2007 l OUTUBRO l ESPECIAL l FENATRAN
Fenatran termina com boas expectativas para o setor de transportes
Realizada de 15 a 19 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, a 16ª Fenatran (Salão Internacional do Transporte) - organizada e promovida pela Reed Exhibitions e Alcantara Machado Feiras de Negócios, com iniciativa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) - reuniu mais de 300 expositores de todos os setores da cadeia produtiva de transportes, ocupando os 78 mil m2 do Pavilhão.

                 Embora a organização ainda não tenha os números finais, o diretor geral da Fenatran, Evaristo Nascimento, afirma que a feira superou as expectativas, acompanhando o momento em que o setor vem batendo recordes de produção e vendas. “Começamos o evento na última segunda-feira (15/10) registrando um aumento no número total de expositores em relação à última edição (272 expositores/2005), com o crescimento na participação de empresas dos segmentos de autopeças, fabricantes de motores, pneus, equipamentos para oficinas e rastreamento, distribuidores de combustíveis, seguradoras, bancos e financiadoras”, comenta o executivo. “Devemos ter uma resposta conclusiva na próxima semana, quando teremos oficialmente os números de visitantes que passaram pelo Pavilhão durante os cinco dias. Além disso, no decorrer da feira, vimos estandes com ótima freqüência, que devem gerar bons negócios aos participantes”, conclui Nascimento.

De acordo com o presidente da NTC&Logística, Geraldo Vianna, a Fenatran 2007 deixou um saldo muito positivo. “Essa vitrine de negócios funcionou como um bom termômetro para espelhar o movimento da economia nacional aquecida, com a indústria automobilística batendo recordes de produção e fila de espera para encomendas de caminhões. Um clima de otimismo e alto astral invadiram a feira este ano, que atraiu transportadores de vários cantos do País e visitantes estrangeiros da América Latina e Europa.

Tudo indica que iniciamos um novo ciclo de desenvolvimento econômico, firme, consistente e sustentável. Não temos dúvida de que vivemos um momento mágico. O transporte é uma atividade derivada, depende visceralmente do desempenho da indústria, do agronegócio, do comércio doméstico e internacional. Enfim, dependemos de todas as atividades que geram a carga que transportamos. A atividade, no momento, está em franca expansão, às véspera das festas de fim de ano. Mas defendemos a adoção por parte do governo de uma política nacional de renovação da frota, criando incentivos fiscais semelhantes aos que foram concedidos aos táxis.

Não só financiando a compra de caminhões novos, mas criando mecanismos de sucateamento dos caminhões muito velhos. A frota de caminhões brasileira tem uma idade média de quase 20 anos e há muito caminhão de 35 a 40 anos rodando pelas nossas estradas. Aproveitamos, também, a feira para prepararmos o transportador para o futuro. A NTC&Logística promoveu um workshop sobre Conhecimento Eletrônico do Transporte; apresentou um estudo inédito que mostra que o Brasil é 20º pior em infra-estrutura rodoviária, quando comparado às economias com os maiores PIBs do mundo, e discutimos as relações do transporte com o Mercosul e a região Ibero-americana", destaca Vianna.

Para Jackson Schneider, presidente da Anfavea, a Fenatran mostrou o momento favorável do mercado e da produção de caminhões e implementos rodoviários no País. “A produção e as vendas internas de veículos comerciais caminham em ritmo acelerado, com crescimento de cerca de 30%, indicando um novo recorde para o segmento de caminhões. O Brasil, que já é o 6° maior produtor mundial de caminhões, entra agora em um novo ciclo de investimentos na expansão de sua capacidade de produção e em produtos para atendimento da demanda crescente por transporte de cargas prevista para os próximos anos, em conseqüência do crescimento econômico do País, do agronegócio, das exportações e da ampliação do mercado consumidor brasileiro.

A indústria automobilística estará preparada, juntamente com o setor produtor de implementos rodoviários, para suprir as necessidades do complexo logístico e de transporte rodoviário de carga do País. As perspectivas do mercado brasileiro são favoráveis. O transporte rodoviário de carga responde pela movimentação de cerca de 60% de todos os bens transportados no País. Há, dessa forma, forte potencial de demanda por veículos de transporte. As novas fronteiras econômicas demandarão cada vez mais veículos, não só para o transporte interno, mas também externamente, para os países limítrofes e também em direção a portos e aeroportos de exportação”, explica Schneider.

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