2009
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A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
FENATRAN 2009 abre em clima de confiança, perspectivas
de bons negócios e união de interesses entre empresas e governo
São Paulo, 26 de outubro de 2009 – “Não vai faltar caminhão no mercado”. A garantia foi dada em conjunto pelos principais players do setor e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, na manhã desta segunda-feira, (26/10), durante a abertura da FENATRAN 2009 - 17º Salão Internacional do Transporte, que se estende até a próxima sexta-feira (30/10), no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
Ao representar na cerimônia o presidente Luis Inácio Lula da Silva, Miguel Jorge o ministro leu o discurso presidencial com a constatação de que “o segmento de transporte de carga retomou a curva de crescimento”. Para a platéia de empresários ligados às montadoras de caminhões, implementos, peças e do setor de logística, Miguel Jorge afirmou que a liberação dos recursos do Programa Pró-Caminhoneiro, linha do BNDES/Finame, destinada a fomentar a compra de veículos pesados vai deslanchar.
Segundo o ministro, o governo federal criou um fundo garantidor que dará lastro às instituições financeiras privadas e oficiais, forma de acelerar os empréstimos, feitos a juros de 4,5% ao ano e no prazo de 96 meses, condições consideradas pouco atrativas pelos bancos particulares. “Se eles não emprestarem, as instituições oficiais emprestam”, desafiou o ministro.
O entusiasmo do governo é amparado, conforme Miguel Jorge, ao reproduzir a fala do presidente, no ambiente de retomada econômica, com previsão de que o Produto Interno Bruto (PIB) do País atinja o patamar de 5%, em 2010, contratação de mão-de-obra (249 mil e 253 mil novos postos de trabalho formal, respectivamente em agosto e setembro últimos), além da recuperação também nos segmentos de bens-de-consumo, indústria de transformação e siderurgia.
Lembrou que no setor automotivo o ânimo é dos melhores: “a Mercedes-Benz recontratou 800 funcionários, abriu vagas para 350 temporários e 160 aprendizes, e a fábrica da Iveco, em Sete Lagoas, ampliou a capacidade de produção de 6 mil para 20 mil caminhões/ano”, exemplificou o ministro. Para o futuro, recomendou ao setor de transporte e logística que se mantenha sintonizado com os progressos do pré-sal.
A renovação da frota nacional transita, conforme ressaltou Miguel Jorge, por um programa sério de inspeção veicular, que recolha de circulação veículos com vida útil vencida. Quanto ao cenário da FENATRAN 2009, ele ressaltou a “satisfação de ver a indústria voltando a produzir”.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, destacou que a FENATRAN 2009 apresenta “o que há de mais moderno em veículos e equipamentos, num evento que já fez história”. O evento, conforme o prefeito paulistano, atende os objetivos de dinamização da economia ao mesmo tempo que considerou que “logística, equipamentos e estradas têm uma ligação umbilical”.
Confiança correspondida -
Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, assinalou aos presentes o apoio do governo e, principalmente, a confiança depositada pelo setor privado de transporte de carga e logística que aderiu à FENATRAN há um ano, momento mais agudo da crise econômica internacional, permitindo que fosse realizada “uma feira histórica, que será difícil superar”.
Da mesma opinião compartilha Flávio Benatti, presidente da NTC&Logística –Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, entidade idealizadora e parceira do evento, ao lembrar que “a FENATRAN se tornou um case de sucesso”. Aos expositores que acreditaram na Feira, o dirigente considerou que a indústria automobilística nacional foi preservada de qualquer solavanco no cenário da economia mundial. “Passamos o momento de tormenta, voltamos nossos olhos para um novo Brasil, um País com um mercado interno forte e vigoroso”, acentuou.
Quanto aos desafios, Flávio Benatti disse que, comparado com outros mercados emergentes, o setor de transporte e logística nacional perde em estrutura. “Isso pode representar um freio ao crescimento”, alertou. Do governo, reivindicou a dinamização das obras do PAC – Programa de Aceleração Econômica, no terreno da infraestrutura de transporte. Outro pleito é o incentivo à renovação da frota de veículos de carga – hoje de 1,4 milhão - segundo ele, dos quais 270 mil tem mais de 30 anos, 616 mil mais de duas décadas e, para renovar a frota, teriam que sair de circulação por ano cerca de 55 mil veículos, durante o período de 10 anos. Para reverter esse quadro, Benatti destacou a importância de um programa que propicie à indústria automobilística produzir caminhões mais modernos, com tecnologia limpa.
Oportunidade de negócios - “A FENATRAN é um importante convite à oportunidade de negócios, mas foi preciso coragem em meio à crise para manter esse calendário”, acrescentou Jackson Schneider, presidente da ANFAVEA – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, entidade que há 10 anos é parceira do evento. A Feira é, conforme salientou, uma demonstração de confiança da indústria no mercado brasileiro. Além das medidas anticrise do governo e a ressonância favorável na ponta do consumo, as montadoras souberam responder, sintetiza Schneider, “com investimento em produção, lançamentos de produtos e promoções”.
Durante a cerimônia, o dirigente foi enfático: “a crise está sendo expulsa desse país”, ao acrescentar que, no lugar de cicatrizes, ela deixou lições para o mercado. O presidente da ANFAVEA assegurou que “não vai faltar caminhão”. A garantia se baseia no fato do Brasil ter o sexto maior parque industrial de caminhões do mundo e mais de 300 produtos diferentes, incluindo aqueles alinhados com a norma ambiental Euro 5, o que assegura que, “em 2012 teremos aqui a mesma tecnologia que há na Europa”, sentenciou o presidente da ANFAVEA.
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