
2008
| DEZEMBRO | EDIÇÃO 108 | ESPECIAL
| CHEVROLET FLEXPEDITION PORTOS ABERTOS
Chevrolet Flexpedition Portos Abertos chega ao final
Sétima etapa incluiu uma visita de
navio ao Rio Amazonas, em plena floresta tropical
Depois
de seis meses visitando os principais portos marítimos,
a Chevrolet Flexpedition Portos Abertos terminou
a saga com uma viagem de navio pelo maior rio do
planeta, o Amazonas, em plena floresta tropical.
Nessa etapa – a sétima e última
da aventura que começou no dia 26 de maio
de 2008, pelos portos do Sul do país –
os jornalistas-expedicionários visitaram
os portos fluviais de Vila do Conde, Belém,
Santarém (todos no Pará), Manaus (AM)
e Porto de Santana (AP).
Na última aventura da Chevrolet Flexpedition
Portos Abertos, os participantes Nessa etapa –
a sétima e última, que começou
dia 26 de maio de 2008, pelos portos do sul do país,
os jornalistas expedicionários visitaram
os portos fluviais de Vila do Conde, Belém,
Santarém (todos no Pará), Manaus (AM)
e Porto de Santana (AP).
Na última aventura da expedição
os participantes navegaram a bordo do Navio Rondônia,
um navio catamarã, com dois cascos, desde
Belém até Manaus. Foram cinco dias
e cinco noites, de 19 a 24 de novembro de 2008,
singrando os rios Guajará, Pará, Amazonas
e Negro.
Desta última etapa também participou
José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente
da General Motors do Brasil.
A serpente da floresta - Como
uma serpente gigante, o rio Amazonas serpenteia
no meio da imensidão da floresta Amazônica.
O maior rio do mundo, em volume de água e
em extensão (quase sete mil quilômetros),
é impar, caudaloso. Possui um desnível
de apenas 60 metros, com declividade pouco superior
a um centímetro por quilômetro.
O volume de água é tão grande
que, na época das chuvas, atinge 50 km de
largura, e sua foz - ao contrário dos outros
rios - consegue empurrar a água do mar por
muitos quilômetros e, a cada segundo, deságua
no oceano Atlântico cerca de 180 milhões
de litros de água.
A água doce invade o mar. Mas, mal a serpente
vira as costas, o Atlântico revida e penetra
o leito do rio. O Amazonas luta bravamente mas,
não resiste. Durante a lua nova, na maré
alta, o sal supera o doce. O choque entre as águas
provoca ondas que podem alcançar até
cinco metros de altura. O embate das águas
tem uma força tão grande que é
capaz de derrubar árvores e modificar o leito
do rio. No dialeto indígena do baixo Amazonas
o fenômeno da pororoca significa destruidor.
Embora a pororoca aconteça todos os dias,
o período de maior intensidade no Brasil
ocorre entre janeiro e maio e não é
um fenômeno exclusivo do Amazonas. Pode ser
presenciado nos estuários rasos de todos
rios que desembocam no golfo amazônico e no
rio Araguari, no litoral do Estado do Amapá,
e também nos rios Sena (Paris) e Ganges (Índia).
A grande bacia fluvial do Amazonas possui um quinto
da disponibilidade mundial de água doce e
é envolvida pela maior floresta equatorial
do mundo, correspondendo a um terço das reservas
florestais da Terra.
A bordo do Rondônia - Nessa
etapa fluvial, os jornalistas-expedicionários
navegaram a bordo do Navio Rondônia, desde
Belém até Manaus, singrando os rios
Guajará, Pará, Amazonas e Negro.
O estado do Pará tem 146 municípios
e a maior parte deles só é acessível
pelos rios. Só esse estado amazônico
tem 10 portos fluviais, cinco dos quais são
chamados de “marítimos” porque
dão acesso ao mar e recebem navios internacionais:
Belém, Miramar, Outeiro, Vila do Conde e
Santarém. E os fluviais que se situam no
meio da floresta amazônica: Óbidos,
Altamira, Itaituba, Marabá e São Francisco.
Desses, os mais importantes são Belém,
Vila do Conde (que responde por 75% da movimentação
de carga do estado) e Santarém. Antes de
embarcar no Rodônia, a equipe da Flexpedition
visitou os portos de Vila do Conde e de Belém.
Porto de Santarém
Maior produtora de alumina do mundo - O
primeiro-ministro do reino de Portugal, Sebastião
José de Carvalho e Melo, mais conhecido como
Marquês de Pombal, enviou seu irmão,
Francisco Xavier Mendonça Furtado, para governar
o Pará e o Maranhão. Para forçar
os índios nativos a falarem o português,
ele mandou trocar todos os nomes indígenas,
da língua Nhangapi, para nomes portugueses
e, a vila onde hoje se localiza o porto, virou Vila
do Conde, nome que o porto também recebeu
depois. Curiosamente, todas as ruas de Belém
(antes chamada Nossa Senhora de Belém –
nome português) têm nomes indígenas.
Apesar de novo, foi construído em 1984,
o porto de Vila do Conde é o maior do estado
do Pará. Na verdade, ele é considerado
um complexo industrial e portuário, o Complexo
Alumínico constituído pelas unidades
da Alunorte – Alumina do Norte do Brasil S.A.,
Albrás – Alumínio Brasileiro
S.A, Alubar – Alumínios de Barcarena
S.A. e o pólo caulinífero, constituído
pelas empresas Pará Pigmentos S.A e Imerys
Rio Capim Caulim S.A.
Foi criado para dar vasão às grandes
reservas de minério descobertas na região,
aliadas ao potencial hidrelétrico dos rios
da Amazônia. As regiões do rio Trombetas,
nos municípios de Oriximiná e de Paragominas,
na bacia do rio capim, têm uma das maiores
minas de bauxita do mundo, que é transformada
em alumina pela Alunorte, empresa de capital brasileiro
e norueguês. São 6,6 milhões
de toneladas de alumina por ano.
Um milhão desse produto vai para a Albrás,
de capital brasileiro e japonês, que produz
com essa alumina, 430 mil toneladas de alumínio.
Para transformar a alumina em alumínio é
necessária grande quantidade de energia,
que exigiu a construção da barragem
e da usina de Tucuruí, no rio Tocantins,
que fornece energia elétrica com tarifa reduzida
para esse complexo portuário.
O porto de Vila do Conde exporta 4,4 milhões
de toneladas de alumina por ano, para Canadá,
Estados Unidos, Noruega e China, além de
alumínio para o Japão.
O complexo fica a 30 quilômetros de Belém,
em linha reta. Pelo sistema misto rodo-fluvial está
a 42 quilômetros de rodovia e mais nove quilômetros
de via fluvial. Pela rodovia, sem utilizar o rio,
são 170 quilômetros. Assim como todas
as locomoções na região, a
via fluvial é sempre mais curta.
Segundo o administrador do porto de Vila do Conde,
Eduardo Passeto, vários fatores transformam
o porto em uma eficiente ligação da
região com o resto do mundo: como seu posicionamento
geográfico, a grande extensão de frente
acostável com seus sete berços de
atracação, calado de 14 metros, fácil
acesso marítimo, fluvial e rodoviário,
ampla disponibilidade de áreas para expansão,
reduzidos custos com manutenção e
infra-estrutura (dragagem, balizamentos e cais)
e a total integração entre porto e
os municípios vizinhos:
“Agora, com as obras do PAC, vamos construir
mais um píer, o 400; uma rampa roll-on roll-off;
e alargar o píer 300. Com isso, vamos conseguir
atender melhor à demanda atual e atrair novos
clientes e produtos”, disse Pasetto.
Nessas obras serão investidos cerca de R$
120 milhões. O porto ainda tem planos para
construção de um segundo terminal
portuário de uso múltiplo, que vai
exigir investimentos de outros R$ 230 milhões,
também do governo federal.
Em 2007, o porto movimentou 12 milhões de
toneladas de produtos. Além de bauxita, alumina
e alumínio, o porto recebe cargas diversas
como óleo combustível, soda cáustica
(que é utilizada na produção
da alumina), carvão mineral, piche, fosfato
e coque.
Uma curiosidade à parte, Vila do Conde exportou
3.120 búfalos para a Venezuela, em outubro
de 2008. O Pará tem o maior rebanho de búfalos
do país, ou cerca de 430 mil cabeças,
concentradas principalmente nas regiões do
Marajó e Baixo Amazonas. A Venezuela tem
um rebanho de 200 mil cabeças e quer aumentar
sua produção com essas matrizes brasileiras.
Longe do mar - Como quase tudo
no Pará e na região da floresta Amazônica
depende vitalmente dos rios, o Porto de Belém
também fica fora e longe do mar. Foi inaugurado
em 1909 – vai completar 100 anos – e
está situado a uma distância de 120
Km do oceano Atlântico.
Fica na margem direita da baía de Guajará,
que é formada pelos rios Moju, Guamá,
Acará e Pará. É um porto abrigado,
praticamente isento de ventos fortes. Na margem
esquerda dessa baía se localiza a ilha das
Onças com 19 Km de comprimento e uma série
de ilhas menores.
O Porto de Belém tem uma história
épica. Devido à constante presença
de estrangeiros no Pará, principalmente ingleses,
franceses e holandeses, foi organizada uma expedição
portuguesa com cerca de 200 homens e três
embarcações: "Santa Maria da
Candelária", "Santa Maria da Graça"
e "Assunção".
Sob o comando de Francisco Caldeira Castelo Branco,
em 12 de janeiro de 1616, a expedição
conquistou o território, iniciando a construção
de uma fortificação, que recebeu o
nome de Forte do Castelo. A região foi batizada
de Nossa Senhora de Belém, atual cidade de
Belém.
No início do século 20, a Amazônia
despontava como a maior produtora de borracha do
mundo. Com isso, crescia a afluência da navegação
e logo surgiu a necessidade de se construir um porto
em Belém, onde havia apenas trapiches para
a atracação de pequenos barcos.
Assim, em função da necessidade de
escoamento da borracha, Belém e seu porto
cresceram. Sua privilegiada situação
geográfica, no estuário amazônico,
lhe garantia a possibilidade de se tornar um importante
centro urbano, pois praticamente todo o comércio
da região, forçosamente, teria que
passar pelo seu porto.
O idealizador do Porto de Belém foi Percival
Farquhar (o mesmo que construiu a rodovia Madeira-Mamoré),
que depois de participar da organização
da Light & Power, em São Paulo e no Rio
de Janeiro, recebeu autorização para
executar diversas obras no cais da cidade de Belém.
Por decreto, conseguiu concessão para explorar
os serviços portuários, através
da empresa Port of Pará Co, em 1906.
É um porto pequeno – apesar de seus
quase 100 anos – que em 2007 movimentou apenas
1,1 milhão de toneladas. Suas principais
mercadorias são madeira, peixe, camarão,
castanha-do-pará, trigo, coque, boi vivo
e polpa de frutas. Cerca de 50% dessas mercadorias
são transportadas em contêineres.
Uma característica do porto e da região
é que o produtor viaja junto com a mercadoria
e existe uma grande movimentação de
balsas, principalmente boiadeiras.
Em Belém fica um dos modelos de revitalização
de armazéns portuários, a Estação
das Docas, onde funcionam bares, restaurantes, lojas
com música ao vivo, no estilo de Puerto Madero,
em Buenos Aires, Argentina. Segundo Maria do Socorro
Pirâmides, diretora de Gestão Portuária,
outro armazém será recuperado para
abrigar um terminal de passageiros:
“Como o transporte fluvial é muito
irregular, os passageiros chegam a esperar por um
embarque até 24 horas. Queremos dar mais
conforto para essas pessoas e tornar o transporte
mais regular”, disse Pirâmides.
Navio Catamarã - No próprio
Porto de Belém, os 14 expedicionários
embarcaram no Navio Rondônia, tipo catamarã,
pois tem dois cascos o que lhe garante maior estabilidade
e facilidade em cortar a correnteza do Amazonas.
O Rondônia foi construído em 1981,
em Niterói (RJ) e tem capacidade para 850
passageiros. Sua estrutura inclui 56 camarotes e
espaço para os passageiros armarem 794 redes,
além de levar muita carga e dois carros da
Chevrolet Flexpedition Portos Abertos. No total,
pode transportar cerca de 600 toneladas.
Os jornalistas-expedicionários embarcaram
dia 19 de novembro de 2008 e passaram a primeira
noite a bordo. No total, foram cinco dias e cinco
noites no navio. Como o Rondônia navegou contra
a correnteza do rio, sua velocidade ficou em torno
de 10 a 11 milhas por hora (cada milha naval ou
marítima equivale a 1852 metros). Quando
ele viaja no sentido inverso, de Manaus para Belém,
a favor da correnteza, chega a alcançar até
16 milhas.
No primeiro dia de viagem, o catamarã passou
pela Ilha de Marajó e cruzou na floresta
Amazônica, isolada e quase sempre impenetrável.
Diz-se que a Amazônia é uma enorme
“bacia” verde banhada por um rio majestoso
e silencioso.
A primeira parada, à meia-noite, foi na
Hidroviária Municipal de Gurupá, uma
cidadezinha com 25 mil habitantes. Ali, o telefone
celular só deverá chegar em dezembro
deste ano de 2008.
Ao nascer do sol, do dia 21, o barco passou por
Almeirim e, no início da tarde, atracou em
Prainha, outra pequena cidade com 30 mil habitantes.
Nesse trecho, um dos mais desoladores do caminho
sinuoso do rio, o desmatamento da floresta é
visível. As árvores dão lugar
às pastagens das inúmeras fazendas
de gado.
A floresta é rala. Nem a noite, depois de
parar na cidade de Monte Alegre (com 70 mil habitantes),
é densa. O tempo estava nublado, sem estrelas
no céu. Parecia que ia chover. Com o calor,
35 a 36 graus centígrados, os passageiros
sobem ao teto do navio, chamado de área de
lazer, para se refrescar com o vento, esperar a
noite chegar e o tempo passar. Mas, no cenário
do rio, calmo e suave, o tempo parece parado. Não
chove, e as estrelas surgem espoucando no céu.
O rio Amazonas vai para um lado, o navio para o
outro. Nas margens, a floresta – ou o que
restou dela – parece apenas observar, sem
pressa, sem se importar com o movimento das águas
ou com a luta do Rondônia para vencer a correnteza,
serena, lenta e implacável. Ininterrupta,
corajosa e atrevida.

Encontro das Águas - Rio Tapajós com
Amazonas - Santarém
Encontro das águas - Na
Amazônia, não são apenas o Amazonas
e o rio Negro que promovem o espetáculo do
encontro das águas. Quando o Tapajós
deságua no Amazonas, suas águas não
se misturam por um longo trecho e bem no centro
de Santarém pode-se avistar as águas
barrentas do Amazonas tentando engolir as águas
azuis do rio Tapajós.
Santarém é o segundo porto do Pará,
em importância. Movimentou, em 2008, mais
de cinco milhões de toneladas de carga em
geral e está situado estrategicamente no
meio do caminho entre Belém e Manaus.
Também é um local fundamental para
escoamento de grãos do Centro-Oeste do Brasil.
O Terminal Graneleiro da multinacional Cargill Agrícola
S/A, considerada uma das maiores Trading Companies
do mundo. Os comboios de soja saem de Porto Velho
(RO) pelo rio Madeira, até atingir o Tapajós,
onde fica Santarém. Dali, depois de armazenada,
a soja segue para o exterior, via Belém.
Cada viagem de um comboio de nove barcaças
pelo rio, tira da estrada cerca de 360 caminhões.
Para encher um navio são necessários
seis comboios de nove barcaças ou 3600 caminhões,
o equivalente a mais de 60 mil toneladas de soja.
O Porto de Santarém também movimenta
madeira e combustível, principalmente gás
GLP, pelo terminal de granel líquido, operado
pela empresa Fogás.
Aspiração da população
local por muito tempo, o porto foi construído
pelo regime militar, em 1974, quando implantou o
Plano de Integração Nacional e a construção
das rodovias BR-163 (Cuiabá-Santarém)
e BR-230 (Transamazônica).
Entrando no estado do Amazonas - Domingo
é dia de festa. No Rondônia, quarto
dia de viagem no barco, a ocasião foi cheia
de ação. Logo cedo, o catamarã
parou em Juruti, uma cidadezinha ribeirinha ao rio
Amazonas, com cerca de 70 mil habitantes, dos quais
cerca de 10 mil trabalham para a multinacional Alcoa,
produtora de alumínio.
Foi uma parada demorada, durante a qual o pessoal
do navio aproveitou para desembarcar e fazer compras
de itens não essenciais, mas que não
se encontram a bordo, como refrigerante dietético,
leite longa vida, água com gás e farinha
de trigo para fazer bolo.
Mais tarde, o barco passou pela serra do Andrada,
que serve de divisa entre os estados do Pará
e Amazonas.

À noite, o Rondônia chegou a
Parintins (foto acima), terra dos bois
Garantido e Caprichoso. A cidade tem cerca de 100
mil habitantes, mas durante a festa, no Bumbódromo,
recebe mais de 200 mil turistas locais e estrangeiros.
A maioria viaja pelo rio. Nessa época, junho,
o cais de Parintins fica repleto de barcos, navios
e pequenas embarcações.
Os expedicionários aproveitaram a parada
em terra firme para tomar tacacá e jantar
num dos restaurantes do porto. Essa quarta noite
passada a bordo do Rondônia foi diferente.
Mas, os passageiros que ficaram a bordo e tiveram
que esperar quase seis horas para o navio zarpar
continuaram curtindo a mesmo monotonia. O mesmo
rio, a mesma música, a mesma floresta.

Manaus
Chegando a Manaus - O último
dia no navio Rondônia foi o mais monótono
e acabrunhado. Todos nutriam grande expectativa
em chegar ao destino planejado e, ao mesmo tempo,
já começavam a sentir saudade da aventura
que estava terminando.
O barco passou pela última cidade do trajeto
após o almoço, Itacoatiara, uma das
mais pobres da região. Não havia carga
para embarcar ou desembarcar. Apenas alguns passageiros
desceram e como a parada foi de apenas meia hora,
não houve tempo para os expedicionários
descerem à terra e explorar o local.
Logo, o catamarã retomou sua caminhada contra
a correnteza do Amazonas e seguiu viagem.
O Porto de Manaus - O Porto de
Manaus, que viveu tempos áureos durante o
ciclo da borracha no início do século
20, está abandonado. Sem receber investimentos
há algum tempo, ele virou uma hidroviária
– como muitas outras ao longo dos rios Amazonas
e Negro. Serve apenas para pequenas embarcações
de cargas diversas e turistas.
Tudo, por causa de uma divergência entre
o ex-senador Carlos Alberto De Carli, dono da empresa
que tem a concessão do porto e o atual governador
Eduardo Braga.
Aliás, o Porto de Manaus tem sido palco
de brigas e abandonos, desde que foi construído,
em 1902.
Com o desenvolvimento econômico produzido
pela borracha, naquela época, tornou-se necessária
a ampliação das instalações
portuárias existentes, que se resumiam ao
prédio da Recebedoria (atual prédio
de Operação), e o trapiche “15
de Novembro”, construído em 1890.
Em 1899, o Governo Federal publicou edital de concorrência
para execução de obras de melhoramento
do Porto de Manaus.
A vencedora da concorrência foi a firma paulista
B. Rymkiewcz & Cº, que assinou o contrato
em 25 de agosto de 1900. O contrato estabeleceu
o prazo de 60 anos, a contar da data de inauguração
das obras para a exploração do Porto.
A firma tinha diversas obrigações,
como regularizar a margem do rio, construir um cais,
rampa de acesso, obras permanentes e flutuantes
para a atracação de navios, e serviços
de carga, descarga e armazenagem com relação
às pequenas e grandes embarcações.
Até 1902, a concessionária não
cumpriu quase nenhuma das cláusulas do contrato
firmado com o Governo Federal. A empresa mudou de
nome para Empresa de Melhoramentos do Porto e assinou
novo contrato com o Governo Estadual para construir
e explorar, sem prejuízo da execução
do contrato com o Governo Federal, uma parte provisória
com armazéns e acomodações
para carga, além de transferir para seu encargo
o trapiche estadual “15 de Novembro”
e respectiva ponte.
Em 1902, a firma B. Rymkiewcz e a Empresa de Melhoramentos
do Porto transferem seus contratos para a empresa
inglesa “Manaos Harbour Limited”.
Oficialmente as obras de melhoramento do Porto
de Manaus tiveram início em sete de outubro
de 1902, realizadas por etapas.
A existência de dois contratos, onde os serviços
eram praticamente os mesmos, e a empresa era também
a mesma, porém com os nomes diferentes, provocou
duplo recebimento: taxas de embarque e desembarque
que se realizava no trapiche estadual e subvenção
do Governo Federal para as construções.
O porto tinha uma ponte Roadway flutuante, que
foi atingida pelo navio Helena em 1978. Atualmente,
ela está em ruínas e enfeando ainda
mais o velho cais.
E, a briga continua. O atual governador de Manaus
quis retomar o porto, para realizar obras de revitalização.
Mas, o dono da concessão não permitiu.
O resultado é o abandono do local.
Para contornar o problema, o governo do estado
planeja, para 2010, a construção de
uma ponte sobre o rio Negro, ligando o distrito
industrial de Manaus à estrada Porto Velho-Manaus,
que termina na margem direita desse rio e obriga
todas as cargas a atravessarem o local de balsa.

Botos no Rio Amazonas
Porto de Macapá - O último
porto fluvial visitado pela Chevrolet Flexpedition
Portos Abertos dói o Porto de Santana. A
construção do Porto de Santana (antigo
Porto de Macapá) foi iniciada em 1980, para
atender à movimentação de mercadorias
por via fluvial, transportadas para o estado do
Amapá e para a Ilha de Marajó. Porém,
pela sua posição geográfica
privilegiada, tornou-se uma das principais rotas
marítimas de navegação, permitindo
conexão com portos de outros continentes,
além da proximidade com o Caribe, os Estados
Unidos e a União Européia, servindo
como porta de entrada e saída da região
amazônica.
A inauguração oficial das instalações
ocorreu em seis de maio de 1982 e, a partir de 14
de dezembro de 2002, foi criada a Companhia Docas
de Santana, empresa pública de direito privado
para exercer a função de Autoridade
Portuária.
Tem dois cais de 200 e 150 metros de extensão,
respectivamente e um berço próprio
para navios tipo Panamax. Atende às navegações
de longo curso e de cabotagem. Tem ainda, dois terminais
privados: o Tocantins, com 270 metros de cais e
12 metros de calado, que opera na exportação
de minério e o Texaco, com 120 metros de
cais e 10 metros de calado, para movimentação
de combustíveis.
Em 2007, o porto movimentou 1,3 milhão de
toneladas de cromita, manganês, madeira, cavaco
de eucalipto e pinus, biomassa, minério de
ferro e pasta de celulose. Tem planos de ampliação
do píer dois para 200 metros e de construção
de um novo berço.
A sétima etapa da Chevrolet Flexpedition
foi realizada pelos expedicionários
(foto abaixo) Antônio Carlos da Silva, Francisco
Lelis, Gabriel Expedito Marazzi, José Carlos
Pinheiro Neto, Paulo Sérgio Pinto, Renato
Luti, Ricardo Caruso, Roberto Macedo, Luiz Cezar
Thomaz Fanfa, Nereu Leme, Pedro Danthas de Azevedo
e Valdir Geraldo Rigamonti (Havita).

| NAVEGUE
NAS ETAPAS DA FLEXPEDITION PORTOS ABERTOS |
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