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SESalão do Automóvel 2010: 50 anos da maior festa automotiva brasileira
O encontro entre o passado, presente e futuro com a evolução do automóvel

Reportagem | Tarcisio Dias
Com assessoria de imprensa da Reed Exhibitions Alcantara Machado

A evolução faz parte dessa história

              Os 711 mil visitantes do Salão do Automóvel e Autopeças 1990 (1 a 11 de novembro de 1990), perceberam que, com sua 16ª edição, o evento se internacionalizara definitivamente, ao mesmo tempo que mostrava uma indústria nacional totalmente apta para a concorrência mundial. E o número de visitantes só não foi maior face ao enorme engarrafamento de trânsito nas proximidades do Parque Anhembi que teria impedido o acesso, segundo estimativas, de mais 200 mil pessoas. Dos 330 expositores, 200 eram de autopeças; foram visitados por 800 compradores de 47 países, realizando negócios (em autopeças) em torno do valor recorde de US$ 45 milhões. Nos estandes foram mostrados cerca de 300 veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, barcos e especiais), entre os quais, 31 carros de fabricação estrangeira (Japão, EUA, Argentina, Itália, Alemanha e Suécia), sugerindo que a indústria automobilística brasileira teria para oferecer ao mercado nada menos de 71 modelos em numerosas versões.

As atrações do Salão foram certamente os carros estrangeiros, responsáveis pelo grande afluxo de público e que decoravam os estandes das montadoras de origem estrangeira. Entre eles, o destaque coube à Ferrari 40, no estande da Fiat, que apresentava como curiosidade o fato de ter sido dirigida pelo então presidente Fernando Collor. Entre as nacionais, destacaram-se os carrozzieri, como sempre, e a Gurgel, exibindo sua linha Motomachine, um mini com motor BR-800.

O Salão do Automóvel e Autopeças 1992 (15 a 25 de outubro de 1992) foi certamente uma das melhores edições dos 32 anos de existência do evento. Nessa 17ª edição, os 760 mil visitantes foram brindados com um show de novidades pelos 400 expositores presentes: estimulados pela presença de numerosos modelos importados, que ocuparam metade do espaço disponível, os fabricantes nacionais esmeraram-se em apresentar seus lançamentos mais avançados, de tal forma que, à primeira vista, foi difícil distinguir uns dos outros. O visual também foi outro aspecto de realce: em 1992, o Salão do Automóvel chegou a competir com a FENIT, campeã pela beleza de suas modelos. Cada estande disputou com os demais pela qualidade de sua montagem e pela beleza de suas recepcionistas, entre as quais, se notavam conhecidas modelos brasileiras.

50 anos do Salão do Automóvel - Brasil
1992

As montadoras brasileiras, representando o maior parque industrial automobilístico da América Latina e o décimo segundo do mundo, trouxeram o GM Ômega, com destaque para a perua, lançada para substituir a Caravan; o Fiat Tempra 2 portas, fabricado só no Brasil; o VW Gol 1000 e GTI e a VW Parati com motor AP-1800 a gasolina; a nova linha Ford Escort, com motor de 2 litros e injeção eletrônica; e o Gurgel Supermini, lançado para substituir a linha BR-800. Na grande festa dos importados, da qual participaram também as montadoras estrangeiras instaladas no País, destacaram-se o VW Audi 100 Quattro, o VW Chico (protótipo urbano, com tração mista, elétrica e a explosão, apelidado pela imprensa de "Fusca do ano 2000"), os Ford Ghia Via (esportivo) e Explorer (utilitário); os Toyota 4500GT, Corolla e a picape HiLux; os Mazda 626 (sedan) e B2200 (picape); o Honda NSX (esportivo), Civic Del Sol e Accord (sedan e perua); os Suzuki Sidekick (jipe) e Vitara; os Mitsubishi Mirage (sedan), Eclipse e 3000 GT(esportivos), Pajero (jipe) e L200 (picape); os Subaru Legacy (sedan e perua) e SVX (esportivo); o Hyundai Scoupe 1.5 Turbo; os Kia Sephia 1.5i, Besta (perua) e Ceres (picape); os Mercedes-Benz 600 SL (o mais caro do Salão, US$ 280 mil) e 300G - 4x4 (jipe); os BMW 325i, 704i e a perua Touring 525i; os Citroën A-X1.3, BX (uruguaio), ZX e XM (sedan e perua); os Peugeot 405 Turbo (vencedor do rali Paris-Dacar '90), 205 GTi (versão elétrica) e 505 (argentino); os Renault Clio, Safrane e a perua Nevada (argentina); os Volvo 440, 850 e 960; o SAAB 9000 CSE Turbo; o Lada Samara (três volumes).

Na área dos caminhões também houve muitas novidades, com destaque para a carreta "cegonha" fabricada pela Translor, uma transportadora de veículos. Nos estandes "duas rodas", a novidade foi o motoscooter Honda CT-90, montado em Manaus, além de modelos importados da Honda, BMW e Kawasaki.

Os fabricantes de autopeças — com 145 expositores, entre os quais, nove de equipamentos para oficinas e postos de serviço — mais uma vez brilharam, repetindo as vendas do Salão anterior, visitados por cerca de 900 compradores estrangeiros. Mas a grande surpresa foram os negócios efetuados com os carros estrangeiros: 577 unidades vendidas, com destaque para a Suzuki, com 110 veículos. A Kia, por sua vez, anotou 600 pedidos firmes para sua perua Besta, a ser montada em Manaus. Finalmente, como a sublinhar a importância internacional adquirida pelo Salão do Automóvel, cabe registrar a manifestação feita pela entidade ecologista Greepeace, que estendeu no alto de uma coluna do Pavilhão um enorme ''auto de infração'', multando os fabricantes de veículos por poluirem o ar.

A 18ª edição do Salão Internacional do Automovel e de Autopeças (20 a 30 de outubro de 1994) ocupou todos os 40 mil m² do Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi. Reuniu 360 expositores, entre os quais, 12 montadoras instaladas no País, 28 importadoras de autóveis (representando montadoras mundiais) e 228 fabricantes de autopeças, que mostraram suas novidades para os 580 mil visitantes. Mais de 50% do espaço do Salão do Automóvel foi ocupado pelos importadores, mas os modelos importados ocupavam também boa parte dos estandes das montadoras.

Considerada pela mídia como ― o melhor e o maior de todos os Salões, pois mostrou mais de 200 modelos novos, a 18ª edição recebeu pelo menos mais duas nomeações: segundo Luiz Adelar Scheuer, então presidente da ANFAVEA, foi ―o Salão da Virada, porque nos últimos dois anos a produção saltou de 1,074 milhão de unidades para uma previsão de 1,55 milhão de unidades em 1994, as vendas internas de 740,2 mil para 1,32 milhão, as vendas de importados de 32,2 mil para 120 mil e as exportações de 341,9 mil para 360 mil unidades, batendo todos os recordes anteriores e levando o Brasil para o posto de 9º maior produtor do mundo. Para outros, foi ―o Salão da Integração, tal a quantidade de modelos nacionais e estrangeiros misturados em convivência pacífica e mostrando bom nivelamento tecnológico.
Todos os expositores mostraram-se satisfeitos com o volume de negócios fechados ou encaminhados. O segmento de carros importados, aproveitando a redução da alíquota alfandegária (de 35% para 20%), vendeu no Salão mais de 2.700 unidades, correspondendo a mais de US$ 50 milhões, e registrou cerca de 5.000 intenções de compra. E as grandes montadoras nacionais revelavam sua intenção de participar desse mercado.

Ao abrir oficialmente o Salão, o então presidente da República, Itamar Franco, assinou decreto atribuindo a Ayrton Senna a Ordem do Mérito Nacional no grau de Grã Cruz, enquanto a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) lançava uma série de três selos comemorativos em homenagem ao piloto tricampeão do mundo.

Na euforia do momento – mercado superaquecido, tendo crescido 35% em 1993 e apontando para 13% em 1994, com uma perspectiva de venda de 1,6 milhão de veículos em 1995 –, diversas montadoras estrangeiras anunciaram a intenção de se instalar no Brasil, enquanto as montadoras nacionais anunciavam reforços para seus negócios – o todo somando cerca de US$ 6 bilhões.

A mídia registrou a estréia de Bugatti, Lamborghini, Jaguar e Lotus entre as importadoras, da Goodyear nas autopeças (pneus) e a volta da Chrysler depois de 14 anos de ausência. Destacou a exibição de seis modelos ―futuristas – Audi Avus, Nissan FEV, Subaru Suiren, Toyota AXV-III, Mercedes Studio A e Ford Mustang Mach III – e o interesse do público pelo cupê Diablo, da Lamborghini; cupê EB110, da Bugatti; cupê XJ220 Jaguar, o carro mais caro da mostra (US$ 660 mil); minivan Odyssey e o Accord Coupé EX/EXL, da Honda; o econômico 106 Kid, a van 806 Svm, o compacto elétrico Ion, da Peugeot; o cupê Esprit S4 e o conversível Elan S2, da Lotus; a berlineta F355 Ferrari; Dodge Viper e o sedan Neon (lançamento mundial), da Chrysler; o Gol 1000i Plus, da Volkswagen; o sedan Protegé (lançamento mundial), da Mazda; o Uno Mpi 1.6, a perua Tempra SWie 2.0 e o Fiat Coupé (carroçaria Pininfarina), da Fiat; a Alfa Romeo 164; o esportivo Corsa Gsi e o Astra, da General Motors; Fiesta, Mondeo e a picape Ranger, da Ford; o popular Vivio e a nova WS Legacy, da Subaru; os sedan de luxo Prince e Super Salon Daewoo; o Audi A8; o Eclipse GS turbo, o Lancer GLXi e a linha Colt da Mitsubishi; a Volvo 850 SW; a BMW Compact 316i; o jipe Kia Sportage. Entre as motocicletas, chamaram a atenção os scooters, as ―estradeiras VT600C Shadow e VF750C Magna e a V-Twin Custom da Honda; Husqvarna WR360 e a Cagiva Elefant 750, da Agrale. Nos caminhões, os modelos leves de uso urbano da Agrale; e o Ford Cargo 4030.

Os fabricantes de autopeças e de acessórios mostraram mais uma vez serem uma das grandes atrações do Salão do Automóvel, sendo uma das áreas mais visitadas pelos compradores estrangeiros. Para o público, muitas atrações interessantes e ―futuristas, como o espelho com remoção de gotas de água por vibração ultrassônica e de granizo e neve por aquecimento; retrovisor com microcâmera para que o motorista possa saber o que se passa em sua volta e sistema de aviso de aproximação de veículo, da Metagal; a trava EV Disk Lock para motocicleta, da Kryptonite; os radiadores em alumínio mecânico, da Valeo Térmico.

50 anos do Salão do Automóvel - Brasil
1996

A 19ª edição do Salão Internacional do Automóvel realizou-se no Pavilhão de Exposições do Anhembi no ano de 1996 e contou com a presença de 250 expositores, numa área total de 45 mil m2. Ao todo, 575 mil pessoas passaram pelo evento e puderam ver lançamentos e clássicos da maioria das montadoras do Brasil e do mundo.

A empresa que registrou mais vendas durante os dez dias da feira, segundo levantamento dos próprios expositores, foi a KIA Motors. Foram comercializadas 387 unidades, sendo o automóvel mais vendido a Besta, com 189 unidades. A segunda montadora que mais vendeu foi a Asia Motors, com o sucesso da linha Towner (176 unidades), colaborando para o total de 293 unidades comercializadas pelo Grupo.

A montadora Land Rover teve sua primeira participação no Salão do Automóvel, conseguindo vender durante o evento 12 automóveis no modelo Discovery. A Porshe trouxe o Boxter, que teve oito unidades comercializadas. Já a clássica Jaguar apresentou os carros conhecidos como os mais luxuosos e caros do mundo. Na época, as vendas com a marca atingiram 27 veículos.

Em 1998, (29 de outubro a 8 de novembro de 1998), a indústria automobilística brasileira contou com a 20ª edição do Salão Internacional do Automóvel. O evento da Alcantara Machado trouxe para o Pavilhão aproximadamente 30 marcas, exibindo mais de 300 modelos diferentes de carros e 10 blindados, além dos lançamentos da época, caso da Maserati 3200 GT e do Audi TT.

As atrações e novidades foram distribuídas nos 100 mil m2 do evento e mais de 550 mil pessoas visitaram os corredores do Salão do Automóvel. Outros destaques foram o New Beetle, o Mercedes Classe A (que se tornaria nacional no ano seguinte) e o Peugeot 206, além da BMW 328, e dos Alfa Romeo 156 e 166. No estande da Ferrari foi possível apreciar o 456M, um dos únicos modelos fabricados pela marca italiana em toda sua história.

Neste mesmo ano, ocorreu algo que impulsionaria ainda mais a indústria nacional: várias montadoras como Audi, Chrysler, Honda, Land Rover, Mercedes-Benz, Mitshbishi, Renault e Toyota instalam fábricas em solo brasileiro.
Outra novidade daquele ano foram os Evs (Eletric Vehicles), além do lançamento do Fiat Brava, sucessor do Tipo, o novo Cupê C70 e a perua off-road. A Toyota trouxe o Corolla Nacional e o Prius, primeiro veículo híbrido (movido a gasolina e a eletricidade). O Xsara Break foi o lançamento da Citröen, o Série 3 era o destaque da BMW e a Land Rover aproveitou o evento para apresentar o utilitário Freenlander.

Especial Salão do Automóvel 2010 | 2000 a 2008


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