| 2007
l MARÇO l ESPECIAL l COMPETIÇÃO BAJA
SAE BRASIL - PETROBRAS 2007
FEI faz dobradinha na Competição
Baja SAE BRASIL
Com a vitória, estudantes vão representar
o País pela 7ª vez nos EUA, entre os dias 7
e 10 de junho deste ano, e tentar o bi-campeonato mundial.
Uma
dobradinha de vitórias do Centro Universitário
da FEI (Fundação Educacional Inaciana) marcou
o final da 13ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS
no último domingo (19), no ECPA (Esporte Clube Piracicabano
de Automobilismo). Após enfrentar quatro dias de
provas debaixo de sol e chuva, a equipe FEIBaja1 sagrou-se
campeã da disputa, ao conquistar 893,21 pontos na
classificação geral, acompanhada da FEIBaja2,
que garantiu 876,52 pontos e foi vice-campeã da competição.
Ao total, 61 equipes de diversas regiões do País
participaram da disputa, que registrou 70 equipes inscritas.
Com o resultado, os estudantes ganharam o direito de levar
um dos carros para SAE Baja RIT, em Rochester, Nova York
(EUA), entre os dias 7 e 10 de junho deste ano. Lá,
os jovens campeões da FEI buscam o bi-campeonato
mundial, já que venceram a prova internacional em
2004. “Vamos para Rochester com o intuito de repetir
este bom desempenho”, afirmou o professor Roberto
Bortolussi, coordenador do projeto Baja FEI e também
do curso de Engenharia Mecânica. Muito feliz com as
conquistas, o professor está orgulhoso. “Esta
é a recompensa para tanta dedicação
de toda a equipe”, concluiu.
Além de subir ao pódio duas vezes, os 16
estudantes do curso de Engenharia Mecânica Automobilística
também conquistaram diversas Menções
Honrosas: a equipe FEIBaja1 foi a melhor nos quesitos ‘Slalon’
(prova dinâmica de manobrabilidade), ‘Manutenção’,
‘Originalidade’ e Relatório de Custos’,
e a FEIBaja2 ganhou em ‘Relatório de Projeto’,
‘Qualidade’ e também ‘Relatório
de Custos’ (a pontuação das duas equipes
neste quesito foi igual).

Esta é a quarta vez que a equipe da FEI vence a
Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS (2001,
2002, 2005 e 2007) e a segunda vez que faz dobradinha de
campeã e vice (2002 e 2007). “É impressionante
a sensação desta vitória”, disse
emocionado o capitão da FEIBaja1, Rafael Giannetti,
22, ainda debaixo da água jorrada pelos extintores
que a torcida utilizou para a comemoração.
“A união é a palavra que resume este
resultado maravilhoso”, desabafou. Tão extasiado
quanto Giannetti estava o capitão da FEIBaja2, Guilherme
Ferreira, 24. “Estudamos muito para alcançar
esta vitória e com certeza daremos o nosso máximo
nos Estados Unidos”, comemorou o capitão.

TECNOLOGIAS – A aplicação de novos
conceitos de suspensão e transmissão nos dois
carros foi elemento-chave para o bom desempenho das equipes.
O carro campeão FEIBaja1, por exemplo, apelidado
de ‘Crocoloco’, ganhou suspensão traseira
com barra estabilizadora de controle de torção,
inovação inspirada nos carros de passeio,
que garantiu melhorias na dinâmica do carro. Com a
inovação o projeto venceu no quesito ‘Originalidade’,
ao totalizar 19,50 pontos na avaliação dos
juízes, e levou a melhor na prova de manobrabilidade,
com 60 pontos. O verde ‘Dipton’ (FEIBaja2),
que recebeu um design mais futurista, teve sucesso com a
suspensão traseira independente ‘semi-trailing’,
rara nos bajas e utilizada em carros de rali.
O estudo de novos materiais, como o honeycomb, fibra de
carbono e fibra de vidro – aplicados no banco, assoalho
e partes da transmissão dos carros, por exemplo –
também foi importante para diminuir o peso dos carros
(cada um com cerca de 130 kg) e torná-los mais resistentes.

Outra tecnologia que ajudou os estudantes foi o sistema
de telemetria, aplicado nos dois carros, desenvolvido em
parceria com o IPEI (Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais).
No sábado, 17, por exemplo, enquanto os bajas faziam
as provas de aceleração e velocidade máxima,
a equipe acompanhava por meio de um laptop, em tempo real
(via conexão sem fio e um display de cristal líquido
acoplado ao volante), os dados de rotação
do motor, consumo e velocidade dos carros, assim como na
Fórmula 1.

COMPETIÇÃO – Pelo regulamento, o baja
– veículo fora-de-estrada, monoposto e de estrutura
tubular em aço - deve utilizar motor padrão
de 10 HP, monocilindro, além ter quatro ou mais rodas
e conseguir transportar uma pessoa com até 1,90m
de altura e de 113 quilos. Para os estudantes, o desafio
começa muito antes da disputa em Piracicaba, já
que eles passam por diversos desafios, como em uma empresa,
como desenvolver o projeto, buscar patrocínios, estudar
a viabilidade da proposta, elaborar relatórios de
projetos e relatórios de custos – que são
entregues dois meses antes das provas e contam na pontuação
final -, além de abrir mão das férias
ou rotina para passar dias e noites na oficina.
Nos quatro dias de competição, as equipes
enfrentaram provas estáticas - Inspeção
Técnica e de Segurança, Verificação
de Motor, Avaliação de Projeto (quando são
avaliados quesitos como Manutenção, Integridade
Estrutural. Produção em Massa, Qualidade de
Execução, Originalidade, Conformidade de Projeto,
Conforto do Operador, Relatório de Projeto e Relatório
de Custos) – e dinâmicas – Aceleração,
Velocidade Máxima, Tração, Manobrabilidade
(Slalon), Subida de Rampa e Enduro.
2007 l MARÇO l ESPECIAL
l COMPETIÇÃO BAJA SAE BRASIL - PETROBRAS 2007
FEI conquista 1º e 2º lugares
da 13ª Competição Baja SAE Brasil
A competição, que foi realizada de 15 a 18
de março, em Piracicaba, SP, teve como terceira colocada
a equipe Demec-09, da UFMG.
Com
61 equipes participantes, as equipes FEI Baja 1 e FEI Baja
2, do Centro Universitário da FEI, de São
Bernardo do Campo, conquistaram o primeiro e segundo lugares,
com 893,21 e 876,52 pontos, respectivamente, na 13ª
Competição BAJA SAE BRASIL–PETROBRAS,
encerrada neste domingo (18), em Piracicaba, interior de
São Paulo.
A terceira colocação ficou com a equipe Demec-09,
da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 853,41
pontos, que venceu o Enduro de Resistência, ao completar
110 voltas em quatro horas de prova, num circuito de 1,5
km. A quarta colocada na Competição foi a
equipe EESC USP 114, da Escola de Engenharia São
Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), com 847,70
pontos.
Com isso, as equipes da FEI Baja 1, Demec-09 e EESC USP
114 poderão ganhar o direito de participar, em junho,
da SAE Baja RIT, em Rochester, Nova York, EUA, organizada
pela SAE International. A equipe Poli Torpedo, da Escola
Politécnica da USP, ficou em quinto lugar e poderá
designar dois integrantes para acompanhar de perto a competição
nos Estados Unidos.
Emocionado com o resultado, o estudante Rafael Giannetti,
capitão da equipe FEI Baja 1, está confiante
para a prova internacional. “Levaremos a união
de nossa equipe aos EUA e tentaremos repetir o bom resultado
de 2004”, disse o formando do curso de Engenharia
Mecânica Automobilística da FEI, ao comemorar
o título ontem no ECPA (Esporte Clube Piracicabano
de Automobilismo). Tricampeã na Competição
(2001, 2002 e 2005), a FEI venceu em 2004 a competição
nos EUA.
Cerca de 1,5 mil pessoas estiveram ontem no ECPA para acompanhar
de perto o Enduro de Resistência, a prova mais esperada
pelos estudantes, que durante os quatro dias de competição
submeteram seus carros off road, projetados e construídos
dentro das faculdades, a diversas avaliações
de profissionais da indústria da mobilidade. Nem
a chuva, que tornou a pista destinada à realização
do enduro mais difícil, conseguiu atrapalhar a Competição,
que premiou, ainda, as equipes em 13 categorias:
Melhor Tração: equipe Car-Kará, da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Melhores Subida de Rampa, Aceleração e Velocidade
Máxima: equipe Poli Kamikase, da Poli/ USP.
Melhores Manobrabilidade/Slalom, Manutenção,
Originalidade e Relatório de Custo: equipe FEI Baja
1, da FEI.
Melhor Conforto do Operador: equipe Mauá 2, do Instituto
Mauá de Tecnologia.
Melhor Enduro: equipe Demec-09, da UFMG.
Melhor Produção em Massa: equipe Uiraçu,
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Melhor Projeto, Qualidade e Relatório de Custos:
equipe FEI Baja 2, da FEI.
Segundo Rafael Fassina Marques, diretor geral da 13ª
Competição BAJA SAE BRASIL–PETROBRAS,
o evento foi marcado por diversas novidades tecnológicas
apresentadas pelos universitários. “As equipes
se prepararam bastante e pudemos ver carros com sistemas
de telemetria em tempo real, desenvolvimento próprio
de amortecedores e conjuntos de freio, além do uso
em larga escala de materiais como alumínio, fibra
de carbono, fibra de vidro e titânio que deixaram
os veículos ainda mais leves”, afirmou.
Vilmar Fistarol, presidente da SAE BRASIL, afirma que a
Competição Baja SAE BRASIL é um importante
palco de descobertas de novos talentos da engenharia automotiva
brasileira. Além disso, a competição
vem ao encontro dos objetivos da associação.
“Por meio do Baja SAE BRASIL, incentivamos a pesquisa
estudantil e, com isso, aprimoramos o aprendizado dos futuros
engenheiros brasileiros”, afirma Fistarol. “Todos
os que participam da competição adquirem grandes
chances de se destacarem profissionalmente após concluírem
a graduação”, diz o presidente.
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l COMPETIÇÃO BAJA SAE BRASIL - PETROBRAS 2007
Kamikaze: o baja mais veloz da Competição
Baja SAE Brasil 2007
Carro desenvolvido pela Poli-USP quebrou recorde em velocidade
e aceleração
A
Equipe Poli de Baja da Escola Politécnica da USP
participou este ano da 13ª Competição
SAE Brasil Petrobras de Baja levando dois carros: Poli Torpedo
e Poli Kamikaze. Poli Torpedo foi o carro que conquistou
a 5ª colocação geral na competição
do ano passado e foi aprimorado. Poli Kamikaze foi o carro
projetado para este ano.
Na concepção do projeto, a equipe se focou
principalmente em construir um carro que fosse veloz: daí
o nome Kamikaze, que significa “Deus do Vento”.
Para isto, houve um grande investimento para a redução
de peso do carro, tanto com a inovação da
utilização de materiais mais leves - como
alumínio e fibras de vidro e carbono -, como também
na ousadia do projeto que é feito exclusivamente
pelos alunos. Além disso, a Equipe demonstra sua
maturidade em projeto estabelecendo uma relação
de transmissão ideal e domínio sobre os sistemas
do carro – com a novidade de próprio projeto
de freio e suspensão.
O resultado de muito trabalho e estudo foi o excelente
desempenho na prova de velocidade onde ambos os carros quebraram
recordes de velocidade na competição brasileira.
Poli Torpedo atingiu a velocidade máxima de 53,5
km/h e Poli Kamikaze, campeão das provas de velocidade
e aceleração, atingiu os 55,7 km/h, algo inédito
na modalidade. No ano passado, o campeão da prova
de velocidade havia atingido a velocidade máxima
de 53,3 km/h.
“Nosso carro era tão veloz que não
vi ninguém ultrapassar quando estava no enduro”,
diz Renan Monteiro, piloto que ultrapassou muitos carros
com o Poli Kamikaze durante o enduro de resistência.
Estes resultados demonstram a qualidade da equipe que vem
melhorando seu desempenho ano a ano inclusive em relação
a outras equipes.
A Equipe Poli de Baja ainda tem muito o que crescer, mas
já podemos dizer que temos um dos melhores bajas
construídos neste país.

Momento raro: bajas parados
Redação Mecânica Online
& Equipe Poli-USP de Baja/Keren Dantas
2007 l MARÇO l ESPECIAL
l COMPETIÇÃO BAJA SAE BRASIL - PETROBRAS 2007
Carros construídos por estudantes
passam
por provas estáticas hoje na Competição
Baja SAE BRASIL-PETROBRAS
Competição de Engenharia tem 70 equipes inscritas
e acontece até domingo (18), no ECPA (Esporte Clube
Piracicabano de Automobilismo). As três equipes com
a melhor pontuação ao final de todas as provas
(estáticas e dinâmica) ganham o direito de
representar o Brasil nos EUA
São Paulo, 16 de março de 2007 – Os
70 carros off road projetados e construídos por estudantes
de 53 faculdades de Engenharia do Brasil, para a tradicional
Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, chegaram
ontem (15) a Piracicaba e hoje os carros serão submetidos
a avaliações estáticas. A competição
acontece até domingo, com provas dinâmicas,
aplicadas por profissionais das indústrias automobilística
e aeronáutica, no ECPA (Esporte Clube Piracicabano
de Automobilismo). Ontem e hoje, as provas são de
conforto do operador, qualidade de montagem e originalidade.
Amanhã, acontecem provas tração, manobrabilidade,
aceleração, frenagem, velocidade máxima
e subida de rampa. Já no domingo, os carros enfrentam
um enduro de quatro horas, em pista de terra, a partir das
10h. A competição é aberta ao público
todos os dias e no domingo o ingresso é 1 quilo de
alimento não-perecível.
São mais de 700 estudantes de Engenharia inscritos
na Competição, que passaram por uma longa
etapa de desenvolvimento de projeto e construção
dos carros, conhecidos como Baja SAE, vindos de 13 Estados
brasileiros, além do Distrito Federal. Além
da rica experiência, as três equipes que alcançarem
a melhor pontuação no final das provas ganham
o direito de representar o Brasil em junho na SAE Baja RIT,
em Rochester, Nova York, EUA, e realizada pela SAE International.
Pela quantidade de equipes inscritas, São Paulo conta
com 24 equipes, seguido do Rio Grande do Sul e Minas Gerais
com 8 equipes cada. Rio de Janeiro possui 7 equipes, Santa
Catarina tem 5 e Pernambuco, 4. Já o Espírito
Santo inscreveu 3 equipes e os estados da Bahia, Ceará
e Paraíba, além de Brasília, têm
2 equipes cada. O Paraná e o Rio Grande do Norte
têm uma equipe cada. O Estado do Pará voltou
a se inscrever na Competição, agora com a
equipe Bajaçaí, da Universidade Federal do
Pará.
Iniciativa da SAE BRASIL (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade),
a Competição desafia os estudantes de Engenharia
a projetarem e construírem um veículo SAE
Baja, capaz de atravessar terrenos acidentados. A Competição
tem início com o envio de relatórios técnicos
de cada projeto e segue, ainda em janeiro, com o desenvolvimento
e construção do veículo quase sempre
dentro das faculdades.
Em 2006, a equipe EESC-USP sagrou-se pentacampeã
nacional da modalidade, entre 68 equipes inscritas. A segunda
colocada foi a equipe Mauá 2, do Instituto Mauá
de Tecnologia, de São Caetano do Sul (SP), seguida
pela equipe DEMEC-08, da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG). Nos EUA, as equipes EESC-USP e Mauá 2 garantiram,
respectivamente, o 5º e o 24º lugares, entre 115
equipes do Canadá, EUA, África do Sul, México,
Venezuela e Coréia do Sul, além do Brasil.
Nos EUA, o Brasil é bicampeão na categoria.
BAJA - Os Baja SAE são veículos fora-de-estrada,
de estrutura tubular em aço, monoposto, projetados
e construídos por estudantes de engenharia. Todos
os veículos utilizam motor padrão de 10 HP
e devem ter quatro ou mais rodas e conseguirem transportar
pessoas com até 1,90m de altura e de até 113
quilos. Além disto, a fabricação deve
ser feita com ferramentas padrão da indústria,
com pouca ou nenhuma mão-de-obra especializada.
A Competição é inspirada no SAE Midwest
Mini Baja Competition, realizada há mais 40 anos
nos EUA, pela SAE International, a maior associação
de profissionais da área de mobilidade do mundo,
cuja história se confunde com a do automóvel.
Os carros são chamados Baja SAE em homenagem ao Deserto
Baja, localizado entre o Sul da Califórnia e o México,
onde acontecem várias competições de
veículos fora de estrada.
13ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS
Data: 15 a 18 de março de 2007
Local: ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo)
– rodovia SP 135, km 13,5, bairro Tupi, Piracicaba,
São Paulo.
* A competição é aberta ao público
todos os dias. No domingo, é preciso levar 1 kg de
alimento para assistir à prova do enduro.
CRONOGRAMA
Dia 15 – Provas estáticas – a partir
das 13h
Dia 16 – Continuidade de provas estáticas –
a partir das 9h
Dia 17 – Provas estáticas e dinâmicas
– a partir das 9h
Dia 18 – Enduro, a partir das 10h
2007 l MARÇO l ESPECIAL
l COMPETIÇÃO BAJA SAE BRASIL - PETROBRAS 2007
Começa a construção
dos carros para a 13ª Competição Baja
SAE BRASIL-PETROBRAS
A Competição, que chega a 13ª
edição, acontece de 15 a 18 de março,
em Piracicaba, interior de São Paulo, e conta com
70 equipes inscritas, de 13 estados e o Distrito Federal.
Ao
invés de aproveitar as férias e viajar, cerca
de 700 estudantes de Engenharia, matriculados em importantes
faculdades do País, estão com a mão
na graxa. Os universitários trabalham no desenvolvimento
e construção de veículos off road para
disputar a tradicional Competição Baja SAE
BRASIL-PETROBRAS, que acontece de 15 a 18 de março,
no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), em
Piracicaba/SP. Estão inscritas na Competição
70 equipes, de 53 faculdades, instaladas em 13 estados brasileiros,
além do Distrito Federal.
Durante quatro dias em Piracicaba, os 70 Baja SAE serão
submetidos a uma bateria de provas estáticas e dinâmicas.
Como prêmio, as três equipes que alcançarem
a melhor pontuação ganham o direito de representar
o Brasil em junho na SAE Baja RIT, em Rochester, Nova York,
EUA, e realizada pela SAE International.
O Estado do Pará volta a se inscrever na Competição,
agora com a equipe Bajaçaí, da Universidade
Federal do Pará. Pela quantidade de equipes inscritas,
São Paulo conta com 24 equipes, seguido do Rio Grande
do Sul e Minas Gerais com 8 equipes cada. Rio de Janeiro
possui 7 equipes, Santa Catarina tem 5 e Pernambuco, 4.
Já o Espírito Santo inscreveu 3 equipes e
os estados da Bahia, Ceará e Paraíba, além
de Brasília, têm 2 equipes cada. O Paraná
e o Rio Grande do Norte têm uma equipe cada.
Iniciativa da SAE BRASIL (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade),
a Competição desafia os estudantes de Engenharia
a projetarem e construírem um veículo SAE
Baja, capaz de atravessar terrenos acidentados. A Competição
tem início com o envio de relatórios técnicos
de cada projeto e segue, ainda em janeiro, com o desenvolvimento
e construção do veículo quase sempre
dentro das faculdades.
Quando chegam em Piracicaba, os carros são submetidos
a provas que avaliam itens como conforto do operador, produção
em massa, integridade estrutural e originalidade, além
de provas de tração, manobrabilidade, aceleração,
velocidade máxima e subida de rampa com até
45º. Na última etapa, os carros enfrentam todas
as deformidades de uma pista de terra, durante um enduro
de quatro horas.
Em 2006, a equipe EESC-USP sagrou-se pentacampeã
nacional da modalidade, entre 68 equipes inscritas. A segunda
colocada foi a equipe Mauá 2, do Instituto Mauá
de Tecnologia, de São Caetano do Sul (SP), seguida
pela equipe DEMEC-08, da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG). Nos EUA, as equipes EESC-USP e Mauá 2 garantiram,
respectivamente, o 5º e o 24º lugares, entre 115
equipes do Canadá, EUA, África do Sul, México,
Venezuela e Coréia do Sul, além do Brasil.
Nos EUA, o Brasil é bicampeão na categoria.

BAJA - Os Baja SAE são veículos
fora-de-estrada, de estrutura tubular em aço, monoposto,
projetados e construídos por estudantes de engenharia.
Todos os veículos utilizam motor padrão de
10 HP e devem ter quatro ou mais rodas e conseguirem transportar
pessoas com até 1,90m de altura e de até 113
quilos. Além disto, a fabricação deve
ser feita com ferramentas padrão da indústria,
com pouca ou nenhuma mão-de-obra especializada.
CONFIRA A LISTA DE EQUIPES INSCRITAS NA COMPETIÇÃO:
São Paulo (Interior) - 16 equipes / 13 universidades)
EESC-USP - equipes EESC USP 114 e EESC-USPAPAI
Unicamp - equipe Unicamp
ITA - equipe Wile Coyote
UFSCar - equipe UFSCar Cheech
Unesp Guaratinguetá - equipe Piratas do Vale
Faculdade de Engenharia de Sorocaba - equipe Fase Racing
Fatec Sorocaba - equipe Nitro Baja Racing
Escola de Engenharia de Piracicaba - equipe Pirabaja I e
Pirabaja II
Unesp Bauru - equipe X-Bauru
UNIP (S.J. dos Campos) - equipe Rinox
Universidade de Taubaté - equipe Bajeca
ETEP Faculdades - equipes EEI Baja 1 e EEI Baja 2
Instituto Educacional Piracicabano - equipe Sbóbaja
São Paulo (Capital) - (8 equipes / 5 universidades)
Instituto Mauá de Tecnologia - equipes Mauá
1 e Mauá 2
Escola Politécnica da USP - equipes Poli Kamikase
e Poli Torpedo
FATEC-SP - equipe Fatecnologos
UNIP (Capital) - equipe Tracktana
Centro Universitário da FEI - FEI Baja 1 e FEI Baja
2
Minas Gerais - (8 equipes / 6 universidades)
UFMG - equipe Demec 09
Cefet-MG - equipes Mini Bala e Trem Baja
Universidade Federal de Itajubá - equipe Saci
Universidade Federal de Uberlândia - equipe Cerrado
Unileste - equipes Galileu e Baja Girls
Universidade Federal de São João Del Rei -
equipe Baja a Vapor
Espírito Santo (3 equipes / 2 universidades)
Universidade Federal do Espírito Santo - equipe Vitória
Baja 1 e Vitória Baja 2
ULC Faculdade do Centro Leste - equipe Carpixaba
Rio de Janeiro (7 equipes /5 universidades)
UFF - equipes Tuffão e VR Baja
UFRJ - equipe Minerva Baja
Cefet/RJ - equipe Mud Runner
Universidade do Estado do Rio de Janeiro - equipe Beirute
e Baja UERJ
Universidade Católica de Petrópolis - equipe
Serração
Pará (1 equipe / 1 universidade)
Universidade Federal do Pará - equipe Bajaçaí
Distrito Federal (2 equipes / 2 universidades)
Universidade de Brasília - Piratas do Cerrado 1 e
Piratas do Cerrado 2
Santa Catarina (5 equipes / 4 universidades)
UFSC - equipes UFSC Ilhéu e Uiraçu
UDESC - equipe Velociraptor
Fundação Educacional da Região de Joinville
- equipe Ubaja
Instituto Superior Tupy - equipe Tupy Racing
Rio Grande do Sul (8 equipes / 8 universidades)
Universidade Federal de Santa Maria - equipe Bombaja
Universidade de Passo Fundo - equipe Mas Baja Tchê
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - equipe Tchê
Universidade Regional Integrada - equipe URI-Baja
Unijuí - equipe Mini Bugio
Faculdade Honrizontina - equipe Fahor
Universidade de Santa Cruz do Sul - equipe Baja Unisc
Universidade do Vale do Rio dos Sinos - equipe Baja Sinos
Paraná (1 equipe / 1 universidade)
Universidade Federal do Paraná - equipe Piá
Pernambuco (4 equipes / 2 universidades)
Universidade Federal de Pernambuco - equipes Mangue Baja
1 e Mangue Baja 2
Escola Politécnica de Pernambuco - equipes Corisco
I e Corisco II
Rio Grande do Norte (1 equipe / 1 universidade)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - equipe Car-Kará
Paraíba (2 equipes / 1 universidade)
Universidade Federal da Paraíba - equipes UFPBaja
Imprecindível e UFPBaja Indubitável
Ceará (2 equipes / universidades)
Universidade Federal do Ceará - equipe Siará
Universidade de Fortaleza - equipe Mangabaju Racing
Bahia (1 equipe / 1 universidade)
Universidade Salvador - equipe Guaiamum
Estudantes do Nordeste preparam 11
carros para a Baja SAE BRASIL-PETROBRAS
Equipes de Rio Grande do Norte, Paraíba,
Pernambuco, Ceará e Bahia estão entre as 70
inscritas, de 53 faculdades de 13 estados brasileiros, além
de Brasília, inscritas na Competição
São Paulo, 12 de fevereiro de 2007 - Troca de informação
entre equipes e muita pesquisa bibliográfica, apesar
do pouco dinheiro em virtude da falta de patrocínio
e das longas horas de trabalho nas oficinas das faculdades.
Assim as 11 equipes de universitários do Nordeste,
que projetaram e agora constroem os carros Baja SAE, se
preparam para disputar a 13ª Competição
Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, que acontece de 15 a 18 de março,
no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), em
Piracicaba, São Paulo.

As 11 equipes pertencem a 8 universidades do Nordeste,
localizadas em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará,
Paraíba e Bahia. Juntas, vão disputar a Competição,
que possui 70 equipes inscritas, de 13 estados brasileiros,
além do Distrito Federal.
Como prêmio, as três equipes que somarem a melhor
pontuação nas provas estáticas e dinâmicas
em Piracicaba, ganham o direito de representar o Brasil
em junho na SAE Baja RIT, em Rochester, Nova York, EUA,
realizada pela SAE International. Com isso, o número
de equipes do Nordeste cresce a cada ano: 7 em 2005 contra
11 este ano.
Para driblar as dificuldades naturais para viabilizar o
projeto, os estudantes recorrem à ajuda de equipes
até de outros Estados. "Se não buscássemos
apoio de outras equipes, como a Mangue Baja, da Universidade
Federal do Pernambuco, estaríamos num estágio
de desenvolvimento do carro bem anterior", conta Pedro
Vítor Guedes de Araújo, capitão da
equipe UFPBaja Imprescindível, da Universidade Federal
da Paraíba (UFPB). Estreante em 2006, o carro da
equipe ganhou um novo desenho de chassi que permitiu a redução
dos pontos de soldas, além de um sistema de acionamento
dos freios mais preciso e leve.
Em Pernambuco, as equipes Mangue Baja 1 e 2, melhores colocadas
do Nordeste na Competição em 2006 (décima
e sétima colocadas, respectivamente) investem na
facilidade de manutenção dos carros. "Isso
otimiza tempo durante as provas dinâmicas", explica
o estudante João Silva Acioli, capitão da
equipe Mangue Baja 1, que utiliza um sistema de eletrônica
embarcada no carro para avaliar o desempenho do protótipo.
ESTREANTE - Já a equipe Guaiamum, da Unifacs (Universidade
de Salvador), aproveita a experiência que adquiriu
ao participar da Competição Baja Bahia, em
2006, para estrear em Piracicaba. "No carro, tudo é
feito com muita dificuldade, mas estamos motivados porque
somos a primeira equipe da universidade a participar da
Competição", afirma Flávio Silveira,
capitão da equipe.
Iniciativa da SAE BRASIL (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade),
a Competição desafia os estudantes de Engenharia
a projetarem e construírem um Baja SAE (veículo
fora-de-estrada, com quatro ou mais rodas, capaz de atravessar
terrenos de terra acidentados e que utiliza motor padrão
de 10 HP). A Competição tem início
com o envio de relatórios técnicos de cada
projeto e segue, ainda em janeiro, com o desenvolvimento
e construção do veículo quase sempre
dentro das faculdades. Quando chegam em Piracicaba, os carros
são submetidos a provas que avaliam itens como conforto
do operador, produção em massa, integridade
estrutural e originalidade, além de provas de tração,
manobrabilidade, aceleração, velocidade máxima
e subida de rampa com até 45º. Na última
etapa, os carros enfrentam todas as deformidades de uma
pista de terra, durante um enduro de quatro horas.
Em 2006, a equipe EESC-USP sagrou-se pentacampeã
nacional da modalidade, entre 68 equipes inscritas. A segunda
colocada foi a equipe Mauá 2, do Instituto Mauá
de Tecnologia, de São Caetano do Sul (SP), seguida
pela equipe DEMEC-08, da UFMG. Nos EUA, as equipes EESC-USP
e Mauá 2 garantiram, respectivamente, o 5º e
o 24º lugares, entre 115 equipes do Canadá,
EUA, África do Sul, México, Venezuela e Coréia
do Sul, além do Brasil. Nos EUA, o Brasil é
bicampeão na categoria.
Vilmar Fistarol, presidente da SAE BRASIL, afirma que a
Competição Baja SAE BRASIL é importante
palco de descobertas de novos talentos da engenharia automotiva
brasileira. Além disso, a competição
vem ao encontro dos objetivos da associação.
"Por meio do Baja SAE BRASIL, incentivamos a pesquisa
estudantil e, com isso, aprimoramos o aprendizado dos futuros
engenheiros brasileiros", afirma Fistarol. "Todos
os que participam da competição adquirem grandes
chances de se destacarem profissionalmente após concluírem
a graduação", diz o presidente.

Mais de 500 voluntários movem
a SAE BRASIL
Este é o número total de executivos
e profissionais que atuam na organização direta
dos diversos eventos que a associação realiza
anualmente
São Paulo, 23 de fevereiro de 2007 – Reuniões
de diretoria pela manhã, almoço de negócios
com futuros clientes e visita às fábricas
no período da tarde, com passagem em diversos departamentos
para alinhar idéias, cobrar resultados e motivar
as equipes. Ufa! Um dia cheio de compromissos e agenda repleta
de atividades como o exemplo acima é comum na vida
de muitos profissionais brasileiros.
Por isso, quando o dia chega ao fim e as tarefas foram
cumpridas, nada melhor do que ir para casa curtir a família,
ou sair com amigos para relaxar e aproveitar a vida. Mas,
um seleto grupo de executivos e profissionais, associado
à SAE BRASIL (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade),
pensa um pouco diferente disso.
Motivados pelo desejo de ampliar e aprofundar o debate
tecnológico nas engenharias do País, 563 voluntários
se reúnem, no mínimo uma vez por mês,
para idealizar, organizar e operacionalizar dezenas de atividades
que possibilitam o avanço da tecnologia da mobilidade
no Brasil, como competições estudantis (Baja,
AeroDesign e Fórmula SAE), seminários, simpósios,
fóruns, colóquios, cursos e o congresso anual
da SAE BRASIL.
Entre os voluntários, muitos atuam como diretores,
gerentes, e também presidentes das principais empresas
dos setores automotivo, aeroespacial e ferroviário
do Brasil, além de professores universitários,
consultores e, até mesmo, estudantes de engenharia.
José Henrique Senna, gerente executivo de Assuntos
Institucionais do Produto da Scania é um exemplo.
Associado da entidade desde 2001, quando iniciou como colaborador
no Comitê de Caminhões e Ônibus do Congresso,
Senna ocupa hoje os cargos de presidente do Congresso SAE
BRASIL 2007, e também diretor do Comitê de
Transportes da SAE BRASIL.
Carismático, Senna tem este ano à frente
um grande desafio: coordenar uma equipe de cerca de 200
pessoas na organização e realização
do maior e mais importante evento do Hemisfério Sul
na área da mobilidade, o Congresso SAE BRASIL, que
acontece em novembro, em São Paulo. Para tanto, diversas
reuniões serão realizadas, mensalmente, com
os diretores e vice-diretores dos 13 comitês que compõem
o board do Congresso, a gerência da SAE BRASIL e as
empresas contratadas.
Senna terá de se desdobrar entre as atividades profissionais
e os compromissos com a SAE BRASIL, apesar de estar tranqüilo.
“Tenho total apoio da Scania, tanto que hoje sou visto
como um elo entre a associação e a empresa”,
afirma. Em troca, Senna diz que ganha a satisfação
de poder contribuir com a engenharia brasileira, ao propor
o debate de temas importantes para a evolução
tecnológica do País.
Competições – Ainda na época
em que cursava Engenharia na Escola de Engenharia de São
Carlos da USP, em 1997, Rafael Fassina Marques conheceu
e se apaixonou pela Competição Baja SAE, em
que estudantes universitários desenvolvem e dão
vida ao projeto de um veículo off-road tipo gaiola,
de acordo com regras estipuladas pela SAE BRASIL, e o apresentam
em competição, contra projetos de quase todo
o País.
A identificação foi tão grande que
hoje Rafael Marques é diretor geral da Competição,
além de trabalhar como engenheiro de Certificação
na Embraer. “A experiência de trabalho em equipe
para participar da competição foi muito importante
no desenvolvimento da minha carreira profissional e por
isso decidi continuar no evento, como voluntário
na organização. Esta foi a forma que encontrei
para contribuir com a formação dos futuros
engenheiros”, afirma.
Diretor da Seção Regional São José
dos Campos da SAE BRASIL, Marques diz que as competições
da instituição ajudam a engenharia brasileira
no desenvolvimento de novas tecnologias, e isso é,
para ele, uma gratificação pelo trabalho realizado.
“Tanto na época em que competia quanto agora,
a família fica um pouco de lado por causa do Baja,
mas com o tempo eles começam a se envolver e passam
a gostar também do projeto”, afirma ao lembrar
que muitos estudantes que participam da competição
perdem as namoradas por priorizarem o projeto. “Mas
vale o sacrifício, pois é muito prazeroso
construir o carro e vencer os desafios que a competição
impõe”, diz.
Atividade complementar - Após dois anos à
frente da SAE BRASIL, Gábor Deák, presidente
de Delphi Automotive Systems para América do Sul,
conta que a atividade na associação complementa
sua rotina de trabalho na empresa. “A Delphi e a SAE
primam pelo desenvolvimento de novas tecnologias, que nascem
a partir do sonho de um engenheiro, ao transformar idéias
de adventos em tecnologia e produtos para empresas e pessoas.
A SAE é um complemento das atividades diárias”,
diz Deák, que hoje é também diretor
financeiro da SAE BRASIL.
Assim como Henrique Senna, da Scania, e Rafael Marques,
da Embraer, Deák conta que é muito gratificante
o trabalho na SAE BRASIL. “Estar ligado à SAE
é sinônimo de estar relacionado com a mais
alta tecnologia da mobilidade produzida abaixo do Equador”,
diz Deák, ao afirmar ainda que a associação
permitiu também formar e reforçar um fantástico
grupo de amigos.
Na Delphi, Gábor Deák incentiva os funcionários
a participarem da associação. “A SAE
é uma entidade muito respeitada na Delphi. Encorajamos
o nosso time a se associar para que possam aprimorar sua
formação, ampliar relacionamentos, e ainda
desenvolver outras atividades. A SAE é um berço
de idéias, que deve ser incentivado, respeitado e
desenvolvido em todas as companhias que contam com engenheiros
da mobilidade em seus times”, diz o executivo.
Com apenas 15 anos de atividades no Brasil, a SAE é
hoje uma referência no cenário tecnológico
do País, por abordar questões relacionadas
à tecnologia da mobilidade de forma racional e concreta,
sempre em busca de inovações tendo como objetivo
tornar veículos automotores mais seguros, econômicos,
eficazes e menos poluentes. Ao todo, possui mais de 4 mil
associados e 11 seções regionais, na Bahia,
Campinas, Caxias do Sul, Minas Gerais, Natal, Paraná
e Santa Catarina, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São
Carlos e Piracicaba, São José dos Campos e
São Paulo, além do escritório central,
em São Paulo.
FEI leva tecnologia do automóvel
para o baja
Estudantes da FEI, inspirados nos conceitos dos
veículos de passeio e de competição,
apostam em dois bajas (carros off-road) construídos
por eles para disputar a Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, em março
São Bernardo do Campo, 26 de fevereiro de 2007
– Novas tecnologias nos sistemas de suspensão
e transmissão, uso de materiais mais leves e resistentes,
integração da equipe e muito esforço.
Este é o combustível que impulsiona 16 estudantes
do Centro Universitário da FEI (Fundação
Educacional Inaciana) ao desafio da 13ª Competição
Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, entre os dias 15 e 18 de março,
em Piracicaba (SP). A equipe, que acumula três títulos
nacionais (2001, 2002 e 2005) e um internacional (2004,
nos EUA) na categoria, se inspirou nas tecnologias da indústria
para construir os carros FEIBaja1 e FEIBaja2. Ao todo, estão
inscritas na competição 70 equipes de 13 Estados
do Pais, além do Distrito Federal.
Para garantir a confiabilidade dos carros, elemento chave
durante as provas, os futuros engenheiros mecânicos
estudaram, entre outras tecnologias, novos conceitos de
suspensão traseira, como o de eixo rígido
‘bi-shock’ (dois amortecedores, ao invés
de um), que melhora o desempenho do carro, principalmente
durante os saltos, e a suspensão independente ‘semi-trailing’,
normalmente utilizada em carros de rali e que garante mais
agilidade durante as curvas.

A escolha por novos materiais, tão crescente na
indústria automobilística, também é
outra estratégia. O próprio alumínio,
que substituiu o aço, hoje dá lugar a materiais
como honeycomb, fibra de carbono e fibra de vidro –
aplicados no banco, assoalho e partes da transmissão,
por exemplo -, que ajudaram a diminuir em quase 15% o peso
dos carros, agora com 140kg cada.
Outro destaque dos carros é o sistema de telemetria,
desenvolvido em parceria com o IPEI (Instituto de Pesquisas
e Estudos Industriais), que gerencia e transfere ao box,
em tempo real, informações como velocidade,
rotação do motor e consumo, como nos carros
de Fórmula 1. Com isso, a equipe do box monitora
o desempenho do carro e tem acesso ao piloto por meio de
um display de cristal líquido, acoplado ao volante.
“Ao estudar e implementar novos conceitos aos bajas,
os alunos ganham amadurecimento e experiência, quesitos
importantíssimos no mercado de trabalho”, afirma
Roberto Bortolussi, coordenador do Projeto Baja e também
do curso de Engenharia Mecânica da FEI.

Confira os detalhes dos carros:
FEIBaja1, o ‘Crocoloco’ – Além
de dois amortecedores, a suspensão traseira do FEIBaja1
conta com uma barra estabilizadora de controle de torção,
uma inovação inspirada nos carros de passeio.
“Assim teremos mais facilidade na manutenção
e melhorias na dinâmica do carro, unindo performance
e conforto”, explica Rafael Giannetti, 22, capitão
da equipe e estudante do 10º ciclo do curso de Engenharia
Mecânica Automobilística. Com novo design da
gaiola e também do chassi, o ‘Crocoloco’,
como foi apelidado, atinge 55km/h de velocidade máxima.
FEIBaja2, o ‘Dipton’ – Para aprimorar
a integridade estrutural do projeto, outro quesito importante
na competição, os estudantes criaram uma caixa
de transmissão que faz parte da estrutura do carro.
“É uma tecnologia nova ajuda na redução
de peso e manutenção do veículo”,
afirma Guilherme Ferreira, 24, capitão e também
formando do curso. Outros destaques do ‘Dipton’,
que atinge até 58km/h, são a suspensão
traseira independente tipo ‘semi-trailing’ e
o novo design do carro, mais futurista.
Ambos têm transmissão CVT (Continuosly Variable
Transmission), direção tipo pinhão/cremalheira,
suspensão dianteira tipo duplo braço triangular,
freios a disco nas quatro rodas e carroceria de policarbonato.
COMPETIÇÃO – Pelo regulamento, o baja
– veículo fora-de-estrada, monoposto e de estrutura
tubular em aço - deve utilizar motor padrão
de 10 HP, monocilindro, além ter quatro ou mais rodas
e conseguir transportar uma pessoa com até 1,90m
de altura e de 113 quilos. Para os estudantes, o desafio
começa muito antes da disputa em Piracicaba, já
que eles passam por diversos desafios, como em uma empresa,
como desenvolver o projeto, buscar patrocínios, estudar
a viabilidade da proposta, elaborar relatórios de
projetos e relatórios de custos – que são
entregues dois meses antes das provas e contam na pontuação
final -, além de abrir mão das férias
ou rotina para passar dias e noites na oficina.
Nos quatro dias de competição, as equipes
enfrentam provas estáticas - Inspeção
Técnica e de Segurança, Verificação
de Motor, Avaliação de Projeto (quando são
avaliados quesitos como Manutenção, Integridade
Estrutural. Produção em Massa, Qualidade de
Execução, Originalidade, Conformidade de Projeto,
Conforto do Operador, Relatório de Projeto e Relatório
de Custos) – e dinâmicas – Aceleração,
Velocidade Máxima, Tração, Manobrabilidade,
Subida de Rampa e Enduro. As três primeiras equipes
com maior pontuação na classificação
geral ganham o direito de disputar a SAE Baja Rit, que acontece
em junho de 2007, em Rochester (Nova York, EUA).
13ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS
Data: 15 a 18 de março de 2007
Local: ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo)
– rodovia SP 135, km 13,5, bairro Tupi, Piracicaba,
São Paulo.
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