Salão Duas Rodas 2009 Salão Duas Rodas 2009 Salão Duas Rodas 2009 Salão Duas Rodas 2009 Salão Duas Rodas 2009 Salão Duas Rodas 2009 Salão Duas Rodas 2009 Salão Duas Rodas 2009
2009 | EDIÇÃO 118 | ANO X | OUTUBRO | ESPECIAL | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
Mesmo inferior a 2008, setor aposta no crescimento de vendas de bicicletas

                Segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), no primeiro trimestre o mercado de bicicletas teve números quase 25% abaixo dos registrados em 2008. A partir de maio já foi sentida uma melhora no cenário, encerrando o primeiro semestre com queda de 15% com relação ao mesmo período do ano anterior.

O segundo semestre do ano registrou diminuição no volume de vendas de -2,7% vendas de 3.327.000 unidades (no mesmo período do ano passado, o resultado foi 2.380.000 unidades. A projeção para o ano chega a 5,4 milhões de bicicletas comercializadas. Ainda segundo a Abraciclo, o comportamento do setor deve indicar uma trajetória ascendente. Projeta-se que em 2010, o mercado venda 5,6 milhões, em 2011, 5,8 milhões e em 2012, 6,10 milhões.

O segundo semestre veio em grande retomada, e o segmento deve fechar o ano com leve queda, 8%, número pequeno se considerarmos os distúrbios econômicos.

Com frota nacional de 65 milhões de bicicletas e considerado o terceiro maior produtor do mundo, o País registra média de produção anual equivalente a 5.8 milhões de unidades. O Brasil fica atrás apenas da China (80.7 milhões) e da Índia (11.9 milhões). O mercado brasileiro é o 5º maior consumidor do mundo.

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Setor de motocicletas prevê comercializar 1.670.000 unidades em 2009

Abraciclo confirma otimismo com a recuperação do mercado de duas rodas

                A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) divulgou os números do mercado brasileiro de motocicletas referente ao terceiro trimestre do ano de 2009. Segundo a associação, na produção, aumento de 9% sobre o segundo, e ligeira queda, de 2,3%, nas vendas para o mercado interno.

“Atingimos um equilíbrio depois das grandes oscilações do começo do ano. Agora é retomar o crescimento, aproveitando o aporte de verbas no mercado oriundo do 13º salário e da queda no desemprego, devido aos trabalhos temporários de final de ano”, afirma o presidente da entidade Paulo Shuiti Takeuchi, que também é diretor adjunto da fábrica de motocicletas Honda.

O executivo comentou que mesmo com a recuperação, é difícil que o crescimento do setor chegue a dois dígitos. “A crise teve um impacto importante. O efeito mais penoso foi a redução do crédito”, admite. Por outro lado, essa dificuldade alterou o perfil comercial do setor: Se em 2008, a primazia era por vendas financiadas, este ano o consórcio e as vendas à vista ganharam expressão.

Um dos aspectos positivos, na visão de Takeuchi, foi que a indústria de maneira geral foi forçada a rever seus procedimentos em busca de ganhos de produtividade e eficiência.

Setembro - Os números de setembro, quando comparados com o mês anterior, também apontam estabilidade. As vendas em atacado não tiveram variação, se mantendo na casa das 147 mil unidades comercializadas, e a produção teve leve aumento, de 2,3%, passando de 154.714 para 159.075 motocicletas fabricadas.

Com relação aos emplacamentos, o mês de setembro também tiveram ligeiro aumento, de 2%, sobre o mês anterior. Foram 139.793 novas motocicletas nas ruas, contra 136.814 em agosto. As vendas ao exterior não apresentaram grande alteração. Em setembro foram vendidas ao mercado externo 26% menos motocicletas do que em agosto. No comparativo com setembro do ano passado a queda é de 71,5%.

Projeções - Segundo o presidente da Abraciclo, o setor deve encerrar o ano alcançando números semelhantes aos de 2007. “Esperamos comercializar 1.670.000 unidades e produzir algo acima de 1.650.000. São números próximos ao que havíamos projetado e anunciado no início do ano”, afirma Takeuchi. Espera-se que sejam investidos R$ 14 bilhões no mercado ainda este ano por conta do aumento de liquidez graças ao 13º salário e à maior oferta de crédito.

Apesar da estabilidade do mercado, os números de 2009 estão muito aquém dos registrados em 2008, quando a economia estava em plena ascensão. Em comparação com setembro do ano passado, as vendas caíram 21% e a produção 24%. No acumulado do ano as perdas chegam a 33%.

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ABRACICLO divulga os números do segmento de duas rodas no Brasil

             Como legítima representante do setor de duas rodas, a Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – é a principal fonte do segmento, sendo responsável pela divulgação dos números e balanços mensais de produção, vendas, exportações e outros assuntos relacionados às fabricantes instaladas no Brasil. Como tal, é também a principal apoiadora do Salão Duas Rodas de 2009, o maior evento da categoria.

MOTOCICLETAS - NÚMEROS

CRISE - O mercado brasileiro de duas rodas está começando a se recuperar. Mesmo estando muito aquém dos números registrados em 2008, pré-crise mundial, as vendas e produção têm crescido neste segundo semestre e o segmento deve fechar 2009 com números semelhantes aos de 2007 (1.7 milhões de unidades produzidas).

TOP DO MUNDO - O Brasil figura, hoje, no 4º lugar do ranking de produtores mundiais de motocicletas, atrás apenas da China, que lidera o grupo, Índia e Indonésia.

FROTA - Atualmente a frota brasileira é de 13,7 milhões de motocicletas – uma média de uma para cada 14 habitantes.

EMPREGOS GERADOS - 150 mil vagas diretas e indiretas, sendo que 40 mil destes postos de trabalho (diretos) estão concentrados no PIM (Pólo Industrial de Manaus)

PRODUÇÃO ABRACICLO - As associadas da Abraciclo são responsáveis por aproximadamente 98% da produção brasileira de motocicletas.

MEIO AMBIENTE

PROMOT III - Obedecendo ao PROMOT III (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), todas as motocicletas produzidas em 2009 já saem de fábrica com emissão de poluentes igual ou abaixo à dos automóveis: dois gramas de CO por quilômetro rodado.

Os carros se adaptaram aos limites estabelecidos pelo PROCONVE em 20 anos (seguindo as etapas de instalação do programa). As motos passaram pelo mesmo processo em seis anos. Os fabricantes, ao se adaptarem, buscaram fazê-lo pelo aprimoramento tecnológico de seus produtos e o resultado foi a produção de motos que não só atingiram às exigências, como, em muitos casos, as superaram. Temos no mercado atualmente lançamentos de modelos que chegam a ter níveis de emissão até 22% abaixo do apontado por lei.

INSPEÇÃO VEICULAR - Desde o início de 2009, a vistoria – obrigatória para todas as motocicletas paulistanas, independente do ano de fabricação, exceto as de motor dois tempos – testa e analisa as condições e qualidade de gases emitidos. Até agosto foram inspecionadas quase 108.000 motocicletas, sendo que 95,8% das avaliadas foram aprovadas. O número de veículos de duas rodas inspecionado corresponde a 24% da frota de São Paulo.

MOTO FLEX - Lançada no mercado brasileiro este ano a primeira moto bicombustível. Mais um advento a favor da sustentabilidade para o segmento duas rodas: o sistema flexfuel torna obrigatória a inclusão de injeção eletrônica no veículo, o que reduz a emissão de poluentes, e o álcool é um combustível renovável.

INJEÇÃO ELETRÔNICA EM MOTOCICLETAS DE BAIXA CILINDRADA - Outra “novidade verde” apresentada em 2009 é a injeção eletrônica para motocicletas de baixa cilindada. Sistema encontrado anteriormente apenas nas de alta, tornou-se popular este ano e ao alcance do consumidor de classe média.

SETOR DUAS RODAS EM 2009

MOTOFRETE E MOTOTÁXI - A regulamentação das atividades de motofrete e mototáxi em território nacional foi sancionada pelo presidente Lula no final de julho. Com a sanção, os profissionais passaram a ter direito trabalhistas e o Condumoto, documentação específica para que o indivíduo esteja apto a exercer a profissão, tornou-se obrigatório, bem como uma série de itens de segurança nas motocicletas.

FINANCIAMENTO PARA MOTOFRETISTAS - O Governo Federal liberou, em 27 de maio de 2009, uma linha de crédito de R$ 100 milhões para renovação de frota de motocicletas. Essa linha está à disposição dos profissionais através da Caixa Econômica Federal. Aqueles que utilizam o veículo de duas rodas podem financiar até R$ 8 mil, a juros bem abaixo dos empregados no mercado, sem necessidade de entrada.

ISENÇÃO DA COFINS - O Governo Federal anunciou em 30 de março a redução de 3% para 0% da COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) cobrada nas vendas de motocicletas com até 150 cc de cilindrada das indústrias para as redes de concessionárias. A medida foi uma alternativa para reduzir o impacto da crise mundial no setor duas rodas uma vez que, por possuir fábricas instaladas no PIM – Pólo Industrial de Manaus, as motocicletas já são normalmente isentas de IPI.

ACORDO COM O GOVERNO DO AMAZONAS - Em troca da estabilidade de emprego de cerca de quatro mil funcionários da indústria de duas rodas durante o período da crise, o Governo do Amazonas renovou a renúncia fiscal de parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a energia elétrica das fabricantes do segmento.

ALTERAÇÕES NO PROCESSO PRODUTIVO BÁSICO - O novo PPB, publicado em março, inclui, entre outros pontos, a obrigatoriedade da solda completa dos chassis e de injeção de peças plásticas nacionais.

RESOLUÇÃO 285 DO CONTRAN - A Abraciclo teve papel fundamental junto ao Conselho Nacional de Trânsito quando foram estabelecidas novas regras para habilitação. Em vigor desde 1º de janeiro, o aumento da carga horária para aulas teóricas e práticas é a principal alteração da resolução.

PROGRAMA NACIONAL DE QUALIFICAÇÃO - O Ministério do Trabalho anunciou que vai tornar disponível, ainda este ano, uma verba para o Programa Nacional de Qualificação, cursos oferecidos aos motofretistas.

PARÂMETRO GERAL DO SETOR

AS MOTOCICLETAS E O TRÂNSITO - A Abraciclo busca preservar a consciência em relação à importância das motocicletas e bicicletas no trânsito saturado das grandes metrópoles, além de intervir junto aos governos Federal e Estadual para inserção destes veículos em projetos e adaptações de vias.

Para a entidade, uma das soluções está na criação de faixas preferenciais e de circulação. A primeira, localizada entre a faixa de pedestres e os veículos, torna possível o arranque das motocicletas antes dos carros, diminuindo a confusão nos corredores, e a segunda, criada para o tráfego propriamente dito, funciona como a faixa criada na Avenida Sumaré, em São Paulo.

DIMINUEM ACIDENTES FATAIS COM MOTOCICLETAS - No primeiro semestre de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado, a cidade de São Paulo teve queda de 9,3% no número de mortes envolvendo motocicletas. Nos primeiros seis meses de 2008, foram registrados 236 acidentes com mortes; no mesmo período de 2009 as fatalidades baixaram para 214. Essa foi a primeira vez, em três anos, que houve redução nos números, mesmo com a frota em ascensão, o que demonstra um maior cuidado dos condutores.

A MOTO E A INCLUSÃO SOCIAL - Nas regiões Norte e Nordeste do país as motocicletas são utilizadas como principal meio motorizado de locomoção. Nessas regiões, muitas das vias não permitem a circulação de automóveis, e a rota só consegue ser traçada a bordo do veículo de duas rodas ou no lombo de um animal (jegues, na maioria). Com a facilidade da compra do veículo, muitos dos moradores da zona rural ganharam agilidade e a possibilidade de melhorar seus negócios e a renda familiar.

EXPANSÃO DO MERCADO DUAS RODAS - A atual frota nacional de motocicletas é de 13,7 milhões de veículos, representando uma média de 14 habitantes por motocicletas. Se compararmos com a frota automotiva, que tem a média de 7 habitantes por veículo, já temos um indício do quanto esse mercado tem potencial de crescimento.

Em países da Ásia, a média motociclistica gira em torno de 4 habitantes por veículo, e esses valores poderiam ser alcançados no Brasil, que possui uma classe média dominante, com maior facilidade para a aquisição das motos, que servem como alternativa imediatista ao transporte coletivo.

MOTO MAIS BARATA QUE ÔNIBUS - Com R$6,00 ao dia, é possível pagar a prestação de uma moto. Com 1 litro de gasolina, é possível se deslocar por até 42km. Uma pesquisa realizada pela ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) mostra que, na média nacional, o custo de se deslocar 7km com uma motocicleta é de R$1,49, e de ônibus por volta de R$1,96. Com isso, muitos trabalhadores têm utilizado a verba que gastariam com transporte público para comprarem uma moto. É um consumidor que consegue ter mais agilidade para chegar ao trabalho e adquirir um bem pelo mesmo valor, ou menos, do que gastava anteriormente em transporte.

PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS - PIM - No Pólo Industrial de Manaus estão as principais fabricantes de motocicletas do país. A presença das montadoras no local as levou a uma consciência ambiental e preocupação ecológica, além de reflexos benéficos ‘involuntários’. O principal deles foi apontado em estudo apresentado ao Congresso Nacional. Segundo o levantamento, o emprego na indústria é mais rentável para os moradores da região do que o desmatamento da Floresta Amazônica. Não fossem as indústrias do PIM, afirma o texto, o desmatamento seria 80% maior. Além disso, as fabricantes de motocicletas reutilizam água; fazem coleta seletiva e patrocinam estudos e projetos ecológicos locais, dentre outros benefícios ao meio ambiente.

SUFRAMA - A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) está com estande no Salão Duas Rodas. A entidade é uma autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que administra a Zona Franca de Manaus - ZFM, com a responsabilidade de construir um modelo de desenvolvimento regional que utilize de forma sustentável os recursos naturais, assegurando viabilidade econômica e melhoria da qualidade de vida das populações locais. A participação da SUFRAMA se faz especial devido ao fato de que todos os fabricantes de motocicletas estão com suas indústrias instaladas no PIM (Pólo Industrial de Manaus). No estande da entidade estão também representantes da indústria de motopeças.

BICICLETAS

NÚMEROS

SEGMENTAÇÃO DO USO - 51% das bicicletas produzidas no Brasil são utilizadas para transporte, 23% para uso infantil, 25% para lazer e 1% para fins esportivos.

FROTA (DADOS DE 2008) - A frota circulante no país de motocicletas está estimada em 65 milhões de unidades.

DISTRIBUIÇÃO DA FROTA POR REGIÃO
Sudeste: 28.8 milhões (44,3%)
Nordeste: 16.7 milhões (25,7%)
Sul: 9.1 milhões (14%)
Centro Oeste: 5.2 milhões (8%)
Norte: 5.2 milhões (8%)

EMPREGOS GERADOS - Entre fabricantes de bicicletas e de peças, lojas, distribuidores e etc., estima-se uma geração de empregos em torno de 150 mil pessoas. Outro fator é que em toda cidade brasileira existe pelo menos uma bicicletaria.

PRODUÇÃO (DADOS DE 2008) - O Brasil produz, por ano, uma média de 5.8 milhões de bicicletas, o que o coloca como o 3º maior produtor do mundo, atrás apenas da China (80.7 milhões) e da Índia (11.9 milhões).

CONSUMO/ VENDAS (DADOS 2008) - Toda a produção nacional é consumida internamente. Sendo assim, 5.8 milhões de unidades são comercializadas por ano no país, o que o coloca como o 5º maior consumidor do mundo, atrás da China, Estados Unidos, Índia e Japão.

PROJEÇÕES - Para 2009, a produção estimada é de 5.3 milhões de bicicletas, com a queda em comparação ao ano anterior justificada devido à crise mundial. Para 2010, o mercado estima a produção de 5.5 milhões, em 2011 deverão ser fabricadas 5.7 milhões de unidades e, em 2012, 6.6 milhões.

BASES PRODUTIVAS - A maioria (3.8 milhões) das bicicletas é produzida nas regiões Sul e Sudeste. Na Zona Franca de Manaus são fabricadas 1 milhão de unidades e nas regiões Norte e Nordeste outros 1 milhão.

CICLOFAIXA/ CICLOVIA - A capital paulista inaugurou em agosto ciclovias para uso aos finais de semana que ligam diversos parques da cidade, estimulando o uso da bicicleta como meio de locomoção e de lazer para os paulistanos.

Matéria completa na próxima edição da Revista multimídia Mecânica Online
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