
2008
| DEZEMBRO | EDIÇÃO 108 | ESPECIAL
| CHEVROLET FLEXPEDITION PORTOS ABERTOS
Terceira etapa segue na direção de
Vitória (ES)
Jornalistas participantes da expedição
visitarão, até novembro, mais 17 portos
brasileiros
Em direção à cidade de Vitória.
A Chevrolet Flexpedition Portos Abertos partiu,
na manhã desta segunda-feira (08/09/2008),
em direção ao porto de Vitória
(ES), para cumprir a terceira etapa da aventura
pela história dos portos brasileiros. A bandeirada
da largada promocional foi dada por Jaime Ardila,
presidente da General Motors do Brasil e Mercosul,
e contou com as presenças de José
Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil,
e Pedro Luiz Dias, diretor de Comunicação
Social da GM do Brasil.
Até agora, a caravana Chevrolet Flexpedition
já visitou 12 portos marítimos das
regiões Sul e Sudeste do Brasil e, até
novembro próximo, concluirá a visitação
aos demais 17 portos marítimos do Norte e
Nordeste do País. Depois de passar por Vitória,
no Espírito Santo (ainda na região
sudeste), a Flexpedition seguirá para Bahia,
Sergipe, Alagoas, Recife, Rio Grande do Norte, Ceará,
Maranhão, Pará, Amapá e Amazonas.
Participam dessa terceira etapa, de São
Caetano do Sul a Vitória, os jornalistas
Alessandra Ferreira Neves, da revista Car Magazine
Brasil (SP); Allan Farina Lima, da revista Minha
Viagem (SP); Eduardo Vieira Barreto, do jornal Oficina
Brasil (SP); Fabio Penteado, da revista Tecnologística
(SP); Guilherme Arruda, da revista Transporte Moderno
(RS) e correspondente do jornal Gazeta Mercantil
no RS; Marcelo Souza, do jornal O Norte (PB); Thalmany
Costa, do programa Sobre Rodas (AL); e, Vinicius
Lemos Ferreira, da revista Logística Para
o Brasil (SP).
Como integrantes da equipe de suporte da Chevrolet
Flexpedition Portos Abertos, estão Luiz Cezar
Fanfa, coordenador; Nereu Leme, jornalista e escritor;
Pedro Danthas, fotógrafo; e, Aderlin Valerio
Júnior, cinegrafista. Os seis carros Chevrolet
utilizados nessa terceira etapa são o Vectra
Sedã, Vectra GT, Astra hatchback, Tracker,
Prisma e S10 cabine dupla.

Chevrolet Flexpedition Portos Abertos. Jaime Ardila,
presidente da GM do Brasil e Mercosul, dá
a largada na etapa que vai de São Caetano
do Sul a Vitória, Espírito Santo
Vila-porto - Vitória, capital
do Espírito Santo, onde foi feita a primeira
extração de óleo no pré-sal
do campo de Jubarte, no último dia 1°
de setembro, começou a se formar em 1534,
quando o então rei de Portugal, Dom João
III, dividiu as terras do Brasil em capitanias hereditárias,
e entregou a capitania do Espírito Santo
ao fidalgo Vasco Fernandes Coutinho. Ele tomou posse
em 23 de maio de 1535, desembarcando primeiramente
em Vila Velha, e seguindo depois pela baía
de Vitória.
Iniciava-se então o povoamento do solo
espírito-santense, com as suas primeiras
cabanas e culturas agrícolas. A vila de Vitória
(1545) foi elevada por decreto à categoria
de cidade em 24 de fevereiro de 1823. Os índios
goitacazes que habitavam a região, chamavam
as roças de "capixabas", expressão
que denominaria a população da ilha
e, posteriormente, todos os espírito-santenses.
Nos 300 anos iniciais de sua história, Vitória
foi uma vila-porto, tendo enfrentado franceses e
ingleses atrás de açúcar e
de pau-brasil.
No final do século XIX, por volta de 1870,
o crescimento da cultura cafeeira na província
do Espírito Santo, tornou saturado o porto
de Itapemirim, utilizado para escoamento agrícola,
essencialmente de cana-de-açúcar.
Desse fato originou-se o porto de Vitória,
pois, como alternativa, foram previstos embarques
em outro atracadouro, denominado cais do Imperador,
na parte sul da ilha de Vitória.
Em 1906, o governo federal autorizou à
Companhia Porto de Vitória (CPV) a implantação
de novas instalações no mesmo local,
ficando a cargo da empresa C.H. Walker & Co.
Ltda. a execução do cais. A idéia
dos políticos da época era transformar
aquele cais num grande porto que centralizasse todo
o comércio do Espírito Santo e fizesse
de Vitória um grande centro comercial.
Em 1914, as obras são interrompidas e a
concessão do porto passa ao governo estadual
pelo decreto nº 16.739, em 1924. A construção
do porto é retomada em 1925, e sua inauguração
em 3 de novembro de 1940, assinala o início
do atual complexo portuário. Embora, a data
da inauguração do porto organizado
de Vitória seja 1940, em 2006, comemorou-se
o centenário do porto de Vitória.
Segundo fontes, a construção do
porto seria responsável pela concepção
de outra cidade, onde praticamente todos os antigos
cais desaparecem, para dar origem ao porto de Vitória.
Todo o desenho da ilha foi assim modificado, morreu
a cidade colonial voltada para o mar e uma outra
começou a ser erguida.
Em 1949, o café ainda era o ouro verde
do Estado e a administração do Porto
erguia o armazém número IV. Numa prevenção
contra o assoreamento da baía, foram aterrados
a Esplanada da Capixaba e os mangues entre o Forte
São João e Bento Ferreira, mudando
completamente o panorama da orla marítima
de Vitória com formação de
amplas avenidas e quarteirões, transformando
a cidade, definitivamente, em cidade portuária.
Em 18 de setembro de 1978, com a edição
do decreto n° 82.279, a exploração
comercial do porto retornou, por encampação,
ao governo federal. Em 21 de fevereiro de 1983,
foi criada a Companhia Docas do Espírito
Santo - CODESA, administração vigente
até hoje.

O maior em minério de ferro - O
porto de Vitória com dezesseis berços
de atracação atende a navegação
nas cidades de Vitória e Vila Velha. É
importante ressaltar a existência dos terminais
de Tubarão e de Praia Mole, localizados também
no município de Vitória (ES).
O terminal de Tubarão construído
na década de 1960 é administrado pela
Companhia Vale do Rio Doce, está localizado
na Ponta de Tubarão e suas instalações
são constituídas por três cais:
um cais de minério, um cais de grãos
e um cais de granel líquido. É considerado
o maior porto marítimo de transporte de minério
de ferro e pellets do mundo.
O terminal de praia Mole está localizado
em praia Mole, movimenta produtos siderúrgicos
do condomínio formado pela Companhia Siderúrgica
de Tubarão (CST), Usiminas e Açominas;
um terminal de carvão é utilizado
pela Companhia Vale do Rio Doce.
O cais comercial do porto organizado de Vitória
possui 776 metros de comprimento e calado entre
2,4 e 10 metros. As principais cargas embarcadas
neste e nos demais cais são: algodão,
carvão, veículos, fertilizantes, malte,
mármore/granito, peças de veículos,
produtos siderúrgicos, granéis sólidos
como trigo, bauxita, carga geral - bobina de papel,
celulose, açúcar, granéis agrícolas
-, ferro-gusa, granéis líquidos derivados
de petróleo e álcool.
Segundo o Panorama Aquaviário da Agência
Nacional de Transportes Aquaviários - Antaq,
publicado este ano, o porto de Vitória situa-se
entre os 10 maiores, aparecendo em oitavo lugar
na relação dos portos brasileiros
que mais movimentaram carga geral em 2007.
O mesmo relatório aponta que "em 2007,
os portos e terminais brasileiros movimentaram 442.635.919
toneladas de granéis sólidos. Três
portos se destacam e lideram o ranking bem à
frente dos demais: Tubarão (ES), Itaqui (MA)
e Itaguaí (RJ). O porto capixaba movimentou,
em 2007, mais de 99 milhões de toneladas
de granel sólido, o equivalente a 22,4% do
total".

Largada da Chevrolet Flexpedition Portos Abertos.
Da esquerda para a diretia: Jaime Ardila, presidente
da GM do Brasil e Mercosul; Luiz Cezar Fanfa, coordenador
da expedição; José Carlos Pinheiro
Neto, vice-presidente da GM do Brasil; Pedro Luiz
Dias, diretor de Comunicação Social
da GM: e, Nereu Leme, jornalista e escritor da expedição
Chevrolet Flexpedition Portos
Abertos chega a Salvador,
onde foi assinada a abertura dos portos no Brasil
Cercado pela cidade, porto quer trabalhar
com cargas limpas e adequadas
Onde
tudo começou, o tempo é quente, o
povo indolente, alegre, colorido e muito receptivo,
como há 200 anos, quando o príncipe-regente
D. João VI e sua comitiva real desembarcaram
em Salvador (BA). A capital da colônia já
havia sido transferida para o Rio de Janeiro, em
1763, quando os 14 navios aportaram na Baía
de Todos os Santos – a maior do Brasil e a
segunda maior do mundo, com cerca de 1.100 km²
e 56 ilhas – descoberta por uma expedição
em 1501.
A viagem atlântica da família real
portuguesa e de sua corte tinha como destino final
a capital da colônia brasileira, a cidade
do Rio de Janeiro. Mas, a trajetória foi
marcada por uma parada política na antiga
capital, Salvador. E é justamente em Salvador
que o príncipe-regente dom João VI
declara, no dia 28 de janeiro de 1808, a abertura
dos portos do Brasil a outras nações,
além de Portugal, decretando o fim do monopólio
do comércio pela metrópole.
Agora, 200 anos depois, uma expedição
de jornalistas, a Chevrolet Flexpedition Portos
Abertos, chegou a Salvador para conferir o que mudou
no porto da cidade – que já foi conhecido
mundialmente como Porto do Brasil.

A Chevrolet Flexpedition Portos Abertos iniciou
a terceira etapa de sua viagem de busca da história
dos portos brasileiros, no último dia oito
de setembro de 2008, pelo porto de Vitória
(ES). Passou por cinco portos: Vitória e
Barra do Riacho (ambos no Espírito Santo,
que tem o maior complexo portuário do País,
composto ainda pelos portos Ubu, Tubarão,
Praia Mole e Regência); Ilhéus, Aratu
e, terminando no último dia 12 de setembro
de 2008, em Salvador (os últimos três
na Bahia). A história da Bahia e do Brasil
passa por Salvador.
Nas três primeiras etapas foram visitados
17 portos e rodados 5.100 quilômetros, durante
22 dias, por 45 jornalistas, mais a equipe de apoio
composta por quatro profissionais.
Lutando para não ser o pior - Embora
o Brasil tenha começado na Bahia –
primeiro com a descoberta em Porto Seguro, em 1500,
e depois quando a Baía de Todos os Santos
foi encontrada por uma expedição,
em 1501 – o Porto de Salvador (que começou
a funcionar como porto rudimentar em 1816, oito
anos após a abertura dos portos) somente
foi inaugurado com porto organizado em 1913, depois
de Santos (1892) e Rio de Janeiro (1910).
Por ser um porto natural marítimo, o porto
de Salvador é aproveitado há séculos.
O grande golfo tornou-se, então, uma referência
aos navegadores, passando a ser um dos portos mais
movimentados no continente americano, no passado.
Hoje, a realidade é outra. Salvador tem
2.200 metros de caís acostáveis em
linha reta, ou seja, do outro lado dos armazéns
(oposto ao mar) está a cidade, que cerca
o porto por todos os lados e por todos os santos.
Por isso, toda mercadoria que sai ou chega pelos
dois acessos rodoviários – a BR-324,
distante dois quilômetros do porto e a BR-101,
distante 80 km – passa por dentro da cidade.
O acesso ferroviário, que era feito pela
Ferrovia Centro Atlântica, está desativado
temporariamente e o aeroporto Luiz Eduardo Magalhães
está distante 20 km.
Recentes reportagens mostraram recentemente que
o porto de Salvador está longe de situar-se
entre os maiores e melhores portos brasileiros.
Em pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em
Logística (CEL) ligado ao núcleo de
pós-graduação da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 200 executivos
de companhias usuárias de portos, o porto
da capital baiana aparece na última colocação
entre os 18 principais portos do país, no
período analisado (2001 – 2006).
A pesquisa conclui que “com carência
de equipamentos, espaço saturado, maquinário
obsoleto e alto índice de perdas de cargas
– que chega a 39% do total conteinerizado
no território baiano –, o Porto de
Salvador é o principal retrato das deficiências
do sistema portuário brasileiro”.
No entanto, segundo Marcelo da Gama Lobo, diretor
da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba),
autoridade portuária, o porto luta para vencer
os desafios básicos de infra-estrutura de
acessos aquaviário e rodoviário:
“Até 2010 deverão ser realizadas
obras da Via Portuária, de acesso direto
à BR-324, com extensão de 10 a 12
km, financiada pelo PAC, no valor de R$ 380 milhões.
Também vamos aprofundar o caís, que
atualmente é de 8 a 12 metros, para 15 metros.
Só a dragagem vai custar outros R$ 69 milhões.
Essa licitação será feita em
60 dias”, explica Lobo.
Mesmo assim, o diretor da Codeba informa que o
porto precisa ser mais seletivo e escolher cargas
limpas que não poluam a cidade. Disse que
o futuro do porto de Salvador será trabalhar
apenas com contêiner e com passageiros, seguindo
a vocação turística da cidade.
Recebeu na temporada 2007/2008, 97 navios e cerca
de 160 mil turistas.
Atualmente, os principais produtos exportados pelo
porto são: petroquímicos, siderúrgicos,
granito, celulose, frutas, sisal, veículos
e cobre (bobinas ou catodos). E os importados são:
trigo em grãos, produtos químicos,
alimentos, equipamentos, veículos, malte.
Em 2007, o porto de Salvador movimentou 3,090 milhões
de toneladas de carga geral e 230 mil TEUs em contêineres.
É também o terceiro maior exportador
de frutas do país, ocupando na época,
a sétima posição no ranking
portuário brasileiro em carga geral solta.

Enfrentando a praga da Vassoura-de-Bruxa
- O Porto de Ilhéus, também
administrado pela Codeba, foi o primeiro porto da
América Latina construído a céu
aberto (área não abrigada), há
40 anos. Já chegou a exportar 350 mil toneladas
de cacau. Com o surgimento da praga da Vassoura-de-Bruxa,
que quase dizimou a cultura do cacau na região,
a partir de 1990, passou a movimentar a importação
de 150 mil toneladas de cacau que vêm da Indonésia
e Costa do Marfim.
O país agora só produz cerca de 100
mil toneladas por ano. Mas, como as empresas Cargil,
Nestlé, Barry Calerbur e ADN processam 250
mil toneladas na região, outras 150 mil toneladas
são importadas pelo porto de Ilhéus.
Além de importar cacau, Ilhéus exporta
soja em grão e farelo, milho e alguns minérios.
O porto é pequeno, tem 432 metros de caís
para receber dois navios panamax simultaneamente,
ou de 70 a 75 navios por ano. Também espera
verbas do PAC para aumentar a profundidade de 10
para 14 metros, a partir de 2009.
O Porto de Aratu, no município de Candeias,
ao contrário do porto de Salvador, fica distante
55 quilômetros da capital e tem muito espaço
para crescer. Especializado na movimentação
de granéis, esse porto dispõe de quatro
terminais específicos de carga. Um para produtos
gasosos, um para granéis líquidos
e dois para granéis sólidos. Recebe
até seis navios simultaneamente e, em 2007,
704 embarcações atracaram ali. Movimentou
6,7 milhões de toneladas em 2007, enquanto
Ilhéus movimentou 756 mil toneladas e Salvador
pouco mais de 3 milhões de toneladas.
Cumprida metade da missão - A
caravana Chevrolet Flexpedition já visitou
17 portos, sendo 14 das regiões Sul e Sudeste
do Brasil, e três do Nordeste, ou mais da
metade da missão de conhecer a história
de 32 portos brasileiros. Até novembro concluirá
a visitação a mais 15 portos marítimos
do Norte e Nordeste do País.
Depois de passar por Vitória, Barra do Riacho,
no Espírito Santo (ainda na região
sudeste), e por Ilhéus, Aratu e Salvador,
na Bahia, a Flexpedition seguirá a partir
do dia 22 deste mês de setembro para os portos
dos estados de Sergipe, Alagoas, Recife, Rio Grande
do Norte, Ceará, Maranhão, Pará,
Amapá e Amazonas.
| NAVEGUE
NAS ETAPAS DA FLEXPEDITION PORTOS ABERTOS |
| 1 |
|
| 2 |
|
| 3 |
|
| 4 |
|
| 5 |
|
| 6 |
 |
| 7 |
 |