2008 | OUTUBRO
| EDIÇÃO 106 | ESPECIAL
Modelo
T, da Ford, completa 100 anos de produção
A
Ford e fãs do automobilismo do mundo todo comemoram
no final de setembro, mas precisamente, no sábado
27, o centenário de produção do primeiro
Modelo T, o carro que pôs o mundo sobre rodas. O evento
oficial foi realizado em Detroit, sede mundial da empresa
nos Estados Unidos.
De lá sairam uma carreata, chamada “Ford Quatro”,
passando pela Fábrica Piquette, pela Casa de Edsel
Ford (filho de Henry Ford), pela Fair Lane, mansão
em formato de castelo que pertenceu ao fundador da marca,
e pelo Museu Henry Ford.
Várias
comemorações em homenagem aos 100 anos do
Modelo T aconteceram durante o ano, incluindo exibições
de aviões antigos, campeonatos de desmontagem e montagem
de Modelos T, palestras de executivos e membros da Ford
sobre futuros produtos e encontros de colecionadores.
A maior delas ocorreu em julho, em Richmond, Indiana, nos
Estados Unidos, com a reunião de 900 veículos
vindos de várias partes do mundo.
Cerca de 15 milhões de Modelos T foram produzidos
de 1908 a 1927, mudando não só a indústria
e o cenário urbano como o modo de vida de milhões
de pessoas.
Antes dele, cerca de 90% da população jamais
havia viajado a mais de 30 km de casa e experimentou uma
liberdade de movimento sem precedentes. A palavra motel,
ou “motor hotel”, por exemplo, provavelmente
não existiria sem o sucesso do Modelo T.
Membro da família
Mais que uma propriedade, o carro era considerado um membro
da família e recebia apelidos carinhosos. Ele inicialmente
foi projetado e construído em Detroit, num pequeno
galpão conhecido como Fábrica Piquette.
Seus protótipos circularam no começo de 1908,
mas a primeira unidade para venda só ficou pronta
em 27 de setembro do mesmo ano. Conforme o sucesso do carro
aumentava, a Ford foi expandindo rapidamente o local e em
seguida construiu a fábrica de Highland Park, onde
nasceu a linha de montagem.
Versátil, o Modelo T foi produzido com diferentes
tipos de carrocerias, incluindo roadsters, speedsters, cupês,
sedãs e picapes. Além de ter robustez para
enfrentar as estradas ruins da época, também
era simples de operar. Ele saía da fábrica
com poucos acessórios. Para reduzir custos, muitos
modelos não tinham nem mesmo porta para o motorista.
Mas uma forte indústria de componentes também
floresceu em torno dele, fornecendo itens como medidores
de gasolina que substituíram as réguas de
madeira usadas pelos motoristas para conferir a quantidade
de combustível no tanque.



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