2007 l MAIO l ESPECIAL l BMW MOVIDO A HIDROGÊNIO
Introduzindo uma nova era de mobilidade: o BMW Hydrogen 7
A BMW apresenta o primeiro saloon de luxo e alto desempenho do mundo movido a hidrogênio para uso diário. A estratégia BMW CleanEnergy prepara o caminha para uma mobilidade independente de combustíveis fósseis. O motor de combustão a hidrogênio como um conceito pioneiro e prático. A tecnologia de hidrogênio líquido da BMW proporciona uma autonomia significativa para uso prático. Modo dual: Mudança flexível entre hidrogênio e gasolina oferece uma autonomia total de mais de 700 km.

                A BMW é o primeiro fabricante de carros do mundo a apresentar um carro movido a hidrogênio que concluiu com sucesso o processo de desenvolvimento em série. O BMW Hydrogen 7 com seu motor de combustão a hidrogênio é o resultado de uma consistente estratégia de desenvolvimento, que apresenta agora este pioneiro conceito de mobilidade sustentável, totalmente adequada para uso regular no mundo atual.

O BMW Série 7, versão Hydrogen 7 Saloon, é equipado com um motor de doze cilindros de 191 kW/260 hp e acelera de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 230 km/h. E uma vez que o fornecimento pleno de hidrogênio não é garantido, o motor dual do BMW Hydrogen 7 alterna rapidamente e de forma conveniente para o modo gasolina premium convencional.

Ao oferecer ao mundo esta solução extremamente prática, a BMW não apenas demonstra sua liderança tecnológica na área de sistemas de propulsão voltados para o futuro. A integração da propulsão a hidrogênio a um conceito existente de veículo que já provou seus méritos no mercado prepara o caminho para uma alternativa aos conceitos de propulsão convencionais plenamente aceitos pelo mercado e oferece ao cliente todos os recursos que ele procura na prática.

O lançamento do BMW Hydrogen 7 é, portanto, um marco em direção a uma era de mobilidade independente de combustíveis fósseis não apenas para o BMW Group, mas também para toda a indústria automotiva e de energia.

O BMW Hydrogen 7 prova claramente, portanto, que o hidrogênio líquido pode ser usado como fonte de energia para um carro de produção. Na verdade, ao introduzir o BMW Hydrogen 7, o BMW Group está estabelecendo um ritmo poderoso para o atual desenvolvimento de uma infra-estrutura de fornecimento, que servirá, sobretudo, para implantar postos adicionais de abastecimento de hidrogênio para oferecer uma mobilidade sustentada em larga escala também no futuro.

BMW CleanEnergy – a estratégia de energia do BMW Group.
                A promoção e o desenvolvimento contínuo da tecnologia de hidrogênio como o tipo adequado de fonte de energia para o futuro é parte essencial da estratégia CleanEnergy do BMW Group. Neste contexto, o BMW Hydrogen 7 funciona como uma referência, que permite que todos os parceiros de desenvolvimento que participam deste conceito demonstrem as qualidades e benefícios práticos e cotidianos desta tecnologia desenvolvida em conjunto.

O conceito BMW CleanEnergy busca desta forma oferecer uma tecnologia de propulsão que atenda à demanda atual e futura por mobilidade individual sem o uso de combustíveis fósseis. Na verdade, a tecnologia de hidrogênio oferece a oportunidade de reduzir dramaticamente as emissões geradas pelo transporte individual e, em particular, minimizar a emissão de CO2: Ao funcionar no modo hidrogênio, o BMW Hydrogen 7 emite basicamente vapor.

A visão de uma mobilidade sustentada sem emissões prejudiciais aplica-se não apenas à operação e uso propriamente ditos do carro, mas também à geração da energia: é um fato bastante conhecido atualmente que a humanidade precisa de alternativas para o consumo de combustíveis fósseis, que têm disponibilidade limitada.

E ao contrário de tais combustíveis convencionais, o hidrogênio atende plenamente aos requisitos do futuro tanto em termos de geração quanto de sustentabilidade, estando integrado ao ciclo de regeneração da natureza. Recuperado da biomassa ou com ajuda da energia do sol, do vento ou da força das águas, o hidrogênio está disponível praticamente para sempre. E caso necessário ele também pode ser gerado com a ajuda de gás natural, biogás ou outras fontes de energia primária.

Como resultado, o tipo de recuperação e produção de hidrogênio pode ser ajustado de forma flexível às condições e requisitos atuais, garantindo uma diversificação máxima e facilitando a substituição gradual de combustíveis fósseis ao longo do tempo.

Impulso para desenvolver a correta infra-estrutura de fornecimento: a CEP (Clean Energy Partnership ou Parceria para uma Energia Limpa) e a cooperação com a Total.

Ao desenvolver os componentes técnicos necessários para usar o hidrogênio, o BMW Group coopera de perto com fornecedores e parceiros especializados em desenvolvimento. Além disso, o BMW Group é um membro fundador da TES (Transport Energy Strategy ou Estratégia de Energia de Transporte) e pertence à CEP (Clean Energy Partnership ou Parceria para uma Energia Limpa) de Berlim, da qual também fazem parte outros fabricantes de carros, empresas fornecedoras de energia e serviços de transporte público.

A CEP é parte da estratégia nacional de sustentabilidade da Alemanha e é apoiada e promovida pelo Governo alemão. Foi iniciativa da CEP a abertura do primeiro posto integrado de abastecimento de hidrogênio em Berlim, refletindo o objetivo do Consórcio de provar as qualidades do hidrogênio para uso diário em aplicações móveis.

Para promover o uso do hidrogênio como fonte de energia, o BMW Group concluiu um acordo com a Total, a fornecedora de óleo mineral e combustível que opera um posto integrado de abastecimento tanto com combustíveis convencionais quanto com hidrogênio em Berlim desde 2004. Outro posto de abastecimento de hidrogênio – mais uma vez como parte da iniciativa CEP – foi aberto na capital alemã pela Total em março de 2006.

Um novo posto integrado de abastecimento de hidrogênio, também operado pela Total, deve ser aberto em Munique no final de 2006 nas proximidades do Centro de Pesquisa e Inovação do BMW Group, marcando a estréia do BMW Hydrogen 7. E por fim, porém não menos importante, o BMW Group e a Total concordaram em abrir mais um posto integrado de abastecimento de hidrogênio em uma outra grande cidade européia.

Aproveitando a experiência já acumulada na prática, o processo de abastecimento de um tanque de hidrogênio é bastante semelhante ao processo de abastecimento de um tanque convencional sob condições normais em uma bomba de gasolina ou diesel: Assim que o motorista tiver conectado manualmente o acoplamento do tanque ao bocal do tanque no carro, todo o processo de abastecimento é automático.

BMW – pioneira e líder em tecnologia de propulsão a hidrogênio.
                Como uma fabricante de carros inovadora e orientada estrategicamente, a BMW assumiu rapidamente a responsabilidade pela promoção e introdução dos conceitos de mobilidade sustentada. Refletindo a tradicional competência da Empresa em tecnologia de transmissão/suspensão, a BMW começou já em 1978 a realizar pesquisas sobre o motor de hidrogênio, desenvolvendo e atualizando de forma consistente esta tecnologia com várias gerações de carros a hidrogênio nos anos seguintes.

Em 2000 a BMW tornou-se o primeiro fabricante de carros do mundo a apresentar uma frota de demonstração de carros a hidrogênio durante a Feira Mundial Expo 2000 em Hanover, Alemanha. Nesse meio tempo, o carro a hidrogênio BMW 750hL provou seus méritos sob condições práticas de teste, confirmando de forma clara e impressionante a viabilidade desta tecnologia. E durante a CleanEnergy World Tour, finalmente, o BMW Group conseguiu mais uma vez chamar a atenção dos observadores internacionais sobre a tecnologia de hidrogênio e seu grande potencial.

O primeiro posto público de abastecimento de hidrogênio foi aberto no aeroporto de Munique em 2000, mais uma vez contribuindo significativamente para o teste e melhoria das qualidades cotidianas desta inovadora tecnologia. Na verdade, a experiência já acumulada à época pelo BMW Group e outros fabricantes de carros, pela empresas de fornecimento de combustível e pelos operadores do posto de abastecimento do aeroporto de Munique influenciou e promoveu significativamente o contínuo desenvolvimento dentro da iniciativa CEP.

Esta experiência também foi usada, entre outras coisas, no conceito dos postos de abastecimento de hidrogênio que estão funcionando agora em Berlim, onde os carros de teste do BMW Group têm sido regularmente abastecidos com hidrogênio desde então. O funcionamento do primeiro posto público de abastecimento de hidrogênio do mundo será encerrado em 2006, dando lugar ao novo posto integrado de abastecimento em Munique.

BMW Hydrogen 7: preparando o caminho para o futuro.
                Ao lançar o BMW Hydrogen 7, o BMW Group está inaugurando uma nova era no desenvolvimento de automóveis com tecnologias alternativas de propulsão: o BMW Hydrogen 7 não é o resultado de um projeto de pesquisa, mas concluiu com sucesso todo o Processo de Desenvolvimento de Produto (PDP), obrigatório para todos os novos veículos BMW.

Neste processo todos os componentes da nova tecnologia foram integrados ao veículo, de acordo com os mesmos critérios aplicados a carros "normais" de produção. Desta forma, o BMW Hydrogen 7 atingiu um nível de desenvolvimento significativamente acima do status de todos os protótipos de hidrogênio e carros de demonstração construídos até então, o que possibilitou sua homologação segundo as regras e padrões usuais tanto na Alemanha quanto da Comunidade Econômica Européia (ECE).

O conhecimento acumulado por meio do Processo de Desenvolvimento de Produto não apenas contribuiu de forma decisiva para as qualidades diárias de condução do BMW Hydrogen 7, como também teve um efeito positivo sobre os recursos e qualidades de todos os componentes individuais. No Processo de Desenvolvimento de Produto cada um dos componentes, assim como o veículo como um todo, é analisado e verificado nos mínimos detalhes, visando determinar se ele atende aos requisitos de uma produção em série.

Representando características rigorosas no Processo de Desenvolvimento de Produto, as etapas individuais do processo em Desenvolvimento, Teste, Liberação e Aprovação final garantem os altos padrões exigidos de um veículo do BMW Group. Naturalmente, o processo leva em consideração todos os critérios relevantes para o cliente para verificar se o novo produto está pronto para o mercado sob todos os aspectos. Só então são cumpridas as condições para apresentar ao cliente – assim como ocorre com todos os demais modelos BMW – o primeiro saloon de luxo do mundo equipado com um motor de combustão a hidrogênio.

Ao entrar no mercado como o primeiro carro a hidrogênio para uso diário, o BMW Hydrogen 7 representa um marco – e ao mesmo tempo ele introduz uma nova era na produção de carros. O conhecimento adquirido durante o desenvolvimento do carro terá uma influência significativa no desenvolvimento e produção de futuros carros movidos a hidrogênio. O princípio do modo dual de funcionamento, assim como as características dos outros componentes, passará agora pelos rígidos testes da prática diária de condução.

Hidrogênio líquido – a energia do futuro.
                Desde o início da pesquisa e desenvolvimento nesta área, o BMW Group deu preferência ao uso de hidrogênio líquido como fonte adequada de energia para o automóvel. Comparado com o hidrogênio gasoso e altamente comprimido, o hidrogênio líquido criogênico oferece uma densidade de energia muito maior.

E comparando a quantidade de energia armazenada em um tanque do mesmo tamanho contendo hidrogênio líquido criogênico em relação a um tanque contendo hidrogênio gasoso comprimido a 700 bar, observamos que o hidrogênio líquido possui a vantagem de oferecer 75% a mais de energia. Fica claro, portanto, que um veículo rodando com hidrogênio líquido possui uma autonomia maior com todas as vantagens práticas envolvidas.

Motor de combustão dual para uma melhor flexibilidade.
                
Ao avaliar as qualidades diárias de um novo conceito de propulsão, a autonomia oferecida por um carro é um dos critérios mais importantes. Mas além dos valores de consumo e da capacidade do tanque em um carro, também precisamos considerar a infra-estrutura existente de fornecimento de combustível.

No momento não existe uma rede ampla de postos de abastecimento de hidrogênio. Portanto, os veículos movidos apenas a hidrogênio só podem ser usados dentro de certos limites em vias públicas e não oferecem a flexibilidade esperada naturalmente pelo cliente.

É justamente por isso que o BMW Group, ao introduzir o primeiro carro a hidrogênio do mundo para uso diário, optou por uma tecnologia dual, na qual o motor a combustão do BMW Hydrogen 7 é capaz de funcionar tanto com hidrogênio quanto com gasolina.

A autonomia do carro no modo hidrogênio é superior a 200 km, com outros 500 km no modo gasolina. Como resultado, o motorista de um BMW Hydrogen 7 tem a vantagem de uma mobilidade praticamente ilimitada e é capaz de usar seu veículo sem problemas mesmo estando distante de um posto de abastecimento de hidrogênio mais próximo.

Tecnologia de propulsão dual – a chave para a motorização diária.
                O pré-requisito para o uso permanente do hidrogênio como fonte de energia é uma rede bem integrada de postos de abastecimento de hidrogênio. Por outro lado, só haverá incentivo para construir outros postos de abastecimento de hidrogênio quando se desenvolver no mercado de forma clara um significativo potencial para veículos movidos a hidrogênio.

É exatamente por isso que o BMW Hydrogen 7 está destinado a tornar-se uma referência para o progresso em ambos os níveis. Ele gerará agora o impulso necessário para expandir uma adequada infra-estrutura de abastecimento de combustível, o que, em última instância, beneficiará os fabricantes de carros que se concentrarem exclusivamente na tecnologia de hidrogênio.
Quando o número de postos de abastecimento de hidrogênio crescer de forma correspondente, estes veículos também serão mais atraentes. Os veículos movidos exclusivamente a hidrogênio oferecerão então as mesmas qualidades de condução cotidiana e vantagens práticas que o BMW Hydrogen 7 já é capaz de oferecer hoje.

Ao optar pelo conceito de propulsão dual, o BMW Group está atuando de forma consciente como uma referência. Na verdade, este compromisso para definir padrões não apenas em benefício dos próprios clientes da BMW, mas também de todo o setor de tecnologia, é parte da responsabilidade que o BMW Group tem o prazer de assumir em nosso mundo contemporâneo.

Tecnologia de célula de combustível no estilo da BMW: a APU.
                Apesar de concentrar-se claramente na tecnologia de hidrogênio, o BMW Group também está trabalhando de forma consistente na célula de combustível para garantir o uso prático desta tecnologia também no automóvel. O objetivo de longo prazo é usar a célula de combustível como uma unidade auxiliar de energia (APU) tanto no carro a hidrogênio quanto no carro a gasolina. A APU serviria para fornecer energia elétrica para a rede "on-board" do veículo, estando ele em movimento ou parado.

Motor V12 desenvolvendo um desempenho dinâmico no estilo BMW usando hidrogênio.
                Sob as condições atuais, o modo dual é na verdade a única solução realmente prática para que o hidrogênio se desenvolva da maneira que merece. E ao mesmo tempo, o motor a combustão do BMW Hydrogen 7 é perfeitamente adequado para estimular uma ampla aceitação desta nova tecnologia.

Particularmente em comparação com a célula de combustível, o motor da BMW desenvolve uma potência muito maior. O motor V12 que equipa o BMW Hydrogen 7 combina desempenho dinâmico, conforto superior e segurança aprimorada em um estilo típico de todos os veículos BMW, independente do tipo de combustível ou da tecnologia do motor.

Com uma capacidade de 6,0 litros, o motor desenvolve uma potência máxima de 191 kW/260 hp. O torque máximo, por sua vez, é de 390 Nm/287 lb-ft a uma velocidade do motor de 4.300 rpm. Isto permite que o BMW Hydrogen 7 acelere de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos e proporciona ao carro uma velocidade máxima limitada eletronicamente de 230 km/h, tanto no modo hidrogênio quanto no modo gasolina.

Desde o princípio, portanto, esta tecnologia alternativa de energia, totalmente inédita em um carro de produção em série, é absolutamente igual ao motor a gasolina com sua história de mais de 100 anos. A conclusão é clara. Um carro movido a hidrogênio também é capaz de oferecer potência, desempenho, dinâmica de condução, uma motorização refinada e, consequentemente, um puro prazer de dirigir do mais alto nível, característica essa esperada de um verdadeiro veículo BMW.

Além da experiência de condução, o motor de doze cilindros aproveitado do BMW 760i como base para o motor do BMW Hydrogen 7 oferece outras vantagens que são bastante relevantes para o cliente. Na verdade, o motor vem com todas as qualidades acumuladas pela BMW em décadas de experiência na produção de motores particularmente potentes e eficientes, o que também significa uma suprema confiabilidade típica de um BMW.

Comparado com uma célula de combustível, que mal é capaz de oferecer o mesmo tipo de potência, o motor a combustão é bem mais leve desde o princípio. Outro aspecto é que o uso de um motor de combustão também significa um custo de produção mais baixo. O BMW Hydrogen 7 não apenas passou por todo o processo de desenvolvimento em série do BMW Group, mas também está totalmente integrado ao processo convencional de produção mesmo sendo um carro movido a hidrogênio: O novo modelo a hidrogênio é construído na fábrica da BMW em Dingolfing em paralelo com os outros modelos BMW Série 7, 6 e 5, sendo que o motor do BMW Hydrogen 7, da mesma forma que todos os motores de doze cilindros da BMW, vem da fábrica de motores da Empresa em Munique.

Injeção direta de gasolina e tubo de admissão de hidrogênio.
                O motor de combustão a hidrogênio é baseado no motor a gasolina do BMW 760i, oferecendo as tecnologias mais avançadas e sofisticadas, tais como o controle de válvulas totalmente variável VALVETRONIC e o controle variável duplo-VANOS do eixo do cames. Outra confirmação das habilidades de engenharia dos especialistas em desenvolvimento de motor da BMW fica evidente nas modificações necessárias para um funcionamento dual. No modo a gasolina o combustível é fornecido por meio de injeção direta e um duto de fornecimento de hidrogênio é integrado ao sistema de admissão do motor.

A tecnologia-chave é representada pelas válvulas de injeção necessárias para fornecer a mistura adequada de combustível/ar, que injetam a quantidade exata de hidrogênio no ar de admissão em frações de segundo.

A combustão do hidrogênio é até dez vezes mais rápida que a dos combustíveis convencionais, proporcionando um nível maior de eficiência. Para aproveitar ao máximo este potencial, o motor V12 do BMW Hydrogen 7 requer um gerenciamento de motor particularmente flexível, garantido idealmente pelos sistemas VALVETRONIC e duplo-VANOS, nos quais tanto o ciclo do gás quanto o ritmo da injeção podem ser perfeitamente ajustados de acordo com as características específicas da mistura hidrogênio/ar.

Minimização dos óxidos nítricos.
                Sob carga total, o motor do BMW Hydrogen 7 funciona sob condições estequiométricas, o significa um equilíbrio total entre oxigênio e hidrogênio (lambda = 1). Esta proporção da mistura também oferece o mais alto nível de desempenho e potência com baixas emissões no modo hidrogênio.

Uma vez que o hidrogênio, ao contrário do combustível fóssil, não contém carbono, sua combustão não gera nem hidrocarbonetos (HC) e nem monóxido de carbono (CO). No máximo, pequenos traços de emissões de HC, CO e CO2 serão gerados pela combustão do lubrificante e pela limpeza do filtro de carbono ativo durante o funcionamento no modo hidrogênio.

O único fator relevante, portanto, é a emissão de óxidos nítricos (NOX) gerados, sobretudo, a temperaturas de combustão particularmente altas. Um gerenciamento de combustão altamente flexível, porém, permite uma estratégia operacional capaz de controlar em grande parte a formação de NOX. Na prática isso significa que o motor funciona sob carga parcial com uma alta proporção de oxigênio e um elevado fator lambda acima de 2.

Neste caso as temperaturas durante o processo de combustão são relativamente baixas, mantendo as emissões de NOX em patamares mínimos.

Tal modo de combustão pode ser mantido ao longo de um amplo intervalo de operação no mapa de controle do motor. E já que o hidrogênio oferece limites de ignição particularmente amplos e queima a uma velocidade rápida, é necessária apenas uma pequena quantidade de combustível na mistura para gerar um alto nível de eficiência.

Para aumentar a potência do motor, a proporção de combustível na mistura combustível/ar também é aumentada no modo hidrogênio. Isto, por sua vez, significa um aumento nas temperaturas de combustão sob uma carga mais alta. Com o intervalo da mistura combustível/ar criando uma quantidade máxima de óxido nítrico entre lambda = 1 e lambda = 2, o gerenciamento de motor do BMW Hydrogen 7 cancela este intervalo operacional com seus efeitos negativos sobre o controle de emissão sem qualquer redução ou alteração do torque.

As emissões de NOX são quase completamente evitadas sob carga total com um fator lambda = 1. Para converter as quantidades mínimas de NOX ainda presentes nestas condições operacionais, tudo que o motor precisa é de um catalisador de três vias. A composição específica dos gases de escape em um motor de combustão a hidrogênio funcionando sob condições estequiométricas (lambda = 1) promove a conversão de óxidos nítricos eventualmente presentes nas emissões de escape por meio do catalisador de três vias. Na prática, portanto, o motor do BMW Hydrogen 7 oferece o mesmo desempenho dinâmico tanto no modo hidrogênio quanto no modo gasolina, e emite nada além de vapor neste processo.

Desenvolvimento em tempo recorde: BMW H2R.
                A potência, desempenho e confiabilidade do conceito de motor foram comprovados durante a fase de desenvolvimento. O carro a hidrogênio recordista mundial de velocidade BMW H2R provou claramente o excepcional potencial desta tecnologia em uma pista de corrida em setembro de 2004: Ao correr na pista de alta velocidade na cidade francesa de Miramas, o H2R quebrou nada menos do que nove recordes internacionais para carros movidos a hidrogênio com um motor de combustão. O carro de teste, equipado com um motor V12 de 6,0 litros e combustão a hidrogênio alcançou uma velocidade máxima de mais de 300 km/h e estabeleceu novos recordes, entre outros, o de percorrer um quilômetro em menos tempo já estando em movimento e o de percorrer um quarto de milha a partir do estado de repouso. A aceleração entre 0 e 100 km/h, por sua vez, ocorreu em apenas 6 segundos.

Tanque de hidrogênio: compacto ao invés de isolamento total.
                O conceito de propulsão dual do BMW Hydrogen 7 requer não apenas um controle adequado do motor e fornecimento de combustível, mas também uma integração adequada dos dois tanques separados de combustível: Para oferecer a maior autonomia possível, o BMW Hydrogen 7 vem tanto com um taque de gasolina convencional de 74 litros quanto com um tanque de combustível adicional que comporta cerca de 8 kg de hidrogênio líquido.

Este tanque de hidrogênio é um componente fundamental do carro a hidrogênio. O BMW Group tem recebido o apoio da Magna Steyr, um importante parceiro de desenvolvimento, para a implementação da tecnologia de hidrogênio no automóvel.

O tanque de hidrogênio é feito de uma estrutura de parede dupla, que consiste em placas de aço inoxidável de dois milímetros de espessura e apresenta uma camada super isolante a vácuo de 30 mm de espessura entre o tanque interno e o externo.

Esta configuração reduz a transferência de calor a um mínimo, a camada intermediária oferece o mesmo efeito de isolamento que cerca de 17 m de styropor (poliestireno expansível). As peças de conexão entre os tanques interno e externo, por sua vez, são feitas de tiras de fibra de carbono, que reduzem a condução de calor a um mínimo.

A tecnologia de isolamento desenvolvida para o tanque de hidrogênio no BMW Hydrogen 7 garante um padrão de consistência de temperatura nunca antes visto na prática. Um exemplo simples é que se um tanque deste tipo fosse abastecido, digamos, com café fervente, o café permaneceria quente por mais de 80 dias antes de esfriar até uma temperatura adequada para ser bebido.

Uma temperatura consistentemente fria é mantida da mesma forma e com o mesmo excelente efeito:  Um isolamento altamente eficaz serve para manter o hidrogênio líquido a uma pressão de 3 a 5 bar e a uma temperatura consistente de aproximadamente – 250 °C por um longo período. A infusão de calor, que faz com que o hidrogênio evapore, é realmente muito pequena e qualquer perda de hidrogênio resultante do aumento de pressão causado por temperaturas mais altas é controlada com máxima eficiência pelo gerenciamento de evaporação, que limita a pressão interna do tanque e garante uma eliminação controlada do hidrogênio já evaporado.

O hidrogênio gasoso que consegue escapar desta forma é diluído em um tubo de venturi e oxidado em um catalisador para formar vapor. O período no qual um tanque de hidrogênio pela metade é esvaziado completamente em um processo controlado é de cerca de 9 dias, e mesmo então o carro consegue percorrer cerca de 20 km no modo hidrogênio com o combustível remanescente no taque.

Durante a condução, uma conversão definida de hidrogênio líquido em gasoso forma um processo permanente e contínuo, sendo que o hidrogênio removido do tanque em estado gasoso é alimentado de volta para o sistema de fornecimento e mistura de combustível. É exatamente por isso que o hidrogênio líquido é evaporado em um processo específico e controlado dentro do tanque, criando um "colchão" de gás sob uma pressão definida.

O hidrogênio gasoso extraído do tanque precisa ser aquecido para o subseqüente processo de mistura de combustível, usando o calor do circuito de resfriamento do motor para esta finalidade. Este calor é gerado por um sistema de dois trocadores de calor que interagem entre si. O trocador de calor na chamada cápsula secundária do sistema (SSC) recebe seu calor do circuito de resfriamento do motor e transfere esse calor, primeiro, via o segundo trocador de calor para o tanque de hidrogênio e, segundo, para o próprio hidrogênio aquecido para o subseqüente processo de mistura de combustível.

Enchendo o tanque em um processo padronizado em todo o mundo.
                Depois de conectar manualmente o acoplamento da bomba do tanque, o tanque de hidrogênio é abastecido automaticamente sem qualquer intervenção do motorista. Tudo que o motorista precisa fazer é abrir a tampa do tanque pressionando um botão no painel de instrumentos. Então ele conecta o acoplamento à tampa do tanque simplesmente interligando os dois componentes. O subseqüente processo de abastecimento do tanque é concluído automaticamente em cerca de oito minutos.

Os engenheiros da BMW desenvolveram um acoplamento padronizado para todos os postos de abastecimento de hidrogênio do mundo. Esta mangueira de abastecimento foi projetada em cooperação direta com fabricantes de carros, empresas de fornecimento de combustível e a empresa alemão Linde com o know-how técnico necessário para a geração, distribuição e uso do hidrogênio.

A indústria automotiva européia foi representada neste desenvolvimento conjunto pelo BMW Group, garantindo um padrão técnico mundial para os sistemas de abastecimento de hidrogênio líquido.

O abastecimento de gasolina no BMW Hydrogen 7 ocorre do mesmo modo que em um carro convencional, e o motor de doze cilindros está configurado para combustível premium plus.

O motorista pode verificar o nível de combustível e a autonomia de ambos os sistemas simplesmente pressionando um botão na alavanca de sinalização. Os níveis medidos são exibidos no visor do painel abaixo do odômetro.

O motorista pode alternar manualmente entre hidrogênio e gasolina por meio de um botão separado no volante multifunção – e a potência e o torque permanecem exatamente iguais, independente do modo de operação. A mudança de um modo para o outro não tem efeito no comportamento de condução e desempenho do BMW Hydrogen 7.

No modo hidrogênio, o visor apresenta não a temperatura externa e a hora, mas o símbolo químico do hidrogênio molecular: H2, desta forma indicando ao motorista claramente que no momento o carro está usando hidrogênio como combustível.

O sistema de controle operacional do BMW Hydrogen 7 dá prioridade ao uso do hidrogênio. O motor sempre começa a funcionar no modo hidrogênio para minimizar as emissões de CO e HC durante a fase de aquecimento até que o catalisador tenha atingido sua temperatura normal de operação.

Esta configuração serve para melhorar ainda mais as emissões de escape, que atingem um padrão ainda maior. E caso um dos dois tipos de combustível acabe, o sistema alterna automaticamente para o outro tipo de combustível, visando manter um fornecimento seguro e contínuo.

Apenas as modificações necessárias: chassi, suspensão e carroceria.
                O BMW Hydrogen 7 vem de fábrica com rodas de liga leve 8J x 18 e está disponível como opcional rodas de liga leve de 19 polegadas, incluindo um Conjunto de Mobilidade BMW.

Todos os pneus de 18 polegadas, sejam de verão ou inverno, são seguros. Isto significa que o motorista pode continuar dirigindo o carro mesmo com perda total da pressão dos pneus, o que permite chegar até a oficina mais próxima sem problemas.

Outra característica é que uma nova geração do sistema TPC de Controle da Pressão do Pneu monitora permanentemente as rodas do carro. Integrados às válvulas das quatro rodas, os sensores TPC registram até mesmo as mínimas variações em relação à pressão ideal do pneu, desta forma reconhecendo o risco de um pneu murcho com antecedência mesmo que exista apenas uma perda gradual de pressão.

A acomodação de componentes adicionais na parte traseira do carro exigiu um realinhamento da suspensão e dos sistemas de amortecimento do BMW Hydrogen 7. Portanto, apesar da carga maior sobre o eixo traseiro, tanto a estabilidade de condução quanto o conforto de motorização permanecem em um padrão ideal. Outro recurso é o sistema eletrônico de estabilidade anti-capotamento AdaptiveDrive da BMW com amortecedores continuamente ajustáveis, que são um item padrão do BMW Hydrogen 7 e especialmente adaptados ao veículo.

A carroceria do BMW Hydrogen 7 também foi modificada exatamente nos pontos necessários para compensar o aumento de peso resultante dessa nova tecnologia e ao mesmo tempo atender a todas as demandas em termos de segurança passiva. O uso de CFP (plástico reforçado com fibra de carbono), por exemplo, garante um grau ainda maior de rigidez e segurança, resultando em um aumento mínimo de peso.

Concentrando-se especialmente no BMW Hydrogen 7, os engenheiros da BMW desenvolveram uma inovadora estrutura de carroceria feita de uma combinação de CFP/aço, com os quadros laterais à esquerda e direita sendo reforçados com CFP, proporcionando à carroceria uma resistência e rigidez adicionais.

Uma característica particular do carro, que chama a atenção logo de cara, é o capô com contornos que formam uma espécie de domo ou cúpula.  Esta mudança de design, na verdade, é essencial graças à altura maior do motor em comparação com um motor convencional de doze cilindros – e ao mesmo tempo é um sinal claro do exclusivo motor que se encontra sob o capô.

Conforto de um carro de luxo para quatro pessoas.
                Dada a posição do tanque de hidrogênio abaixo do bagageiro e atrás dos assentos traseiros, o BMW Hydrogen 7 precisou ser modificado na parte de trás. A capacidade do bagageiro foi reduzida para 225 litros. E em função da estrutura do carro como um todo, o descanso de braço central é instalado firmemente na parte traseira.

É exatamente por isso que o BMW Hydrogen 7 foi concebido como um carro para quatro pessoas, sendo que os dois passageiros traseiros desfrutam o mesmo alto padrão de conforto de viagem no primeiro carro a hidrogênio do mundo desenvolvido para uso diário em comparação com outros saloons de luxo e alto desempenho "comuns" da BMW.

O banco traseiro, por exemplo, está posicionado cerca de 115 mm mais à frente do que na versão do BMW Série 7 com grande distância entre eixos e movido exclusivamente a gasolina, mas está cerca de 25 mm mais atrás do que em um saloon padrão. Como resultado, o espaço para as pernas no BMW Hydrogen 7 é tão generoso quanto se poderia esperar em um carro desta categoria.

Este toque particular de conforto, classe e estilo também é reforçado pela ampla gama de recursos padrão apresentados pelo carro: Além do alto nível de equipamentos presentes desde o início no BMW 760i, o BMW Hydrogen 7 vem equipado, entre outras coisas, com vidro composto para um conforto climático, ar condicionado automático de última geração da BMW, aquecimento auxiliar, aquecimento elétrico do assento para o motorista, passageiro dianteiro e assentos traseiros, suportes lombares, ajuste elétrico do assento com função de memória nos assentos dianteiros, suporte de assento infantil ISOFIX, Controle de Distância de Estacionamento, sensor de chuva, espelhos externos e internos com sistema anti-ofuscação automático, Fechamento Automático Suave para as portas e um assistente de farol.

E um sinal particular de distinção é a marca “BMW Hydrogen Power” nos quebra-sóis das janelas traseiras laterais, com a mesma mensagem sendo orgulhosamente exibida nas faixas iluminadas das portas.

O sistema de navegação profissional da BMW, o sistema HiFi profissional completo com troca-CD, assim como um monitor traseiro com troca-DVD e função de TV com recepção DVB-T e um telefone separado na parte traseira garantem um máximo conforto de viagem.

Outro destaque do BMW Hydrogen 7 é o serviço telemático BMW Assist e o kit de preparação Teleservice. Além disso, é claro, o BMW Hydrogen 7 apresenta outros recursos bastante convenientes como o Acesso de Conforto, o volante aquecido, Assentos Ativos na parte dianteira, Assentos de Conforto na parte dianteira, ventilação ativa de assento na parte dianteira, BMW Night Vision, Faróis Adaptáveis assim como reconhecimento de voz para controlar o sistema de navegação, telefone e sistema de áudio. E por fim, porém não menos importante, o recurso BMW Online também oferece acesso a páginas especiais com informações sobre o BMW Hydrogen.

Progresso sem concessões.
                O BMW Hydrogen 7 claramente contradiz o pressuposto de que mudar para uma forma alternativa de energia significa abrir mão de uma dinâmica e conforto de condução superiores.

Pelo contrário: Nem em seu aspecto exterior e nem em seu comportamento de condução o BMW Hydrogen 7 assemelha-se a outros carros apresentados até o momento no contexto geral de tecnologias inovadoras de propulsão. Da mesma forma, esse abandono do combustível fóssil não significa de forma alguma abrir mão da dinâmica e desempenho típicos de um BMW. Ao contrário, a mobilidade do futuro e o atual prazer de dirigir são absolutamente compatíveis. O conceito de propulsão do BMW Hydrogen 7 também pode ser diretamente transferido para futuros modelos. Portanto, dirigir um carro desta categoria será tão emocionante no futuro quanto é hoje, mas ao mesmo tempo menos poluente do que nunca.

Experimentando o futuro no BMW Hydrogen 7.
                Dirigir um BMW Hydrogen 7 significa mais do que “apenas” experimentar o desempenho dinâmico e conforto superior de um excepcional saloon de luxo e alto desempenho. Pois o motorista esclarecido que dirigir o primeiro carro movido a hidrogênio do mundo desenvolvido para uso diário estará ao mesmo tempo desfrutando uma experiência verdadeiramente pioneira. Na verdade, experimentar em primeira-mão tal evolução em direção a uma nova era de mobilidade individual também significa contribuir para este desenvolvimento por meio da própria expertise e de uma mente curiosa.

É justamente por isso que todo usuário de um BMW Hydrogen 7 está em contato direto com os engenheiros do BMW Group envolvidos no desenvolvimento do carro e sua tecnologia, possibilitando respostas diretas a todas as dúvidas que eventualmente surgirem no uso diário de tal tecnologia pioneira. E isto também significa que os especialistas do BMW Group recebem um feedback contínuo e direto das experiências cotidianas de motoristas “comuns” com o primeiro carro movido a hidrogênio do mundo em condições normais na estrada.

Não há dúvida de que o lançamento do BMW Hydrogen 7 também marca o início de um importante período de teste. Pois apesar de testes intensos, certos dados e resultados só podem ser obtidos em condições práticas de condução, particularmente a “praticidade” de componentes específicos no uso diário. Afinal de contas, o BMW Hydrogen 7 difere em vários detalhes e funções de um BMW Série 7 com motor convencional a gasolina.

Ao lançar o BMW Hydrogen 7, o BMW Group busca não apenas um diálogo próximo, mas também uma cooperação estreita com seus clientes: para estabelecer o hidrogênio como uma alternativa sustentável à energia fóssil para mobilidade individual, o desenvolvimento em curso de potenciais tecnológicos precisa ser conduzido em paralelo com um enfoque preciso, direto e intenso nas demandas e interesses dos usuários do carro.

Em última instância, portanto, este avanço em direção a uma nova era de mobilidade é um desafio para todos os grupos envolvidos neste processo. E o sinal que o BMW Group está enviando com a introdução do BMW Hydrogen 7 é dirigido não apenas à rede de parceiros envolvidos nos setores político, científico e energético, mas também a uma rede de clientes esclarecidos e altamente sensíveis a inovações pioneiras no mundo da mobilidade.

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