2009
| EDIÇÃO 116 | ANO X | AGOSTO | ESPECIAL
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50 anos do cinto de segurança de três pontos
Criado pelo engenheiro aeronáutico sueco Nils Bohlin que trabalhava para a Volvo e havia recebido do presidente da empresa a incumbência de melhorar a eficiência dos cintos comuns de dois pontos dianteiros, após a morte de um parente em acidente
Reportagem | Tarcisio Dias
RECIFE (PE)
No dia 13 de agosto de 2009 a Volvo Automóveis comemora 50 anos do cinto de segurança de três pontos.
Os primeiros cintos eram subabdominais. Depois veio o tipo diagonal. O grau de proteção evoluiu, mas nada comparável à criação do cinto de três pontos de fixação. Patenteado em 1958, foi criado pelo engenheiro aeronáutico sueco Nils Bohlin que trabalhava para a Volvo. Bohlin havia recebido do presidente da empresa, a incumbência de melhorar a eficiência dos cintos comuns de dois pontos dianteiros, após a morte de um parente em acidente.
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Em 1959 saiu o primeiro carro no mundo com essa grande evolução, o Volvo Amazon, vendido de início apenas em países nórdicos. Agora completando meio século, o cinto de três pontos foi logo franqueado a qualquer fabricante de veículos. A aceitação começou lenta porque os usuários o consideravam deselegante. Cinco anos depois, incentivado pelos resultados de testes adicionais, o fabricante sueco os tornou equipamento de série em toda sua gama. E se esforçou para convencer da importância do uso também no banco traseiro.
Muitos podem achar que esses cintos pouco mudaram em 50 anos. No entanto, desde lá surgiram pelo menos 18 aperfeiçoamentos, apesar do aspecto permanecer quase inalterado. Em 1969, o mecanismo retrátil melhorou o manuseio, possível com apenas uma das mãos. Os pré-tensionadores aumentaram o conforto e, ao mesmo tempo, a eficiência ao suprimir a folga entre o cinto e o corpo. Sensores inerciais passaram a gerenciar o esforço de retenção em função da gravidade do acidente e interagiam com os airbags.
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Mais recentemente pequenos motores elétricos são usados para puxar as fitas e manter os ocupantes na posição correta na iminência de acidente ou quando se dirige com mais empenho ao volante. Se nada de ruim acontecer, o sistema alivia a pressão automaticamente. Estatísticas apontam que as chances de sobreviver a uma colisão aumentam em 50% com o uso dos cintos. Apesar da dificuldade em coordenar informações de uma frota mundial de 800 milhões de automóveis, estima-se que mais de um milhão de vidas foram salvas.
Com ajuda de dispositivos simples, a exemplo de luzes e alarmes no painel, mais motoristas passaram a não esquecer de afivelar os cintos, que ainda é a maneira mais eficiente de se agarrar à vida em caso de acidente.
História - No dia 10 de julho de 1962, o engenheiro recebeu a patente nos Estados Unidos pela invenção do cinto de segurança de três pontos.
Em 1985, o Departamento de Patentes da Alemanha classificou o cinto de segurança de três pontos entre as oito invenções mais importantes em um século de existência. Bohlin recebeu também, em 1995, a Medalha de Ouro da Academia de Engenharia Científica da Suécia. Foi homenageado também pelo Automotive Hall of Fame, em 1999, e pelo National Inventors Hall of Fame, em 2002, exatamente no dia de sua morte, aos 82 anos, vítima de ataque cardíaco.
Em 2002, a Volvo divulgou um estudo que estimava em mais de um milhão o número de vidas salvas pelo cinto de segurança criado por Bohlin. Especializado em segurança veicular, o instituto norte-americano National Highway Traffic Safety Administration calcula que o cinto previne anualmente, somente nos Estados Unidos, cerca de 100 mil pessoas de lesões decorrentes de acidentes automobilísticos.
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