2008 | ABRIL | EDIÇÃO 100 | ESPECIAL | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
As inovações na nova geração do Robô ASIMO
Tecnologias permitem que uma equipe de robôs trabalhe coordenadamente; humanóide também ganhou mais autonomia

              A Honda acaba de apresentar uma nova versão do humanóide ASIMO (Advanced Step in Innovative Mobility), capaz de agir de forma mais autônoma e executar tarefas ininterruptamente, atendendo principalmente visitantes que vão à sede da Honda no Japão.

As novas tecnologias inteligentes permitem que vários ASIMO trabalhem em conjunto e de maneira coordenada e se movimentem de modo ainda mais suave. Outra novidade é que o robô, ao perceber o movimento de uma pessoa, pode escolher entre recuar, dando um passo atrás, e gentilmente ceder passagem ou desviar e seguir seu caminho.

Com os avanços, a Honda dá mais um passo importante para o desenvolvimento de robôs humanóides que possam ser incluídos em um ambiente real, interajam e coexistam com as pessoas.

Detalhes das novas tecnologias:

• Trabalho de equipe: o novo sistema permite que vários ASIMO dividam tarefas e trabalhem juntos na prestação de serviços às pessoas. Por exemplo, se um ASIMO está recarregando sua bateria, outro humanóide pode, sozinho, determinar que deva substituí-lo e assumir as tarefas estabelecidas. Para isso são realizados cálculos simultâneos de distância e posicionamento de cada robô, que também são capazes de trocar informações constantemente. Tudo isso para realizar as tarefas de maneira mais eficiente;

• Reconhecendo e ultrapassando obstáculos: Uma nova tecnologia inteligente permite ao ASIMO ultrapassar obstáculos escolhendo entre recuar e dar passagem (quando não há espaço suficiente) ou desviar e continuar a caminhar, baseando-se nos movimentos de aproximação das pessoas. O objetivo é, além de evitar a colisão com pessoas ou objetos, não bloquear o movimento dos outros;

• Bateria: outra novidade é que a partir de agora o ASIMO pode recarregar sua bateria sozinho, quando necessário. Ao identificar que sua bateria está ficando sem energia, ele automaticamente identifica onde está a nova central de recarga e se dirige até a mais próxima.

• Prestação de serviços: O ASIMO também pode desenvolver tarefas como carregar uma bandeja e empurrar um carrinho;

Performance na prática
Para testar todas essas tecnologias, o ASIMO foi colocado à prova em um dos escritórios da Honda, no Japão, até o dia 31 de janeiro de 2008, prestando serviços aos convidados entre 15h e 17h. Durante esse período, a empresa estudou as novas habilidades do humanóide, como guiar os visitantes e servir refrescos, e também como o robô se comportou com os desafios de trabalhar num ambiente real.

Ultrapassando os limites da mobilidade
O desenvolvimento dos primeiros modelos de humanóides (E1, E2 e E3), iniciado pela Honda em 1986, teve o foco voltado para a criação de pernas que simulassem movimentos humanos, enquanto na geração seguinte (E4, E5 e E6) a meta era manter a estabilidade ao caminhar e subir escadas. Na seqüência, cabeça, corpo e braços foram adicionados para garantir o equilíbrio e mais funcionalidade.

O primeiro robô da Honda, o P1, tinha 1,80 m de altura e pesava 175 kg. O modelo P2 teve o design e o caminhar aprimorados e ganhou movimentos automáticos via rede sem fio (wireless) e o P3 teve seu “corpo” reduzido para 1,50 m de altura e o peso para 130 kg.

A última geração do humanóide recebeu o nome de ASIMO (Advanced Step in Innovative Mobility). Hoje ele possui 1,20 m e pesa 52 kg, pode caminhar sobre pisos irregulares, com inclinação ou declive, virar suavemente, subir e descer escadas, alcançar e segurar objetos, acender e apagar um interruptor de luz e abrir e fechar portas.

Além disso, o robô compreende e responde a comandos de voz, reconhece feições de um grupo selecionado de indivíduos, pode auxiliar pedestres a atravessar a rua e, utilizando câmeras instaladas em seus olhos, mapeia o ambiente, registra a presença de objetos e desvia de obstáculos.

Hoje, o ASIMO já atua como guia turístico em museus e como recepcionista em algumas empresas de tecnologia do Japão. Mas, no futuro, o humanóide poderá ser utilizado em outras tarefas, como no auxílio a pessoas com necessidades especiais, fazendo o papel de olhos, ouvidos, mãos e pernas para esses indivíduos.

Algum dia, ainda, ele poderá desempenhar outras importantes tarefas e ajudar na realização de atividades perigosas, como num incêndio ou no contato com produtos tóxicos.

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