| 2008
| NOVEMBRO | EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
F430
Spider, ao sabor do vento
O motor que equipa o modelo é o potente 4.3
litros V8 de 490 cv e 47,4 kgfm de torque
As
características técnicas do modelo original
foram mantidas na F430 Spider, mas por suas próprias
configurações estéticas, sobressaem
ainda mais os aspectos esportivos e a ousadia de transferir
às ruas várias soluções utilizadas
pela Ferrari na Fórmula 1.
Embora os conversíveis, em geral, sejam valorizados
por seu design, os principais diferenciais da F430 Spider,
em relação à concorrência, estão
na motorização, na eletrônica embarcada
e na utilização de materiais nobres, responsáveis
por oferecer à linha F430 uma das melhores relações
peso/potência – de apenas 2,96 kg/cv.

O motor que equipa o modelo é o potente 4.3 litros
V8 de 490 cv e 47,4 kgfm de torque. Em relação
à F430 cupê, o conversível é
capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 4,1 segundos
(contra 4 segundos) e a velocidade máxima ultrapassa
a marca dos 310 km/h (ante 315 km/h no modelo de teto rígido).
Ainda mais agressiva em seu visual, a F430 Spider, como
a F430 cupê, absorveu dos carros de competição
o diferencial eletrônico que vem acoplado ao eixo
traseiro, o mesmo de tração do carro. A outra
inovação é o steering wheel mounted
switch (manettino), ou seja, um comando situado no volante
de direção que controla todas as reações
ativas do carro. Graças a esse dispositivo quem estiver
ao volante de uma F430 Spider dispõe de um controle
muito maior sobre o automóvel.
A partir desse mecanismo o piloto pode adaptar a seu gosto,
segundo as condições de terreno, todos os
sistemas integrados que comandam o comportamento dinâmico
do veículo. Ele proporciona cinco alternativas diferentes
de condução: Ice (máxima proteção
com controle de tração e estabilidade); Baixa
aderência (garante a estabilidade na chuva e situações
de baixo atrito); Sport (é a condição
básica de dirigibilidade do carro, oferecendo o melhor
compromisso de estabilidade e controle); Race (para ser
usado exclusivamente em pista, uma das suas funções
é reduzir ao máximo o tempo de mudança
de marchas); e CST (controle de estabilidade e de tração
desligados, em que pilotagem do carro está totalmente
nas mãos do piloto).
A Ferrari F430 Spider adota sistema de transmissão
que prevê câmbio e diferencial eletrônico
em um único conjunto. O câmbio pode ser de
seis marchas com atuação manual ou eletro-hidráulica,
do tipo F1. Nesse segundo modo de atuação,
os engenheiros da Ferrari conseguiram reduzir o tempo de
mudança para 150 milésimos de segundo, o que
se supõe ser um novo recorde para carros de produção.
A F430 Spider também foi projetada pelo estúdio
Pininfarina sob a supervisão de Frank Stephenson,
responsável pelo Centro de Design da Ferrari. Na
sua concepção aerodinâmica foram incorporados
técnicas e conceitos transferidos da Fórmula
1, como o revestimento liso da parte inferior – fundo
plano – que melhora a aderência pela obtenção
de maior apoio aerodinâmico superior. Na parte traseira
se destaca um amplo difusor, cuja função é
facilitar a saída do ar que vem em grande velocidade
da parte inferior do veículo, gerando assim força
descendente nas altas velocidades.
O motor é inteiramente novo e, ainda que seja caracterizado
pela típica arquitetura dos V8 Ferrari, tem estrutura
completamente renovada. Os melhoramentos obtidos em desempenho
e redução de peso e tamanho são o resultado
da grande experiência adquirida nas pistas. Mesmo
com motor de 4.308 cm³, o seu peso cresceu somente
quatro quilos, mas com de 47,4 kgfm e potência de
490 cv.
Também é completamente novo o cabeçote
de quatro válvulas por cilindro, seguindo a última
tendência de motores de alta potência específica,
com condutos e diâmetros de válvulas derivados
dos propulsores da Fórmula 1. Virabrequim, bielas
e pistões também foram inteiramente redesenhados.
O projeto do chassi da F430 Spider também foi desenvolvida
na planta Scaglietti, em Modena, com a colaboração
da Alcoa – produtora de alumínio. Como resultado
dessa experiência obteve-se um chassi extremamente
rígido, oferecendo o máximo de segurança
para os seus ocupantes, com o mínimo de peso. A resistência
do conjunto garante que as suspensões funcionem na
absorção das irregularidades do solo sem interferir
com a aderência do carro em casos de frenagem, curva
ou acelerações bruscas.

Esteticamente, a fábrica oferece extensa alternativa
de configurações para a F430 Spider. O programa
prevê que se possa adquirir uma série de equipamentos
racing, estilísticos e quase infinitas combinações
de personalização. Do ponto de vista cromático
são 16 cores de carroceria, 12 cores para o couro
da forração interna e oito cores para a tapeçaria.
Além disso, existem quatro diferentes grupos de acabamento
que podem sofrer interferência do proprietário:
racing e estrada; externo e cores; interno e materiais;
e equipamentos e viagens. Para quem decide optar por equipamentos
racing, um dos itens que podem ser selecionados é
o sistema de freios com discos de carbono-cerâmica,
que conseguem ótima eficiência mesmo sob condições
extremas de utilização.
Ou então decidir-se por bancos tipo concha e cintos
de segurança de quatro pontos. Com relação
à cor, também é possível pedir
uma alternativa fora do padrão estipulado e as pinças
de freio podem vir pintadas nas cores vermelho, amarelo
ou alumínio. Na área Viaggio, o cliente pode
optar por um sofisticado aparato de som e sistema de navegação
via satélite, além de dispositivo bluetooth
para conectar o telefone celular a um sistema de viva-voz
integrado aos alto-falantes do rádio. Também
pode optar por um exclusivo jogo de valises que se encaixam
perfeitamente no espaço para bagagens.
Todo o aparato eletrônico de controle dinâmico
vem apoiado em enormes rodas de 19 polegadas de diâmetro
e pneus 225/35 ZR na frente e 285/35 ZR na traseira.
Ficha
Técnica
Dimensões
Comprimento 4.512 mm
Largura 1.923 mm
Altura 1.234 mm
Distância entreeixos 2.600 mm
Bitola dianteira 1.669 mm
Bitola traseira 1.616 mm
Peso em ordem de marcha 1.450 kg
Motor
Número de cilindros V8 a 90°
Diâmetro e curso 92 x 81 mm
Capacidade cúbica 4.308 cm³
Taxa de compressão 11,3:1
Potência máxima 490 cv a 8.500 rpm
Torque máximo 47,4 kgfm a 5.250 rpm
Pneus
Dianteiro 225/35 ZR 19
Traseiro 285/35 ZR 19
Desempenho
Velocidade máxima acima de 310 km/h
0 – 100 km/h 4,1 s
2008 | NOVEMBRO
| EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
F430
GT3, uma fera nas pistas
A base de construção do F430 GT3 é
um monobloco de alumínio e arcos de proteção
feitos com tubos de molibidênio
O
F430 GT3 é originário do F430 Challenge, apresentado
no Salão de Frankfurt, em 2005, mas com preparação
feita pela Loris Kessel Auto, de Lugano, Suíça.
No Brasil, este supercarro é pilotado pela dupla
Daniel Serra e Chico Longo em algumas etapas do campeonato
brasileiro da categoria.
A motorização do modelo de competição
não foi alterada em relação ao projeto
original do F430 Challenge. Foi mantido o mesmo propulsor
V8, de 4,3 litros, com 550 cv a 8.500 rpm e torque máximo
de 465 Nm a 5.250 rpm. Tampouco foram alterados parâmetros
da programação de embreagem ou do sistema
de câmbio F-1, que proporciona mudanças de
marcha em 150 milissegundos em condições extremas
de uso em pista.

As calibragens para molas, amortecedores e estabilizadores
foram redimensionadas. O diferencial autoblocante do F430
GT3 é mecânico, sem o sistema eletrônico
E-Diff. Há também um distribuidor de pressão
de frenagem entre os eixos.
A base de construção do F430 GT3 é
um monobloco de alumínio e arcos de proteção
feitos com tubos de molibidênio. As carenagens e o
aerofólio traseiro regulável são de
fibra de vidro. Quanto à suspensão, dianteira
e traseira são independentes, com braços horizontais
duplos e molas helicoidais. Os amortecedores são
do tipo quatro vias reguláveis, com barras estabilizadoras
reguláveis e cubos rápidos com rolamentos
duplos.
Outro ponto forte do F430 GT3 são os freios, compostos
na dianteira por discos ventilados de aço da Brembo,
com diâmetro de 380 mm, e na traseira, com diâmetro
de 332 mm. Os discos dianteiros contam ainda com seis pistões
e, na traseira, quatro. As rodas utilizadas no F430 GT3
medem 11”x18” e os pneus, da Michelin, na dianteira
são de 27/68 18” e na traseira 28/71 18”.

2008 | NOVEMBRO
| EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
599
GTB Fiorano, pura emoção
Substituir a 575 M Maranello era uma tarefa árdua,
como em geral são as chegadas de novos modelos. Não
só por ser o estandarte da fábrica italiana,
mas também pelo fato de ter estabelecido, junto de
seu antecessor 550 Maranello, o recorde de vendas para essa
classe de veículos da Ferrari
A
Ferrari 599 GTB Fiorano é o cupê com motor
V12 mais potente já desenvolvido pela casa de Maranello.
Seu motor de 6.0 litros produz 620 cavalos a 7.600 rpm e,
combinado ao chassi e à carroçaria construídos
com alumínio, consegue uma relação
peso-potência de 2,6 kg/cv, apesar do peso expressivo
de 1.690 kg.
Em continuidade à linhagem consagrada dos grandes
esportivos de 12 cilindros da Ferrari, a motorização
da 599 GTB Fiorano provém de um propulsor que não
podia ter origem mais nobre: foi desenvolvido a partir do
modelo que equipava a Enzo. A denominação
do carro foi muito especulada antes de sua divulgação:
600 Imola foi tomado por muitos como o nome a ser escolhido.
Mas a marca optou por um número – 599 –
alusivo a sua cilindrada dividida por 10, enquanto GTB representa
Gran Turismo Berlinetta, em homenagem a cupês que
a Ferrari já produziu, e Fiorano é o circuito
que a montadora italiana usa para testar seus carros.

O design da carroçaria, projetado e desenvolvido
pelo estúdio Pininfarina, consiste em uma longa frente
para abrigar o motor e traseira formada quase por um terceiro
volume, mas com as colunas posteriores recaindo a partir
do teto e dando ao carro uma aparência mais afilada.
O resultado de seu desenho pode não ser de tirar
o fôlego, como em outros modelos da casa, mas transpira
esportividade e não deixa dúvidas de suas
origens. Nota-se alguma semelhança entre suas linhas
com a 612 Scaglietti, modelo de quatro lugares da marca.
Na frente, faróis que lembram os da F430, juntos
com uma grade central com duas tomadas de ar em cada lado,
e um capô com duas saídas de ar e um ressalto
que percorrem toda a sua extensão. Curiosamente,
para este modelo, a Pininfarina desenhou apenas uma lanterna
traseira circular de cada lado, que engloba todas as funções
de sinalização. Seguindo as tendências
da Enzo e da F430, as lanternas têm perfil saliente.
Um belo pára-choque com extrator de ar e quatro saídas
de escapamento completam o visual traseiro.
O coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,336 não
surpreende. É certo que o projeto previu baixa sustentação,
mesmo sem uso de aerofólio traseiro. As rodas dianteiras
são de 19 polegadas com pneus 245/40, e as traseiras,
de 20 polegadas e pneus 305/35.
Substituir a 575 M Maranello era uma tarefa árdua,
como em geral são as chegadas de novos modelos. Não
só por ser o estandarte da fábrica italiana,
mas também pelo fato de ter estabelecido, junto de
seu antecessor 550 Maranello, o recorde de vendas para essa
classe de veículos da Ferrari. Desde a introdução
da 550, em 1996, passado por sua evolução
à 575 M, em 2002, foram produzidos mais de 5.700
veículos, número expressivo nesta classe.
A 599 GTB Fiorano tem a missão de continuar o sucesso
de seus antecessores e estabelecer novos padrões
entre os superesportivos.
Desenvolvido com base no V12 da Enzo, o motor de 5.999
cm3 rende potência específica de 103 cv/l,
inédita para um motor de aspiração
natural desse porte. A potência de 620 cv representa
aumento de 105 cv sobre a 575 M Maranello. O torque máximo
é de 61,9 kgfm a 5.600 rpm e a rotação
chega a 8.400 rpm. Parte dessa eficiência foi alcançada
com comando de válvulas variável, tanto para
admissão quanto para escapamento. No desenvolvimento
do motor também houve atenção especial
ao som emitido, sagrado para os puristas. A engenharia dedicou
esforços na redução da ressonância
mecânica em favor do som puro dos sistemas de admissão
e escapamento.
Os engenheiros da fábrica prestaram atenção
até ao consumo de combustível, o mesmo do
modelo anterior sob as mesmas condições de
uso, apesar do grande salto de desempenho. E coloque desempenho
nisso: segundo a marca, o F599 GTB Fiorano dispara da imobilidade
aos 100 km/h em 3,7 segundos e alcança 330 km/h de
velocidade máxima.

A geração SuperFast da caixa de câmbio
F1, evolução da utilizada em outros Ferrari,
reduz o tempo de troca de marchas para apenas 100 milésimos
de segundo. Permanecem o modo automático e controle
de arrancada, que facilita as saídas rápidas
sem perda de tração. Pelo seletor no volante
– o manettino – o motorista pode escolher o
modo de direção desejado, que afeta o funcionamento
do controle de estabilidade, do câmbio F1 e do SCM,
o controle magnético de suspensão. Esse sistema,
ao contrário dos controles a óleo tradicionais,
utiliza um campo magnético com controle eletrônico
que altera a viscosidade do fluido dos amortecedores, deixando
o amortecimento mais suave ou mais firme com atuação
muito rápida.
No interior da 599 GTB Fiorano pode-se observar um equilíbrio
entre a vocação esportiva e a sensação
de sofisticação e segurança. Os bancos
revestidos de couro têm apoios laterais de fibra de
carbono. A área destinada ao passageiro possui um
acabamento com prioridade dado ao couro, diferente do tratamento
dado ao espaço do motorista, com acabamento com detalhes
de fibra de carbono e alumínio. O grande conta-giros
central no painel de instrumentos oferece a possibilidade
de escolha da cor de fundo entre vermelho ou amarelo.
A lista de equipamentos de série é farta:
faróis de xenônio em ambos os fachos, volante
com ajuste elétrico, limpador de pára-brisa
automático, ar-condicionado com ajustes separados
para motorista e passageiro e sensores de pressão
e temperatura dos pneus. Entre os opcionais de conveniência
estão sensores de estacionamento, entrada para MP3
player portátil, sistema anti-roubo por satélite
e um conjunto de malas de viagem especialmente fabricadas
para se encaixar no porta-malas do modelo. Além disso,
é possível pedir o esportivo com um volante
de fibra de carbono inspirado no da Enzo, incluindo LEDs
na parte superior que indicam a rotação para
troca de marcha, além de freios com discos de carbono-cerâmica.
Ficha
Técnica
Dimensões
Comprimento 4.665 mm
Largura 1.962 mm
Altura 1.336 mm
Distância entreeixos 2.750 mm
Bitola dianteira 1.690 mm
Bitola traseira 1.618 mm
Peso em ordem de marcha 1.690 kg
Motor
Número de cilindros V12 a 65°
Diâmetro e curso 92x75,2 mm
Capacidade cúbica 5.999 cm³
Taxa de compressão 11,2:1
Potência máxima 620 cv a 7.600 rpm
Torque máximo 62 kgfm a 5.600 rpm
Pneus
Dianteiro 245/40 ZR 19
Traseiro 245/40 ZR 19
Desempenho
Velocidade máxima acima de 330 km/h
0 – 100 km/h 3,7 s
0 – 200 km/h 11 s
2008 | NOVEMBRO
| EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
430
Scuderia, mais leve e potente
A 430 Scuderia possui
relação peso-potência de apenas 2,45
kg por cavalo, graças ao seu peso seco de 1.250 kg,
ou seja 200 kg menos em relação ao F430
A
430 Scuderia, modelo derivado e série especial da
F430, tem o propósito de alcançar clientes
da Ferrari apaixonados por esportividade ao extremo. O modelo
foi desenvolvido com o intuito de ser mais leve, possuir
o mínimo de adornos e mais inovações
tecnológicas agregadas. Todos os detalhes foram direcionados
à alta performance e prazer em guiá-lo.
A 430 Scuderia possui relação peso-potência
de apenas 2,45 kg por cavalo, graças ao seu peso
seco de 1.250 kg, ou seja 200 kg menos em relação
ao F430. Entretanto sua motorização é
de um V8 de 4.3 litros, com potência de 510 cavalos
a 8.500 rpm, 20 cavalos a mais que os das versões
F430 e F430 Spider.

Além do desempenho da motorização,
a 430 Scuderia traz um software de última geração
– o F1 Superfast – capaz de reduzir o tempo
de troca de marchas para apenas 60 milésimos de segundo,
além de um novo controle de tração
que, pela primeira vez, combina o E-Diff (diferencial eletrônico)
e o F1-Trac, controle de tração e de estabilidade,
em um único sistema integrado.
Com essas configurações, a 430 Scuderia tornou-se
uma variação da F430 com prioridade absoluta
ao desempenho, cuja aceleração de 0-100 km/h
acontece em apenas 3,6 segundos e sua velocidade máxima
alcança a marca de 320 km/h. Ou seja, a proposta
do esportivo é oferecer um carro para uso legalizado
nas ruas, mas igualmente competitivo em pistas.
O modelo 430 Scuderia, em seu exterior, traz todas as características
de esportividade de um automóvel Ferrari, ressaltadas
por elementos estéticos próprios e agressivos,
como as entradas de ar dianteiras de grandes proporções,
duas ponteiras de escape simples e maiores “encravadas”
no pára-choque, rodas, defletores nas extremidades
do pára-choque dianteiro e faixas longitudinais.
Em seu interior, a 430 Scuderia também conta com
o despojamento e a agressividade dos carros de competição.
No volante ficam o botão de ignição
do motor e as cinco posições de controle de
dirigibilidade. No centro de instrumentação,
atrás do volante, destaque para o conta-giros com
fundo na cor amarela.

O novo Ferrari 430 Scuderia foi apresentado por Michael
Schumacher durante o 62º Salão Internacional
de Frankfurt, em setembro de 2007. Sua chegada ao mercado
brasileiro aconteceu dez meses depois devido à forte
demanda pelo modelo na Europa e na América do Norte.
“Em geral, os lançamentos acontecem seis meses
após as apresentações em Frankfurt,
Paris, Genebra ou Detroit. Com a 430 Scuderia houve um pequeno
atraso, mas não o suficiente para comprometer o atendimento
aos brasileiros apaixonados por velocidade”, explica
Francisco Longo, diretor da importadora para o Brasil.
Ficha
Técnica
Dimensões
Comprimento 4.512 mm
Largura 1.923 mm
Altura 1.199 mm
Distância entreeixos 2.600 mm
Bitola dianteira 1.669 mm
Bitola traseira 1.616 mm
Peso em ordem de marcha 1.250 kg
Motor
Número de cilindros V8 de 90°
Diâmetro e curso 92 x 81 mm
Capacidade cúbica 4.308 cm³
Taxa de compressão 11,88:1
Potência máxima 510 cv a 8.500 rpm
Torque máximo 47,0 kgfm a 5.250 rpm
Pneus
Dianteiro 235/35/19”
Traseiro 285/35/19”
Desempenho
Velocidade máxima 320 km/h
0 – 100 km/h 3,6 s
2008 | OUTUBRO
| EDIÇÃO 106 | ESPECIAL
Ferrari,
uma história de paixão
Se
forem considerados os esportivos F40 e F50, comemorativos
aos 40 anos em 1987 e 50 anos em 1997, respectivamente,
o ano de fundação da Ferrari SpA é
1947, por dedução. Mas, há controvérsia.
Primeiro porque há registros da criação
do logotipo Ferrari, o primeiro de 1929, do cavalinho rampante,
cedido pelo piloto Francesco Baracca, que estampou este
desenho em seu avião durante a Primeira Guerra Mundial.
Há registros também de 1932, 1940 e, 1947,
quando cavalinho rampante foi emoldurado em um retângulo
vertical, exatamente no ano em que foi construído
o modelo de competição, o 125S. Em 1952, o
logo foi mais uma vez modificado. Trocou-se o retângulo
vertical pela atual moldura.
No entanto, a controvérsia está registrada
inclusive em alguns livros da Ferrari, cuja fundação
é atribuída com o surgimento da Auto Avio
Construzioni, em 1940, por Alberto Ascari e Enzo Ferrari,
em Modena. Em 1943, a empresa foi transferida para Maranello,
onde até hoje funciona a Casa de Maranello. O primeiro
carro de rua foi lançado somente em 1948, com o modelo
166 Inter.
A paixão por automóveis e por automobilismo
de Enzo Ferrari teria nascido em 1908, quando seu pai o
levou, junto com o irmão mais velho Alfredo, a uma
corrida de rua em Bologna. Nascido em 1898, Enzo perdeu
o irmão Alfredo e o pai, em 1916, quando tinha 18
anos de idade.
Logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, ainda
em 1918, Enzo Ferrari foi procurar emprego na Fiat. Não
conseguiu. No ano seguinte, foi para Milão, na Construzioni
Meccaniche Nazionali, onde foi piloto de testes e piloto
de corrida.
A paixão de Enzo Ferrari dividiu-se em carros de
rua e de competições. Desde os anos 40, a
transferência de tecnologia dos carros de competição
para os esportivos de rua é uma realidade. Na Casa
de Maranello, cerca de 1.200 funcionários constroem,
na média por ano, 4 mil unidades. E outros 800 colaboradores
trabalham na gestão esportiva.
Ao longo da história da Ferrari, 73 modelos foram
colocados no mercado internacional. Na década de
40, tudo indica Enzo Ferrari ficou literalmente dividido
entre competição e carros comerciais. Por
isso, o primeiro carro de rua foi lançado somente
em 1948, a coupé 166 Inter. Nos anos 50, no entanto,
10 modelos: 195 Inter, 212 Inter, 342 America, 250 Europa,
375 America, 250 GT e GT Cabriolet, 410 superamerica, 250
California, 250 GT Cabriolet e 250 GT passocorto.
Na década seguinte, uma avalanche de lançamentos.
No total foram 14 modelos, a começar pelo 250 GT
2+2, 400 superamerica, 250 GT Berlinetta, 275 GTB e GTS,
330 GT 2+2, 500 superfast, 275 GTB4, 330 GTC e GTS, 365
P Speciale, 385 GT 2+2, Dino 206 GT, 365 GTC e GTS, 365
GTB4 e GTS4 e Dino 246 GT.
Nos anos 70, mais 10 modelos foram colocados no mercado
internacional: 365 GTC4, 365 GT4 BB, 246 GTS, 365 GT4 2+2,
Dino 308 GT4, 208 GT4, 308 GTB, 400 Automatic, 512 BB e
308 GTS.
Na década seguinte, a Ferrari bateu todos os recordes
de lançamentos. Foram 17 novos modelos, alguns lendários:
208 GTB e GTS, 308 GTBi e GTSi, Mondial 8, 512 i BBi, 208
GTB-S Turbo, 380 GTB – SQV, Mondial Quattrovalvole,
Mondial Cabriolet, GTO, Testarossa, 328 GTB-S, 412, 3.2
Mondial e 3.2 Cabrio, GTB e GTS Turbo, F40, 348 TB-TS e
Mondial T/T Cabrio.
Na década da liberação das importações
no Brasil, a Ferrari italiana registrou 13 lançamentos:
a 512 TR, 456 GT-GTA, 348 GTB-GTS, 348 Spider, F355 Berlinetta,
F355 GTS, F512 M, F50, F355 Spider, 550 Maranello, 355 F1
GTS/Spider, 456 M GT/456 M GTA, e a F360 Modena. Oito novos
modelos foram colocados no mercado internacional, em cinco
anos: F360 Spider, F360 Challenge Stradale, F360 GTC, Enzo
Ferrari, F575 M Maranello, F575 GTC, F612 Scaglietti e F430.

Em junho de 2008, o presidente Luca di Montezemolo anunciou
investimentos de mais de 200 milhões de euros na
fábrica da Ferrari nos últimos 10 anos com
o programa “Formula Uomo”, iniciado em 1997.
Esse projeto acarretou em melhorias no ambiente de trabalho,
segurança, preservação ambiental e
serviços para funcionários e suas famílias,
além de restaurações nos prédios
da companhia.
Após uma premiere mundial, em maio, o mais recente
automóvel criado pela marca italiana foi apresentado
oficialmente no Salão de Paris (França) no
início deste mês: a Ferrari California, modelo
de entrada da marca equipado com motor 4.3 litro de 460
cavalos, além de transmissão de sete velocidades.
Disponível nas versões cupê e conversível,
o carro alcança uma velocidade máxima de 310
km/h e acelera de 0 a 100 km/h em menos de 4 segundos.
Cobertura Mecânica
Online conta com o apoio da ANFAVEA, ABEIVA, Citroën,
Fiat, Ford, General Motors, Honda, Hyundai-CAOA, Mercedes-Benz,
Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Renault, Toyota, Volkswagen,
Land Rover, Seat, Subaru, Troller, Volvo Automóveis,
BMW, Chrysler, Effa Motors, Ferrari-Maserati, Kia Motors,
Pagani, Porsche, Ssangyong e Suzuki.
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