2008 | NOVEMBRO | EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
F430 Spider, ao sabor do vento
O motor que equipa o modelo é o potente 4.3 litros V8 de 490 cv e 47,4 kgfm de torque

             As características técnicas do modelo original foram mantidas na F430 Spider, mas por suas próprias configurações estéticas, sobressaem ainda mais os aspectos esportivos e a ousadia de transferir às ruas várias soluções utilizadas pela Ferrari na Fórmula 1.

Embora os conversíveis, em geral, sejam valorizados por seu design, os principais diferenciais da F430 Spider, em relação à concorrência, estão na motorização, na eletrônica embarcada e na utilização de materiais nobres, responsáveis por oferecer à linha F430 uma das melhores relações peso/potência – de apenas 2,96 kg/cv.

O motor que equipa o modelo é o potente 4.3 litros V8 de 490 cv e 47,4 kgfm de torque. Em relação à F430 cupê, o conversível é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 4,1 segundos (contra 4 segundos) e a velocidade máxima ultrapassa a marca dos 310 km/h (ante 315 km/h no modelo de teto rígido).

Ainda mais agressiva em seu visual, a F430 Spider, como a F430 cupê, absorveu dos carros de competição o diferencial eletrônico que vem acoplado ao eixo traseiro, o mesmo de tração do carro. A outra inovação é o steering wheel mounted switch (manettino), ou seja, um comando situado no volante de direção que controla todas as reações ativas do carro. Graças a esse dispositivo quem estiver ao volante de uma F430 Spider dispõe de um controle muito maior sobre o automóvel.

A partir desse mecanismo o piloto pode adaptar a seu gosto, segundo as condições de terreno, todos os sistemas integrados que comandam o comportamento dinâmico do veículo. Ele proporciona cinco alternativas diferentes de condução: Ice (máxima proteção com controle de tração e estabilidade); Baixa aderência (garante a estabilidade na chuva e situações de baixo atrito); Sport (é a condição básica de dirigibilidade do carro, oferecendo o melhor compromisso de estabilidade e controle); Race (para ser usado exclusivamente em pista, uma das suas funções é reduzir ao máximo o tempo de mudança de marchas); e CST (controle de estabilidade e de tração desligados, em que pilotagem do carro está totalmente nas mãos do piloto).

A Ferrari F430 Spider adota sistema de transmissão que prevê câmbio e diferencial eletrônico em um único conjunto. O câmbio pode ser de seis marchas com atuação manual ou eletro-hidráulica, do tipo F1. Nesse segundo modo de atuação, os engenheiros da Ferrari conseguiram reduzir o tempo de mudança para 150 milésimos de segundo, o que se supõe ser um novo recorde para carros de produção.

A F430 Spider também foi projetada pelo estúdio Pininfarina sob a supervisão de Frank Stephenson, responsável pelo Centro de Design da Ferrari. Na sua concepção aerodinâmica foram incorporados técnicas e conceitos transferidos da Fórmula 1, como o revestimento liso da parte inferior – fundo plano – que melhora a aderência pela obtenção de maior apoio aerodinâmico superior. Na parte traseira se destaca um amplo difusor, cuja função é facilitar a saída do ar que vem em grande velocidade da parte inferior do veículo, gerando assim força descendente nas altas velocidades.

O motor é inteiramente novo e, ainda que seja caracterizado pela típica arquitetura dos V8 Ferrari, tem estrutura completamente renovada. Os melhoramentos obtidos em desempenho e redução de peso e tamanho são o resultado da grande experiência adquirida nas pistas. Mesmo com motor de 4.308 cm³, o seu peso cresceu somente quatro quilos, mas com de 47,4 kgfm e potência de 490 cv.

Também é completamente novo o cabeçote de quatro válvulas por cilindro, seguindo a última tendência de motores de alta potência específica, com condutos e diâmetros de válvulas derivados dos propulsores da Fórmula 1. Virabrequim, bielas e pistões também foram inteiramente redesenhados.

O projeto do chassi da F430 Spider também foi desenvolvida na planta Scaglietti, em Modena, com a colaboração da Alcoa – produtora de alumínio. Como resultado dessa experiência obteve-se um chassi extremamente rígido, oferecendo o máximo de segurança para os seus ocupantes, com o mínimo de peso. A resistência do conjunto garante que as suspensões funcionem na absorção das irregularidades do solo sem interferir com a aderência do carro em casos de frenagem, curva ou acelerações bruscas.

Esteticamente, a fábrica oferece extensa alternativa de configurações para a F430 Spider. O programa prevê que se possa adquirir uma série de equipamentos racing, estilísticos e quase infinitas combinações de personalização. Do ponto de vista cromático são 16 cores de carroceria, 12 cores para o couro da forração interna e oito cores para a tapeçaria. Além disso, existem quatro diferentes grupos de acabamento que podem sofrer interferência do proprietário: racing e estrada; externo e cores; interno e materiais; e equipamentos e viagens. Para quem decide optar por equipamentos racing, um dos itens que podem ser selecionados é o sistema de freios com discos de carbono-cerâmica, que conseguem ótima eficiência mesmo sob condições extremas de utilização.

Ou então decidir-se por bancos tipo concha e cintos de segurança de quatro pontos. Com relação à cor, também é possível pedir uma alternativa fora do padrão estipulado e as pinças de freio podem vir pintadas nas cores vermelho, amarelo ou alumínio. Na área Viaggio, o cliente pode optar por um sofisticado aparato de som e sistema de navegação via satélite, além de dispositivo bluetooth para conectar o telefone celular a um sistema de viva-voz integrado aos alto-falantes do rádio. Também pode optar por um exclusivo jogo de valises que se encaixam perfeitamente no espaço para bagagens.

Todo o aparato eletrônico de controle dinâmico vem apoiado em enormes rodas de 19 polegadas de diâmetro e pneus 225/35 ZR na frente e 285/35 ZR na traseira.

Ficha Técnica

Dimensões
Comprimento 4.512 mm
Largura 1.923 mm
Altura 1.234 mm
Distância entreeixos 2.600 mm
Bitola dianteira 1.669 mm
Bitola traseira 1.616 mm
Peso em ordem de marcha 1.450 kg

Motor
Número de cilindros V8 a 90°
Diâmetro e curso 92 x 81 mm
Capacidade cúbica 4.308 cm³
Taxa de compressão 11,3:1
Potência máxima 490 cv a 8.500 rpm
Torque máximo 47,4 kgfm a 5.250 rpm

Pneus
Dianteiro 225/35 ZR 19
Traseiro 285/35 ZR 19

Desempenho
Velocidade máxima acima de 310 km/h
0 – 100 km/h 4,1 s

2008 | NOVEMBRO | EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
F430 GT3, uma fera nas pistas
A base de construção do F430 GT3 é um monobloco de alumínio e arcos de proteção feitos com tubos de molibidênio

               O F430 GT3 é originário do F430 Challenge, apresentado no Salão de Frankfurt, em 2005, mas com preparação feita pela Loris Kessel Auto, de Lugano, Suíça. No Brasil, este supercarro é pilotado pela dupla Daniel Serra e Chico Longo em algumas etapas do campeonato brasileiro da categoria.

A motorização do modelo de competição não foi alterada em relação ao projeto original do F430 Challenge. Foi mantido o mesmo propulsor V8, de 4,3 litros, com 550 cv a 8.500 rpm e torque máximo de 465 Nm a 5.250 rpm. Tampouco foram alterados parâmetros da programação de embreagem ou do sistema de câmbio F-1, que proporciona mudanças de marcha em 150 milissegundos em condições extremas de uso em pista.

As calibragens para molas, amortecedores e estabilizadores foram redimensionadas. O diferencial autoblocante do F430 GT3 é mecânico, sem o sistema eletrônico E-Diff. Há também um distribuidor de pressão de frenagem entre os eixos.

A base de construção do F430 GT3 é um monobloco de alumínio e arcos de proteção feitos com tubos de molibidênio. As carenagens e o aerofólio traseiro regulável são de fibra de vidro. Quanto à suspensão, dianteira e traseira são independentes, com braços horizontais duplos e molas helicoidais. Os amortecedores são do tipo quatro vias reguláveis, com barras estabilizadoras reguláveis e cubos rápidos com rolamentos duplos.

Outro ponto forte do F430 GT3 são os freios, compostos na dianteira por discos ventilados de aço da Brembo, com diâmetro de 380 mm, e na traseira, com diâmetro de 332 mm. Os discos dianteiros contam ainda com seis pistões e, na traseira, quatro. As rodas utilizadas no F430 GT3 medem 11”x18” e os pneus, da Michelin, na dianteira são de 27/68 18” e na traseira 28/71 18”.

2008 | NOVEMBRO | EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
599 GTB Fiorano, pura emoção
Substituir a 575 M Maranello era uma tarefa árdua, como em geral são as chegadas de novos modelos. Não só por ser o estandarte da fábrica italiana, mas também pelo fato de ter estabelecido, junto de seu antecessor 550 Maranello, o recorde de vendas para essa classe de veículos da Ferrari

                 A Ferrari 599 GTB Fiorano é o cupê com motor V12 mais potente já desenvolvido pela casa de Maranello. Seu motor de 6.0 litros produz 620 cavalos a 7.600 rpm e, combinado ao chassi e à carroçaria construídos com alumínio, consegue uma relação peso-potência de 2,6 kg/cv, apesar do peso expressivo de 1.690 kg.

Em continuidade à linhagem consagrada dos grandes esportivos de 12 cilindros da Ferrari, a motorização da 599 GTB Fiorano provém de um propulsor que não podia ter origem mais nobre: foi desenvolvido a partir do modelo que equipava a Enzo. A denominação do carro foi muito especulada antes de sua divulgação: 600 Imola foi tomado por muitos como o nome a ser escolhido. Mas a marca optou por um número – 599 – alusivo a sua cilindrada dividida por 10, enquanto GTB representa Gran Turismo Berlinetta, em homenagem a cupês que a Ferrari já produziu, e Fiorano é o circuito que a montadora italiana usa para testar seus carros.

O design da carroçaria, projetado e desenvolvido pelo estúdio Pininfarina, consiste em uma longa frente para abrigar o motor e traseira formada quase por um terceiro volume, mas com as colunas posteriores recaindo a partir do teto e dando ao carro uma aparência mais afilada. O resultado de seu desenho pode não ser de tirar o fôlego, como em outros modelos da casa, mas transpira esportividade e não deixa dúvidas de suas origens. Nota-se alguma semelhança entre suas linhas com a 612 Scaglietti, modelo de quatro lugares da marca.

Na frente, faróis que lembram os da F430, juntos com uma grade central com duas tomadas de ar em cada lado, e um capô com duas saídas de ar e um ressalto que percorrem toda a sua extensão. Curiosamente, para este modelo, a Pininfarina desenhou apenas uma lanterna traseira circular de cada lado, que engloba todas as funções de sinalização. Seguindo as tendências da Enzo e da F430, as lanternas têm perfil saliente. Um belo pára-choque com extrator de ar e quatro saídas de escapamento completam o visual traseiro.

O coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,336 não surpreende. É certo que o projeto previu baixa sustentação, mesmo sem uso de aerofólio traseiro. As rodas dianteiras são de 19 polegadas com pneus 245/40, e as traseiras, de 20 polegadas e pneus 305/35.

Substituir a 575 M Maranello era uma tarefa árdua, como em geral são as chegadas de novos modelos. Não só por ser o estandarte da fábrica italiana, mas também pelo fato de ter estabelecido, junto de seu antecessor 550 Maranello, o recorde de vendas para essa classe de veículos da Ferrari. Desde a introdução da 550, em 1996, passado por sua evolução à 575 M, em 2002, foram produzidos mais de 5.700 veículos, número expressivo nesta classe. A 599 GTB Fiorano tem a missão de continuar o sucesso de seus antecessores e estabelecer novos padrões entre os superesportivos.

Desenvolvido com base no V12 da Enzo, o motor de 5.999 cm3 rende potência específica de 103 cv/l, inédita para um motor de aspiração natural desse porte. A potência de 620 cv representa aumento de 105 cv sobre a 575 M Maranello. O torque máximo é de 61,9 kgfm a 5.600 rpm e a rotação chega a 8.400 rpm. Parte dessa eficiência foi alcançada com comando de válvulas variável, tanto para admissão quanto para escapamento. No desenvolvimento do motor também houve atenção especial ao som emitido, sagrado para os puristas. A engenharia dedicou esforços na redução da ressonância mecânica em favor do som puro dos sistemas de admissão e escapamento.

Os engenheiros da fábrica prestaram atenção até ao consumo de combustível, o mesmo do modelo anterior sob as mesmas condições de uso, apesar do grande salto de desempenho. E coloque desempenho nisso: segundo a marca, o F599 GTB Fiorano dispara da imobilidade aos 100 km/h em 3,7 segundos e alcança 330 km/h de velocidade máxima.

A geração SuperFast da caixa de câmbio F1, evolução da utilizada em outros Ferrari, reduz o tempo de troca de marchas para apenas 100 milésimos de segundo. Permanecem o modo automático e controle de arrancada, que facilita as saídas rápidas sem perda de tração. Pelo seletor no volante – o manettino – o motorista pode escolher o modo de direção desejado, que afeta o funcionamento do controle de estabilidade, do câmbio F1 e do SCM, o controle magnético de suspensão. Esse sistema, ao contrário dos controles a óleo tradicionais, utiliza um campo magnético com controle eletrônico que altera a viscosidade do fluido dos amortecedores, deixando o amortecimento mais suave ou mais firme com atuação muito rápida.

No interior da 599 GTB Fiorano pode-se observar um equilíbrio entre a vocação esportiva e a sensação de sofisticação e segurança. Os bancos revestidos de couro têm apoios laterais de fibra de carbono. A área destinada ao passageiro possui um acabamento com prioridade dado ao couro, diferente do tratamento dado ao espaço do motorista, com acabamento com detalhes de fibra de carbono e alumínio. O grande conta-giros central no painel de instrumentos oferece a possibilidade de escolha da cor de fundo entre vermelho ou amarelo.

A lista de equipamentos de série é farta: faróis de xenônio em ambos os fachos, volante com ajuste elétrico, limpador de pára-brisa automático, ar-condicionado com ajustes separados para motorista e passageiro e sensores de pressão e temperatura dos pneus. Entre os opcionais de conveniência estão sensores de estacionamento, entrada para MP3 player portátil, sistema anti-roubo por satélite e um conjunto de malas de viagem especialmente fabricadas para se encaixar no porta-malas do modelo. Além disso, é possível pedir o esportivo com um volante de fibra de carbono inspirado no da Enzo, incluindo LEDs na parte superior que indicam a rotação para troca de marcha, além de freios com discos de carbono-cerâmica.

Ficha Técnica

Dimensões
Comprimento 4.665 mm
Largura 1.962 mm
Altura 1.336 mm
Distância entreeixos 2.750 mm
Bitola dianteira 1.690 mm
Bitola traseira 1.618 mm
Peso em ordem de marcha 1.690 kg

Motor
Número de cilindros V12 a 65°
Diâmetro e curso 92x75,2 mm
Capacidade cúbica 5.999 cm³
Taxa de compressão 11,2:1
Potência máxima 620 cv a 7.600 rpm
Torque máximo 62 kgfm a 5.600 rpm

Pneus
Dianteiro 245/40 ZR 19
Traseiro 245/40 ZR 19

Desempenho
Velocidade máxima acima de 330 km/h
0 – 100 km/h 3,7 s
0 – 200 km/h 11 s

2008 | NOVEMBRO | EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
430 Scuderia, mais leve e potente
A 430 Scuderia possui relação peso-potência de apenas 2,45 kg por cavalo, graças ao seu peso seco de 1.250 kg, ou seja 200 kg menos em relação ao F430

                  A 430 Scuderia, modelo derivado e série especial da F430, tem o propósito de alcançar clientes da Ferrari apaixonados por esportividade ao extremo. O modelo foi desenvolvido com o intuito de ser mais leve, possuir o mínimo de adornos e mais inovações tecnológicas agregadas. Todos os detalhes foram direcionados à alta performance e prazer em guiá-lo.

A 430 Scuderia possui relação peso-potência de apenas 2,45 kg por cavalo, graças ao seu peso seco de 1.250 kg, ou seja 200 kg menos em relação ao F430. Entretanto sua motorização é de um V8 de 4.3 litros, com potência de 510 cavalos a 8.500 rpm, 20 cavalos a mais que os das versões F430 e F430 Spider.

Além do desempenho da motorização, a 430 Scuderia traz um software de última geração – o F1 Superfast – capaz de reduzir o tempo de troca de marchas para apenas 60 milésimos de segundo, além de um novo controle de tração que, pela primeira vez, combina o E-Diff (diferencial eletrônico) e o F1-Trac, controle de tração e de estabilidade, em um único sistema integrado.

Com essas configurações, a 430 Scuderia tornou-se uma variação da F430 com prioridade absoluta ao desempenho, cuja aceleração de 0-100 km/h acontece em apenas 3,6 segundos e sua velocidade máxima alcança a marca de 320 km/h. Ou seja, a proposta do esportivo é oferecer um carro para uso legalizado nas ruas, mas igualmente competitivo em pistas.

O modelo 430 Scuderia, em seu exterior, traz todas as características de esportividade de um automóvel Ferrari, ressaltadas por elementos estéticos próprios e agressivos, como as entradas de ar dianteiras de grandes proporções, duas ponteiras de escape simples e maiores “encravadas” no pára-choque, rodas, defletores nas extremidades do pára-choque dianteiro e faixas longitudinais.

Em seu interior, a 430 Scuderia também conta com o despojamento e a agressividade dos carros de competição. No volante ficam o botão de ignição do motor e as cinco posições de controle de dirigibilidade. No centro de instrumentação, atrás do volante, destaque para o conta-giros com fundo na cor amarela.

O novo Ferrari 430 Scuderia foi apresentado por Michael Schumacher durante o 62º Salão Internacional de Frankfurt, em setembro de 2007. Sua chegada ao mercado brasileiro aconteceu dez meses depois devido à forte demanda pelo modelo na Europa e na América do Norte. “Em geral, os lançamentos acontecem seis meses após as apresentações em Frankfurt, Paris, Genebra ou Detroit. Com a 430 Scuderia houve um pequeno atraso, mas não o suficiente para comprometer o atendimento aos brasileiros apaixonados por velocidade”, explica Francisco Longo, diretor da importadora para o Brasil.

Ficha Técnica

Dimensões
Comprimento 4.512 mm
Largura 1.923 mm
Altura 1.199 mm
Distância entreeixos 2.600 mm
Bitola dianteira 1.669 mm
Bitola traseira 1.616 mm
Peso em ordem de marcha 1.250 kg

Motor
Número de cilindros V8 de 90°
Diâmetro e curso 92 x 81 mm
Capacidade cúbica 4.308 cm³
Taxa de compressão 11,88:1
Potência máxima 510 cv a 8.500 rpm
Torque máximo 47,0 kgfm a 5.250 rpm

Pneus
Dianteiro 235/35/19”
Traseiro 285/35/19”

Desempenho
Velocidade máxima 320 km/h
0 – 100 km/h 3,6 s

2008 | OUTUBRO | EDIÇÃO 106 | ESPECIAL
Ferrari, uma história de paixão

                Se forem considerados os esportivos F40 e F50, comemorativos aos 40 anos em 1987 e 50 anos em 1997, respectivamente, o ano de fundação da Ferrari SpA é 1947, por dedução. Mas, há controvérsia. Primeiro porque há registros da criação do logotipo Ferrari, o primeiro de 1929, do cavalinho rampante, cedido pelo piloto Francesco Baracca, que estampou este desenho em seu avião durante a Primeira Guerra Mundial.

Há registros também de 1932, 1940 e, 1947, quando cavalinho rampante foi emoldurado em um retângulo vertical, exatamente no ano em que foi construído o modelo de competição, o 125S. Em 1952, o logo foi mais uma vez modificado. Trocou-se o retângulo vertical pela atual moldura.

No entanto, a controvérsia está registrada inclusive em alguns livros da Ferrari, cuja fundação é atribuída com o surgimento da Auto Avio Construzioni, em 1940, por Alberto Ascari e Enzo Ferrari, em Modena. Em 1943, a empresa foi transferida para Maranello, onde até hoje funciona a Casa de Maranello. O primeiro carro de rua foi lançado somente em 1948, com o modelo 166 Inter.

A paixão por automóveis e por automobilismo de Enzo Ferrari teria nascido em 1908, quando seu pai o levou, junto com o irmão mais velho Alfredo, a uma corrida de rua em Bologna. Nascido em 1898, Enzo perdeu o irmão Alfredo e o pai, em 1916, quando tinha 18 anos de idade.

Logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, ainda em 1918, Enzo Ferrari foi procurar emprego na Fiat. Não conseguiu. No ano seguinte, foi para Milão, na Construzioni Meccaniche Nazionali, onde foi piloto de testes e piloto de corrida.

A paixão de Enzo Ferrari dividiu-se em carros de rua e de competições. Desde os anos 40, a transferência de tecnologia dos carros de competição para os esportivos de rua é uma realidade. Na Casa de Maranello, cerca de 1.200 funcionários constroem, na média por ano, 4 mil unidades. E outros 800 colaboradores trabalham na gestão esportiva.

Ao longo da história da Ferrari, 73 modelos foram colocados no mercado internacional. Na década de 40, tudo indica Enzo Ferrari ficou literalmente dividido entre competição e carros comerciais. Por isso, o primeiro carro de rua foi lançado somente em 1948, a coupé 166 Inter. Nos anos 50, no entanto, 10 modelos: 195 Inter, 212 Inter, 342 America, 250 Europa, 375 America, 250 GT e GT Cabriolet, 410 superamerica, 250 California, 250 GT Cabriolet e 250 GT passocorto.

Na década seguinte, uma avalanche de lançamentos. No total foram 14 modelos, a começar pelo 250 GT 2+2, 400 superamerica, 250 GT Berlinetta, 275 GTB e GTS, 330 GT 2+2, 500 superfast, 275 GTB4, 330 GTC e GTS, 365 P Speciale, 385 GT 2+2, Dino 206 GT, 365 GTC e GTS, 365 GTB4 e GTS4 e Dino 246 GT.

Nos anos 70, mais 10 modelos foram colocados no mercado internacional: 365 GTC4, 365 GT4 BB, 246 GTS, 365 GT4 2+2, Dino 308 GT4, 208 GT4, 308 GTB, 400 Automatic, 512 BB e 308 GTS.

Na década seguinte, a Ferrari bateu todos os recordes de lançamentos. Foram 17 novos modelos, alguns lendários: 208 GTB e GTS, 308 GTBi e GTSi, Mondial 8, 512 i BBi, 208 GTB-S Turbo, 380 GTB – SQV, Mondial Quattrovalvole, Mondial Cabriolet, GTO, Testarossa, 328 GTB-S, 412, 3.2 Mondial e 3.2 Cabrio, GTB e GTS Turbo, F40, 348 TB-TS e Mondial T/T Cabrio.

Na década da liberação das importações no Brasil, a Ferrari italiana registrou 13 lançamentos: a 512 TR, 456 GT-GTA, 348 GTB-GTS, 348 Spider, F355 Berlinetta, F355 GTS, F512 M, F50, F355 Spider, 550 Maranello, 355 F1 GTS/Spider, 456 M GT/456 M GTA, e a F360 Modena. Oito novos modelos foram colocados no mercado internacional, em cinco anos: F360 Spider, F360 Challenge Stradale, F360 GTC, Enzo Ferrari, F575 M Maranello, F575 GTC, F612 Scaglietti e F430.

Em junho de 2008, o presidente Luca di Montezemolo anunciou investimentos de mais de 200 milhões de euros na fábrica da Ferrari nos últimos 10 anos com o programa “Formula Uomo”, iniciado em 1997. Esse projeto acarretou em melhorias no ambiente de trabalho, segurança, preservação ambiental e serviços para funcionários e suas famílias, além de restaurações nos prédios da companhia.

Após uma premiere mundial, em maio, o mais recente automóvel criado pela marca italiana foi apresentado oficialmente no Salão de Paris (França) no início deste mês: a Ferrari California, modelo de entrada da marca equipado com motor 4.3 litro de 460 cavalos, além de transmissão de sete velocidades. Disponível nas versões cupê e conversível, o carro alcança uma velocidade máxima de 310 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em menos de 4 segundos.

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