| 2008
| NOVEMBRO | EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
Porsche
GT3 Cup Challenge Brasil:
uma das categorias mais competitivas
do automobilismo brasileiro
Em sua quarta temporada, o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil
passou a utilizar os novos Porsche 911 GT3 Cup da geração
“997”. Mais potentes e evoluídos que
os “996” usados até 2007, os novos carros
superaram os recordes da categoria nos três autódromos
onde correram em 2008: Interlagos, Jacarepaguá e
Curitiba
As
próximas provas do campeonato serão realizadas
nos dias 1º e 2 de novembro em Interlagos, como preliminares
do GP do Brasil de Fórmula 1. E o encerramento da
temporada acontecerá no dia 6 de dezembro no autódromo
de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Além de terem um estilo diferente do 911 GT3 Cup
da geração “996”, os “997”
possuem importantes evoluções técnicas.
A configuração do motor é a mesma:
seis cilindros boxer com 3,6 litros. Nos carros novos, a
potência do motor aumentou em 30 cavalos, passando
de 390 para 420. O câmbio passou a ser seqüencial,
permitindo mudanças de marcha (seis, mais a ré)
mais rápidas do que no câmbio tradicional.
As suspensões são mais rígidas, contribuindo
para a estabilidade, e os freios deixaram de ter ABS, exigindo
ainda mais perícia dos pilotos. E um novo sistema
de aquisição de dados informa a cada volta,
e em cada ponto da pista, ângulo de esterçamento
do volante, aceleração, frenagem, força
g nas curvas e outros parâmetros. O sistema arquiva
todas as voltas percorridas e permite ao piloto analisar
detalhadamente seu desempenho.
Tudo isso favoreceu a quebra dos recordes de todas as pistas
pelas quais o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil passou neste
ano. Em média, os tempos baixaram em pouco mais de
1 segundo. O equilíbrio da categoria, entretanto,
permanece inalterado: as corridas continuam extremamente
disputadas, com várias brigas entre grupos de quatro
ou cinco carros, e mínimas diferenças de tempo
nos grids de largada (o caso extremo foi o da prova de abertura,
em Interlagos, com menos de 1 segundo separando o pole position
do 16º colocado).
Neste ano, o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil conta com
22 participantes. Todos os carros ficam aos cuidados da
organização da categoria. Não existem
equipes particulares e toda a estrutura de competição
é fornecida pela própria categoria. Isso garante
a competitividade e a igualdade entre os carros. Isso deixa
os pilotos livre para chegar ao autódromo e se preocupar
apenas em acelerar.
2008 | NOVEMBRO
| EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
Fabricado
na Alemanha: a história de sucesso da Porsche
A Porsche está comemorando aniversário.
Exatamente 60 anos atrás, foi fundada uma empresa
industrial familiar, que partiu de origens modestas e é
hoje um dos mais importantes fabricantes de automóveis
esportivos do mundo - algo inimaginável naquela época
O
dia 8 de junho de 1948 marca o início de um novo
capítulo na história do automóvel.
Nesse dia, o primeiro Porsche, com a identificação
número 356-001, recebeu sua aprovação
oficial e homologação para uso nas estradas.
“Tudo começou quando eu comecei a procurar
e não conseguia encontrar o carro dos meus sonhos.
Então, eu mesmo decidi construí-lo”,
disse Ferry Porsche. Até hoje, este gênio e
espírito pioneiro vem moldando a filosofia da empresa.

Ferry Porsche (centro), Ferdinand Porsche (direita) e Erwin
Komenda (esquerda) em Gmünd, ao lado do
Porsche 356/1, o primeiro Porsche construído.
Nestas seis décadas de existência, a Porsche
passou por picos e também por declínios. No
entanto, graças a métodos de produção
eficientes, apresentação diferenciada da marca
e modelos inovadores como o 959, o 911, o Boxster e o Cayenne,
o especialista em carros esportivos que começou como
uma pequena empresa rapidamente se transformou em um dos
fabricantes de maior sucesso e com maior lucratividade no
mundo.
“Hoje, a Porsche tem muita força. Temos a
linha de modelos de veículos mais ampla e mais atraente
da história da empresa. Temos custos e processos
sob controle, assegurando dessa forma nossa independência
durante muito tempo. Sempre nos consideramos o Davi que
tem de enfrentar os Golias desta indústria. Esta
auto-imagem tem nos moldado no decorrer dos anos, mas também
foi o que nos trouxe sucesso”, explica o Presidente
da Porsche, Dr. Wendelin Wiedeking.
Quando Wiedeking assumiu a administração
da empresa, em 1992, a Porsche tinha alcançado o
pico da maior crise econômica de sua história.
A empresa estava no limiar de perder seu bem mais importante:
a independência. A Porsche estava pronta para ser
assumida por outra empresa e isto precisava ser sanado imediatamente.
As famílias acionistas, Porsche e Piëch, deu
à diretoria da empresa o apoio necessário.
Wiedeking e seus colegas da diretoria não apenas
produziram o Boxster, mas também fizeram com que
a empresa desse a volta por cima através de outras
medidas econômicas. Sob termos genéricos como
“administração delgada” e “produção
delgada”, novos fluxos de trabalho organizacionais
e de produção foram introduzidos. A hierarquia
da empresa e as estruturas de processo foram reorganizadas
em todos os níveis. Não demorou muito para
que os esforços internos melhorassem a produtividade
e para que a linha de produtos recém-desenvolvida
tivesse um impacto positivo. Já em 1995, a Porsche
estava tendo balanços financeiros positivos e começou
a assumir uma posição de liderança
ao quebrar recordes de receita, vendas e rendimentos todos
os anos.
Além do balanço financeiro, a reputação
da marca Porsche reflete a posição excepcional
da empresa. Pela quinta vez consecutiva, gerentes alemães
de renome de todos os setores da indústria elegeram,
através de uma pesquisa feita pela revista “Manager
Magazin”, a Porsche AG como sendo a empresa que tem
a melhor imagem. O prestigioso “Estudo sobre Qualidade
Inicial”, conduzido pelo instituto de pesquisas norte-americano
J.D. Power, classificou a Porsche em primeiro lugar pela
segunda vez. E o estudo de “Atratividade” feito
pela J.D. Power confirmou que o fabricante de veículos
esportivos com sede em Stuttgart foi, pela terceira vez
consecutiva, considerado pelos consumidores norte-americanos
como a marca mais atraente.
Nesses 60 anos, a Porsche trabalhou muito para alcançar
esta imagem especial, tanto através de variadas inovações
como, em particular, em relação à área
de proteção ambiental. Os engenheiros da Porsche
nunca estão satisfeitos em apenas cumprir as leis
ambientais aprovadas pelos legisladores: eles sempre tiveram
como objetivo fazer mais que o exigido. Os veículos
da Porsche devem também ser considerados exemplos
a serem seguidos no que diz respeito à proteção
ambiental. Já no ano de 1966, o primeiro teste de
emissões autorizado na Europa foi realizado usando-se
um 911. Não demorou muito e uma agência em
separado foi estabelecida para testar também os valores
de emissão de veículos produzidos por outros
fabricantes.
A Porsche desenvolve novas tecnologias não apenas
para melhorar as características de direção
dos veículos, mas também para continuamente
aperfeiçoar os carros em relação à
sustentabilidade ambiental. Nos últimos 15 anos,
a Porsche obteve sucesso nas iniciativas de redução
de consumo de combustível por seus novos veículos,
com a conseqüente redução das emissões
de CO2, em 1,7 por cento em média, todos os anos.
Com relação ao desempenho do motor, a Porsche
atualmente se encontra entre os fabricantes com menor número
de emissões de CO2. Além disso, até
o ano de 2012, o consumo de combustível dos veículos
Porsche terá uma redução da ordem de
20%. Novas tecnologias inovadoras do motor e a direção
híbrida para o Cayenne e o Panamera farão
com que isso seja possível.
O ex-chanceler Gerhard Schröder disse certa vez: "A
Porsche é um modelo para a Alemanha”. Ele não
somente se referia à engenhosidade que é a
característica da empresa, mas também à
imagem do Davi para a Porsche, uma pequena empresa fabricante
de veículos que foi capaz de enfrentar os Golias
de sua indústria nos últimos 60 anos. Com
o selo de qualidade “Fabricado na Alemanha”,
sua rejeição a subsídios e seu senso
de responsabilidade social para com seus funcionários,
a Porsche nunca perdeu de vista o caminho que deseja seguir.
Isto inclui o passo que a Porsche tomou em direção
a um novo futuro em setembro de 2005: a sua participação
majoritária na Volkswagen AG. Detendo quase 31% de
seu capital de ações com direito a voto, a
Porsche é agora o maior acionista da VW. No decorrer
deste ano, sua participação aumentará
para mais de 50%.

Porsches 911 Carrera Cabriolet, Cayman S, Boxster e Cayenne
GTS em 2008
O objetivo é claro: sob a denominação
Porsche Automobil Holding SE, será assegurado o crescimento
tanto para a Porsche como para a Volkswagen, graças
à sua parceria comprovada de desenvolvimento e produção
e também à independência de ambas as
empresas. Dr. Wendelin Wiedeking, Presidente da Diretoria,
promete: “A Porsche continuará sendo a Porsche
no futuro, da mesma forma que a Volkswagen continuará
sendo a Volkswagen. Essa é a receita do sucesso".
2008 | NOVEMBRO
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Projeto
Expedicionários: a redescoberta do Brasil a bordo
de um Porsche Cayenne
A bordo de um Porsche
Cayenne V6, equipes formadas por jornalista, fotógrafo
e cinegrafista fizeram cinco viagens pelo Brasil, cada uma
retratando a história e o roteiro percorrido por
um expedicionário brasileiro
Foram
cinco viagens pelo interior do Brasil. Em todas, o Porsche
Cayenne percorreu as mais variadas e difíceis condições,
desde o frio do inverno do sul até as temperaturas
extremamente altas do deserto do Jalapão. O projeto
cultural Expedicionários, patrocinado pela Stuttgart
Sportcar (importador oficial Porsche) e pela Eurobike (revendedor
autorizado de Ribeirão Preto e Porto Alegre) mostrou
todas as qualidades do Cayenne para trafegar fora de estrada.
A bordo de um Porsche Cayenne V6, equipes formadas por
jornalista, fotógrafo e cinegrafista fizeram cinco
viagens pelo Brasil, cada uma retratando a história
e o roteiro percorrido por um expedicionário brasileiro.
Iniciado em junho de 2007, o projeto deu origem a um livro
e um DVD que registraram os momentos e imagens mais marcantes
de cada viagem.
Em 2007, foram realizadas três expedições.
A primeira, em junho de 2007, percorreu os Lençóis
Maranhenses e o Delta do Parnaíba, no Piauí,
refazendo a rota do padre Antônio Vieira. No mês
seguinte, o Cayenne foi enviado às serras gaúchas
para percorrer os caminhos do explorador espanhol Cabeça
de Vaca. A partida aconteceu em Florianópolis (SC)
e a chegada em Foz do Iguaçu (PR), depois de passar
também pelo território do Rio Grande do Sul.
Ainda no final de julho, começou a terceira expedição,
que percorreu o deserto do Jalapão, em Tocantins
(homenageando o marechal Cândido Rondon).

As duas viagens finais aconteceram em fevereiro e março
de 2008. A primeira do ano percorreu a rota do Coronel Fawcett.
Começou em Goiânia, passou pelo rio Araguaia
e chegou a Mato Grosso, percorrendo regiões como
as de Água Boa, Serra do Roncador e Chapada dos Guimarães,
até chegar a Cuiabá. O encerramento do Expedicionários
aconteceu com a rota do historiador Paulo Bertrand, falecido
em 2005. Começou em Brasília e passou por
Pirenópolis, Goiás (a antiga capital do estado),
Serra Dourada, cidade de Pedra e Serra dos Pirineus, voltando
então para Brasília.
Todas as viagens foram feitas com um Porsche Cayenne V6
sem preparações especiais. A instalação
de pneus especiais para fora-de-estrada, integrantes da
linha de opcionais oferecidos pela própria Porsche,
foi a única alteração técnica
feita no carro. “Todos os integrantes do projeto adoraram
o Cayenne e querem que ele seja personagem do livro”,
relata Ana Augusta Rocha, coordenadora do projeto Expedicionários.
“Ele até recebeu o apelido ‘Ferdinando’,
em homenagem ao criador da Porsche.” No total, o Cayenne
percorreu cerca de 15.000 km em oito estados (Maranhão,
Ceará, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande
do Sul, Goiás, Mato Grosso e Tocantins), sempre demonstrando
sua capacidade fora-de-estrada.

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Câmbio
PDK, novo estilo e mais potência são os atrativos
dos novos Porsche 911
As grandes novidades da “família”,
porém, estão na mecânica e na tecnologia.
Começando pelos motores: eles ficaram cerca de 6
kg mais leves que os anteriores e ocupam menos espaço
dentro do cofre
Uma
evolução tipicamente Porsche: discreta no
visual e marcante na tecnologia, no desempenho e nos benefícios
para o motorista e o meio ambiente. Assim pode ser definida
a nova linha Porsche 911. No total, são dez novas
versões com motores aspirados: Carrera, Carrera S,
Carrera Cabriolet, Carrera S Cabriolet, Carrera 4, Carrera
4S, Carrera 4 Cabriolet, Carrera 4S Cabriolet, Targa 4 e
Targa 4S. A elas, se juntam as já existentes versões
com motor turbinado: Turbo, Turbo Cabriolet e GT2, sendo
que este último é vendido no Brasil somente
por encomenda.
Os Porsche 911 com motor aspirado tornaram-se ainda mais
desejáveis com a adoção de duas novas
tecnologias: câmbio automático PDK (dupla embreagem
Porsche) e injeção direta de combustível.
Combinadas com o aumento de potência nos motores,
elas asseguram maior potência, acelerações
mais rápidas, menor consumo de combustível
e menos emissões. Isso mesmo: a Porsche conseguiu
aumentar a potência de seus motores e ainda torná-los
mais econômicos e “limpos” que os antecessores.
Externamente, a nova geração (a segunda dos
911 “997”) se diferencia facilmente. Os novos
grupos óticos incluem de série faróis
bi-xenon e luzes de direção composta por LEDs,
cuja luminosidade é mais acentuada que as das lanternas
comuns. Opcionalmente, pode-se equipar os novos 911 com
sistema de iluminação dinâmica nas curvas,
com ângulo máximo de inclinação
interna de 15 graus e externa de 7 graus.
Dessa maneira, mesmo as curvas mais fechadas podem ser
percorridas com maior segurança à noite. As
entradas de ar dianteiras também são maiores
que antes, devido às novas necessidades de refrigeração
do motor. Na traseira, chamam a atenção as
lanternas com novo desenho e igualmente formadas por LEDs.
Como já acontecia antes, as versões “4”,
com tração nas quatro rodas, possuem a traseira
44 mm mais larga, na altura das rodas, em comparação
com as versões de tração traseira.
Nas laterais, os 911 receberam rodas e espelhos retrovisores
com novo desenho.
Internamente, o PCM (Porsche Communication Management,
gerenciamento de comunicação Porsche) foi
modificado. Ganhou uma tela maior (passou de 5,8 para 6,5
polegadas) com sistema touch-screen (seleção
de funções feita por meio de toques na própria
tela). Por meio do PCM, pode-se controlar fontes de áudio
externas, como reprodutores de som do tipo USB ou iPod.
Sistema de navegação com capacidade de 40
GB, módulo de telefone com interface Bluetooth e
sistema de comando de voz completam o sistema. Os assentos
dianteiros possuem um novo sistema de ventilação
interna e o volante, opcionalmente, pode ser equipado com
sistema de aquecimento. O PCM inclui ainda módulo
de navegação por GPS.
As grandes novidades da “família”, porém,
estão na mecânica e na tecnologia. Começando
pelos motores: eles ficaram cerca de 6 kg mais leves que
os anteriores e ocupam menos espaço dentro do cofre.
As unidades com 3,6 litros passam a desenvolver 345 cv (20
cv a mais que na primeira geração do “997”),
enquanto os 3,8 que equipam as versões “S”
passam a ter 385 cv (30 cv a mais que nos “S”
atuais). O sistema de injeção direta de combustível
(DFI, Direct Fuel Injection) já é usado nos
motores em “V” do Porsche Cayenne e chega pela
primeira vez aos boxer do 911.
A injeção direta proporciona maior eficiência
de combustão, com mais economia e menor emissão
de poluentes - a diminuição foi da ordem de
15% em relação aos “997” anteriores.
Não por acaso, todas as versões tiveram ganhos
expressivos na aceleração e na velocidade
máxima, sendo que algumas versões “S”
passam a ser capazes de atingir 300 km/h.

O câmbio PDK é talvez o grande diferencial
dos novos 911. O PDK, introduzido pela Porsche nos vitoriosos
962C (vencedores da 24 Horas de Le Mans na década
de 1980), chega pela primeira vez aos carros de rua - mais
um pioneirismo da Porsche. Com duas embreagens, o PDK possui
sete marchas que podem ser engatadas por meio de acionamento
eletro-hidráulico sem interrupção de
tração. Isso acontece porque a primeira embreagem
manda a primeira mudança parcial com as marchas ímpares
(1ª, 3ª, 5ª e 7ª, mais a ré)
e a outra envia a segunda mudança com as marchas
pares (2ª, 4ª e 6ª).
O PDK combina as vantagens dos câmbios manuais com
as dos automáticos. Caso o motorista opte por mudar
as marchas, pode fazê-lo na alavanca ou por meio de
teclas existentes nos dois lados do volante. Pressiona-se
as teclas (ou apenas uma delas) para a frente para “subir”
as marchas. Para reduzir as marchas, basta pressionar as
teclas para trás, na direção do corpo.
Mesmo tendo uma marcha a mais, o PDK pesa cerca de 10 kg
a menos que o antigo Tiptronic S, que deixa de ser oferecido.
Quem preferir pode optar pelo câmbio manual de 6 marchas.
A dirigibilidade e a estabilidade continuam sendo pontos
fortes nos 911. Para as versões com tração
traseira, a Porsche oferece como opcional o diferencial
autoblocante com acionamento mecânico, com registros
de bloqueio de 22% ao tracionar e 27% ao desacelerar. Esse
equipamento melhora a tração e a estabilidade
do carro. A suspensão ativa PASM (Porsche Active
Suspension Management) é opcional nas versões
com motor de 3,6 litros e de série nas versões
“S”.
Além disso, o controle de estabilidade PSM (Porsche
Stavility Management), que implementa as funções
do ABS (sistema anti-bloqueio dos freios), ASR (controle
de tração), MSR (regulagem de torque) e ABD
(diferencial de frenagem automático) passa a ter
funções antes reservadas às versões
com tração nas quatro rodas, como a pré-carga
de frenagem e servofreio de emergência. O sistema
de freios teve sua capacidade de frenagem aumentada para
responder às novas solicitações mecânicas.
Como antes, a cor da cobertura das pinças identifica
os sistemas de cada versão: preto nas versões
com motor de 3,6 litros, vermelho nas versões “S”
e amarelo nas unidades equipadas com os freios de cerâmica
PCCB (Porsche Ceramic Composite Brake, opcionais). Todas
as versões passaram a ter discos de freio com 330
mm de diâmetro nas quatro rodas.
O pacote Sport Chrono Plus também foi aperfeiçoado.
Ganhou Launch Control (controle de largada) e programa de
específico para condução esportiva.
Sua existência é mostrada no interior com a
instalação de um cronômetro analógico
e digital no centro do painel. O Sport Chrono Plus inclui
modo Sport para motor, PASM e câmbio, incluindo duas
teclas de acionamento (Sport e Sport Plus), indicador de
desempenho no PCM e memória independente.
A nova função Launch Control é um
sistema eletrônico que permite efetuar arrancadas
rápidas, sem qualquer perda de tempo. Para ativá-lo,
basta pressionar a tecla Sport Plus no console central.
Para simular uma largada de corrida, basta pressionar o
pedal do freio com o pé esquerdo e acelerar ao máximo
com o direito, até conectar o interruptor de aceleração
máxima. Nessas circunstâncias, o regime máximo
do motor está limitado a 6.500 rpm. Quando o motorista
tira o pé do freio, o câmbio ajusta o nível
de deslizamento mais conveniente e o carro acelera ao máximo,
aproveitando ao máximo a tração.
A segunda nova função do Sport Chrono Plus,
em combinação com o PDK, é um programa
que permite dirigir esportivamente. Os tempos de mudança
de marcha são significativamente diminuídos
- metade do tempo do Tiptronic S. Esta função
também é ativada pela tecla Sport Plus.

Sistema de Injeção Direta
Uma mudança exclusiva das versões Carrera
4S e Carrera 4 é a adoção do sistema
controlado eletronicamente pelo PTM (Porsche Traction Management).
Antes disponível somente no 911 Turbo, esse sistema
torna os novos 911 Carrera 4S e Carrera 4 ainda mais estáveis,
graças à transmissão mais pontual e
seletiva da potência do motor em circunstâncias
dinâmicas. Uma embreagem multidiscos com controle
eletromagnético (substituta do antigo sistema multidiscos
viscoso) proporciona respostas rápidas e distribui
da forma mais conveniente a potência do motor entre
as rodas dianteiras e traseiras. O tempo de resposta é
inferior a 100 milésimos de segundo.
Nas versões Cabriolet, a novidade é a maior
durabilidade da capota de lona. Além de ser mais
resistente ao desgaste natural causado pelo uso, as novas
capotas ganharam elementos de acionamento com o dobro de
resistência. A capota mantém as capacidades
de isolamento térmico e acústico que proporcionam
grande conforto. A vigia traseira, feita em vidro, possui
sistema de desembaçamento.
A operação de abertura ou fechamento da capota
é feita por meio de uma tecla no painel e pode ser
feita com o carro em movimento, a até 50 km/h, demorando
apenas 20 segundos para ser concluída. Todos os conversíveis
têm defletores de vento como equipamento de série.
Opcionamente, pode-se pedir capota rígida pintada
na cor da carroceria e com acabamento interno combinando
com o do carro. Sua colocação é fácil
e rápida, dando ao proprietário mais uma opção
de estilo para seu carro.
A renovação da linha Porsche chegou também
à versão Targa, oferecida somente com tração
nas quatro rodas. Mecanicamente, ela é idêntica
às versões Carrera 4S e Carrera 4. Seu maior
diferencial é a configuração da carroceria.
Ela possui teto de vidro que se estende do contorno superior
do pára-brisa dianteiro até a traseira, na
parte alta do capô do motor. A superfície dessa
área envidraçada é de 1,54 m².
O teto é corrediço e se aloja embaixo da
janela traseira em até 7 segundos, proporcionando
uma área de abertura de 0,45 m². O acionamento
é elétrico tanto para o teto de vidro quanto
para a cortina de tecido que permite vedar a passagem de
luz externa. O vidro possui coloração suficiente
para vedar a radiação solar e evitar o aquecimento
excessivo no interior do veículo. Uma característica
exclusiva do Targa é a janela traseira basculante:
ela permite acesso ao interior do carro pela parte traseira,
facilitando a colocação de bagagens.
Também exclusivo do Targa é o estilo das
janelas laterais. Além de receberem molduras de alumínio
anodizado e polido no contorno do teto, elas terminam em
ponta, remetendo ao estilo dos primeiros Targa. Sendo disponível
apenas com tração nas quatro rodas, o Targa
possui a traseira mais larga que caracteriza as versões
Carrera 4S e Carrera 4.
Porsche 911 Turbo e 911 Turbo Cabriolet -
O Porsche 911 Turbo, já em sua sexta geração,
é um dos carros esporte mais avançados de
todos os tempos. Sua primeira versão data de 1974
(como modelo 1975) e a geração atual foi apresentada
em fevereiro de 2006 no salão do automóvel
de Genebra, na Suíça. O 911 Turbo foi o primeiro
carro esporte de rua a aplicar com sucesso o motor turbocomprimido.
O motor turbo desenvolve 480 cv a 6.000 rpm e a potência
específica do motor boxer de 3,6 litros atinge 133
cv por litro. O torque máximo é de 620 Nm
(63,2 kgfm) entre 1.950 e 5.000 rpm e a velocidade máxima
é de 310 km/h. Equipado com câmbio manual de
seis marchas, o 911 Turbo vai de zero a 100 km/h em 3,9
segundos, e de zero a 200 km/h em 12,8 segundos. Para ir
de 80 a 120 km/h, são necessários apenas 3,8
segundos. Apesar do alto desempenho, os engenheiros da Porsche
obtiveram êxito reduzindo o consumo médio de
combustível para 7,8 km/l.
Com a transmissão automática Tiptronic S (opcional),
o Porsche 911 Turbo vai de zero a 100 km/h em 3,7 segundos
e atinge 200 km/h após 12,2 segundos. O Turbo com
transmissão automática também apresenta
vantagens quando se trata de flexibilidade. Na penúltima
marcha, ele acelera de 80 a 120 km/h em 3,5 segundos. O
consumo de combustível passa para 7,3 litros e a
velocidade máxima é a mesma da versão
com câmbio mecânico: 310 km/h.

A versão Cabriolet tem números de desempenho
muito parecidos: aceleração de 0 a 100 km/h
em 3,8 segundos com câmbio Tiptronic S ou 4,0 segundos
com câmbio manual. De 0 a 200 km/h, o carro demora
12,6 segundos com o Tiptronic S ou 12,8 segundos com câmbio
manual. A velocidade máxima é a mesma do Coupé:
310 km/h.
O Porsche 911 Turbo integra a galeria de marcos tecnológicos
da Porsche, graças à adoção
de turbocompressores de geometria variável (VTG,
Variable Turbine Geometry). Ele é o primeiro veículo
a gasolina a usar esta tecnologia, aplicada com sucesso
em motores a diesel. Com o VTG, o fluxo de gases do motor
(que faz a turbina funcionar) pode ser regulado com precisão
a qualquer rotação. Isso permite canalizar
o fluxo da maneira mais conveniente, já que o ângulo
de abertura das palhetas das turbinas se altera de acordo
com a rotação do motor: as palhetas se “fecham”
em rotações mais baixas e “abrem”
à medida em que o regime de funcionamento do motor
aumenta.
O VTG foi um dos fatores que contribuíram para o
911 Turbo ter melhor desempenho em relação
à geração anterior. O uso de materiais
mais resistentes termicamente possibilitou desenvolver um
turbocompressor com VTG capaz de suportar sem problemas
as altas temperaturas (até 1000°C) a que podem
chegar os gases de escape do motor boxer de 6 cilindros.
O VTG reúne vantagens dos turbocompressores de várias
dimensões. Os dois elementos que formam o sistema
biturbo que estréia neste Porsche podem utilizar
ao máximo a efeitos de sobrealimentação
(a força motriz proporcionada pelos gases de escape)
segundo os distintos níveis de carga do motor.
Graças ao desenvolvimento do sistema de tração
nas quatro rodas, o 911 Turbo é capaz de transmitir
continuamente, e com grande eficiência, a potência
do motor. O sistema PTM (Porsche Traction Management, gerenciamento
de tração Porsche), equipamento de série,
é constituído por uma embreagem multidiscos
controlada de forma eletromagnética. Este elemento
assegura a distribuição ideal de tração
entre as quatro rodas.
O PTM responde às necessidades dinâmicas em
menos de 100 milésimos de segundo, sendo portanto
mais rápido que a capacidade de percepção
sensorial e de reação do próprio motorista.
Se necessário, o PTM envia maior ou menor porcentagem
de potência ou tração às rodas
dianteiras. Tudo isso otimiza a estabilidade, a tração
e a agilidade do 911 Turbo. Não é exagero
dizer que o sistema de tração nas quatro rodas
pode atuar praticamente de maneira preventiva. Estas características
garantem incomum agilidade em estradas estreitas, máxima
tração constante e altos níveis de
segurança ativa em quaisquer circunstâncias
de condução e piso.
No 911 Turbo, o PTM se comunica com o sistema PSM (Porsche
Stability Management, gerenciamento de estabilidade Porsche),
também incluído entre os itens de série
do veículo. O controle de estabilidade é complementado
com diferentes funções de ajuda em frenagens.
Um deles é a precarga do sistema, que ajuda a encurtar
ainda mais as distâncias de retenção
em circunstâncias de frenagem máxima.
Se o motorista acionar o pedal do freio rapidamente mas
sem força suficiente, uma bomba hidráulica
induz à atuação do servofreio de emergência,
com o objetivo de ativar o ABS (sistema anti-bloqueio dos
freios). Por outro lado, os motoristas adeptos de uma condução
mais esportiva podem solicitar (como opcional) diferencial
autoblocante traseiro com acionamento mecânico assimétrico.
Este dispositivo culmina o comportamento dinâmico,
já excepcionalmente eficiente graças ao PTM.
Se estiver equipado com o pacote Sport Chrono Turbo (opcional),
o 911 Turbo terá também um comando chamado
“overboost”, que permite aumentar a potência
do motor em determinados momentos de máxima aceleração.
Se estiver pressionada a tecla Sport, essa função
aumenta brevemente a pressão do turbocompressor em
cerca de 0,2 bar. Um aumento seletivo da pressão
de sobrealimentação permite acrescentar 60
Nm (6,1 kgfm) ao torque do motor – que, dessa maneira,
passa a ter 680 Nm (69,3 kgfm) de torque máximo.
Essa função repercute positivamente na elasticidade
do motor em ultrapassagens, por exemplo.
Com esse comando, a retomada de velocidade de 80 a 120
km/h, com o câmbio em quinta marcha, é feita
em 3,5 segundos (3,8 segundos em condições
normais) com o câmbio manual e em 3,3 segundos (antes,
3,5 segundos) com o Tiptronic S. No Cabriolet, esses números
são respectivamente 3,6 segundos com o câmbio
manual ou 3,4 segundos com o Tiptronic.
Para transferir a potência disponível, o
911 Turbo dispõe de tração total reprojetada,
com uma embreagem de discos múltiplos controlada
eletronicamente. A Manutenção de Tração
da Porsche (MTP) assegura uma distribuição
de potência variável entre os dois eixos. Dependendo
das condições nas quais se está dirigindo,
o sistema eletrônico de tração total
determina constantemente a melhor distribuição
do torque para assegurar a melhor direção
possível. Na prática, isto se traduz em uma
grande agilidade em estradas estreitas de áreas não
urbanas, tração excepcional na neve e na chuva
e uma excelente segurança ativa, mesmo em altas velocidades.
Estas qualidades fazem do MTP um dos mais poderosos e ao
mesmo tempo um dos mais leves sistemas de tração
total no mercado.
O equipamento de série da versão top da linha
911 inclui suspensão ativa PASM (Porsche Active Suspension
Management, gerenciamento de suspensão ativa Porsche).
O sistema PASM se beneficia do acoplamento das unidades
de controle do PTM e do PSM em um sistema multiplexado,
proporcionando uma regulagem mais exata segundo as circunstâncias
dinâmicas. Com o PASM, o condutor pode escolher entre
os modos Normal (mais voltado ao conforto) e Sport (com
forte orientação esportiva), cada um determinando
a resposta (continuamente variável) do sistema de
suspensão e dos amortecedores. Dessa maneira, o 911
Turbo reage, cada vez mais, segundo os desejos do condutor.
A estratégia e a filosofia de segurança da
Porsche determinam que cada aumento de potência do
motor deve ser acompanhado por um aumento na capacidade
de frenagem do veículo. O 911 Turbo possui sistema
de frenagem ainda mais eficiente que o da geração
anterior, aproveitando especificações dos
freios do Porsche Carrera GT. Destacam-se os discos de freio
com 350 mm de diâmetro (20 mm maior que no 911 Turbo
anterior), pinças com seis pistões e superfície
de pastilhas de freio 42% mais ampla. Também foi
aumentada a capacidade de frenagem nas rodas traseiras:
discos com o mesmo diâmetro dos dianteiros e pinças
de quatro pistões.
A função de precarga do sistema de frenagem
e o sistema de servofreio de emergência ajudam a diminuir
continuamente as distâncias de frenagem. Como opcional,
o 911 Turbo pode ser equipado com o PCCB (Porsche Ceramic
Composite Brake, freio em composto de cerâmica Porsche),
cujos discos dianteiros possuem 380 mm de diâmetro.
O PCCB, além de pesar cerca de 17 kg a menos que
o sistema tradicional, proporciona resposta de frenagem
ainda mais rápida, estabilidade anti-fading, alta
resistência e imunidade total e absoluta à
corrosão.

O câmbio Tiptronic possui funções dinâmicas.
O ato de cortar a aceleração ativa automaticamente
um comando chamado “fast off”, que inibe o engate
de uma marcha mais alta. Esse comando passou a ser ativado
também quando o pedal do acelerador não é
totalmente aliviado. Com isso, melhora o comportamento dinâmico
do veículo, em especial a tração em
estradas sinuosas. Ao conduzir de forma esportiva (por exemplo,
com acionamentos sucessivos e rápidos dos pedais
do acelerador e do freio), uma função chamada
“fast back” ajuda o condutor a, por exemplo,
acionar o freio antes de entrar em curvas, inserindo automaticamente
a velocidade mais indicada para sair acelerando novamente
da forma mais conveniente.
Como já acontecia nas gerações anteriores,
o 911 Turbo da geração “997” tem
estilo diferenciado em relação às demais
versões. Detalhes exclusivos – alguns desenvolvidos
por necessidade técnica, outros para realçar
ainda mais o caráter esportivo do carro - dão
ao 911 Turbo uma aparência inconfundível. Paradoxalmente,
foi acentuada a relação com os outros 911
da atual geração.
Chamam a atenção na dianteira as entradas
de ventilação com piscas com diodos luminosos
e os faróis anti-neblina situados nas quinas inferiores
da carroceria. A traseira transmite impressão de
musculosidade, em especial nas aletas 22 cm mais largas
e na posição das ponteiras do cano de escapamento
– são duas, uma em cada lado, com formato oval.
As tomadas de ar laterais, localizadas atrás das
portas, se diferenciam por um desenho que acentua a personalidade
dominante e o caráter forte do 911 Turbo.
O Porsche 911 Turbo se destaca pela aerodinâmica
aperfeiçoada. Mesmo tendo carroceria mais larga,
mecânica que requer maiores fluxos de ar para ventilação
de componentes e rodas de 19 polegadas, o fator aerodinâmico
(Cx) continua sendo 0,31. Os engenheiros da Porsche também
vêm diminuindo continuamente o empuxo que o ar exerce
sobre os dois eixos. Este bom comportamento aerodinâmico
se deve, entre outras coisas, ao desenho do aerofólio
traseiro subdividido em distintas partes. Mesmo ao rodar
em alta velocidade, o condutor tem em mãos um veículo
seguro, estável e de excelente comportamento dinâmico.
Uma característica adicional no design do 911 Turbo
é a dianteira modificada, com suas distintas entradas
de ar para resfriamento, cuidadosamente desenhadas. Em conjunto
com os faróis ovais bi-xenon, elas identificam o
Turbo em relação às versões
com motor atmosférico. A vista frontal harmoniosa
é realçada por faróis de neblina bem
separados e encravados, e por piscas com LED, localizados
nas entradas de ar laterais na parte dianteira. Visto por
trás, o Turbo também tem uma aparência
mais esportiva.
Isto se deve principalmente à sua traseira, 22 milímetros
mais larga que a do modelo anterior. O elemento da asa foi
reprojetado e alinhado. Agora ele inclina-se levemente para
baixo nas laterais e aninha-se dentro dos contornos dos
pára-choques traseiros. As entradas de ar laterais
atrás das portas também foram redesenhadas,
e juntamente com os dutos de ar, fornecem um suprimento
de ar fresco mais eficiente para os “intercoolers”
(equipamento que promove o adensamento do ar que vai para
o motor).
Como nos demais esportivos da linha 911, a versão
oferece altos níveis de segurança e proteção
aos ocupantes. São seis airbags, sendo duas unidades
frontais (motorista e passageiro) e dois airbags tipo cortina,
além de airbags laterais incorporados aos encostos
dos bancos – todos são acionados simultaneamente
em caso de colisão. Este sistema estreou internacionalmente
com a Porsche.
O interior do 911 Turbo tem aros dos instrumentos pintados
na cor alumínio, acompanhando a apresentação
gráfica característica dos modelos 911. O
conta-giros possui um detalhe exclusivo: o logotipo “Turbo”
no fundo do instrumento. Para melhor iluminação,
são empregados diodos com luminosidade branca. No
display do relógio central está integrado
um indicador que permite controlar a pressão do turbocompressor
mediante uma escala de barras digitais.
O desenho do habitáculo inclui alavanca de câmbio
do tipo Turbo Look especial. Também é equipamento
de série o módulo PCM (Porsche Communication
Management, gerenciamento de comunicação Porsche),
que inclui sistema de navegação com reprodutor
de DVD. O sistema de som BOSE Surround Sound conta com treze
alto-falantes e amplificador digital de sete canais. Para
o PCM, é oferecido como opcional um módulo
de telefone e um diário de rotas eletrônico.
Outros equipamentos de série são os espelhos
retrovisores com dispositivo automático anti-ofuscamento
e sistema de alarme anti-roubo que monitora o espaço
interior (mediante sensores de radar) e a carroceria (mediante
contatos).
Segurança - Como nos demais 911
conversíveis, o Turbo Cabriolet utiliza uma capota
de lona aperfeiçoada até os detalhes mais
ínfimos. O conjunto, feito em lona e liga de metal
leve, pesa 42 kg e pode ser erguida ou abaixada por meio
de mecanismo elétrico, bastando apertar uma tecla
situada no console central. Essa operação
demora 20 segundos e pode ser feita com o carro em movimento,
desde que até uma velocidade máxima de 50
km/h. A vigia traseira é de vidro e o acionamento
da capota é feito simultaneamente com o levantamento
das janelas laterais traseiras.
A capota também pode ser acionada à distância,
por meio de um botão existente na chave de contato.
Para isso, é necessário desbloquear antes
a trava central das portas. Uma novidade é que, com
o teto aberto e as janelas dianteiras fechadas, pode-se
também acionar as janelas traseiras, diminuindo eventuais
turbulências e aumentando o conforto ao rodar com
a capota aberta.
Opcionalmente, o 911 Turbo Cabriolet pode ser equipado
com teto rígido desmontável (“hardtop”)
com acabamento interno e cor externa combinando com os do
veículo. Graças ao emprego de materiais leves,
o peso desta capota é de apenas 33 kg, podendo ser
colocado ou retirado com facilidade. As ancoragens traseiras,
por exemplo, engancham automaticamente ao depositar a capota.
Ao mesmo tempo, estabelece-se a conexão elétrica
da janela térmica sem necessidade de manipular cabos
ou conectores adicionais ou independentes.
A combinação de leveza e rigidez da carroceria
tornam o 911 Turbo Cabriolet confortável e seguro,
compatível com as altas velocidades que ele pode
alcançar. Para que o monobloco do 911 Turbo Cabriolet
proporcione a rigidez desejada, são utilizadas estruturas
e componentes de reforço adicionais nas longarinas,
fabricadas com elementos de chapa duas vezes mais grossa
que normalmente e dotadas de nervuras internas. Existem
ainda três componentes de reforço localizados,
respectivamente, na zona de transição entre
a longarina e os montantes A da carroceria, e unidas às
dobradiças das portas.
A rigidez da carroceria é conseguida, também,
pelo uso de métodos de união mediante solda
de pontos e colagem entre os painéis laterais e o
assoalho do chassi. Os componentes, assim, estão
unidos não apenas pela soldagem, mas também
pela colagem estrutural, assegurando maior resistência
às junções.
Outro aspecto importante são as longarinas do chassi.
A fim de implementar a construção leve que
caracteriza todos os Porsche, combinando-a com nível
máximo de segurança passiva, as extremidades
dianteira e traseira do chassi são fabricadas com
módulos estruturais multiformes. Estes elementos
são fabricados em chapas de distintas espessuras,
usando aço com altos limites de resistência
e unidos entre si por meio de solda a laser. Esta técnica
alia máxima resistência dos materiais com o
menor peso possível. Resultado: em termos de rigidez
torsional e flexional, o 911 Turbo Cabriolet se situa em
posição de ponta entre os desportivos conversíveis
“2+2 lugares”.
Graças a esta construção leve, o 911
Turbo conversível pesa apenas 70 kg a mais que o
cupê, mesmo possuindo o mecanismo de acionamento da
capota e dos arcos anti-capotagem.
Um aspecto crucial em um carro esporte conversível
é a proteção dos ocupantes em caso
de capotamento do veículo. O 911 Turbo Cabriolet
cumpre os mesmos padrões de segurança dos
demais conversíveis da marca. Se houver ameaça
de capotamento, um sensor especial ativa dois arcos de proteção
situados na traseira do carro, proporcionando máxima
proteção aos ocupantes. Esses arcos, mais
as estruturas tubulares montadas nas colunas “A”,
configuram um espaço seguro e bem protegido para
os ocupantes.
Quando um sensor anticapotagem registra que o veículo
está propenso a capotar, a eletrônica ativa
em centésimos de segundo os arcos anticapotagens.
Simultaneamente, são ativados os pretensores dos
cintos de segurança, segurando os passageiros com
mais firmeza em seus respectivos assentos. O 911 Turbo Cabriolet
possui de série, nos quatro lugares, cintos de três
pontos, com os dianteiros dispondo de pretensores e limitadores
de força.
Também está presente o sistema POSIP (Porsche
Side Impact Protection, proteção contra impactos
laterais Porsche). Ele é composto por airbags laterais
integrados à face externa dos encostos dianteiros,
airbags de cortina nas portas e barras de proteção
nas portas. Os airbags de cortina ficam sob o revestimento
da porta, na altura da base da janela.
Porsche 911 GT2 - O 911 GT2 representa
mais um marco para a Porsche. Com motor biturbo com 530
cv de potência, o GT2 é o mais potente 911
de rua em toda a história da marca. Disponível
exclusivamente com tração traseira e câmbio
manual de seis marchas, o 911 GT2 acelera de 0 a 100 km/h
em apenas 3,7 segundos e atinge velocidade máxima
de 329 km/h. No Brasil, o 911 GT2 está disponível
mediante encomenda.
Além do estilo marcante, com largas entradas de
ar na dianteira e na asa traseira (características
desta versão), o 911 GT2 oferece um nível
de consumo de combustível antes considerado impossível
de ser obtido em um carro de sua categoria. De acordo com
a norma NEDC (New European Driving Cycle), o consumo 911
GT2 (média cidade-estrada) é de 8 km/l.
O motor do 911 GT2 é baseado no 6 cilindros boxer
do 911 Turbo, com admissão de ar por meio de dois
turbos com turbinas de geometria variável (VTG).
Com 3,6 litros de cilindrada, atinge a potência máxima
de 530 cv a 6.500 rpm e torque máximo de 680 Nm entre
2.200 e 4.500 rpm. Pesando 1.440 kg, o 911 GT2 oferece uma
relação peso-potência de 2,72 kg/cv.
O aumento de 50 cv em relação ao motor do
911 Turbo é possibilitado pelo uso de turbinas de
maior diâmetro e turbinas com fluxo otimizado, além
de aumento da pressão dos turbos a níveis
ainda maiores. Pela primeira vez, os engenheiros da Porsche
combinaram o motor turbo com coletores de admissão
de ar do tipo expandido - uma genuína revolução
em motores turbocomprimidos.
A expansão dos coletores usa o princípio
da oscilação de ar no coletor de admissão
durante a fase de resfriamento, mantendo a temperatura da
mistura ar-combustível mais baixa do que no 911 Turbo.
Isto significa um considerável aumento de eficiência
em todos os estágios, com diminuição
de cerca de 15% no consumo de combustível, mesmo
com o aumento na potência do motor.
O 911 GT2 oferece conquistas também em termos de
gerenciamento e controle de emissões. Este é
o primeiro Porsche de rua a possuir, como equipamento de
série, silenciador e ponteiras de escapamento feitas
em titânio. Este material reduz o peso para aproximadamente
9 kg - aproximadamente 50% em relação a componentes
similares feitos em aço inoxidável.
Também de série, o 911 GT2 possui discos
de freio PCCB, compostos em fibra de carbono e cerâmica,
que asseguram máximo poder de frenagem. Outra vantagem
do PCCB é reduzir o peso das massas não-suspensas
em relação aos discos de ferro fundido. O
PASM (Porsche Active Suspension Management, gerenciamento
de suspensão ativa Porsche) também é
de série. As rodas de liga leve possuem 19 polegadas
de diâmetro, com pneus 235/35 ZR 19 na frente e 325/30
ZR 19 na traseira.
2008 | NOVEMBRO
| EDIÇÃO 107 | ESPECIAL
Porsche
mostra a nova geração do 911 no Salão
do Automóvel
A nova geração do lendário modelo 911
é a principal atração da Porsche no
Salão Internacional do Automóvel de 2008,
que acontecerá no Pavilhão de Exposições
do Anhembi, em São Paulo, entre 30 de outubro e 9
de novembro. Seguindo a linha evolutiva adotada pela marca
alemã, os novos 911 apresentam mudanças sutis
no estilo e marcantes evoluções tecnológicas
que resultam em melhor desempenho, menor consumo de combustível
e diminuição de emissões.
Os novos 911 estão representados pelas versões
Carrera S, Carrera 4S Cabriolet e Targa 4S. Além
das alterações no visual (basicamente faróis
e lanternas traseiras), eles possuem o novo câmbio
esportivo PDK, de dupla embreagem, que permite mudanças
de marcha rápidas e sem perda de tração
ou aceleração, motor com injeção
direta de combustível (DFI) e faróis direcionais
- eles acompanham o movimento do volante, aumentando a luminosidade
nas curvas e, conseqüentemente, a segurança.
Além deles, a Stuttgart Sportcar, importador oficial
Porsche no Brasil, exporá o 911 Turbo e o 911 Turbo
Cabriolet, que não tiveram alterações.
Os demais modelos da linha também estarão
presentes: completam o estande os SUVs Cayenne Turbo S e
Cayenne GTS, o roadster Boxster S e o cupê de dois
lugares Cayman S. Outra atração será
a presença do Porsche 911 GT3 RSR, versão
de corrida concebida especialmente para competições
como a 24 Horas de Le Mans e o campeonato FIA GT. A unidade
exposta é a mesma que venceu em junho os 500 Km de
Interlagos.
Marcel Visconde, presidente da Stuttgart Sportcar, considera
2008 o melhor ano da história da Porsche no Brasil.
No período janeiro-setembro, foram vendidos 536 automóveis,
superando por larga margem o recorde de 459 unidades comercializadas
no período janeiro-dezembro de 2007. Visconde acredita
que a Stuttgart Sportcar encerrará o ano superando
as 600 unidades vendidas. “Esses números mostram
a força da marca e o acerto da estratégia
de investir na abertura de novos pontos de venda”,
afirma Visconde, referindo-se à existência
de seis lojas Porsche no Brasil atualmente. Além
de São Paulo, onde atua em dois endereços,
a Stuttgart Sportcar está presente no Rio de Janeiro
e em Curitiba. Nas cidades de Porto Alegre e Ribeirão
Preto, a Porsche é representada pela concessionária
autorizada Eurobike.
Outro destaque obtido pela Stuttgart Sportcar foi a venda
de 109 Porsche no mês de setembro. Foi a primeira
vez que um importador latino-americano vendeu mais de uma
centena de unidades no período de um mês. Esta
marca inédita superou inclusive as vendas do México,
maior mercado da Porsche na região e que se beneficia
de regras tributárias bem mais favoráveis
que as brasileiras para automóveis importados.
“Tivemos um ano excepcional e estamos preparados
para superar os desafios trazidos pela nova conjuntura econômica”,
analisa Visconde. “Uma coisa é certa: a marca
Porsche está consolidada no Brasil. Vamos continuar
apostando no potencial de nossos produtos e trabalhar para
oferecer serviços cada vez melhores a nossos clientes”,
finaliza o presidente da Stuttgart Sportcar.
Cobertura Mecânica
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