as praias e a famosa Ilha Anchieta, que já foi presídio.

Patrimônio Histórico - Depois de 90 quilômetros, os expedicionários foram experimentar a culinária da histórica cidade de Parati e sua famosa cachaça. Na cidade, conheceram o guardador de carros José Teixeira Lopes, de 64 anos, cuja profissão, na sua própria definição é “carrinho de mão”. O chefe da expedição Luiz Fanfa lhe deu uma gorgeta de R$ 10,00 e lhe pediu para tirar uma velha capa de chuva, de plástico, para que o Pedro Dantas pudesse fazer uma foto. José respondeu: “por esse valor, eu tiro toda a roupa”.

Parati é um Patrimônio Histórico Nacional desde 1966 e está pleiteando seu reconhecimento como Patrimônio Cultural da Humanidade. Os habitantes originários de Parati eram os índios guainás, que ocupavam a região hoje compreendida por Mangaratiba, Angra e Parati (RJ) e por Cananéia, Guaratinguetá e Taubaté (SP). Uma trilha feita por eles, descia o vale do Paraíba, vencia a Serra do Mar e chegava à foz do rio Paratiguaçu (hoje Perequê-Açu), por onde os moradores do interior atingiam o litoral para pescar. O nome Parati, em tupi, quer dizer jazida do mar ou golfo. Suas ruas são calçadas com pedras e a circulação de veículos é proibida no centro da cidade.

De passagem por Angra dos Reis, os jornalistas da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience visitaram a Usina Nuclear de Angra, na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, onde assistiram a um filme educativo sobre energia nuclear.

Depois de almoçar no conhecido restaurante do Betinho, em Coroa Grande (Mangaratiba-RJ), a equipe chegou ao Recreio dos Bandeirantes (RJ), cortando caminho pela zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, depois de rodar 259 quilômetros. Todos hospedaram-se na pousada Mikonos.

No domingo, 8 de outubro, terceiro dia da viagem, os integrantes da expedição almoçaram no restaurante Porcão, da Barra da Tijuca, a convite do superintendente de comunicação da Unimed Rio, Virgínio Sanches e seguiram pela ponte Rio-Niterói em direção a Cabo Frio.

Depois de 208 quilômetros, a equipe chegou à pousada La Plage, na praia do Peró, em Cabo Frio, sempre debaixo de chuva. Nesses três primeiros dias, a Chevrolet Flexpedition-ABS Experience (que vai ver o Brasil da janela de um Chevrolet, do Chuí ao Oiapoque), já percorreu 684 quilômetros, usando gasolina e álcool, com abastecimento feito em postos os mais diversos possíveis, em todas as regiões visitadas e rodando nas condições mais variadas possíveis.

No quarto dia da expedição, segunda-feira, dia 9 de outubro, a equipe Chevrolet Flexpedition-ABS Experience deixou o Rio de Janeiro, em direção ao Espírito Santo, às 9h30 da manhã, passando por Armação de Búzios, onde, até hoje, existe uma estátua da atriz francesa Brigitte Bardot, que visitou a cidade, no auge de sua fama, em 1960. Antiga vila de pescadores, Búzios tornou-se o balneário mais sofisticado do litoral fluminense.

A expedição passou em seguida por Rio das Ostras e seguiu pela BR-101, deixando o litoral, em direção a Campos dos Goitacazes e Cachoeiro do Itapemirim, cidade natal do cantor Roberto Carlos, já no Espírito Santo, no pé da Serra do Mar.

Nesse quarto dia de expedição, um dos raros sem chuva, a equipe chegou a Vitória, capital do Espírito Santo, depois de rodar 550 quilômetros pela BR-101, conhecida nesse trecho como Rodovia do Sol. A equipe, no entanto, só pegou chuva também nesse trecho. À noite, os jornalistas foram ao restaurante Pirão comer a famosa moqueca Capichaba.

Paneleiras de Goiabeiras - Em Vitória, saindo para o quinto dia da viagem (terça-feira, dia 10 de outubro), a Chevrolet Flexpedition-ABS Experience visitou a Associação das Panelas de Goiabeiras, conhecida como Paneleiras de Goiabeiras, onde 116 associados, a maioria trabalhando num barracão de madeira (alguns em casa) produzem panelas de barro para fazer moqueca capichaba, arroz, feijoada, a preços que variam de R$ 1,00 (pimenteira sem tampa) a R$ 30,00 uma moquequeira para 12 pessoas. As paneleiras também recebem encomendas de todo o Brasil pelo telefone (027) 3327-0519.

Nesse quinto dia, a equipe Flexpedition deixou o Espírito Santo e entrou na Bahia, último estado a ser visitado nessa segunda etapa da expedição do Chuí ao Oiapoque, que está vendo o Brasil da janela de um Chevrolet. No caminho, descobriram a entrada de um Mosteiro Zen Budista e conseguiram ter um dia de sol, até a cidade de São Mateus, onde os meninos da cidade se exibem pulando de uma árvore, dentro do rio Itanhém. Os expedicionários passaram por Teixeira de Freitas, já na Bahia e se hospedaram na Pousada Canto do Rio, na pequena Prado, uma cidade com 25 mil habitantes, que foi uma agradável descoberta para os jornalistas participantes da viagem.

Prado faz parte da Costa das Baleias, litoral baiano onde é possível o avistamento de baleias Jubarte. A cidade é toda plana, com casario antigo e ruas calçadas com paralelepípedos, o que proporciona passeios ciclísticos para todas as faixas etárias. Com seus 84 quilômetros de praias ainda pouco exploradas, em Prado pode-se observar lindas formações de falésias. E, apesar de pequena e ainda pouco conhecida das turistas, Prado tem até festival gastronômico.

Os jornalistas puderam provar o prato Budião Banana, feito com um peixe típico da região, no restaurante Banana da Terra. Prado fica a aproximadamente 475 quilômetros de Vitória (ES) e a 215 de Porto Seguro (BA). Nesse quinto dia, a expedição rodou 475 quilômetros.

O sexto dia da expedição, quarta-feira, 11 de outubro, foi o mais cansativo para todos os expedicionários. Foram 782 quilômetros de estradas esburacadas e sem sinalização, até o hotel Portal Rio Unas, em Valença, que já estava reservado com antecedência.

Aqui nasceu o Brasil - A equipe chegou às 23 horas, depois de passar três horas em Porto Seguro, um tempo necessário para conhecer o marco do descobrimento do Brasil, onde ficam o Parque Nacional do Descobrimento (infelizmente fechado à visitação) e o Parque Nacional do Monte Pascoal. Aqui – diz a placa – nasceu o Brasil, que foi visto da janela de seis Chevrolets pelos jornalistas da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience.

No monumento ao descobrimento, em Porto Seguro, os expedicionários conheceram a índia pataxó Sussuarana (que significa onça), fazendo colar de contas para vender aos turistas.

Depois de provar os quitutes baianos, num quiosque à beira mar, os expedicionários enfrentaram as mal-conservadas estradas do sul da Bahia, com muitos buracos, falta de sinalização vertical e de solo e um tráfego pesado de caminhões, onde a ultrapassagem é difícil e perigosa. Aliás, depois do Rio de Janeiro a sinalização das estradas é precária, quase inexistente, e as poucas placas não indicam as distâncias entre as cidades.

No sétimo e último dia da expedição (nessa segunda etapa do Chuí ao Oiapoque), quinta-feira, 12 de outubro dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil (visto da janela de um Chevrolet), a equipe seguiu de Valença até a Ilha de Itaparica, onde embarcou num ferry boat até Salvador, capital baiana.

Pela segunda vez, nessa etapa da viagem, o dia estava ensolarado, o que amenizou a estrada extremamente esburacada na altura da cidade de Nazaré e Cacha-Pregos (essa cidade realmente existe), ou Ponta Cacha-Pregos, na Ilha de Itaparica.

Até o ferry boat foram 106 quilômetros, mais 50 minutos de travessia da Bahia de Todos os Santos. Em Salvador, os jornalistas visitaram o Mercado Modelo, o elevador Lacerda e as praias de Amaralina, Itapuã e almoçaram a famosa muqueca baiana no restaurante Yemanjá. O almoço marcou o fim da segunda etapa da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience.

Da Bahia até o Rio Grande do Norte - Quando Jorge Amado visitou sua prima, dona Sula, em Mangue Seco (BA), se encantou com a cidadezinha e escreveu o romance Tieta do Agreste, livro que foi lançado em 1977. A história virou novela, em 1989 e filme, em 1996. E agora, 30 anos depois, Mangue Seco foi visitada pelos participantes da terceira etapa da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience.

Tieta do Agreste conta as aventuras amorosas da pastora de cabras que escandalizaram a população e fizeram seu pai expulsá-la da cidade. Ela volta, 26 anos depois, rica e poderosa, para transformar a vida da pacata Mangue Seco. Hoje, a cidade, meio esquecida, ainda conserva as mesmas belezas naturais. Mas, sua fase áurea de cenário de novela acabou. As tietas também não são mais as mesmas. Não se vê pastoras de cabras pelas dunas, como no romance de Jorge Amado.

As meninas, que circulam pela cidade, moram em Sergipe, do outro lado do rio Rel, na pequena Pontal. Estudam e trabalham como garçonetes na pousada Asa Branca, como Ceyle Layanne (de 17 anos) e Vanessa Tavares (de 23), e suas amigas Fabiana Vieira e Jocilene.

E, foi por lá que a Chevrolet Flexpedition-ABS Experience iniciou a terceira etapa da viagem do Chuí ao Oiapoque, para “Ver e Amar o Brasil”.

Antes de passar por Mangue Seco (BA) e Pontal (RE), a expedição fez sua largada, numa segunda-feira, dia 23 de outubro, em frente ao hotel Monte Pascoal, na av. Oceânica, 591, na Barra, em Salvador (BA), onde havia terminado a segunda etapa. Em Salvador, visitou o Farol da Barra, onde os expedicionários conheceram a baiana Abigail Rocha e os capoeiristas Hélio Nascimento Lins, Valmir M. dos Santos e Luiz Fernando da Silva Jr.

Depois de rodar 252 quilômetros pela Linha Verde (ou Estrada do Côco), a expedição, em seis carros Chevrolet Flexpower, chegou a Pontal (SE). Em 15 minutos, os 19 expedicionários (Flávio Silveira, Josias Silveira, Silvio Porto, Mario Antonio Salgado Pereira, Ana Cristina Lima Ferreira, Paulo Brandão, Ricardo Vasconcelos, Fernando Siqueira, Eduardo Fonseca da Rocha, Saulo Moreno, Selma Morais, Juvenal Evangelista, Antonio Carlos Silva, Pedro Luiz, Flavio Vicentini, Pedro Dantas, Fábio Freitas, Nereu Leme e Luiz Cezar Fanfa, chefe da expedição) atravessaram o rio Real, num pequeno barco a motor – que os habitantes locais chamam de Tototo – para alcançar Mangue Seco, de volta ao estado da Bahia.

Terra de Tieta - Mangue-Seco é uma pequena vila de pescadores (a população não ultrapassa 200 habitantes), cuja característica são as imensas dunas que com a força dos ventos vem cobrindo ao longo dos tempos coqueiros, casas e até ruas. A vila tornou-se famosa a partir do momento em que foram gravados alguns capítulos da novela Tieta (TV Globo), baseada no romance Tieta do Agreste, de Jorge Amado. Apesar de famosa, a pequena vila cujo nome verdadeiro é Santa Cruz da Bela Vista, tem na tranqüilidade do seu dia-a-dia, na simplicidade das suas ruas de areia e na força da natureza exuberante, suas principais atrações.

Mangue-Seco abriga diversos ecossistemas litorâneos tais como dunas, restinga, foz, manguezais e praias. A fragilidade e beleza destes ecossistemas fez com que esta área fosse declarada, em 1994 APA - Área de Proteção Ambiental. Portanto, toda e qualquer diversão em Mangue-Seco deve levar em consideração a fragilidade desses ecossistemas como também o respeito a esta tranqüila comunidade de pescadores.

De volta a Pontal, cidade com cerca de mil habitantes, a expedição seguiu rumo a Aracaju (SE), depois de rodar outros 122 quilômetros, desta vez já durante a noite e pegando chuva e estradas sem sinalização.

O Velho Chico - No segundo dia, dessa terceira etapa, terça-feira, dia 24 de outubro, a expedição visitou os mercados Thales Ferraz e Antonio Franco que, juntos, formam o Mercado Municipal de Aracaju, com suas barracas típicas e seus repentistas que distraem os consumidores. Depois, seguiu em direção a Maceió.

Após rodar 126 quilômetros, os expedicionários chegaram a Neópolis e Santana do São Franscisco, onde atravessaram de ferry boat o rio São Francisco, o Velho Chico, até a cidade alagoana de Penedo.

O rio São Francisco, denominado "rio da unidade nacional" representa a força de todas as correntes étnicas do Brasil, porque uniu as raças desde as camadas humanas mais antigas às estruturas étnicas e políticas mais recentes do país. Aproxima o sertão do litoral e integra homens e culturas.

Foi descoberto em 4 de outubro de 1501, pelos viajantes Américo Vespúcio e André Gonçalves. Os índios que habitavam a região chamavam-no de Opara, que significa rio-mar. Recebeu o nome de São Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, nascido na Itália 319 anos antes do seu descobrimento.

Ele nasce na serra da Canastra no município de Piumi, oeste de Minas Gerais e desemboca na Praia do Peba no estado de Alagoas. É conhecido também como Rio dos Currais por ter servido de trilha para transporte e criação de gado na época colonial, ligando a região Nordeste às regiões Centro-Oeste e Sudeste.

É considerado o terceiro maior rio do Brasil, possui 3.163 quilômetros quadrados de extensão e sua bacia possui 640.000 quilômetros quadrados de área, o que eqüivale a sete vezes o país de Portugal.

Em Penedo, encontram o alagoano Frederico José Bastos Nunes Vieira, de 61 anos, que é angiologista da Santa Casa de Penedo e se declarou ao diretor de comunicação da General Motors, Pedro Luiz Dias, um apaixonado por Opala.

De Penedo, a expedição rumou para Maceió, com 178 quilômetros de distância. Em Maceió, os expedicionários visitaram O Jornal, onde a jornalista Giulieny Brandão edita o Caderno de Veículos. No terceiro dia, quarta-feira, 25 de outubro, a expedição rodou 350 quilômetros com sol, até Olinda (PE), passando por Recife e ao largo de Maragogi e Porto de Galinhas. Patrimônio cultural.

No quarto dia da viagem, quinta-feira, 26 de outubro, os expedicionários visitaram a Catedral da Sé, em Olinda, terceira igreja mais antiga do Brasil, onde está sepultado Dom Helder Câmara, que foi Arcebispo de Olinda e Recife, até sua morte, em 1999.

Olinda, considerada patrimônio cultural da humanidade, é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 por Duarte Coelho Pereira. Foi elevada a vila em 12 de março de 1537. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses que transferiram a sede para o Recife, em 1630. Os holandeses foram expulsos em 1654, na famosa batalha dos Guararapes.

A cidade também teve a primeira Faculdade do Brasil, no mosteiro de São Bento, que funcionou de 1827 a 1856.

Em frente à catedral da Sé, os expedicionários encontraram a passista de frevo, Tamires Marques da Silva, que comentou que Pernambuco está comemorando 100 anos de frevo. De volta a Recife, a Chevrolet Flexpedition-ABS Experience visitou o Sistema Jornal do Commércio, onde a expedicionária Ana Cristina Lima Ferreira edita o Caderno de Veículos.

Cantiga de Roda - De Recife, a expedição seguiu para a Ilha de Itamaracá, ainda em Pernambuco, incubadora da Ciranda, onde a famosa Lia de Itamaracá adotou a ciranda e começou a cantar esse tipo de música com apenas 12 anos de idade.

Lia (Essa ciranda quem me deu foi Lia que mora na areia de Itamaracá) não estava no seu Espaço Cultural Estrela de Lia, mas os expedicionários conversaram com a gerente do espaço e baiana do lugar, Neide Ulisses dos Santos da Costa, que contou histórias bonitas de Lia, hoje com 62 anos de idade.

Na ilha de Itamaracá, a expedição visitou também o Forte Orange, construído em 1631 pelos holandeses, para servir de prisão para os frades portugueses contrários à expansão do calvinismo, religião dos holandeses.

De Itamaracá, a expedição seguiu mais 100 quilômetros até João Pessoa (PA), terra do expedicionário Saulo Moreno, que recebeu todos os viajantes em sua casa, junto com sua simpática mãe, dona Terezinha Moreno, para comer um saboroso doce de caju, feito por ela própria.

Na bela cidade de João Pessoa, os expedicionários conheceram Cabo Branco, localizado na latitude 07º , 09’ e 28’’ e longitude 034º , 47’ e 30’’, considerado o ponto mais oriental da América do Sul e onde o Sol nasce primeiro, embora muita gente afirme que o mais oriental é Ponto do Seixas, ao lado do primeiro.

O último dia dessa terceira etapa da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience (que vai percorrer o Brasil do Chuí ao Oiapoque) foi na badalada praia da Pipa, já no Rio Grande do Norte, depois de rodar 352 quilômetros, desde Recife.

Pipa está localizada a 85 km de Natal, no município de Tibaú do Sul, nome indígena que significa “entre duas águas” (já que é cercado pela Lagoa de Guaraíras e o Oceano Atlântico). A praia começou a ficar famosa nos anos 80 com a prática do surfe. Mas Pipa oferece muitas atividades como caminhadas na areia, trilhas, passeio de bugue, caiaque, cavalo e tudo o que se pode fazer no cenário de Mata Atlântica. Pipa também é moradia de golfinhos e tartarugas que podem ser observados através de mergulhos.

De Pipa, a expedição seguiu para a capital do estado, Natal, passando pelo Baobá em Nísia Floresta, árvore plantada em 1877 pelo morador Manoel Moura Jr.; pelo maior cajueiro do mundo, em Pirangi do Norte; e, pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.

Em Natal, os expedicionários encerraram a terceira etapa da viagem para “ver e amar o Brasil”, com um coquetel de celebração, na concessionária Espacial, onde o expedicionário Fernando Siqueira, editor do caderno Autos & Motores, do jornal Tribuna do Norte, premiou os participantes dessa etapa com uma placa comemorativa.

A mais longa das etapas da Flexpedition enfrenta os perigos e os buracos da BR-316 - A mais longa e mais difícil etapa da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience – a quarta etapa, entre Natal e Belém – colocou à prova a resistência dos jornalistas-expedicionários que, num único dia (14 de novembro, uma terça-feira) percorreram 900 quilômetros, durante 13 horas de estradas difíceis da rodovia BR-316, entre Santa Inês (MA) e Belém (PA).

O trecho mais complicado, localizado entre os municípios de Santa Inês (km 260) e Zé Doca (km 198), exigirá recursos de R$ 93 milhões em obras de recuperação. Os buracos da BR-316 provocaram o estouro de dois pneus, trinca em três pára-brisas e um grande desgaste para os carros e os motoristas.

A quarta etapa da expedição para “ver e amar o Brasil” saiu da cidade do Natal (RN), dia 9 de novembro (uma quinta-feira) e chegou a Belém (PA) no dia 14 de novembro (terça-feira). Participaram de trechos dessa etapa, 19 expedicionários: Licináira Barroso, Giulieny Brandão, Carlos Eduardo, Fernando Siqueira, Fernando Campos, José Rosemilton, Paulo Macedo, Roberto Costa, Fabiano Mazzeo, Vantuil do Carmo, André Marinho, Délio dos Reis Rocha, Antonio Carlos Silva, Flávio Vicentini, João Mendes, Pedro Dantas, Fábio Freitas, Nereu Leme e Luiz Cezar Fanfa.

Essa etapa consumiu seis dias de estrada, num total de 3.261 quilômetros. Na primeira etapa, entre o Chuí (RS) e São Paulo, foram percorridos 2.021 km; na segunda, entre São Paulo e Salvador (BA), outros 2.706; e, entre Salvador e Natal (RN) foram rodados 1.380 km.

A equipe da expedição, usando seis carros Chevrolet Flexpower (um Vectra, uma Zafira, um Meriva, um Astra, um Corsa e uma Montana), já percorreu 9.368 quilômetros até agora, nas quatro etapas, do Chuí até Belém.

Cidade do Sol - O Natal, data em que se comemora o nascimento de Cristo, é uma palavra masculina, assim como a cidade do Natal, no Rio Grande do Norte. O natalense não diz a Natal, mas sim a cidade do Natal, fundada no dia 25 de dezembro (Natal), de 1599.

Foi lá, em frente ao monumento dos três Reis Magos, patronos do Natal que a expedição Chevrolet Flexpedition-ABS Experience, iniciou sua quarta etapa. Saiu, em sua penúltima jornada, no dia 9 de novembro, uma quinta-feira, em frente ao pórtico da cidade, aliás a maior estrutura de concreto protendido, sem sustentação, da América Latina.

Partiu do Natal, conhecida como a Cidade do Sol, com destino a Belém, capital do Pará (e não a Belém da Galiléia, onde nasceu Jesus, claro), para ver o Brasil, da janela de um Chevrolet. Chegou a Belém no dia 14 de novembro, uma terça-feira. Entre os estados do Rio Grande do Norte e Pará, a expedição passou pelos estados do Ceará, Piauí e Maranhão.

De Natal, em direção a Fortaleza (CE), a expedição passou por Mossoró, Canoa Quebrada, durante a noite, e terminou o primeiro dia de viagem no Hotel Parque Praia das Fontes, depois de rodar 710 quilômetros.

Forró do Pirata - No segundo dia de viagem, os expedicionários conheceram um pouco das belezas da cidade de Fortaleza, onde fica o Forró do Pirata que, de acordo com a revista Times, “tem a segunda-feira mais louca do mundo”.

Saindo de Fortaleza, ainda no segundo dia da viagem, os expedicionários rodaram pela rodovia CE-085, conhecida como Rota Turística Sol Poente. Depois de 700 quilômetros, o segundo dia da viagem terminou em Luís Correa (PI), onde fica o Delta do rio Parnaíba.

Delta das Américas - No terceiro dia da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience, 11 de novembro, sábado, os expedicionários visitaram o rio Parnaíba e o Delta das Américas. Nesse dia, foram rodados 228 quilômetros, até Sete Cidades, já no estado do Piauí.

Cidades de Pedras - No domingo, dia 12 de novembro, quarto dia da viagem, os expedicionários visitaram o Parque Nacional de Sete Cidades, localizado entre Piracuruca e Piripiri, no Piauí.

O Parque Nacional de Sete Cidades, localizado a 190 Km de Teresina, caracteriza-se pela ocorrência de 07 (sete) grandes afloramentos rochosos ruiniformes, identificados como "As Sete Cidades de Pedra", com inscrições que ainda não foram identificadas e nascentes perenes que formam riachos e cachoeiras. A vegetação da área é um tipo de transição entre o cerrado e a caatinga. A fauna é bastante diversificada e abriga espécies ameaçadas de extinção.

Nesse quarto da expedição, foram rodados 750 quilômetros, até São Luís, no Maranhão.

No quinto dia da viagem, 13 de novembro, segunda-feira, os expedicionários descansaram para enfrentar a BR-316 e 900 quilômetros de estrada e aproveitaram para visitar a capital do Maranhão e seus casarões cobertos de azulejos portugueses.

O último dia dessa quarta etapa da expedição do Chuí ao Oiapoque, desde São Luís, até Belém, foi o mais cansativo de toda a viagem até agora. Os expedicionários acordaram às quatro horas da manhã, para pegar a estrada às cinco horas.

Até a cidade de Santa Inês, os seis veículos Chevrolet rodaram pela rodovia BR-135, voltando um trecho de estrada que já havia sido percorrido de Teresina (PI) até a capital do Maranhão.

Esse sexto dia, 14 de novembro, terça-feira, ficou crítico a partir da cidade de Zé Doca, na divisa do Maranhão com o Pará, pela BR-316, uma das estradas mais mal conservadas do País. Foram mais de 200 quilômetros de estrada de terra, pedaços de asfalto e crateras enormes. Nesse trecho um pneu da Zafira furou e outro da Montana estourou por causa das condições adversas, buracos e calor intenso.

Foram 900 quilômetros e 13 horas de estrada, parando apenas abastecer os carros e almoçar. A quarta etapa da expedição para ver e amar o Brasil, visto da janela de um Chevrolet, terminou em Belém, a Cidade das Mangueiras, porta de entrada para a Amazônia e uma das maiores capitais do Norte-Nordeste, com mais de 1,2 milhão de habitantes.

Flexpedition roda do Natal a Belém - O Natal, data em que se comemora o nascimento de Cristo, é uma palavra masculina, assim como a cidade do Natal, no Rio Grande do Norte. O natalense não diz a Natal, mas sim a cidade do Natal, fundada no dia 25 de dezembro (Natal), de 1599.

                 Foi lá, em frente ao monumento dos três Reis Magos, patronos do Natal que a expedição Chevrolet Flexpedition-ABS Experience, iniciou sua quarta etapa. Saiu, em sua penúltima jornada, no dia 9 de novembro, uma quinta-feira, em frente ao pórtico da cidade, aliás a maior estrutura de concreto protendido, sem sustentação, da América Latina.

Partiu do Natal, conhecida como a Cidade do Sol, com destino a Belém, capital do Pará (e não a Belém da Galiléia, onde nasceu Jesus), para ver o Brasil, da janela de um Chevrolet. Chegou a Belém no dia 14 de novembro, uma terça-feira. Entre os estados do Rio Grande do Norte e Pará, a expedição passou pelos estados do Ceará, Piauí e Maranhão.

A Nova Amsterdã - Natal foi ocupada pelos holandeses entre 1633 e 1654 que lhe deram o nome de Nova Amsterdã. Durante a Segunda Guerra Mundial serviu como base aliada de suporte às ações no continente africano, através da Base Aérea (hoje Aeroporto) localizada em Parnamirim, na Região Metropolitana. Os portugueses construiram o Forte Reis Magos, nome dado em função da obra ter sido concluída no dia 6 de janeiro (dia de Reis). Com a invasão dos holandeses, os portuguêses destruíram o forte, que foi reedificado pelos holandeses.

Os invasores foram expulsos pelo índio Poti, com sua mulher guerreira Mara Camarão. Por isso, o natalense é chamado de "potiguar e comedor de camarão".

A Cidade das Mangueiras nasceu no século XVII - A maior cidade da linha do Equador é Belém, carinhosamente apelidada de "Cidade das Mangueiras". É com essa referência que a capital do estado do Pará é exportada para o mundo inteiro pelo segmento turístico. Maior metrópole do Norte brasileiro, detalhe que credencia a Cidade Morena a ser considerada a porta de entrada para a região Norte, tornando-a Metrópole da Amazônia.

Nascida das expedições da Coroa Portuguesa em busca de novos territórios na foz do rio Amazonas, Belém foi fundada a 12 de janeiro de 1616. Foi o Capitão-mor Francisco Caldeira Castelo Branco quem aportou às margens da baía de Guajará para assegurar o domínio da nova terra e resguardá-la do ataque de corsários vindos da Inglaterra e da Holanda.

Belém também é denominada de Cidade Morena, característica herdada da miscigenação do povo português com os índios Tupinambás, nativos habitantes da região à época da fundação. O Censo 2000 informa que a população é de aproximadamente 1.281.279 habitantes, dos quais 54.052 pessoas habitam as 55 ilhas que constituem dois terços do território do município.

Estruturada, a cidade de Santa Maria do Grão Pará tornou-se a capital do Estado do Maranhão e do Grão Pará, em 1751, englobando todo o extremo norte do Brasil e, depois, passou chamar-se Santa Maria de Belém do Grão-Pará.

Os fatos que circundam a história de Belém tornaram a área do quadrilátero da fundação, roteiro obrigatório para turistas que visitam a capital do Pará. Hoje denominado de Complexo do Ver-O-Peso, o centro histórico leva o nome de um dos logradouros mais exportados para o trade turístico nacional e internacional: o Mercado do Ver-o-Peso, porto principal de barcos que chegam à cidade, procedentes de vários lugares.

As embarcações que emprestam ao Ver-O-Peso um burburinho riquíssimo culturalmente e muito peculiar, são um detalhe à parte. Mas a vida urbana de Belém sofre influências aquáticas em quase toda a sua totalidade, basta conhecer a rede hidrográfica da cidade: as baías do Sol, do Marajó, do Guajará, de Santo Antônio; os rios Guamá, Pratiquara, Murubira, Mari-Mari; igarapés do Tucunduba, Val-de-Cans, do Uma e do Combu; e o Furo do Maguari, só para citar os mais importantes.

O potencial hidrográfico de Belém é enorme pela posição privilegiada entrecortada por baías, rios, igarapés e furos que se espalham na porção continental e na região insular. A baía do Marajó a banha ao Norte; o leste é delimitado pelos municípios de Ananindeua, Santo Antônio do Tauá, Santa Bárbara do Pará e Marituba; o município de Acará e o rio Guamá são o limite ao sul; as baías do Guajará e do Marajó, limitam a cidade a oeste.

É comum ouvir no meio turístico uma referência à chuva de Belém, a clássica expressão "antes ou depois da chuva" em vários meses do ano. No entanto, o período de chuvas mais fortes vai de maio até dezembro.

O mês de julho é o ideal para se desfrutar o verão de Belém, porém até novembro, ainda se sente muito do calor belenense. Os termômetros registram nesse período temperaturas que variam de 20 graus mínimos à máxima de 38 graus.

Mercado do Ver-o-Peso (1688): na área da Cidade Velha e diretamente às margens da Baía do Guajará, abastece a cidade com produtos alimentícios do interior paraense, fornecidos pricipalmente por via fluvial. O posto fiscal criado em 1688 no porto do Piri que, a partir de então foi popularmente denomindo lugar de Ver-o-Peso, deu origem ao nome do mercado, já que era obrigatório ver o peso das mercadorias que saiam ou chegavam à Amazônia, arrecadando-se os impostos correspondentes.

A região onde a cidade de Belém está situada era (há muitos anos atrás) originalmente habitada pelos índios Tupinambás.

Belém foi fundada no dia 12 de janeiro de 1616 pelo capitão Francisco Caldeira Castelo Branco que, enviado pela coroa portuguesa para defender o território contra as tentativas de conquista da França, Holanda e Inglaterra, ergueu o Forte do Presépio (hoje Forte do Castelo).

Inicialmente, a cidade foi chamada de Feliz Lusitânia. Depois ainda foi chamada de Santa Maria do Grão Pará bem como de Santa Maria de Belém do Grão Pará, até finalmente chegar à denominação atual de Belém.

Distanciada do resto do país e fortemente ligada a Portugal, Belém reconheceu a independência do Brasil apenas em 15 de agosto de 1823, quase um ano depois da declaração.

Entre os anos de 1835 e 1840 Belém é palco da Revolta dos Cabanos (Cabanagem), revolta considerada de participação mais autenticamente popular da história do país. A única onde a população realmente derrubou o governo local. Recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por D. Pedro II do Brasil.

Com o crescimento da importância da borracha (Seringueira - Hevea brasiliensis), que gerou o chamado ciclo da borracha ou Era da Borracha, entre o final do século XIX e começo do século XX, Belém atingiu grande importância comercial. Desta época datam construções como o Palácio Lauro Sodré, Colégio Gentil Bittencourt, Theatro da Paz (1878), Palácio Antônio Lemos e o Mercado do Ver-o-Peso (1901).


O Mercado do Ver-o-Peso, todo de ferro, foi construído em Londres e Nova Iorque
e transportado aos pedaços para ser instalado no local.

Ver o Brasil da janela de um Chevrolet - A Chevrolet Flexpedition-ABS Experience que percorreu todo o litoral brasileiro do Chuí ao Oiapoque (do Sul ao Norte), com 53 expedicionários e jornalistas especializados da área automotiva, de todo o Brasil, num teste drive diferente, de mais de 10 mil quilômetros de estradas, com condições e cenários os mais variados possíveis.

O que o Brasil tem de melhor - A expedição foi organizada por Luiz Cezar Fanfa, que no ano passado liderou a Old Way Expedition, em comemoração aos 80 anos da GM no Brasil (que percorreu em três carros antigos outros 12 mil quilômetros entre Manaus, no Brasil, e Detroit, nos Estados Unidos). A equipe da Chevrolet Flexpedition-ABS Experience mostrou, em reportagens, fotos e vídeos, as mais belas paisagens do nosso País, ou "O Brasil visto da janela de um Chevrolet". O que o Brasil tem de melhor, em turismo, esportes e cultura (indicado pelos jornalistas de cada região) e visto pelos jornalistas locais.

http://www.mecanicaonline.com.br capa capa créditos imprimir adicione aos favoritos fale conosco fale conosco